O perigo da medicina alternativa, da pseudoterapia e da pseudociência

“Trocar o sistema de saúde pelas pseudoterapias pode ser um prejuizo grave e inclusive provocar a morte precocemente”. “A homeopatía pode ficar na mesma categoria dos caramelos”

Los cinco ataques de Pedro Duque* a las pseudociencias y la homeopatía

"La homeopatía puede estar en la misma categoría que los caramelos".

Acabar con las pseudociencias se ha convertido en uno de los objetivos a corto plazo de la comunidad científica. Casi 400 médicos y científicos firmaron un texto en septiembre de 2018 para pedir al Ministerio de Sanidad una línea de actuación, y éste recogió el testigo en el mes de noviembre al presentar a los colegios profesionales el borrador de su plan de ataque.

Era el primer paso de un camino que el Gobierno pretende seguir recorriendo durante 2019 y al que se ha referido el ministro Pedro Duque en una entrevista con Diario Médico. El responsable de la cartera de Ciencia y Educación ha atacado abiertamente este tipo de tratamientos e incluso se ha mojado sobre una de las cuestiones más polémicas: ¿debería la homeopatía salir de las farmacias?

A continuación recogemos algunas de sus declaraciones más combativas.

— “Lo que no esté validado por la ciencia [las pseudociencias] no puede ser un servicio sanitario”.
— “Las pseudociencias son un problema muy importante, pero incipiente en el sistema sanitario”.
— “Hay gente que abandona el sistema sanitario para acudir a pseudoterapias, lo que puede afectar gravemente la salud e incluso causar muertes tempranas”.
— “Dentro del Sistema Nacional de Salud las pseudoterapias afectan poco, pero hay que eliminar del todo su influencia, dejarla a cero”.
— “[En las farmacias] La homeopatía puede estar en la misma categoría que los caramelos, sin ningún problema”.

El plan del Gobierno

En la lucha contra las pseudoterapias, el Gobierno maneja plazos cortos y Pedro Duque ha anunciado que “a lo largo de 2019 saldrán de los centros sanitarios y de la formación especializada”.

Para ello, el astronauta* pide tiempo porque quieren que el listado de pseudociencias tenga “absoluta exactitud”. “Hay cosas bastante obvias, pseudoterapias sobre las que no hay que pensar mucho porque está claro que lo son, pero debemos ser escrupulosos con otras áreas y pretendidas terapias sobre las que puede haber dudas”, ha asegurado el ministro, que dice que el Gobierno pondrá “a gente a trabajar con ese objetivo: todo el SNS, los centros sanitarios y sus profesionales, deben estar alineados con esta política”.

LATE MOTIV – Elena Campos, una biomédica contra la pseudociencia. | #LateMotiv254 – YouTube
La doctora en biomedicina Elena Campos preside la Asociación para Proteger a los Enfermos de la Terapias Pseudocientíficas (APETP) y nos habla de sus intentos, sus logros y los riesgos de las pseudoterapias.
* Pedro Duque, ministro de Ciencia,Innovación y Universidades é um ex-astronauta e político espanhol, veterano de duas missões espacial.
 

As discriminações e a política

O reacionarismo é também uma reação à explosão do feminismo, do antirracismo e da luta LGBTs. Há uma nova geração de mulheres que não tem nada a perder e a temer. Essa onda feminista relativamente espontânea já começa a furar e renovar a bolha institucional, elegendo mulheres no Brasil e nos Estados Unidos.

Manifestantes argentinas pró-aborto em protesto na praça diante do Congresso Nacional, em Buenos Aires. Foto: Isis Medeiros/Farpa/Folhapress

A extrema direita venceu. Feministas, antirracistas e LGBTs também.

Em 2016,em uma escola secundarista de uma favela de Porto Alegre, Lucia Scalco e eu nos deparamos com dezenas de meninos fãs do “mito”. Por muito tempo, só conseguíamos enxergar esse fato, que dominava nossa análise.

Isso, em grande medida, prejudicava dar a devida atenção a meninas como Maria Rita, de 17 anos, única filha mulher de um soldado bolsonarista. Ela discutia cotidianamente com seu pai e irmão e, em 2018, já havia conseguido convencer a mãe que “eles não tinham argumentos, apenas raiva de tudo”.

A antropóloga Claudia Fonseca, nos anos 1980, chamava as mulheres de periferia de “mulheres valentes”: líderes comunitárias, mães e trabalhadoras – mas não necessariamente feministas.O que nós encontramos em 2016, quando nos permitimos olhar as coisas sob lentes diferentes, foi que as filhas das valentes agora se denominavam feministas, enfrentavam o poder patriarcal com argumentos sólidos, dados e conhecimento aprofundado de política. E melhor: elas eram em maior número do que os “minions”.

Talvez o que nos esteja faltando para começar 2019 é conseguir deslocar o foco exclusivo no círculo vicioso das manchetes trágicas e no aumento do autoritarismo para valorizar as grandes conquistas que mudaram uma geração inteira, e que produzirá impactos sociais e institucionais profundos daqui a alguns anos.

A crise de 2007/2008 propiciou a explosão de uma primavera de ocupações e protestos em massa no mundo todo. Muito é dito sobre o quanto essas manifestações causaram a ascensão da extrema direita. Menos atenção tem sido dada, entretanto, ao fato de que existiram outros desdobramentos possíveis dessas manifestações. Tanto oOccupy nos EstadosUnidosquanto asJornadas de Junho de 2013, por exemplo, também foram marcos do fortalecimento de uma nova subjetividade política que busca, na ação microscópica da ação direta, o afeto radical, a imaginação e a horizontalidade.

Quem sabe invertemos as lentes de análise? O reacionarismo emergente também pode ser entendido, entre muitos outros fatores, como uma reação à explosão do feminismo, do antirracismo e da luta dos grupos LGBTs, que sempre se organizaram no Brasil, mas que, nos últimos anos, atingiram uma capilaridade inédita — e perturbadora, para muitos.

Impulsionada pelo contágio das novas mídias digitais, emergiu a quarta onda feminista no mundo todo –especialmente no Sul global (veja abaixo alguns exemplos) –, que é orgânica, emergiu de baixo para cima e cada vez mais reinventa localmente os sentidos do movimento global #metoo.A onda internacional perpassa todas as gerações, mas é entre as adolescentes que desponta seu caráter mais profundo no sentido de ruptura da estrutura social: há uma nova geração de mulheres que não tem nada a perder e a temer.

Diz o cântico das marchas feministas que a “América Latina vai ser toda feminista”. Neste ano, as universidades chilenas, por exemplo, foramocupadascontra o assédio sexual. Na Argentina, filhas do movimento #niunamenos, aspibas(ativistas jovens)comandaramas vigílias durante a votação do aborto no Senado. Atualmente, meninas de 12, 13 anos já vão para a escola com o lenço verde, que simboliza a luta pelo aborto legal.

A cena feminista asiática está em plena ebulição. Na Coreia do Sul, as “irmãs de Seul”marcharamcontra o abuso sexual e a misoginia. NaChina, depois da prisão de cinco ativistas, o feminismo tem explodido em todo o país, e as jovens fazem performances criativas, como ocupar os banheiros masculinos, contra o machismo e o autoritarismo.

O mesmo ocorre em diversos países africanos. A juventude secundarista e universitária de Moçambique fundou oMovfemme, o Movimento das Jovens Feministas. Sob forte repressão, elas organizam eventos menores, como rodas de conversa em torno de uma fogueira para falar de sexualidade e direitos das mulheres.

Furando a bolha institucional

Lúcia Scalco e eu percebemos o rastro da primavera feminista de 2015 e das ocupações secundaristas de 2016 na periferia de Porto Alegre. Nós fazemos pesquisa lá há dez anos e percebemos que a intensidade e a capilaridade do feminismo entre as adolescentes era inédita.Existe toda uma nova geração de feministas, e elas foram fundamentais na contenção do crescimento de Bolsonaro no bairro em que moram.Muito antes de existir omovimento #elenão, elas já enfrentavam seus pais, irmãos e companheiros e, assim, mudavam o voto de suas mães e avós, que tradicionalmente seguiam o voto dos maridos.

O grupoMulheres Unidas contra Bolsonaroreuniu em poucos dias 4 milhões de mulheres no Facebook e o movimento #elenão foi a explosão disso tudo, constituindo-se também um grande momento de politização de mulheres. Obacklash(contra-ataque) não veio apenas dos bolsonaristas, mas também de alguns intelectuais de esquerda que, direta ou indiretamente, responsabilizaram as mulheres pelo crescimento de Bolsonaro na última semana no primeiro turno, desprezando as muitas variáveis políticas que levaram àquele cenário – argumento já refutado em artigo acadêmicode Daniela Mussi e Alvaro Bianchi.

Essa onda feminista relativamente espontânea já começa a furar erenovar a bolha institucional, elegendo mulheres no Brasil e nos Estados Unidos.

Enquanto a direita tradicional derreteu nessas eleições, e o PSL cresceu de forma fenomenal na extrema direita, o PSOL também elegeuAurea Carolina,Sâmia Bomfim,Fernanda Melchionna,Talíria Petronecomo deputadas federais; e a Rede elegeuJoênia Wapichana, a primeira indígena eleita no país. Além, é claro, das vitórias daBancada Ativista, deMonica Francisco, Erica Malunguinho,Luciana Genro, entre outras, em nível estadual.

Primeiros frutos das sementes de Marielle Franco, essas mulheres jovens possuem com forte vínculo com o ativismo e com a realidade popular. Essa nova bancada feminista não procurou surfar na onda de Junho de 2013 ou da Primavera Feminista de 2015 simplesmente – elas vêm organicamente das ruas e das lutas.

Nos Estados Unidos, as eleições do chamado “midterm”surpreendeue derrotou Trump no Congresso, tendo significativo número de recorde de mulheres eleitas, como as democratas Rashida Tlaib e Iham Omar (as primeiras islâmicas da eleitas), Deb Haaland e Sharice Davids (as primeiras indígenas eleitas), Ayanna Pressley (a primeira negra eleita por Massachussets) eAlexandria Ocasio-Cortez, uma das mais jovens deputadas já eleitas.

Ocasio-Corteztem sido um caso exemplar da renovação política. Mulher, mãe e latina do Bronx, ela encarna as lutas das minorias ao mesmo tempo em que resgata uma linguagem dos laços de amor da família e comunidade. Ela também produz um discurso mais universalista que dialoga diretamente com os anseios da classe trabalhadora constantemente usurpada: emprego, segurança, sistema de saúde e educação. Em suma, ao falar do amor e das dificuldades da vida cotidiana, ela atinge temas básicos que tocam no âmago dos anseios populares – temas que, apesar de básicos, têm sido deixados de lado pela grande narrativa da esquerda brasileira.

As diferenças de contexto norte-americano e brasileiro são enormes, evidentemente. Mas, em comum, essas mulheres encarnam um radicalismo necessário, conectado a uma ética e estética do século 21. Fazendo forte uso das redes sociais, por meio de stories do Instagram, essas mulheres transformam a política outrora hostil, inacessível e corrupta em algo atraente, palpável e transparente. São mulheres de carne e osso que fazem política olho no olho não apenas em época de eleição. Afinal, não basta apenas ocupar a política como também mudar o jeito de fazê-la.

Podemos, então, dizer que a configuração política de hoje extrapola as análises convencionais da polarização entre esquerda e direita, mas aponta para a existência de dupla divisão de ideologia e posicionalidade, ou seja, de um lado situa-se otipo idealdo homem branco de direita e, de outro lado, a mulher negra/lésbica/trans/pobre.

Quando o desespero bater sob o governo autoritário e misógino de Jair Bolsonaro, é importante olhar adiante e lembrar que muita energia está vindo de baixo, a qual, aos poucos, vai atingir os andares de cima.É uma questão de tempo: as adolescentes feministas irão crescer, e o mundo institucional terá que mudar para recebê-las.

Nossas conquistas em nível global são extraordinárias, mas muitos não irão te contar isso. A onda feminista dará força para resistir. Tenho confiança que muitas e renovadas versões do #elenão serão reeditadas, e miram não apenas derrubar os projetos de Bolsonaro, mas principalmente servir de espaço para a politização de mulheres. Mesmo derrotadas, somos vencedoras. Feliz 2019.

Fonte:The Intercept

Por que uma mulher comeria sua placenta?

“Quando as minhas pacientes começaram a perguntar se podiam comer suas placentas, devo admitir que fiquei estupefacta. E estou acostumada a enterarme de coisas sobre o corpo que a maioria das pessoas nem imagina.”

Ilustración por Claire Milbrath

Gracias por no comerte tu placenta

En el hospital canadiense donde fui residente de ginecobstetricia, a inicios de los años noventa, teníamos un congelador para placentas.

Después de los partos, las placentas que no tuvieran que ser revisadas por un patólogo para ver si tenían infecciones o algún otro problema médico se guardaban en el congelador. El hombre de la placenta (lo llamábamos así en lugar usar su nombre) llegaba cuando ya había muchos de esos discos rojos congelados y se los llevaba a una empresa que al parecer los convertía en extracto de placenta.

Según nos contaron las enfermeras obstetras, ese era el ingrediente secreto de muchas cremas que combatían las arrugas y otras molestias del envejecimiento que aquejan a las mujeres.

Nunca usé humectantes o cremas faciales durante la residencia. Las ginecólogas y obstetras no somos tan adeptas a la placenta como la industria de los cosméticos de aquel entonces.

Aunque es cierto que da oxígeno y nutrientes al feto en desarrollo, ningún otro animal tiene una placenta tan demandante. Las mujeres tienen el revestimiento uterino más grueso de todos los mamíferos, así que, para tener acceso al flujo sanguíneo, la placenta del humano debe ser muy agresiva; imaginen una carrera armamentista en términos evolutivos (una que puede provocar complicaciones muy serias, como la preeclampsia).

Parece que el extracto de placenta ya no es un ingrediente tan común en los humectantes actuales.Algunas de mis pacientes comenzaron a preguntarme si podían llevarse su placenta para enterrarla, lo cual es una costumbre enalgunas culturas.

Y luego empezaron a preguntar acerca de comerse las placentas.

Como alguien que se especializa en enfermedades infecciosas y salud sexual, estoy acostumbrada a enterarme de cosas sobre el cuerpo que la mayoría de la gente ni se imaginaría. Pero debo admitir que me quedé estupefacta.

Las placentas suelen estar colonizadas por bacterias. Muchas están infectadas. Como regla general, es mejor no comer algo que tal vez esté atestado de bacterias, sobre todo si muchas de ellas pueden ser patogénicas (es decir: pueden causar enfermedades).

“¿Por qué una mujer se comería su placenta?”, pregunté.

“Los mamíferos lo hacen”, me respondieron.

Suspiré.

Es cierto que muchos mamíferos se comen su placenta. Pero hay muchas diferencias entre nosotros y otros mamíferos: unos tienen camadas, otros tienen úteros de diferentes formas con placentas menos invasivas. También en general tienen ciclos estrales, y no menstruales, lo cual quiere decir que suelen tener sexo únicamente cuando están en celo.

Es decir, la mayoría de los mamíferos tienen una fisiología reproductiva completamente diferente, sin mencionar comportamientos absolutamente distintos a los nuestros.

Cuando tenía 5 años, mi hámster se estresó y se comió a todas sus crías. Últimamente, mi gata come pasto. Eso la hace vomitar porque los gatos, como son carnívoros obligados, no pueden digerir el pasto.

Me imagino que mi gata hace esto cuando anda mal del estómago, aunque también es posible que quiera echarme su comidagourmeten mis zapatos por algo que no haya sido de su agrado. Con los gatos nunca se sabe.

Imagínense que su gastroenterólogo les sugiriera comer pasto cuando están mal del estómago solo porque los gatos lo hacen.

No me viene a la mente ninguna hipótesis de la obstetricia moderna, ni qué decir de la medicina moderna, que se haya contestado diciendo: “Bueno, los mamíferos lo hacen”.

Otra razón que he escuchado para defender la placentofagia —comerse la placenta— es el típico comentario de “es una práctica muy antigua”.

Pero no lo es.

Muchas terapias biológicamente inverosímiles o con poca evidencia de su efectividad, como la homeopatía, la naturopatía y el reiki, son consideradas ancestrales, pero la más vieja de estas es la homeopatía, que surgió apenas en los inicios del siglo XIX. El reiki data de principios del siglo XX y la placentofagia es todavía más reciente.

Al parecer no hay ninguna sociedad preindustrial en la que las personas comieran placenta. Es cierto que la obstetricia moderna ha estropeado muchas buenas prácticas de la partería, pero casi todas aún se llevan a cabo de manera clandestina o alternativa.

Si bien no está claro exactamente cuándo inició la práctica moderna de la placentofagia, entre los primeros reportes que hay en la literatura médica tenemos uno de 1973. Se trata de una experiencia narrada en la revista Rolling Stone en 1972, sobre un parto en una comuna, donde cocinaron al vapor la placenta después del nacimiento y luego se la comió la madre y la “compartió con amigas”.

Parece lógico pensar que, si la placenta tuviera algún valor nutricional, históricamente las mujeres se la habrían comido después de dar a luz, sobre todo en época de hambrunas, pero no hay informes que lo reporten.

En la medicina tradicional se han usado pequeñas cantidades de placenta (pero no para las madres recién paridas) y al parecer la membrana amniótica también se usaba con fines medicinales y se vendía para prevenir el ahogamiento, así que está claro que la gente no se oponía a comerciar o vender recuerdos del parto. Incluso en la literatura se habla de las membranas amnióticas, como en los libros de Charles Dickens (David Copperfield) y Stephen King (El resplandor). ¿Pero de la placentofagia? No tanto.

Si bien las afirmaciones falsas de que es una práctica antigua y el grito de guerra de “¡Los mamíferos lo hacen!” han creado cierto interés, nosotros los médicos ahora tenemos que lidiar con ese caballo de Troya que son las recomendaciones con base en anécdotas que se cuentan con la promesa de tener resultados increíbles.

En el caso de la placentofagia, el gancho es que mejora el humor, la fatiga, el dolor y la cantidad de leche materna, que son algunas de las principales preocupaciones de las mujeres puérperas o recién paridas.

La primera vez que escuché sobre la placentofagia, me dio la impresión de que la mayoría la cocinaba. Esto ha dado pie a la placenta encapsulada, un proceso mediante el cual una placenta cocinada al vapor y deshidratada (aunque a veces puede estar cruda) se muele y coloca en cápsulas de gelatina para consumirlas así. Además de que son un posible peligro biológico, no hay normas que regulen el procesamiento de placenta para el consumo humano por medio de la encapsulación.

¿Por qué ese cambio a cápsulas? Es imposible asegurar algo al respecto, pero yo me pregunto si no estará relacionado con una fuerte promoción de aquellos con un interés financiero en su comercialización. Encapsular la placenta puede costar entre 200 y 400 dólares.

Asarla en una sartén no deja tantas ganancias.

Hay pocos estudios, pero parece que la placenta encapsulada tieneun poco de hierro, aunque no tanto como para tratar la anemia. Tal vez también haya suficiente estradiol y progesterona, que son dos hormonas reproductivas, para crear un posibleefecto clínico.

En términos biológicos, esto es preocupante, pues dosis farmacológicas de estrógeno en el primer mes del posparto pueden tener un impacto negativo en la cantidad de leche, y en teoría podrían incrementar el riesgo de coágulos sanguíneos.

También se han encontrado rastros de elementos potencialmente nocivos, como arsénico, mercurio y plomo. Pero se desconoce si en una cantidad suficiente para causar daño a la madre.

Los Centros para el Control y la Prevención de Enfermedades de Estados Unidos reportaron un caso de sepsis neonatal ligada a la ingesta o manipulación materna de placenta encapsulada que estaba contaminada con estreptococo del grupo B.

Habrá defensores de la placentofagia que cuando lean este artículo me acusarán de ser una herramienta del patriarcado o una ludita que quiere privar a las mujeres de nuevos tratamientos.

Sé que el puerperio es difícil para muchas mujeres, si no es que para la mayoría, y necesitamos más estudios sobre cómo proporcionar ayuda durante esta etapa. Las nuevas madres podrían beneficiarse de recibir visitas posparto y apoyo por vía telefónica de gente capacitada, así como de una licencia adecuada de maternidad.

Sin embargo, un tratamiento nuevo basado en anécdotas sin una preparación ni un método estandarizado y seguro no es la respuesta. Sabemos tan poco sobre los efectos de comer la placenta que ni siquiera sabemos lo que no sabemos.

No me puedo imaginar recetando un fármaco —sobre todo durante el periodo inmediatamente posterior a dar a luz— del que se tiene tan poca información y que se ha investigado tan poco como las placentas encapsuladas.

Lo que sí sé con toda seguridad es que ninguna mujer se ha beneficiado con información insuficiente, más si se trata de algo que va a ingerir.

VACINAS FUNCIONAM. AQUI ESTÃO OS FATOS.

Andrew Wakefield, médico, além de falsificar dados, na festa de aniversário do filho, deu dinheiro às crianças convidadas em troca de amostras de sangue.

Steven Spielberg e o poder das historias para combater o ódio

“O Holocausto não pode ser o único fato histórico relatado”. “Testemunharemos também Camboja, Armenia, República Centroafricana, Guatemala, o massacre de Nankín, a violencia contra os rohingya na Birmania e o antissemitismo atual na Europa. Estamos expandindo nosso alcance para dar conta das muitas formas de ódio”.

Steven Spielberg interactuó con el video de Pinchas Gutter.Rozette Rago The New York Times

Steven Spielberg y el poder de las historias para combatir el odio

Steven Spielberg interactuó con el video de Pinchas Gutter.Rozette Rago para The New York Times

LOS ÁNGELES — “Pinchas, ¿cuántos años tienes?”, le preguntó Steven Spielberg a la pantalla del tamaño de un muro, en la que había una imagen de video de un hombre anciano que llevaba puesto un suéter. Ese hombre parpadeó y respondió sin vacilar:

“Nací en 1932, así que puedes hacer tus propias cuentas”, dijo Pinchas.

“¡Me pidió que calculara su edad!”, se rio Spielberg. “¿Cómo sobreviviste mientras que muchos otros no lo lograron?”.

“¿Cómo sobreviví?”, respondió el hombre polaco en la pantalla. “Creo que sobreviví porque la Providencia me cuidó”.

La conversación continuó durante cinco minutos y, aunque la inteligencia artificial hacía recordar a momentos inquietantes algunas películasde Spielberg, el objetivo no era entretener, sino educar. En la pantalla aparecía la biografía interactiva de Pinchas Gutter, un sobreviviente polaco del Holocausto y parte de un recorrido que el cineasta hizo por la sede remodelada de la USC Shoah Foundation, la organización que creó en 1994 para reunir los testimonios de los sobrevivientes del Holocausto.

Ahora Spielberg ha expandido la huella de la fundación en el campus de la Universidad de California del Sur, junto con su misión y su enfoque público:combatir el odio en general pues dice que es un sentimiento que se ha vuelto común en todo el mundo.

“Damos por sentada la presencia del odio”, comentó Spielberg. “No estamos haciendo lo suficiente para contrarrestarla”.

La conversación pregrabada en video es parte de una serie que usa tecnología de reproducción y que invita a los visitantes a conversar con dieciséis sobrevivientes de genocidio, con base en patrones específicos de palabras y más de dos mil preguntas que van desde las opiniones sobre Dios a las historias individuales. A principios de diciembre, el testimonio de Pinchas se presentó en las Naciones Unidas con motivo del 70.º aniversario de la adopción de la Convención para la prevención y la sanción del delito de genocidio, comouna herramienta narrativa para crear conciencia.

Aunque la fundación sigue archivando historias de las víctimas del antisemitismo, también está recolectando lo que Spielberg llama “testimonio vivo” de las víctimas de otros genocidios de la época moderna.

“El Holocausto no puede ser el único hecho histórico relatado”, dijo con convicción. “Decidimos enviar a nuestros videógrafos a Ruanda para obtener los testimonios. De ahí fuimos a aCamboyay aArmenia… estamos haciendo un estudio crítico en la República Centroafricana; en Guatemala; sobre la masacre de Nankín. El más reciente es un testimonio sobre la violencia contra losrohinyá en Birmaniay laviolencia antisemíticaactual en Europa. Estamos expandiendo nuestro alcance para dar cuenta de muchas formas de odio”.

El espacio de 929 metros cuadrados, que se inauguró al público en noviembre, es muy distinto al de los inicios de la organización después deLa lista de Schindler, estrenada en 1993. Spielberg envió a un ejército de videógrafos a todo el mundo para registrar las historias de los sobrevivientes del Holocausto. Las cintas de Betamax de las entrevistas se almacenaron en sus oficinas de Amblin Entertainment en el lote de Universal Studios y después en una empresa de almacenamiento, antes de que la fundación se mudara a la biblioteca Leavey de la Universidad del Sur de California en 2006. (Hay poco más de 51.000grabacionesde los sobrevivientes del Holocausto en el archivo de historia visual para una cantidad sorprendente de 115.000 horas de video).

Actualmente el grupo tiene 82 empleados y un presupuesto anual de casi 15 millones de dólares, que incluye 3 millones de dólares otorgados por la universidad. También ha recibido millones en donaciones. Su nueva casa —una oficina y laboratorio de medios— está llena de testimonios en video de 65 países en 43 idiomas, junto con obras de arte inspiradas por los sobrevivientes (entre ellas, la escultura suspendida de aceroOur Father’s Words, creada por el artista Nicola Anthony, que incorpora frases de los testimonios filmados). Los visitantes pueden recorrer las oficinas de lunes a viernes en un horario de 10:00 a 14:00.

“Todos creen que la Fundación Shoah se trata de archivar el pasado, pero su misión en realidad es entender la empatía y usar los testimonios para revelar la importancia de estos temas”, dijo Stephen D. Smith, director ejecutivo de la organización.

La reapertura del centro en California coincide con un reestreno deLa lista de Schindler; se exhibió en casi mil teatros a mediados de diciembre y fue proyectada gratuitamente para los estudiantes en todo Estados Unidos. La película también está disponible en Netflix.

Smith dijo que perduran algunos desafíos para la fundación a pesar de la expansión de sus oficinas. La mayoría de los testimonios no están disponibles en línea, lo cual significa que solo pueden verse al visitar la fundación o en las 146 bibliotecas y universidades asociadas (los enlaces para acceder a las grabaciones son gratuitos para las familias de los entrevistados). Aún no hay transcripciones de los testimonios, pero la fundación está desembolsando 10 millones de dólares para construir una plataforma gratuita en línea destinada a los investigadores, las escuelas y el público general a partir de finales de 2019, dijo Smith.

Días antes del cumpleaños número 72 de Spielberg, que fue el 18 de diciembre, el director se encontraba en la sede de la fundación. El color de su barba ahora es más cano y ha engordado un poco, pero sus ojos verdes grisáceos aún brillan como los de un niño cuando habla de su organización y su película fundacional. A continuación, los fragmentos editados de la conversación.

¿Por qué expandir la misión de la Fundación Shoah?

Creo que hay un repunte mensurable de antisemitismo y también un repunte evidente de xenofobia. La división racial es más grande de lo que jamás habría imaginado que podría serlo en la modernidad. La gente está expresando más odio ahora porque haymuchos más mediosque dan voz a opiniones y demandas razonables e irracionales.La gente en los más altos mandos está permitiendo que otros que jamás habrían expresado su odio ahora lo hagan públicamente. Y ese es un gran cambio. Hay todo tipo de esfuerzos para tomar la verdad y tergiversarla según una ideología retorcida.Vimos que eso sucedió en Europa primero,en Francia, despuésen Poloniade nuevo; jamás pensé que volvería asuceder en Estados Unidoscomo lo ha hecho durante los últimos dos años.

Son varios los grupos que están diciendo que la situación es más difícil para ellos que para los demás, ¿cómo superamos esa disputa?

Podemos compadecernos entre nosotros por lo que sufrimos y nuestros dolores, pero jamás debemos competir de esa manera. Estar marginados, que nos discriminen y que nos griten insultos racistas y antisemíticos es algo común [para todos]. Todos los actos cometidos en contra de la sociedad de personas negras también se cometen contra la comunidad judía. Todos los ataques contra la comunidad LGBTQ son ataques también contra las comunidades negra y judía. El odio es odio y este desbordamiento nos hace responsables a todos de cuidarnos las espaldas y defendernos. Ninguno de nosotros podemos solamente ser testigo de nuevo.

¿Cómo se puede combatir esta situación?

Mira cuántas voces ahora están contando las historias de las mujeres. Hay un gran cambio enfocado en el género, y vimos que sucedió con el inicio de lacaída de Harvey Weinstein. La narrativa es fundamentalmente humana.No obstante, el arte de escuchar es lo que espero que la Fundación Shoah pueda inspirar.

Han pasado veinticinco años desde el estreno deLa lista de Schindler. ¿Crees que aún tendrá un impacto en los espectadores?

El reestreno en el Festival de Cine de Tribeca [en abril] fue la primera vez en veinticinco años que viLa lista de Schindlercon una audiencia. La sala estaba llena. Volteé a ver a Kate (Capshaw, su esposa) y dije: “Dios, aún están escuchando”.Con este ciclo renovado de odio y las iniciativas en la Fundación Shoah, pensé que podría abrir una conversación sobre que el genocidio puede pasar en cualquier lugar cuando una sociedad cualquiera va por mal camino.Charlottesvilley sus repercusiones tuvieron un gran impacto en que quisiera volver a lanzar la película.

Si filmaras la película actualmente, ¿qué cosas cambiarías?

No. No hay nada que hubiera cambiado, absolutamente nada. Sigo creyendo en la película y creo que ha superado su propia prueba del tiempo.

Grabamos durante cuatro meses en Cracovia y siempre tuve escalofríos. Era muy difícil levantarse cada mañana y caminar hacia el plató; quería usar los mismos sitios donde estuvo Schindler, incluido el gueto y tomas cerca del campo de concentración de Płaszow. Grabamos afuera de Auschwitz. Esa noche fue una de las más frías que he vivido. Había un silencio por parte de todos los actores, con mucho pesar.

¿Qué más podemos hacer? ¿Qué otros planes tienes para generar conciencia?

Los profesores y los padres necesitan intervenir más para combatir la aceptación de odio en la sociedad.Estoy trabajando con Discovery Channel y Alex Gibney, el cineasta ganador del Oscar, en un estudio de seis horas llamadoWhy We Hate. Ya no planeo más obras con elementos de ficción sobre el Holocausto, estoy poniendo toda mi atención en el género documental

Por:Adam Popescu
Textos correlatos:

.

Um matrimonio perfeito: os evangélicos, os conservadores e as discriminações

Católicos e evangélicos organizaram marchas contra o movimento LGBT no México, Peru, Colombia, Costa Rica e República Dominicana. No Brasil a bancada evangélica foi contra ações legislativas a favor da população LGBT.

Un matrimonio perfecto: evangélicos y conservadores en América Latina

AMHERST, Massachusetts — Las iglesias evangélicas protestantes, que por estos días se encuentran en casi cualquier vecindario en América Latina, están transformando la política como ninguna otra fuerza. Le están dando a las causas conservadoras —en especial a los partidos políticos— un nuevo impulso y nuevos votantes.

En América Latina, el cristianismo se asociaba con el catolicismo romano. La Iglesia católica tuvo prácticamente el monopolio de la religión hasta la década de los ochenta. Al catolicismo solo lo desafiaban el anticlericalismo y el ateísmo. Nunca había habido otra religión. Hasta ahora.

Hoy en día los evangélicos constituyen casi el20 por cientode la población en América Latina, mucho más que el tres por ciento de hace seis décadas. En algunos cuantos países centroamericanos, están cerca de ser la mayoría.

La ideología de los pastores evangélicos es variada, pero en términos de género y sexualidad por lo general sus valores son conservadores, patriarcales y homofóbicos. Esperan que las mujeres sean totalmente sumisas a sus esposos evangélicos. En todos los países de la región, sus posturas en contra de los derechos de las personas homosexuales han sido las más radicales.

El ascenso de los grupos evangélicos es políticamente inquietante porque están alimentando una nueva forma de populismo. A los partidos conservadores les están dando votantes que no pertenecen a la élite, lo cual es bueno para la democracia, pero estos electores suelen ser intransigentes en asuntos relacionados con la sexualidad, lo que genera polarización cultural. La inclusión intolerante, que constituye la fórmula populista clásica en América Latina, está siendo reinventada por los pastores protestantes.

Brasil es un buen ejemplodel aumento del poder evangélico en América Latina.Labancada evangélica, los noventa y tantos miembros evangélicos del congreso, han frustrado acciones legislativas a favor de la población LGBT, desempeñaron un papel importante en la destitución de la presidenta Dilma Rousseff y cerraron exposiciones en museos.Unalcalde evangélicofue electo en Río de Janeiro, una de las ciudades del mundo más abiertas con la comunidad homosexual. Sus éxitos han sido tan ambiciosos, que los obispos evangélicos de otros países dicen que quieren imitar el “modelo brasileño”.

Ese modelo se está esparciendo por la región.Con la ayuda de los católicos, los evangélicos también han organizado marchas en contra del movimiento LGBT en Colombia, Costa Rica, República Dominicana, Perú y México. EnParaguayy Colombia pidieron que los ministerios de educación prohibieran los libros que abordan la sexualidad. En Colombia incluso semovilizaronpara que se rechazara el acuerdo de paz con las Farc, el mayor grupo guerrillero en América Latina, con el argumento de que los acuerdos llevaban muy lejos los derechos feministas y de la comunidad LGBT.

¿Cómo es que los grupos evangélicos han adquirido tanto poder político? Después de todo, incluso en Brasil, las personas que se identifican como evangélicos siguen siendo una minoría y en la mayoría de los países el ateísmo va en aumento. La respuesta tiene que ver con sus nuevas tácticas políticas.

Ninguna de esas estrategias ha sido tan transformadora como la decisión de establecer alianzas con partidos políticos de derecha.

Históricamente, los partidos de derecha en América Latina tendían a gravitar hacia la Iglesia católica y a desdeñar el protestantismo, mientras que los evangélicos se mantenían al margen de la política. Ya no es así. Los partidos conservadores y los evangélicos están uniendo fuerzas.

Las elecciones presidenciales de Chile en 2017 ofrecen un ejemplo claro de esta unión entre los obispos evangélicos y los partidos. Dos candidatos de derecha, Sebastián Piñera y José Antonio Kast, buscaron ganarse el favor de los evangélicos. El ganador de las elecciones, Piñera, teníacuatro pastores evangélicoscomo asesores de campaña.

Hay una razón por la cual los políticos conservadores están abrazando el evangelicalismo. Los grupos evangélicos están resolviendo la desventaja política más importante que los partidos de derecha tienen en América Latina: su falta de arrastre entre los votantes que no pertenecen a las élites. Tal como señaló el politólogo Ed Gibson, los partidos de derecha obtenían su electorado principal entre las clases sociales altas. Esto los hacía débiles electoralmente.

Los evangélicos están cambiando ese escenario. Están consiguiendo votantes entre gente de todas las clases sociales, pero principalmente entre los menos favorecidos. Están logrando convertir a los partidos de derecha en partidos del pueblo.

Este matrimonio de los pastores con los partidos no es un invento latinoamericano. Desde la década de los ochenta sucede en Estados Unidos, conforme la derecha cristiana poco a poco se convirtió en lo que puede llamarse el electorado más confiable del Partido Republicano. Incluso Donald Trump —a quien muchos consideran la antítesis de los valores bíblicos— hizo su campaña con una plataforma evangélica. Escogió a su compañero de fórmula, Mike Pence, por su evangelicalismo.

No es accidental que Estados Unidos y América Latina tengan experiencias similares en cuanto a la política evangélica. Los evangélicos estadounidenses instruyen a sus contrapartes latinoamericanos sobre cómo coquetear con los partidos, convertirse en cabilderos y combatir el matrimonio igualitario.Hay muy pocos grupos de la sociedad civil que tengan vínculos externos tan sólidos.

Además de establecer alianzas con los partidos, los grupos evangélicos latinoamericanos han aprendido a hacer las paces con su rival histórico, la Iglesia católica. Por lo menos en cuanto al tema de la sexualidad, los pastores y los sacerdotes han encontrado un nuevo terreno común.

El ejemplo más reciente de cooperación ha sido en el enfoque: el lenguaje que los actores políticos utilizan para describir sus causas. Para los sociólogos, mientras más actores logren enfocar un asunto para que resuene entre múltiples electorados, y no solo el principal, más probable es que influyan en la política.

En América Latina, los clérigos tanto católicos como evangélicos han encontrado un enfoque eficaz para su conservadurismo: la oposición a lo que han bautizado como “ideología de género”.

Este término se usa para etiquetar cualquier esfuerzo por promover la aceptación de la diversidad sexual y de género. Cuando los expertos argumentan que la diversidad sexual es real y la identidad de género es un constructo, el clero evangélico y católico dice que no se trata de algo científico, sino de una ideología.

A los evangélicos les gusta enfatizar la palabra “ideología” porque les da el derecho, argumentan, de protegerse a sí mismos —y en especial a sus hijos— de la exposición a esas ideas. La ideología de género les permite encubrir su homofobia con un llamado a proteger a los menores.

La belleza política de la “ideología de género” es que ha dado a los clérigos una forma de replantear su postura religiosa en términos laicos: como derechos de los padres. En América Latina, el nuevo lema cristiano es: “Con mis hijos no te metas”. Es uno de los resultados de esta colaboración entre evangélicos y católicos.

Políticamente, podríamos ser testigos de una tregua histórica entre los protestantes y los católicos en la región: mientras que los evangélicos acordaron adoptar la fuerte condena de la Iglesia católica al aborto, el catolicismo ha adoptado la fuerte condena de los evangélicos a la diversidad sexual y, juntos, pueden confrontar la tendencia en aumento hacia la secularización.

Esta tregua plantea un dilema para el papa Francisco, que está por terminar una gira por América Latina. Por una parte, ha expresado su rechazo al extremismo y su deseo de conectar con los grupos más modernos y liberales de la Iglesia. Por la otra, este papa ha hecho de los “encuentros cristianos” un sello distintivo de su papado, y él mismo no es del todo alérgico al conservadurismo cultural de los evangélicos.

Como actor político, el papa también se preocupa por la decreciente influencia de la Iglesia en la política, así que una alianza con los evangélicos parece el antídoto perfecto contra su declive político. Una cuestión apremiante que el papa necesita ponderar es si está dispuesto a pagar el precio de un mayor conservadurismo para reavivar el poder cristiano en Latinoamérica.

El evangelicalismo está transformando a los partidos y posiblemente a la Iglesia católica. Los partidos políticos se concebían a sí mismos como el freno esencial de la región en contra del populismo. Ese discurso ya no es creíble. Los partidos están dándose cuenta de que unirse a los pastores genera emoción entre los votantes —incluso si es solo entre quienes asisten a los servicios— y la emoción es equivalente al poder.

Por: Javier Corrales, profesor de Ciencias Políticas en Amherts College, es coautor, junto con Michael Penfold, de “Dragon in the Tropics: The Legacy of Hugo Chávez in Venezuela”, y es articulista regular del The New York Times en Español.
Textos correlatos:

Religião e laicidade: discriminação e violência.

Nos Estados Unidos é permitido o castigo físico em escolas de dezenove estados

 Mais de 106.000 crianças (em especial os negros, os discapacitados e os do sexo masculino) foram fisicamente disciplinadas em escolas públicas entre 2013-2014. Há uma forte resistência para acabar com essa prática.

El castigo corporal, que incluye métodos como pegar con una palmeta, es permitido en diecinueve estados de Estados Unidos, principalmente en el sur del país. Mark Graham para The New York Times.

 

En Estados Unidos aún se permite el castigo corporal en las escuelas de varios estados

El castigo corporal está prohibido en los centros de entrenamiento militar de Estados Unidos y ya no puede utilizarse como condena para un delito. Está prohibido en los programas de educación temprana para familias de bajos ingresos, conocidos como Head Start, así como en la mayoría de los centros de detención juvenil.

Sin embargo, en muchos estados de Estados Unidos hay un lugar donde está permitido dar golpes, nalgadas o cachetadas: la escuela.

De acuerdo con la Oficina de Derechos Civiles del Departamento de Educación, más de 106.000 niños fueron físicamente disciplinados en escuelas públicas durante el año escolar 2013-2014, el año más reciente del que se tienen estimaciones de datos a nivel nacional.

A pesar de que esa cifra ha disminuido con el paso de los años, algunos investigadores han descubierto que los estudiantes de raza negra, los varones y los alumnos con alguna discapacidad siguen recibiendo castigos físicos con mayor frecuencia que el resto de sus compañeros.

Los proyectos de ley que proponen una prohibición absoluta del castigo corporal no han cobrado mucho impulso; sin embargo, en los últimos dos años Tennessee y Luisiana han modificado sus leyes con el fin de proteger a los niños con discapacidad, quienes son algunas de las personas más vulnerables en esos estados.

Estos son cinco aspectos importantes sobre esta práctica y los motivos que explican por qué ha perdurado.

El castigo físico sigue siendo legal en diecinueve estados

Los castigos corporales, que se definen como pegar con una palmeta, dar nalgadas u otras formas de disciplina física,son legales en las escuelas públicas de diecinueve estados, principalmente los del sur, y también están permitidos en las escuelas privadas de 48 estados.

Los estudiantes normalmente reciben nalgadas administradas con palmetas de madera, que pueden medir hasta 60 centímetros de largo y varios centímetros de ancho.

Esta práctica mantiene su legalidad gracias a una decisión que la Corte Suprema tomó hace más de cuarenta años. En el caso de Ingraham contra Wright de 1977, la corte dictaminó que el castigo corporal en las escuelas públicas era constitucional, lo que implicaba que cada estado podía establecer sus propias reglas con respecto a las medidas físicas para disciplinar a los estudiantes.

Ningún otro caso de castigo físico ha llegado a los tribunales supremos desde entonces.

Aunque son diecinueve los estados que permiten el castigo corporal, hay distritos escolares dentro de esos estados que rechazan estos escarmientos físicos y fomentan otras formas de disciplina, o dejan que los padres decidan las medidas, lo cual en ocasiones ha provocado que la práctica desaparezca casi por completo.

En Carolina del Norte, el último distrito escolar que permitía la reprensión física, se votó en octubre para prohibir la práctica, con lo cual quedó erradicada por completo en el estado, a pesar de que técnicamente sigue siendo legal.

En ciertos lugares, especialmente en algunas zonas rurales, muchos padres consideran que es culturalmente admisible, e incluso preferible, que un niño reciba unos cuantos bofetones a una suspensión.

“Los distritos que todavía implementan el castigo corporal realmente lo defienden y están convencidos de que ‘funciona’ para cambiar la conducta de los alumnos” a pesar de que “no existe ninguna investigación que respalde ese argumento”, dijo Elizabeth T. Gershoff, profesora de Desarrollo Humano y Ciencia Familiar en la Universidad de Texas, campus Austin, que ha estudiado los métodos físicos de disciplina en las escuelas públicas.

Los castigos no se distribuyen equitativamente

Uninformereciente de la Oficina para la Responsabilidad del Gobierno (GAO), en el que se analizaron datos a nivel federal del año escolar 2013-2014, encontró que los estudiantes de raza negra, los varones y los alumnos con alguna discapacidad reciben castigos con mucha más frecuencia que sus compañeros. Por ejemplo, los niños de raza negra tuvieron una representación excesiva de 22 puntos porcentuales entre los estudiantes que eran reprendidos físicamente.

Enun estudioanterior publicado en la revista Social Policy Report se analizaron los datos del año escolar 2011-2012 y se encontraron desigualdades parecidas. Según los datos estudiados, tanto en Alabama como en Misisipi, era cinco veces más probable que los niños de raza negra recibieran un castigo físico en comparación con los de piel blanca.

Ambos análisis demostraron que los niños tenían probabilidades mucho más altas de ser disciplinados con golpes que las niñas, y las disparidades en materia de discapacidad eran demasiado frecuentes.

Los legisladores intentan proteger a los estudiantes con discapacidad

Durante los últimos dos años, los legisladores de Tennessee y Luisiana han aprobado leyes que prohíben el castigo físico para los estudiantes con discapacidad.

Los funcionarios de Tennessee descubrieron que los niños con discapacidades recibían escarmientos físicos mucho más a menudo que otros alumnos en casi un 80 por ciento de las escuelas públicas del estado que hacían uso del castigo corporal. Los detalles se incluyeron enun informede la oficina del auditor del estado de Tennessee para la responsabilidad en la investigación y la educación, en el cual se utilizaron datos a nivel federal con el fin de analizar cuatro años académicos distintos.

Del mismo modo, en Luisiana los estudiantes con discapacidad eran castigados con una frecuencia desproporcionada con respecto a sus demás compañeros.

Los legisladores en ambos estados han intentado prohibir por completo los actos físicos de disciplina, pero se han topado con una fuerza de resistencia.

“Es la papa caliente que nadie quiere tocar”, opinó Anna Caudill, directora ejecutiva de Post Adoption Learning Services, una organización con sede en Tennessee que apoyó la aprobación del proyecto de ley que protege a los estudiantes con discapacidad.

Esto se debe en parte a que “la gente se reserva la potestad de disciplinar a sus hijos como mejor le parezca”, agregó Caudill.

En ese tenor, la nueva ley de Tennessee todavía permite que los padres de niños discapacitados opten por la reprensión física. Fue una adición necesaria para lograr que la legislación se aprobara, de acuerdo con el representante estatal Jason Powell, el promotor principal del proyecto de ley.

“Se me pidió que cediera en ese aspecto”, admitió Powell en una entrevista, no sin antes añadir que “detestó incluir” esa disposición.

La última vez que un estado prohibió el castigo corporal fue hace casi más de una década

Siguiendo el ejemplo de muchos otros estados, Nuevo México prohibió los castigos físicos en 2011. Sin embargo, no ha habido ninguna otra prohibición del estilo a nivel estatal desde entonces.

En diciembre, un legislador de Kentucky presentó anticipadamente un proyecto de ley que pretendía acabar con el uso de nalgadas, sacudidas o azotes en las escuelas del estado. En 2017, un proyecto de ley similar no fue aprobado.

También se han frenado esfuerzos a nivel federal, pese a la audiencia que realizó el congreso en 2010 ante el Subcomité de la Cámara de Representantes para las Familias y Comunidades Saludables.

Se han presentado varios proyectos de ley a lo largo de los años con el objetivo de prohibir los castigos físicos, el más reciente en 2017. No obstante, hasta el momento no ha habido un debate ni una votación al respecto dentro de la Cámara de Representantes, según comentó Gershoff.

“Creo que uno de los motivos por los que no ha avanzado la legislación es que los ciudadanos no están enterados de que esto todavía sucede”, afirmó. La mayoría de los estadounidenses “muy probablemente asumen que es ilegal en todo el país”.

Los datos sobre el castigo físico a nivel federal son limitados

Todo lo que se sabe acerca del castigo corporal en Estados Unidos a nivel nacional se reduce a un conjunto de datos administrado por la Oficina de Derechos Civiles del Departamento de Educación de ese país.

Sin embargo, el alcance de los datos a nivel federal es un poco restringido.

A pesar de que clasifica a los estudiantes por raza, género y condición de discapacidad, no revela el tipo de discapacidad que tiene cada alumno.

Los datos tampoco clarifican la clase de castigo físico que recibió el estudiante, si el contacto físico requirió de tratamiento médico posterior o la razón por la que el alumno recibió el castigo.

En algunos estados de Estados Unidos se está trabajando para recabar datos más allá de lo que exige el gobierno federal. Este año, Tennessee promulgó una nueva ley que requiere que las escuelas incluyan detalles adicionales en sus reportes, incluyendo la razón detrás de cada castigo corporal. Estos datos podrían ser una guía para esfuerzos futuros que buscan prohibir los castigos físicos en su totalidad.

O Doutor Google mente e as mentiras médicas

Um dos objetivos é atacar as vacinas/medicina preventiva. A vacina da gripe provocaria o autismo. A vacina contra o virus do papiloma humano provocaria convulsões.

Wenting Li

Doctor Google miente

Comenzó durante una clase de yoga. Sintió un jalón extraño en el cuello, una sensación absolutamente desconocida para ella. Su amiga sugirió que fuera a urgencias de inmediato. Resultó que estaba teniendo un ataque cardiaco.

La paciente no encajaba en el estereotipo de una persona con probabilidades de padecer un ataque cardiaco. Hacía ejercicio, no fumaba y cuidaba su alimentación; sin embargo, al revisar su historial médico, descubrí que sus niveles de colesterol estaban elevadísimos. Le habían recetado estatinas para reducir el colesterol, pero nunca surtió su receta debido a las cosas terribles que había leído en internet acerca de estos medicamentos. Fue víctima de un padecimiento que está convirtiéndose a toda velocidad en una pandemia de la era moderna: las noticias médicas falsas.

Aunque la desinformación ha sido objeto de gran atención en el ámbito político, la desinformación médica podría provocar bajas aún más numerosas. Como sucede con lasnoticias falsas en general, las mentiras médicas suelen tenermayor alcanceen internet que las verdaderas y tienen repercusiones bastante reales.

Muchos estudios han demostrado que los beneficios de las estatinassuperan ampliamentelos riesgos, en especial para aquellas personas con riesgos elevados de sufrir una cardiopatía. No obstante, estos fármacos se han vuelto el blanco de un grupo discrepante en línea que incluye fanáticos paranoicos, gente que vende terapias alternativas y aquellos que solo buscan obtener clics. Una cantidad incalculable de sitios web y publicaciones en redes sociales exageran los riesgos que en realidad son poco frecuentes y fomentan aseveraciones infundadas, desde afirmar que las estatinas provocan cáncer hasta sugerir que un nivel bajo de colesterol es dañino para la salud.Un estudio de 2016reveló que incluso los artículos que se limitan a sopesar los riesgos y los beneficios de las estatinas se asociaron con pacientes que interrumpieron su tratamiento para reducir el colesterol, lo cual se relaciona con un aumento en la incidencia de ataques cardiacos.

La información médica falsa también puede ocasionar que los pacientes presenten mayores efectos secundarios a causa del “efecto nocebo”. En ocasiones, los pacientes mejoran con una intervención quirúrgica solo porque creen que así será, ese es el efecto placebo. El efecto nocebo es lo opuesto: los pacientes pueden presentar efectos secundarios solo porque estaban predispuestos a experimentarlos. Esto mismo sucede con las estatinas.En experimentos a doble ciego, los pacientes que son tratados con estatinas no son más propensos a reportar dolores musculares que aquellos que toman el placebo. Aun así, de acuerdo conun estudio, en la práctica clínica casi una quinta parte de los pacientes que toman estatinas reporta efectos secundarios, lo cual provoca que muchos suspendan el medicamento.

¿Qué otro objetivo tienen en la mira las noticias falsas? Como siempre, las vacunas. Según una historia engañosa que se hizo viral este año, el cadáver de un epidemiólogo de uno de los Centros para el Control y la Prevención de Enfermedades de Estados Unidos fue encontrado en un río después de que expresó preocupación acerca de la vacuna contra la influenza. La semana pasada, Mark Green, un médico de Tennessee, recién electo para el Congreso, repitió la falsedad ampliamente desmentida de que las vacunas pueden provocar autismo (después dijo que sus comentarios habían sido “malinterpretados”).

Las falsas preocupaciones de que la vacuna contra el virus del papiloma humano provoca convulsiones y otros efectos secundarios redujo los índices de cobertura en Japón del 70 por cierto a menos del 1 por ciento en años recientes. Quienes aplican la vacuna contra la polio en Pakistán son atacados con frecuencia por militantes, pues creen que la vacuna tiene el objetivo de esterilizar a la población local.

El cáncer es otro gran objetivo de quienes fomentan la desinformación médica; muchos de ellos ganan dinero con terapias alternativas.En un artículo falso se lee lo siguiente: “Aunque mucha gente cree que los tumores cancerosos son malos, en realidad es la forma en la que el cuerpo busca detener las células dañinas”. Esta noticia sugiere que una intervención quirúrgica “implica el riesgo de propagar las células dañinas”, y advierte que “los medicamentos recetados provocan un aumento de la acidez en el cuerpo, lo cual incrementa las mutaciones celulares incontrolables”.

Enun estudio de 2017se descubrió que cuando los pacientes con cáncer recurren a terapias alternativas como las dietas, las hierbas y los suplementos en lugar de las terapias convencionales, la probabilidad de que fallezcan es 2,5 veces mayor. Al explotar el temor de las personas, quienes disuaden a los pacientes de recibir un tratamiento basado en pruebas tienen las manos manchadas de sangre.

Los médicos y enfermeras con frecuencia tratan de desalentar a los pacientes de buscar respuestas en internet. Aun así, los pacientes siguen consultando a Google sobre sus síntomas y medicamentos porque en internet no hay necesidad de hacer citas ni de esperar mucho tiempo, no hay prisa, la redno emite juicios, no requiere un deducible cuantioso y a menudo provee información que parece fácil de comprender.

Silicon Valley debe hacerse cargo de este problema. No soy abogado especializado en la libertad de expresión, pero cuando la salud de las personas está en riesgo, quizá debería responsabilizarse a los motores de búsqueda, las plataformas de redes sociales y los sitios de internet por promover o alojar información falsa.

La comunidad científica debe hacer lo que le corresponde en cuanto a educar al público respecto de los conceptos clave en las investigaciones, como la diferencia entre estudios observacionales y estudios aleatorios de calidad más alta. La transparencia es crucial para mantener la confianza del público, y noticias como la que muestra que los investigadores de los Institutos Nacionales de Saludhabían solicitado y recibido financiamiento de la industria del alcohol para realizar un estudioacerca de los beneficios de la ingesta moderada demuestran la rapidez con la que esa confianza puede ser socavada.

Por último, los periodistas pueden hacer un mejor trabajo al difundir información veraz. Hay más probabilidades de que los sitios de noticiascubran estudios observacionales llamativosque estudios aleatorios controlados, quizá porque es menos probable que estos últimos generen resultados sorprendentes. Ese tipo de cobertura puede exagerar los beneficios al asegurar, por ejemplo, que las estatinas pueden curar el cáncer o contribuir a que los hombres tengan erecciones; también puede exagerar el énfasis en los riesgos potenciales, como sugerir una correlación engañosa con la demencia. (Aunque una pequeña cantidad de personas parece tener episodios de fallos de memoria temporales después de tomar estatinas,ningún estudio aleatorio controladoha comprobado una asociación entre el medicamento y las fallas cognitivas y ciertamente tampoco entre este y la demencia).

No obstante, presentar los hechos podría no ser suficiente. El efecto búmeran, en el que la gente se engancha aún más con las creencias falsas cuando se les presentan los hechos, también puede ocurrir cuando se ponen en duda conceptos médicos erróneos. Para convencer a mi paciente de que la estatina era lo mejor para ella, no le proporcioné únicamente la información clínica, sino que le compartí una historia personal: después de que mi papá tuvo un ataque cardiaco, le pedí a sus médicos que comenzaran de inmediato el tratamiento con estatina y con la dosis más alta. Le dije a la paciente que, aunque la estatina no podía garantizar que no sufriera otro ataque cardiaco, deseaba que mi padre tuviera la mejor oportunidad de tener una vida sana. Fue entonces cuando accedió a tomar la receta.

Para tener la mínima oportunidad de ganar la guerra de la información, los médicos e investigadores debemos entretejer nuestras historias con hechos científicos. Esta es la única manera de zanjar la brecha que se ha abierto entre la medicina y las masas, y que ahora es explotada por los comerciantes de la desinformación médica.

Por que a masturbação infantil continua sendo um tabu?

Pais e filhos tentam resolver suas dúvidas e preocupações com o pediatra. Surpreendentemente há pouco conteúdo educativo disponível na literatura pediátrica. Ainda que os pediatras tranquilizem os pais informando que não é um comportamento patológico, nem sempre sugerem como proceder.


¿Por qué la masturbación infantil es un tabú tan grande?

Enfrentémoslo:la masturbación en efecto puede ser divertida, pero a muchos padres les resulta incómodo hablar al respecto con sus hijos. Los padres y los niños a veces tratan de resolver sus dudas y preocupaciones con el pediatra, pero hay sorprendentemente poco contenido educativo disponible en la literatura pediátrica. Además, según una encuesta informal de colegas pediatras, parece haber mucha variación respecto de mencionar el tema entre los médicos.

Si revisamos los informes de los encargados de guarderías y los padres, dijo Debby Herbenick, profesora de la Escuela de Salud Pública de la Universidad de Indiana, es muy común ver observaciones sobre niños que tocan sus genitales o inician juegos con sus compañeritos en los que se tocan. Esos informes disminuyen drásticamente con los niños ligeramente mayores, comentó, de los que están a punto de cumplir 5 años en adelante.

“Los niños lo mantienen en secreto”, dijo Herbenick; en estudios en los que se les pidió a estudiantes universitarios que recordaran su comportamiento sexual en la infancia y la adolescencia, muchos recuerdan haber participado en este tipo de actividades desde los 5 hasta los 9 años. Todavía lo hacen, pero han aprendido a no hablar del tema.

“En verdad es normal; podríamos hablar más sobre eso para que se normalice entre los padres”, dijo Elizabeth Erickson, profesora adjunta de Pediatría en Duke, autora deun artículoacerca de cómo los pediatras pueden ayudar a las familias a entender la masturbación.

En laetapa de la infancia temprana, señaló, los niños pequeños descubren que “es una parte de su cuerpo que se siente distinto cuando la tocan”.

Esta a menudo es la etapa en la que aprenden a ir al baño, ya que se pone mucha atención en esa zona, antes cubierta por el pañal, y se anima a los niños a quitárselo si es necesario.

“Los padres informan que los niños tocan sus genitales cuando están aburridos o cuando se estimulan”, comentó. Los niños quizá se froten con peluches, sábanas o el descansabrazos del sofá, dijo.

“Es muy normal que los niños pequeños, los niños mayores, los adolescentes y los adultos toquen sus genitales; de hecho, hay imágenes de fetos en las que se observa que tocan su pene o vulva”, agregó Leslie M. Kantor, profesora de la Escuela de Salud Pública de Rutgers. “Nos confundimos culturalmente con la idea de que los niños pequeños tocan sus genitales porque les gusta la sensación”, como sucede con otras experiencias sensuales, como quitarse la ropa y correr por donde está un aspersor, pero los padres lo interpretan como algo abiertamente sexual.

Por eso los padres de estos niños pequeños a menudo se preocupan, dijo Erickson. Quizá lleguen a la conclusión de que es un comportamiento aprendido, quizá una señal de abuso, en vez de una parte orgánica y normal del desarrollo.

Aunque los pediatras tranquilizan a los padres diciéndoles que este comportamiento no es patológico, no siempre sugieren cómo manejarlo, comentó. Si los niños muy pequeños se masturban en un lugar muy público, dijo Erickson, los padres pueden intentar redireccionar el estímulo. No hacer un gran escándalo, simplemente ofrecer una distracción y una alternativa para concentrar ahí la atención del niño.

A los niños mayores, sugirió explicárselos: “Eso está bien, pero es algo que hacemos en privado”. Bonnie J. Rough, autora deBeyond Birds and Bees, sugiere que los niños desarrollarán una idea de privacidad por sí mismos, ylos padres deben tener cuidado de no enviar el mensaje sutil de que la masturbación es vergonzosa.

En lapubertad y la adolescencia, la masturbación se relaciona de manera mucho más directa con el desarrollo de la sexualidad y el deseo de satisfacción sexual.

Los padres a menudo piden consejos sobre sus hijos, dijo Erickson.“Hay algunas personas a las que les han enseñado que hay un límite sobre la normalidad del tema y que puede convertirse en algo anormal o patológico a partir de cierto punto; que pueden lastimarse o que hay algún limite desconocido que es poco sano atravesar”.

Hablar con adolescentes sobre la masturbación puede relacionarse con hablar sobre pornografía, y acerca de lo que quizá hayan visto en internet, pues hay evidencia de que la mayoría de los niños han estado expuestos, a menudo sin querer, a imágenes sexuales.

Los padres pueden aprovechar la oportunidad para comunicar sus propios valores, dijo, y eso implica reflexionar con anticipación sobre el mensaje que quieren transmitir y ponerse de acuerdo respecto de sus creencias. “En otras áreas, desde una edad temprana les decimos a nuestros hijos: es importante que hagas la tarea y aprendas”, dijo Kantor. “Con el sexo, la tendencia es decir: ‘Ay, Dios mío. Vi el historial del navegador en mi laptop y aparece Pornhub’”.

Aunquehay mucha evidencia de que las adolescentes se masturban, “dejamos a las niñas casi por completo fuera de esta conversación”, señaló Erickson.

Rough dijo quelos padres “no deberían tener miedo de decirles a sus hijas que está bien tocarse, que son cosas positivas, saludables y normales que, de hecho, pueden ayudar a comunicarse con una pareja y disfrutar la vida sexual”.

Sin importar qué parte de la conversación se sientan listos para tener con sus hijos, cuando hablan con adolescentes, el mensaje para los padres siempre es el mismo: sigan hablando.

“Siempre tienes la oportunidad de regresar al tema y proporcionar información adicional”, dijo Kantor.

No obstante, ¿cuáles son lasocasiones en las que los padres de verdad deben preocuparsepor la masturbación? Si involucra a otros niños sin su consentimiento, dijo Erickson, claramente es un problema. En un niño pequeño, la masturbación muy persistente que no puede redirigirse quizá sea una señal de estrés de algún tipo, o un posible caso de abuso (y también vale la pena ver si hay algún problema médico que causa irritación o comezón).

Además, si a los niños les cuesta mucho trabajo entender qué es apropiado hacer en público y qué no, a medida que crezcan eso quizá también sea señal de otras dificultades sociales o del desarrollo neuronal; este puede ser un gran problema para los niños que están en el espectro del autismo, quienes tienen problemas con todo el rango de pistas y reglas sociales. Al crecer, el comportamiento sexual en contextos inapropiados o la infracción de límites sociales, puede hacer que estos niños tengan problemas en el ámbito social e incluso legal.

El “límite superior de lo normal” para los adolescentes serían casos en los que la masturbación comience a interferir con la vida diaria, dijo Kantor, o si involucra objetos que posiblemente puedan causarles lesiones. Si la irritación es un problema (ahórrenme los chistes; ya me los sé todos), denles humectante o lubricante y no hagan un escándalo al respecto.

Lo más importante es que los padres deben recordar que, con la excepción de esos casos poco frecuentes, se trata de una actividad sexual normal, estándar, saludable y completamente libre de riesgos.

“Puede ser una buena manera de conocer tu propio cuerpo”, dijo Kantor. Aunque los padres quizá quieran agregar: “Pero, por favor, no te encierres en el baño una hora”.

Por:Dra. Perri Klass
Textos correlatos:

Masturbação: tabu e mitos

A “saída do armário” e as manipulações das pessoas próximas

Sair do armario é um processo constante, sustentado pelo tempo e que não se esgota no primeiro ato.
Ninguém morre da homossexualidad alheia. Qualquer um pode viver com esta notícia e incorporar ao seu repertorio de vida. O resto é manipulação.
Libro ‘Salir del clóset. Todo lo que hay que saber’, de Jaime Parada y Raffaela di Girolamo. Imagen: Editorial Aguilar

Salir del clóset: nadie se muere de homosexualidad ajena

“No le cuentes a tu padre… esta noticia lo mataría”; “Recuerda la depresión de mamá. No podría resistirlo”. Este es el tipo de advertencias —o presiones— que recibimos la mayoría de las personas lesbianas, gais o bisexuales que salimos del clóset en nuestros círculos íntimos. Se nos pide que “cuidemos” de otros, como si nuestra orientación sexual pudiera provocarles un daño irreparable; como si fuéramos armas cargadas, capaces de destruir vidas por el solo hecho de revelar quienes somos.

Estas presiones son mucho más comunes de lo que se piensa. Preparando el libroSalir del clóset: todo lo que hay que saber, que escribí en coautoría con la psicóloga Raffaella di Girolamo, recabamos decenas de testimonios que confirman quesalir del armario es un proceso constante, sostenido en el tiempo, que no se agota en un primer acto y que nos pone a prueba en el manejo de las presiones que recibimos de nuestros entornos.

Al mismo tiempo constatamos que esos entornos tratan permanentemente de incidir en las conductas de lesbianas, gais y bisexuales, motivados por razones diversas, generalmente asociadas a los cuestionamientos sociales (el “qué dirán”) y a ese impulso tan humano (¡y tan nocivo!) de poner las propias necesidades por sobre las del otro.

El resultado de todo esto es que podemos terminar sintiendo una responsabilidad que no nos corresponde en relación al supuesto “cuidado” que debiéramos ofrecer a madres, padres, abuelos, amigos, etc.Para no caer en ese juego de manipulaciones hay que primerocomprender por qué y para qué salimos del clóset. Nuestra tesis es que el primer acto de cuidado y responsabilidad debe ser con uno mismo; que no hay nada más importante que el propio bienestar y seguridad.

En nuestro libro entendemos el proceso de salir del clóset como una expresión de amor personal (“autoamor”, lo llamamos), y no como una búsqueda de validación a través de otros. Esto es más que un matiz: es un elemento fundante del cómo y el para qué hacemos pública nuestra orientación sexual.

Para que ese cuidado y amor con uno mismo llegue a producirse, y para que nadie pueda invalidarnos,hay que romper el tabú que se ha instalado sobre la homosexualidad; ese que la ha situado en el campo de lo perverso, lo enfermo, lo criminal y, por tanto, de lo indeseado.Aunque las percepciones sobre la homosexualidad han cambiado en las últimas décadas,el peso del tabú sigue siendo “inmovilizador”para un buen número de homosexuales y bisexuales. Pero también continúa alimentado una serie de mitos desde los cuales muchos heterosexuales se han sentido en el derecho de exigirnos cierto tipo de comportamientos.

Precisamente por eso escribimos el libro: para romper el tabú. O lo que queda de él. Si entendemos el tabú como aquello de lo que no se habla, como una maquinaria de silencio hecha para mantener elstatu quo, entonces podremos comprender por qué es importante ponerle palabras a procesos como salir del clóset. La máxima es clara:solo existe lo que nombramos.

Por eso, en el libro tenemos mensajes para los que quieren salir de ese incómodo armario, pero también para los que pertenecen a sus entornos. Aquí algunos de ellos:

1.- Salir del clóset es una expresión de que nuestra orientación sexual se ha acoplado con nuestra identidad, y que estamos listos para abrir al mundo eso que tanto nos ha costado. Por lo tanto,como hay detrás un proceso largo, complejo y no exento de dolores, no podemos dejar que otros nos quieran devolver al armario solo porque “no lo podrían soportar”.

No debemos aceptar presiones de ningún tipo. Más bien, tenemos que hacer todos los esfuerzos posibles por educar a nuestros interlocutores; para hacerlos entender que esto no se trata de una moda, una opción o incluso algo que hacemos para castigarlos, cosa que muchos padres piensan.

2.- En algunos casos tendremos que hacer ciertos duelos. Hay quienes no querrán aceptar lo que somos y buscarán ponernos en una situación de “o tu homosexualidad o tu familia”. Sin duda se trata de una encrucijada difícil de resolver. Sin embargo, hay un principio que ya hemos esbozado aquí, pero que queremos reforzar: nadie es más importante que nosotros mismos.

Eso quiere decir que podrían haber situaciones extremas en las que tendremos que optar por alejarnos de quienes nos dan la espalda.La buena noticia es que esto podría no ser permanente: quecon sensibilidad y educación, podrían volver a nosotrosuna vez que hayan comprendido que el amor es más grande que los prejuicios. Al final, no se debe vivir para otros.

3.- A las personas heterosexuales, las invitamos a aproximarse a este proceso desde el lugar correcto. Porque, como decimos en el libro, hay por lo menos tres maneras de enfrentarlo:

a) La primera es desde una aproximación normativa, esto es, desde lo que nos han enseñado como “bueno” y “malo”. Aquí se presenta un enorme problema, porque la historia, la cultura, las instituciones, los discursos y más están demostrando que todo lo que se nos enseñó sobre la homosexualidad está teñido de un sistema de valores que hoy estáprofundamente desajustado a los tiempos.

b) La segunda forma es desde lo racional, o sea, desde lo que cognitivamente podemos identificar como importante, ajustado al momento histórico y bueno para la humanidad. Aunque desde este lugar podría asegurarse un resultado mejor, suelen haber “cortocircuitos” cuando alguien cercano habla por primera vez de su homosexualidad. Muchas personas que dieron testimonio para nuestro libro nos dijeron:“mi familia siempre se manifestó muy abierta sobre este tema. Sin embargo, cuando salí del clóset, su reacción fue muy mala”. Esto quiere decir que la racionalidad no es suficiente para enfrentar procesos humanos sobre los que todavía pende el tabú.

Por eso recomendamos: c)Aproximarse desde el afecto. Y para hacerlo hay que dar un paso atrás, postergarse momentáneamente y escuchar activamente lo que el otro, u otra, tiene para decirnos. Hay que hacerlo sin narcisismo y entendiendo la historia que hay detrás, pero por sobre todo: entenderlo como un acto de amor y confianza.

Así visto, podemos decir categóricamente: es mejor salir del clóset, porque al final, nadie se muere de homosexualidad ajena. Cualquiera puede vivir con esta noticia y hacerla parte de su repertorio de vida. Lo demás es manipulación.

Fonte: HuffPost Mexico