Políticos que promovem a linguagem da discriminação

Trump presidente. “Devemos nos preparar para enfrentar a intolerância”, afirma editorial de National Catholic Reporter

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“O caso mais urgente em jogo exige que a sociedade mobilize todos os esforços possíveis para reduzir as tensões e fazer do discurso de ódio uma resposta impensável. As congregações, as paróquias, as mesquitas, os templos e as sinagogas precisam tomar medidas extraordinárias para demonstrar que a linguagem da discriminação, o discurso e as atividades que reificam e pintam o outro como indesejável ou perigoso, não é uma prática da ampla maioria dos americanos”, comenta o editorial da revista National Catholic Reporter, 30-11-2016. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Segundo o editorial, “entre os escombros e danos causados, permanecemos na incerteza. Eis um momento em que o equilíbrio se faz necessário para não exagerarmos nem sermos ingênuos quanto ao que está se desencadeando”.

Eis o editorial.

Levará um bom tempo e serão necessários muita vontade e esforço público para retirar os detritos e as camadas de resíduos que caíram sobre o corpo político desde a mais recente corrida presidencial. Na história recente do país, não há um momento em que ele esteve tão necessitado da verdadeira religião – aquilo que as nossas tradições de fé têm a nos oferecer para mitigar o pior dos danos causados.

Independentemente da nossa preferência para a presidência, somos uma comunidade a olhar uma paisagem alterada no rescaldo de uma tempestade furiosa. A principal vítima foi a civilidade; essa ilha de barreira essencial, porém delicada, foi golpeada com ondas de retórica severa e implacável, alimentada pela frustração e raiva de pessoas que se sentiam desprezadas e ignoradas.

Quando a civilidade desaparece, não há impedimento à inundação do discurso de ódio e aos ataques àqueles que não podiam controlar ou alterar aquilo que lhes tornava alvos fáceis: a cor da pele, seus sotaques, a fé que professavam.

O ódio do outro, desencadeado no calor da batalha política, é o resíduo mais tóxico da campanha. Os “comos” e os “porquês” de nossa situação atual irão, sem dúvida, ser estudados extensivamente em todos os fóruns imagináveis. E esse exame é essencial para a compreensão final.

Mas o caso mais urgente em jogo exige que a sociedade mobilize todos os esforços possíveis para reduzir as tensões e fazer do discurso de ódio uma resposta impensável. As congregações, as paróquias, as mesquitas, os templos e as sinagogas precisam tomar medidas extraordinárias para demonstrar que a linguagem da discriminação, o discurso e as atividades que reificam e pintam o outro como indesejável ou perigoso, não é uma prática da ampla maioria dos americanos.

Há uma curiosidade decorrente do que está acontecendo: as despertaram para a necessidade da solidariedade e para agir de um modo que demonstre a melhor natureza da maioria dos americanos.

No fim de semana após a eleição, numa seção predominantemente hispânica em Silver Spring, Maryland, uma placa avisando a hora de uma cerimônia religiosa em língua espanhola a ocorrer em uma igreja episcopal estava rasgada, com uma legenda: “Trump Nation, Whites Only” (nação de Trump, brancos somente). Segundo o The Washington Post, o incidente foi um entre outros onde igrejas foram vandalizadas por racistas usando graffiti.

A resposta da igreja local foi imediata. O Rev. Robert Harvey, reitor da congregação, disse que mensagens de apoio chegaram de todo o país. Falou que concedeu entrevistas para a imprensa do Japão, da República Checa, da Espanha e do Brasil.

Embora palavras, gestos de solidariedade e compaixão são essenciais, também o é a vigilância. Pois naquele mesmo fim de semana em que os fiéis se reuniram na igreja para o culto regular, mais de 200 pessoas – a maioria rapazes – reuniram-se a alguns quilômetros de distância dentro do edifício Ronald Reagan, em Washington, para ouvir propaganda política de supremacia branca.

No fim de um longo dia de discursos que acenavam a tolerância para com os não brancos, a multidão ouviu Richard Spencer, descrito num artigo do The New York Times como o principal ideólogo do movimento de direita alternativa (“alt-right”, grupo de ideologia de extrema direita nos EUA). Spencer descartou quaisquer pretensões de inclusividade, “criticou os judeus e, com um sorriso, citou a propaganda nazista no original alemão”.

Disse que os Estados Unidos pertenciam aos brancos, a quem chamou “filhos do sol” e que, no resultado da eleição de Donald Trump, estavam “despertando para a própria identidade”.

Estamos diante de uma das imagens mais arrepiantes e perturbadoras daquilo que as pessoas estão se sentindo livres para expressar à medida que a transição para a presidência do Trump começa a dar os seus primeiros passos. Essa linguagem é um ataque direto à premissa fundante da igualdade humana deste próprio país – com certeza vivida imperfeitamente, mas sempre sendo a medida do nosso progresso enquanto povo.

Spencer dissipou qualquer dúvida que poderia haver sobre se a “direita alternativa” – “alt-right”, frase cunhada por ele – é racista em seu seio. “Os Estados Unidos foram, até esta última geração, um país branco projetado para nós e para a nossa posteridade”, disse ele em seu discurso. “É criação nossa, é herança nossa, e a nós este país pertence”.

Na conclusão de sua fala, “vários membros entre o público tinham o braço estendido em uma saudação nazista”, informa o The New York Times. Segundo se lê no artigo, “alguém na frente do salão gritava: ‘Heil o povo! Heil a vitória!’”. E os demais respondiam nos mesmos termos.

Devemos ter cuidado, nestes dias após as eleições mais estranhas da história moderna dos Estados Unidos, para não ficarmos presos em voltas intermináveis de raiva inútil e discussões improdutivas. Precisamos, nós de ambos os lados da divisão, ouvir uns aos outros e entender por que aqueles de quem discordamos votaram como quiseram. Devemos procurar realmente entender não para fins de debate, mas pelo bem da compreensão.

Ao mesmo tempo, não podemos deixar de lado a responsabilidade de estarmos vigilantes. A nossa fé e a nossa cidadania nos clamam a proteger os vulneráveis e marginalizados, aqueles a quem alguns gostariam de separar marcando-os como diferentes, como outros, como de alguma forma inferiores. Não podemos permitir que isso aconteça.

Entre os escombros e danos causados, permanecemos na incerteza. Eis um momento em que o equilíbrio se faz necessário para não exagerarmos nem sermos ingênuos quanto ao que está se desencadeando.

Recomendamos que os fiéis busquem, na prática, outros que estejam comprometidos com a paz. Quais as estratégias humanas e não violentas para lidar com os supremacistas brancos e os que buscam dividir as famílias com deportações em massa ou com registros de pessoas baseadas na etnia e nas crenças religiosas?

As denominações religiosas devem se preparar para enfrentar esses desafios.

Certamente seria bom ouvir dos nossos líderes religiosos. Os bispos recentemente fizeram declarações sobre os imigrantes e trouxeram a solidariedade da Igreja junto a este povo. No entanto, precisamos mais. Precisamos que eles informem o novo governo dos limites de nossa tolerância para com a intolerância e atos discriminatórios.

Se a liberdade religiosa deve ir além dos temas sexuais que aquecem os debates em nosso país, então os bispos precisam falar abertamente sobre a preocupação deles com os nossos irmãos e irmãs muçulmanos e sobre a necessidade de protegê-los da discriminação e do pior que possa vir.

Reivindicar a civilidade pode ser uma tarefa longa e difícil. Ela envolve bondade e ação em relação aos outros, respeitando as diferenças e buscando compreender aqueles com quem temos discordâncias.

Mas reivindicar a civilidade também significa – e talvez isto seja o mais importante ainda – colocarmo-nos contra aquele tipo de fanatismo cru e retórica discriminatória manifestados no encontro em Washington. Significa colocar-nos no lugar entre o ódio e os alvos do ódio.

Fonte: IHU

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Psiquiatra treina profissionais da saúde para prevenir a violência doméstica

Profissionais de saúde do Centro vão ter formação para prevenção de violência doméstica

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A região Centro vai dispor, em 2017, de ações de formação para prevenção da violência doméstica, dirigida a profissionais do setor da saúde, afirmou ontem o psiquiatra João Redondo, especialista e investigador naquela área.

Intervindo numa sessão pública intitulada “O papel dos serviços de saúde na prevenção da violência doméstica”, promovida pela Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) e pelo “Grupo Violência: Informação, Investigação, Intervenção”, João Redondo, coordenador deste organismo, defendeu que os serviços de saúde “estão no sítio certo” para intervirem na prevenção da violência doméstica.

“Perguntar sobre violência na família envia à vítima uma mensagem securizante, de que a segurança do doente é importante para o profissional de saúde”, defendeu João Redondo.

Argumentou, no entanto, que embora uma pergunta sobre violência doméstica, da parte de um médico, nem sempre implique do doente uma resposta inicial que a confirme, a pergunta “poderá abrir portas” que venham a possibilitar esse cenário.

De acordo com o especialista, a não identificação de situações de violência doméstica por parte de profissionais de saúde, em hospitais e outras unidades de saúde às quais as vítimas recorrem, poderá implicar a continuação e escalada da violência e a possibilidade da morte da vítima.

“Em 2017, vamos desenvolver uma grande ação [destinada a profissionais de saúde] no sentido de mudar alguma coisa”, anunciou.

Em declarações à Agência Lusa, à margem da sessão, o psiquiatra do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra disse que a ideia das ações de formação é a de que “passe a fazer parte da história clínica [dos doentes] fazer perguntas sobre se há ou não um problema de violência”.

“Mas quando se pergunta sobre se há um problema de violência, também é preciso que a pessoa saiba o que fazer”, se a resposta for afirmativa, indicou João Redondo.

Adiantou que a sessão de ontem, promovida para assinalar o Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres (sexta-feira) foi útil para debater as necessidades dos profissionais de saúde nessa área e, em função disso, delinear estratégias para dar “alguma competência mínima” para que aqueles profissionais possam desenvolver trabalho na prevenção da violência doméstica.

“Muitas vezes, perguntar é abrir a caixa de Pandora, as pessoas perguntam e depois pensam ‘agora faço o quê com isto’. Também tem a ver com a falta de conhecimento sobre a área, ou quanto tempo a consulta passa a demorar a seguir, quando se sabe uma coisa destas”, explicou João Redondo.

O Grupo Violência tem vindo a organizar grupos de trabalho para a formação de profissionais de saúde e quer agora reforçar essas competências onde já existem e criá-las em instituições de saúde que não as possuem: “O que está provado é que sensibilizar não muda as narrativas, dar competências é que muda. A ideia é dar uma competência mínima para criar outro tipo de resposta”, frisou.

Fonte 1: Jornal Médico PT

Fonte 2: Diário as Beiras:    “Papel dos Serviços de Saúde na prevenção da violência doméstica” é o título da crónica de João Redondo, Médico Psiquiatra no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra e Vogal do Conselho Regional do Centro da Ordem dos Médicos.

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“¡Hail Trump!”: saludos nazis en un evento de la ‘derecha alternativa’ de Estados Unidos

Por Eric Bradner

 El racismo y el antisemitismo del movimiento ‘alt-right’ (o derecha alternativa) fueron exhibidos el sábado en Washington, cuando sus miembros se reunieron para celebrar la victoria de Donald Trump.

El discurso del presidente del National Policy Institute, Richard Spencer, líder de la ‘alt-right’, fue publicado el domingo en YouTube por “Red Ice Radio”, que se describe como “cobertura de temas políticos y sociales desde una perspectiva proeuropea”. La revista The Atlantic también publicó un video del mismo evento que muestra a los asistentes aparentemente haciendo el saludo nazi.

“Hail Trump! Hail our people! Hail victory!”(Salve Trump, salve nuestro pueblo, salve la victoria), dijo Spencer.

Sus observaciones se llenaron de imaginería racista y ataques a las minorías.

“Estados Unidos era hasta esta última generación un país blanco, diseñado para nosotros y nuestra posteridad. Es nuestra creación nuestra, es nuestra herencia y nos pertenece a nosotros”, dijo Spencer.

Spencer también vapuleó a los periodistas que cubrieron las elecciones presidenciales de 2016.

“Uno se pregunta si estas personas son realmente personas, o solo un golem sin alma”, dijo Spencer, en una referencia a una fábula judía en una parte de su discurso dedicada a criticar a los medios y a los judíos.

Y atemperó su elogio del presidente electo republicano.

Incluso Trump, advirtió Spencer a la audiencia supremacista blanca, ha tomado posiciones que están desde su punto de vista demasiado amigables para las minorías y judíos.

En materia de inmigración, dijo Spencer, Trump “dejó la puerta abierta a algún tipo de amnistía masiva en una fecha futura, hablando acerca de mantener a los ‘buenos’ en el país”. Además, dijo, Trump “quizás sea el presidente más prosionista de la historia”, citando su oposición al acuerdo nuclear de Irán, “que, debemos admitir, que en realidad no era tan malo”.

El evento se realizó en el restaurante Maggiano, al noroeste de Washington, que emitió una disculpa el lunes y dijo a CNN que donaría 10.000 dólares a la oficina en DC de la Liga Anti-Difamación. En un comunicado, la dirección del restaurante dijo que se hizo la reserva de última hora del viernes y con un nombre diferente al de la organización.

El equipo de transición de Trump respondió en un comunicado el lunes diciendo que el presidente electo ha “seguido denunciando el racismo”.

“El presidente electo Trump ha seguido denunciando el racismo de cualquier tipo y fue elegido porque va a ser un líder para todos los estadounidenses”, dijo el portavoz del equipo de transición, Bryan Lanza, en un comunicado. “Pensar de otra manera es una tergiversación completa del movimiento que unió a los estadounidenses de todos los orígenes”.

No obstante, Trump está siendo cuestionado por el nombramiento de Steve Bannon, quien era hasta hace poco la cabeza de Breitbart News -medio próximo a la ‘alt-right’-, como su jefe de estrategia de la Casa Blanca, una posición que no requiere la aprobación del Senado. Bannon dijo que rechaza los elementos racistas y antisemitas de la derecha alternativa y se describe a sí mismo como un “nacionalismo económico”.

El museo hace un llamamiento a todos los ciudadanos estadounidenses, nuestros líderes religiosos y cívicos, y a la dirección de todas las ramas del gobierno para enfrentar el discurso de pensamiento racista y de odio”.

Fonte: CNN ES

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Movimentos racistas festejam vitória de Trump nos EUA

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Enquanto muitos hispânicos, negros e imigrantes temem que o governo Trump vá trazer retrocessos, existe um grupo que já comemora “o fim da discriminação”: os nacionalistas brancos.

“Ao menos vamos ser ouvidos pelo governo daqui para frente”, disse à Folha Jared Taylor, um dos quatro principais líderes do movimento supremacista nos EUA, segundo o Southern Poverty Law Center, centro que monitora grupos extremistas.

Membros da Ku Klux Klan fazem ato no Estado da Geórgia
Os supremacistas, em linhas gerais, defendem a superioridade dos brancos em relação a outros grupos, como negros e hispânicos.

Supremacistas tradicionais ganharam reforço da chamada alt-right (que vem de Alternative Right, direita alternativa), que espalha sua ideologia pela internet.

Os integrantes do alt-right rejeitam os conservadores tradicionais, que chamam de “cuckservatives” (algo como conservadores cornos, bunda-moles), e acreditam que a imigração e o multiculturalismo são ameaças à identidade branca.

“Antigamente, se você era rejeitado pelo conservadorismo mainstream de revistas como a ‘National Review’, de William F. Buckley, caía na esquecimento”, diz Thomas Main, professor da City University of New York que lançará um livro sobre a alt-right.

“Agora, esses expoentes da alt-right têm muito mais influência do que os conservadores tradicionais. E parte de suas ideias e retórica foi adotada por Trump.”

Eles ganharam proeminência nos EUA após serem citados pela democrata Hillary Clinton em um discurso no fim de agosto, quando ela acusou Trump de “incitar, encorajar e dar um megafone” para grupos racistas.

Os supremacistas fizeram campanha maciça pelo republicano. Trump não os apoiou, mas replicou tuítes de membros do movimento e não repudiou o endosso recebido. Deu entrevistas a sites de extrema direita.

Seu filho, Donald Jr, e Roger Stone, um de seus assessores mais próximos, tuitaram imagens do “Pepe the Frog”, símbolo do movimento. Posteriormente, afirmaram que não sabiam o que o sapo representava.

Steve Bannon, chefe da campanha de Trump, era o manda-chuva no Breitbart, site que é um dos principais divulgadores das ideias do alt-right. “Você preferiria que sua filha tivesse câncer ou feminismo?” foi uma das manchetes do site. Agora, ele é cotado para ser chefe de gabinete de Trump ou assumir algum outro cargo relevante.

FATURA

Com a vitória de Trump, os movimentos querem cobrar a fatura: preparam-se para pressioná-lo a implementar pontos de sua agenda.

“É uma das noites mais empolgantes da minha vida! Não se enganem, nossa gente teve um papel enorme na eleição de Trump”, disse David Duke, ex-líder da supremacista Ku Klux Klan.

No site neonazista Daily Stormer, o editor Andrew Anglin, que chama o presidente Obama de “o grande macaco”, escreveu: “Trabalhamos duro por isso! É a nossa maior vitória! Mas não fiquem preguiçosos! Ainda temos um monte de judeus e indesejáveis neste país e precisamos dar um jeito”.

Richard B. Spencer, que cunhou o termo alt-right em 2008, tuitou: “Agora nós somos o establishment”.

O supremacista Jared Taylor afirma que existe imenso apoio popular nos EUA às ideias do movimento. “As urnas mostraram que as pessoas brancas estão frustradas com as mudanças em curso nos EUA, e não são apenas aqueles com baixa instrução, são brancos que concluíram a faculdade também”, diz.

“Eles simplesmente não querem ser obrigados a apertar a tecla 1 no telefone para ouvir inglês em seu próprio país, ter imigrantes vivendo de ajuda do governo, estrangeiras grávidas entrando ilegalmente para terem bebês americanos.”

O líder supremacista considera muito positivas as medidas propostas por Trump. “Ele quer expulsar todos os imigrantes ilegais; acho ótimo, porque obviamente não queremos que os EUA se tornem uma extensão da América Latina”, diz.

Também apoia as restrições na entrada de muçulmanos. “Para que queremos mais muçulmanos? Eles não estão causando todo esses problemas na Europa?”

Mike Cernovich, um dos mais populares integrantes da alt-right, disse que “Trump é um nacionalista que põe a América em primeiro lugar. Todos os outros são globalistas que não priorizam os trabalhadores americanos.”
Para ele, construir um muro na fronteira com o México vai “evitar a entrada de dezenas de milhares de traficantes, imigrantes ilegais e até terroristas islâmicos.”

Thomas Main diz que Trump tem dificuldade para preencher postos abaixo do primeiro escalão e há grandes chances de pessoas ligadas ao alt-right terem cargos.

Fonte: Paraiba.com.br

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Violência sexual: uma apologia discriminatória

El Inadi dictaminó contra Gustavo Cordera: “No cabe ninguna duda de que es un hecho discriminatorio”

Tras realizar una investigación sobre los dichos del músico sobre las mujeres, el Instituto, querellante en una causa penal contra él, emitió un documento en el que le recomienda “una postura pública de conciliación”

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Gustavo Cordera deberá reconocer su error.
Gustavo Cordera deberá “ofrecer una postura pública de conciliación, reconocimiento del error y llamamiento a prácticas respetuosas de los derechos de las mujeres” ya que sus dichos fueron discriminatorios en el marco de la Ley 23592. Este es el dictamen del Inadi, al que pudo acceder hoy LA NACION, emitido luego de una profunda investigación sobre sus dichos sobre las mujeres, vertidos en una entrevista con alumnos de la escuela TEA Arte y que, tras darse a conocer por una grabación en los medios, provocó una enorme indignación en todos los ámbitos de la sociedad. Aunque el músico intentó luego defenderse alegando que “era un ejercicio de psicodrama”, fue imputado por “apología del delito” e “incitación a la violencia colectiva” en una causa que lleva adelante el juez Canicoba Corral. La denuncia fue radicada en agosto pasado por el gobierno nacional en forma conjunta por el Consejo Nacional de las Mujeres de Presidencia de la Nación y el Instituto Nacional contra la Discriminación, Xenofobia y Racismo (Inadi) y fue la tercera contra el músico, tras las presentadas ante la Unidad Fiscal para la Investigación de Delitos contra la Integridad Sexual de Niñas y Niños (Ufisex) y el juzgado de Instrucción N 19, a cargo del juez Diego Slupski.

“No cabe ninguna duda de que es un hecho discriminatorio en el contexto de la ley”, dijo el Dr. Javier Buján, interventor del INADI, en diálogo con este medio, una vez revelado el documento. Mientras siguen su curso las causas judiciales, civiles y penales, en las que el Inadi es querellante, el Instituto se ofrece “para servir de nexo con la representación de la sociedad civil”, ante quienes debería manifestar su arrepentimiento. Según explica el Instituto, le ofrecieron previamente la posibilidad de un descargo, pero no acudió a los encuentros pautados con la sociedad civil y los representantes de los colectivos. Para Buján, si Cordera manifestara una postura de arrepentimiento y sobre todo, colaborara en la difusión de prácticas respetuosas sobre los derechos de las mujeres, el juez podría tenerlo en cuenta: “El juez Canicoba Corral lleva adelante una causa penal en su contra por apología del delito de violación. Está en sus manos y nosotros vamos a estar aportando pruebas, para preservar los derechos colectivos de las mujeres. Que él hiciera pública una retractación sería una señal de ese arrepentimiento para mostrar una falta de intención de todo su accionar. Podría ser considerado como un atenuante”.

Las declaraciones que investigó el INADI

Los dichos más cuestionados de Gustavo Cordera fueron: “Hay mujeres que necesitan, porque son histéricas, ser violadas, porque psicológicamente lo necesitan y porque tienen culpa y no quieren tener sexo libremente. Quieren jugar a eso. A mí no me gusta jugar a eso, pero hay gente a los que sí. Somos muy complejos los seres humanos (…) Es una aberración de la ley que si una pendeja de 16 años con la concha caliente quiera coger con vos, vos no te las puedas coger. Si yo tengo algo bueno para darte puedo desvirgarte como nadie en el mundo. A mí hablame de cómo te sentís y te entiendo, pero si me hablás de los derechos no te escucho porque no creo en las leyes de los hombres, sí en las de la naturaleza”.

En el dictamen, el INADI califica estas declaraciones como “no sólo machistas y retrógradas, discriminatorias en virtud del género (pues se cimentan en prejuicios patriarcales que implican la cosificación de la mujer y que además reproducen y difunden la violencia contra ellas) sino que en forma directa legitiman y fomentan la comisión de un delito (el abuso sexual)”.

El documento explica que Cordera “asumió una peligrosa y falaz posición de superioridad por la cual un hombre define la naturaleza, las necesidades y los deseos de las mujeres, más allá de los deseos o la voluntad que estas puedan presentar”.

Cordera dijo: “A mí lo discursivo no me dice nada. ¿Qué son los derechos de la mujer? (.) Si me hablás de los derechos no te escucho, porque no creo en las leyes de los hombres, sí en las de la naturaleza”. Sobre esta frase, el Inadi observa “un curioso, peligroso y selectivo desprecio por la ley”. “El señor Cordera decide desconocer, o al menos desairar, los derechos de las mujeres mediante una pregunta retórica que desvirtúa él mismo al oponer las leyes de la naturaleza a las del hombre. ¿A qué intentó aludir el Sr. Cordera con la expresión “leyes de la naturaleza”? Sin duda alguna el vago sentido mentado por el denunciado remite a una naturaleza en la cual se establece una diferencia fundamental entre los hombres y las mujeres: la fuerza física”.

Fonte: LA NACION ARG.
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Harvard castiga a su equipo de fútbol por clasificar sexualmente a sus compañeras

La clasificación sexista incluía fotos, puntuación del 1 al 10 y sugerencia de posturas

Por Omar Naboulsi

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La Universidad de Harvard ha suspendido lo que resta de temporada a su equipo masculino de fútbol. ¿El motivo? Los jugadores habían elaborado un ranking sexista sobre sus compañeras del equipo femenino.

Según el informe publicado por el diario estudiantil The Harvard Crimson, la enfermiza clasificación incluía fotos de las futbolistas y una puntuación del 1 al 10 sobre el atractivo sexual de cada una con comentarios obscenos sobre las chicas. Había incluso sugerencias sobre la postura en que los jugadores preferían acostarse con sus compañeras.

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Elaboraron la lista mediante una cadena de mails durante meses. Al parecer, se trataría de una tradición en el equipo masculino de Harvard desde 2012. Entre las lindezas que soltaban los futbolistas del centro de Massachusetts había frases como “Parece relativamente simple y probablemente inexperta sexualmente, su postura preferida debe ser la del misionero”, o “Parece fuerte, alta y viril, le doy un 3”.

Las jugadoras del equipo femenino han elaborado un escrito que se publicó en el mismo diario estudiantil. Las jugadoras cuentan que se sienten horrorizadas porque las atletas que se sienten seguras y orgullosas de sus habilidades normalmente son reducidas y juzgadas por su apariencia física.

“Estamos frustradas de que esto sea una realidad a la que todas las mujeres se han enfrentado en el pasado y seguirán haciendo frente a lo largo de sus vidas”, aseguran las futbolistas.

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El que decidió suspender al equipo fue el presidente de la Universidad, Drew Faust, impactado por la actitud de los jugadores. “La decisión de cancelar la temporada es seria y consecuente. Para Harvard el comportamiento del equipo es completamente inaceptable, no es propio de esta universidad y va contra el respeto mutuo, y los valores de nuestra comunidad”.

Además, el director deportivo de la Universidad, Robert Scalise, se mostró especialmente preocupado por sus estudiantes. ” Es muy decepcionante y preocupante que la gente esté haciendo esto”.

Desgraciadamente, esto no es una película tipo American Pie. Este sexismo es tristemente cotidiano y real.

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Fonte: PlayGround  ESP.

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Racista, doente mental, condenada e inimputável

Mulher é condenada a tratamento psiquiátrico por crime de racismo

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Uma mulher australiana, portadora de transtornos mentais, foi condenada ao cumprimento de medida de segurança, em regime de tratamento ambulatorial, pelo crime de racismo. A sentença é da 5ª Vara Criminal de Brasília, que aceitou denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

Após ofender profissionais em um salão de beleza com expressões discriminatórias em fevereiro de 2014, Louise Stephanie Garcia Gaunt foi presa em flagrante e teve concedida liberdade provisória.

Após análise de diversos laudos do Instituto Médico Legal (IML), o estado de sanidade mental da denunciada foi considerado instável. Ela já fazia uso de medicamentos controlados e possuía histórico de transtornos psiquiátricos.

A sentença foi publicada no dia 19 de outubro. Nela, a juíza reconhece que a acusada cometeu o crime de racismo ao atingir a moral do grupo de pessoas de pele negra, acreditando possuir superioridade.

Louise se recusou a ser atendida por uma funcionária negra e expressou sentimento de aversão.

“Pessoas da sua cor me incomodam”, disse Louise diretamente para a vítima. Ao ser questionada por uma cliente, também negra, esbravejou: “Só quero que as pessoas da sua cor não me dirijam a palavra!”

Por ser portadora de transtornos psiquiátricos, Louise foi considerada inimputável – condição legal que isenta de pena a pessoa que, por doença ou desenvolvimento mental incompleto, não é inteiramente capaz de entender o caráter ilícito de seus atos. Por isso, não pode receber pena restritiva de liberdade.

A medida de segurança – que consiste no acompanhamento psiquiátrico da mulher – será aplicada por prazo indeterminado. O Ministério Público pediu a condenação da acusada pelo ato de praticar preconceito de raça.

O crime está disposto do artigo 20 da lei 7.716/1989, que define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor.

Diz o artigo. 20: “Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.”

A pena prevista é de reclusão de um a três anos e multa.

Medida de combate

A advogada criminalista Gisela Aguiar lembra que, apesar do nome, “absolvição imprópria”, a australiana não ficará impune.

“Isso significa que vai ser aplicada uma medida de segurança que pode ser até mais grave do que a pena, porque tem prazo indeterminado.”

Esta é a mesma ponderação feita ao JOTA pelo promotor de justiça Thiago Pierobom, coordenador do Núcleo de Enfrentamento à Discriminação (NED) do MPDFT.

“Neste caso, a medida de segurança pode durar mais do que a pena de reclusão de um a três anos”, explica. “Por ser ré primária, ela responderia em regime aberto. De qualquer forma, não seria presa.”

Para o promotor, é preciso zelar pela saúde mental das pessoas que cometem este tipo de crime para que as situações não se repitam.

“Ela já havia passado por duas internações psiquiátricas, tomado remédio controlado. A gente tem que se preocupar com a integridade de todos: das vítimas de racismo e das pessoas com transtorno mentais que são vítimas de descaso também”, avaliou.

A inserção numa sociedade em que o racismo é estruturante é a chave para entender os surtos discriminatórios das pessoas com distúrbios psiquiátricos. É como vê o promotor: “estas pessoas vivem na mesma sociedade de valores racistas que as outras, com a diferença que perdem o freio inibitório.”

Para ele, essas condutas devem ser igualmente coibidas – respeitando, contudo, as particularidades de uma pessoa que usa plenamente a faculdade mental e de uma que não.

A advogada lembra que não é tão comum a condenação pelo crime de racismo. “É bem mais comum pelo crime de injúria racial, que é menos grave. Apesar de também ter pena de um a três anos, não é inafiançável, nem imprescritível. ”

Enfrentamento

Até agosto deste ano, o MPDFT ofereceu mais de 100 denúncias de casos de racismo. Em 2014, durante todo o ano, foram 50; em 2015, totalizaram 90.

“Isso significa que em 2016 vamos bater um recorde que é resultado do nosso trabalho árduo para que esses casos sejam devidamente apurados, para que haja a devida responsabilização nos crimes de racismo”, conta Pierobom.

Proteger a vítima e responsabilizar o agressor são os dois pontos-chave do trabalho desenvolvido pela instituição. Atualmente, segundo o promotor, o MPDFT trabalha para que nos processos haja uma conjugação da sanção criminal com instrumentos de prevenção específica.

Para tanto, foi feita uma parceria com a Universidade de Brasília (UnB), que ministra um curso de conscientização de igualdade racial.

“Além da indenização devida e da prestação de serviços à comunidade, a pessoa que comete o crime de racismo deve participar do curso”, explica.

Seis turmas foram realizadas desde 2014.

“Tem sido uma estratégia importante. É preciso ajudar essas pessoas a entenderem que aquilo que fizeram é completamente errado.”

Prevenção pela educação

O primeiro passo para o enfrentamento do racismo, segundo Pierobom, é a educação.

“O racismo é algo estruturante nas relações sociais brasileiras. O ponto de partida para o enfrentamento parte das políticas de prevenção, com o ensino da igualdade racial nas escolas, com a valorização das culturas dos povos negros. ”

Em termos de prevenção, garante o promotor, sua grande aposta é a educação. “Ainda falta uma plena incorporação dessas discussões por parte dos professores em todas as disciplinas.”

“É preciso desconstruir essa ideia de que não há racismo no Brasil, discutir o problema dessas relações sociais, de o porquê aqui a pobreza tem cor”, alerta.

Fonte: JOTA

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Discriminados também discriminam

Hombres gay “masculinos”son más homofóbicos

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Un reciente estudio realizado en Europa nos ha mostrado un lado de la comunidad gay que parece estar creciendo cada vez más, la homofobia entre hombres gay.

La homofobia internalizada no es algo nuevo en la comunidad gay pero parece alarmante el hecho de que “no pareces gay” se haya convertido en un cumplido, como si “parecer gay” fuese algo malo. El estudio fue dirigido por Cal Strode, quien entrevistó a 280 hombres homosexuales de Reino Unido y Estados Unidos, y encontró que un gran numero de hombres gay que se dicen “actúan como una persona heterosexual” ven a los hombres homosexuales femeninos como la razón por la cual la comunidad gay tiene mala reputación.

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De los hombres que dicen “actuar como una persona heterosexual” el 37% culpa a los homosexuales femeninos de la mala reputación de la “comunidad”, además el 35% de los hombres dejó claro que no se identifican como hombre gay y sienten mayor identificación con personas heterosexuales, lo cual nos muestra que ser “GAY” parece ir más allá de la orientación sexual, parece ser un sentimiento y puede que la homofobia tenga mucho que ver en esto.

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Podemos observar comportamientos como estos todo el tiempo, comenzando por la “Marcha del orgullo” donde semanas antes podemos escuchar las quejas de hombres homosexuales acerca de los que asisten y sobre todo de los que van y no cumplen sus estándares, además lo podemos ver en aplicaciones de citas, donde ser afeminado, sin cuerpo de gym, muy bajito o cualquier otra cosa puede ser utilizado en tu contra.

¿Ustedes qué piensan, estos hombres homosexuales homofóbicos estarán relacionando la feminidad con algo débil, o de dónde proviene su rechazo? ¿En qué momento deja de ser una preferencia para ser discriminación?

Fonte:  SoyHomosensual

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Homofobia no futebol

Pesquisa revela o que britânicos pensam sobre gays no futebol

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A homofobia nos estádios é um assunto que começou a ser debatido muito recentemente, e o que muitos pesquisadores se perguntam é o que os torcedores fariam se seus clubes contratassem jogadores abertamente homossexuais. Foi isso que a BBC britânica resolveu investigar.

A pesquisa realizada com quatro mil pessoas revelou que 82% dos torcedores não se incomodariam com a situação, sendo 8% dos fãs disseram que deixariam de acompanhar o time caso chegasse um jogador gay.

Quase 15% respondeu que acreditam que os companheiros ficariam desconfortáveis com a situação, e 18% disseram que são contra “revelar” a orientação sexual, mas que não deixariam de torcer para o clube.

A homofobia também se mostra presente no indicativo de que metade dos participantes da pesquisa afirmaram que já presenciou episódios de discriminação nas partidas, seja direta ou através de cânticos , o número, ainda assim, é inferior aos 59% que responderam já ter visto racismo nos estádios.

“Se revelar não seria um problema no ambiente de trabalho”, opinou Chris Sutton, ex-jogador de Celtic-ESC e Blackburn-ING. “Trabalhar em um clube de futebol é como em qualquer outro lugar. Os jogadores com que joguei não iriam se importar. Esses 8% não deveriam ser aceitos no futebol”, seguiu.

Outros números da pesquisa mostram que mais torcedores (12%) se incomodariam mais com um jogador de um rival sendo contratado por seu clube do que um homossexual. E a maioria, 57%, considera que atletas gays deveriam revelar sua orientação para incentivar os demais a fazerem o mesmo.

No futebol, o jogador mais conhecido a revelar sua homossexualidade foi o alemão Thomas Hitzlsperger, que teve passagens pela seleção de seu país, ainda que só tenha feito isso ao fim de sua carreira.

Na Inglaterra, o atacante Justin Fashanu revelou que era gay em 1990, quando sua carreira já entrava em decadência e nunca mais se encontrou no futebol, passando por diversas equipes desde então. Em 1998, aos 37 anos, o jogador foi encontrado morto, enforcado com um fio de luz, em sua garagem.
Muitas atletas já falaram sobre o preconceito no esporte, alegando em sua maioria que o que os impede muitas vezes de sair do armário, é a questão do patrocínio, onde os empresários poderiam deixar de investir nos atletas. Ainda assim, este ano nós tivemos a Olimpíada com mais LGBTs assumidos. Um avanço, mas que mostra que ainda temos muito a discutir.

Fonte: NÓS2

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Juízas julgam diferente de juízes em caso de abuso sexual?

Juez y fiscal en la mira por el caso de incesto en Rivera

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Jorge Díaz. Foto: F. Flores

Por EDUARDO BARRENECHE

Los errores de la Justicia Penal en un caso de violación e incesto ocurrido en Rivera durante años conmocionó tanto a ministros de la Suprema Corte de Justicia como a la Fiscalía General de la Nación.

La Corte dio ayer un plazo de 72 horas al entonces juez penal de Rivera, Gustavo Iribarren para que brinde informes sobre su decisión de archivar en 2010 un expediente relacionado con un embarazo de una menor de 13 años, donde el padre había sido el abusador.

Iribarren es hoy juez penal de 3er Turno en Montevideo.

La decisión del máximo órgano del Poder Judicial llegó después de haber analizado un testimonio del expediente IUE 328-25/2009 que contiene las actuaciones cumplidas en relación con el caso de incesto.

En tanto, el fiscal de Corte, Jorge Díaz ordenó para hoy el traslado del entonces fiscal riverense, Ricardo Chiecchi Rostan a una materia no penal ni vinculada con menores.

Chiecchi Rostan fue nombrado por Díaz como titular de una fiscalía capitalina.

Además de ser muy apreciado por sus colegas, Chiecchi Rostan no tenía una mancha en su legajo. Jamás enfrentó procesos disciplinarios ni investigaciones administrativas.

Ingresó por concurso de oposición y méritos a un cargo técnico en la Fiscalía y fue nombrado como fiscal penal en Rivera por el antecesor de Díaz, Rafael Ubiría.

Apelación.

El abuso del padre a su hija fue analizado en tres oportunidades por la Justicia Penal de Rivera: 2009, 2011 y 2016.

Ayer en conferencia de prensa, el fiscal de Corte consideró que Chiecchi Rostan debió haber apelado en junio de 2010, cuando el juez Iribarren archivó el expediente porque la víctima ni su madre denunciaron abusos sexuales ni vecinos declararon que había una relación incestuosa entre el padre y la hija que terminó en un primer embarazo. “El error inexcusable del fiscal fue en este caso no haber apelado esta resolución de junio de 2010 de forma tal de poder seguir adelante con la investigación”, sostuvo Díaz.

Un año y medio más tarde —24 de junio de 2011—, padre e hija volvieron al juzgado de Rivera. En ese caso, el “error” del entonces fiscal fue tipificar una violación como incesto, señaló Díaz.

Ello derivó, agregó, en que en dos oportunidades el abusador —con antecedentes penales por violación— estuvo declarando como acusado en la sede judicial de Rivera, fue liberado y durante siete años la víctima debió convivir con el abusador.

En esa segunda instancia judicial de 2011, inclusive, se probó el incesto porque se realizó exámenes de ADN a dos hijos de la víctima —uno de ellos falleció poco después por una dolencia trasmitida en forma hereditaria. Pero el fiscal ordenó el archivo del expediente por considerar que no podía tipificar la figura del incesto porque no había escándalo público en aquel momento.

Díaz fue enfático: “Acá estamos ante un segundo horror inexcusable del fiscal. Este dictamen fue dictado con un error al igual que el dictamen anterior (de 2010) porque nunca estuvimos ante un caso de incesto. Estamos ante un caso de violación”.

El incesto requiere relaciones sexuales consensuadas entre dos personas con cierto grado de parentesco.

Según Díaz, hablar de incesto en este caso implica sostener que puede haber relaciones consensuadas entre un padre de 51 años, con antecedentes por violación, y una niña. “Ello es absolutamente insostenible”, advirtió.

“Acá hay un dictamen que es erróneo porque no se requiere denuncia, la violencia se presume, no había incesto y sí había violación. La niña vuelve a vivir con el padre”, resumió Díaz.

La suerte del abusador cambió en este mes de julio, con otra jueza y otro fiscal.

Tras indagarlo, la jueza de Rivera, Noelia Sánchez lo remitió a la cárcel por reiterados delitos de violación. Al otro día, el hombre se suicidó en la cárcel.

La madre de la víctima fue procesada sin prisión por el delito de omisión a los deberes inherentes a la patria potestad por no haber denunciado a su esposo.

Fiscal no podrá ser sumariado por haber prescripto su falta.

“Con profundo dolor vengo acá como representante de la institución a asumir la responsabilidad (del error del entonces fiscal de Rivera). Fácil para mí decir que los hechos ocurrieron en 2009 cuando yo no era fiscal de Corte”. Con estas palabras, el fiscal de Corte, Jorge Díaz, dijo que daba “la cara” y no barría “para debajo de la alfombra”.

Díaz afirmó que los fiscales carecen de un estatuto propio, y que estos se remiten al estatuto de los jueces.

En el Parlamento hay un proyecto de Estatuto de los Fiscales a estudio de la Comisión de Legislación y Códigos del Senado remitido por el Poder Ejecutivo. Los fiscales, en materia disciplinaria, se rigen por los artículos 38 del decreto-ley 15.365 (equipara a jueces con fiscales) y 113 de la ley 15.750 (regula el estatuto de los magistrados). Esta norma señala que ningún proceso disciplinario podrá ser iniciado después de ocurridos dos años del hecho que lo motivare. “Esto quiere decir, lamentablemente, que la falta o infracción cometida por este fiscal (Enrique Chiecchi Rostan) estaría prescripta. No podría ser sujeto de responsabilidad. Sí hemos dispuesto el traslado de este fiscal a una materia que nada tenga que ver con el tema penal ni abusos de menores”, expresó Díaz. “Hoy es unos de esos días que uno tiene ganas de dejar todo e irse para la casa”, agregó.

A juicio del fiscal de Corte, para que no vuelva a ocurrir este tipo de situaciones se deben aprobar en el Parlamento las Instrucciones Generales de los Fiscales. Estas disposiciones habilitarían a Díaz a sugerir a los fiscales que prioricen en las investigaciones determinados delitos en razón de gravedad. “Acá tenemos un delito de abuso sexual denunciado que llevó un año y medio la primera investigación. Este delito no fue priorizado. Los delitos de abusos sexuales deben ser siempre priorizados y para ello es necesario que se aprueben las Instrucciones Generales”, dijo.

UN CASO DE VIOLACIÓN E INCESTO.

Enero de 2009.

Una psicóloga que realizaba trabajo social en un barrio de la ciudad de Rivera denunció ante la Comisaría de la Mujer y la Familia que una adolescente de 13 años de edad cursaba un embarazo de aproximadamente seis meses y que los vecinos comentaban que el padre de la adolescente sería el progenitor de su hijo.

Forense.

La adolescente fue analizada por un médico forense y se constató que cursaba un embarazo de entre 19 y 21 semanas.

Lentitud.

Las actuaciones judiciales sobre el caso comenzaron en febrero de 2009 y finalizaron recién en junio de 2010 o sea un año y medio después de la denuncia policial.

Vista fiscal.

El fiscal solicitó que se practicara una prueba de ADN extrayendo muestras de la adolescente, de su hijo nacido y del padre de la menor. Esas actuaciones no se hicieron

Resolución.
El 24 de junio de 2010, el juez resolvió el archivo del expediente porque no había denuncia de la madre de la adolescente ni de esta respecto de abuso sexual y que ningún vecino aportó datos de una relación incestuosa. Esta resolución fue notificada al fiscal y este no apeló.

Otra denuncia.

El 24 de junio de 2011, un médico de la policlínica del barrio denunció que la adolescente, que había seguido viviendo con su padre abusador, había quedado embarazada y había tenido otro niño.

ADN.

La jueza del caso dispuso que se practicara pruebas de ADN a todos los involucrados.

Pericias.

El análisis de ADN arrojó como resultado que el denunciado era el padre de los dos hijos de la adolescente.

Error.

El fiscal señaló el 18 de noviembre de 2011: “Queda claramente probada una relación incestuosa, la cual por carecer de la nota de escándalo público exigida por el tipo penal, no es delito. No se ha probado la violencia en la relación sexual de autos. Atento a ello, nada solicitaré”.

Fonte: EL PAÍS

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