Pedofilia católica: o celibato é a causa principal

Celibato es factor determinante de pederastia católica

pedofilia

 

Durante los últimos cinco años, los exsacerdotes australianos Des Cahill y Peter Wilkinson revisaron la literatura especializada relacionada con la pederastia al interior de la Iglesia Católica.

El resultado de su investigación es un reporte de casi 400 páginas publicado por el Centro para la Investigación Global de la RMIT University de Australia.

Entre sus múltiples hallazgos se encuentra que las políticas de la Iglesia Católica sobre el celibato obligatorio son un factor determinante en que los sacerdotes terminen violando niños — otros factores son la homofobia y el machismo institucionales:

• Aunque no es la causa directa, el celibato obligatorio ha sido y sigue siendo el principal factor de riesgo precipitante para el abuso sexual infantil. Los mejores estudios en todo el mundo muestran que uno de cada 15 sacerdotes cometió el delito, aunque los índices difieren entre las diócesis y las congregaciones religiosas.

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• Los niños católicos jóvenes y vulnerables, especialmente los varones, eran y siguen siendo víctimas de la falta de intimidad de los sacerdotes y hermanos religiosos psicológicamente inmaduros, sexualmente privados y profundamente frustrados, en particular los que no han resuelto su propia identidad sexual y cuyo pensamiento está profundamente distorsionado y mutado hacia los niños.

• Aunque la homosexualidad no es una causa directa de abuso, el ambiente profundamente homofóbico dentro de la Iglesia y sus seminarios, basada en la enseñanza de que la homosexualidad es un estado intrínsecamente desordenado y que todos los gays deben llevar una vida de celibato, contribuye a la inmadurez psicosexual.

• Si bien hay otros factores, el riesgo de delito ha sido mucho mayor entre los hermanos religiosos con poco contacto con mujeres —educados en escuelas sólo para hombres y formados para la vida religiosa en instituciones sólo para hombres— antes de ser asignados a escuelas sólo para hombres y vivir en comunidades de hombres. La ausencia de lo femenino y la denigración de las mujeres dentro de las estructuras eclesiásticas es un factor de riesgo clave y subyacente en el abuso.

• Los sacerdotes y los depredadores religiosos se han beneficiado del fácil acceso a los niños en parroquias y escuelas, particularmente aquellos que viven en los presbiterios de un solo sacerdote y con acceso a un automóvil. El riesgo fue especialmente alto en países como Australia e Irlanda, donde históricamente ha habido un gran número de orfanatos y escuelas residenciales.

• El riesgo de depredación es mayor en entornos residenciales. Ese riesgo continúa hoy en día, particularmente en la India e Italia, que tienen una proporción significativa de los 9.500 orfanatos restantes de la Iglesia.

• La decisión del Papa Pío X de 1910 de reducir la edad a la que los niños se confiesan por primera vez a los siete años contribuyó indirectamente a poner a más niños en peligro.

• Los Papas y obispos crearon una cultura del secreto que condujo a una serie de graves fracasos en la transparencia, la rendición de cuentas, la apertura y la confianza, en su empeño por proteger la reputación de la Iglesia como una institución sagrada por encima de todo, incluso a expensas de la seguridad de los niños.

Desde hace unos años venimos abogando por prohibir que los menores de edad sean expuestos a la religión, porque eso es aprovecharse de que los niños —¡muchas veces con apenas días de nacidos!— no pueden tomar una decisión informada, lo que constituye una violación efectiva de su libertad de conciencia y de cultos — vamos, que es un lavado de cerebro en toda regla.

Aunque me parece terrible, entiendo que incluso en el mundo civilizado aún les cuesta trabajo ver a los niños como personas con DDHH que ni siquiera sus padres pueden violar, por más convicción que tengan y convencidos que estén. Ante este tenebroso panorama, no creo que sea mucho pedir que, por lo menos, se prohíba dejar niños solos con representantes religiosos a quienes les exigen celibato.

Fonte: De Avanzada
Por David Osorio
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Escutar o paciente ou receitar drogas?

 Notícias da psiquiatria e seu mal-estar na terra de Trump

 

Chama atenção que o programa não faz nenhum incentivo à escuta ou terapias não medicamentosas, simplesmente a prescrição, daí que ele vem sendo ironicamente chamado, ao invés de Educação Médica, de Programa de Promoção de Drogas.

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O que podemos esperar da troca do mais alto posto da psiquiatria americana, a direção do National Institut of Mental Health (NIMH)? Por treze anos a entidade foi comandada pelo notório Dr. Thomas Insel. Insel ganhou repercussão mundial quando a esperada quinta edição do DSM, que vinha sendo organizada pela Associação de Psiquiatria Americana, não foi referendada pelo NIMH no exato momento de seu lançamento. O DSM5 foi elaborado em meio a grandes polêmicas e resistências, principalmente quando o mundo descobriu o alto grau de comprometimento dos psiquiatras responsáveis com a indústria farmacêutica. Quando o NIMH desautorizou o DSM5 muitos comemoraram, pois a expectativa era de um manual ainda mais repleto de transtornos, aumentando enormemente o que poderia ser considerado uma patologia mental. Contudo, como chamou atenção Eric Laurent, em um artigo escrito logo após o anúncio do NIMH, não haveria muito o que comemorar, já que a crítica de Insel era precisamente que o DSM5 não era suficientemente “científico”, deixando entrever que o futuro da psiquiatria seria seu desaparecimento no oceano das pesquisas em neurociências[1].

As pesquisas translacionais

Efetivamente, a gestão Insel priorizou a neurociência e estrangulou progressivamente o orçamento para a pesquisa clínica. Afinal, com toda a crítica feita ao DSM, este era ainda um instrumento conectado à experiência clínica de profissionais que recebiam pacientes todos os dias. A partir de 2010, o NIMH instalou um novo critério para aprovação de pesquisas , chamado de RDC (Research Domain Criteria), que atrelava qualquer solicitação de financiamento à pesquisa translacional. O que é a Pesquisa Translacional? Trata-se de uma tendência mundial, crescente na pesquisa de doenças de todos os tipos, que visa agilizar a transferência de resultados da pesquisa básica à pesquisa clínica, afim de produzir benefícios para a comunidade como um todo. Em princípio a ideia é muito boa, pois visa reduzir o hiato entre a ciência pura e a prática clínica. As pesquisas translacionais no caso da psiquiatria envolvem sempre, em uma mesma pesquisa, tanto os genes, moléculas produzidas, células, e circuitos cerebrais, quanto o comportamento e os resultados clínicos obtidos.

Contudo, a crença de que o futuro da psiquiatria está no cérebro é tão consolidada, que solicitações de financiamento de pesquisas puramente clínicas passaram a ser sistematicamente negadas a partir dos novos RDC. A alegação do NIMH é sempre de que faltam nas propostas simplesmente clínicas uma “neurosignature”, espécie de selo de qualidade que implica a presença no projeto encaminhado de procedimentos atrelados aos pilares das neurociências. Em uma recente carta ao Times, o psiquiatra John Markowitz relata como ficou difícil propor uma pesquisa puramente clínica auspiciada pelo NIMH, já que, progressivamente, os fundos foram todos dedicados às pesquisas que incluem as neurociências. Atualmente apenas dez por cento do bilionária verba do NIMH é dedicada à trabalhos puramente clínicos[2].

Remédios para todos

Quem então se interessa pelos ensaios clínicos? Percebe-se que o espaço deixado vago foi fartamente ocupado pela indústria farmacêutica. Enquanto os neurocientistas se dedicam às pesquisas translacionais, a clínica psiquiátrica, na ponta, passa a ser orientada de modo cada vez mais explícito por protocolos duvidosos que levaram o consumo de medicamentos à patamares sem precedentes.

Dentre os projetos mais controversos encontra-se o Practice Support Program for Child and Youth Mental Health (PSP-CYMH), coordenado pelo Dr. Stan Kutcher. Trata-se de um programa que visa identificar patologias psiquiátricas entre os jovens em idade escolar. O programa foi largamente impulsionado por alguns crimes e suicídios cometidos por adolescentes em suas escolas, e que ganharam grande repercussão na imprensa. Nele, médicos generalistas recebem 2600 dólares por 10 horas de capacitação, para identificar precocemente possíveis distúrbios psiquiátricos em jovens em idade escolar. Assim, durante as visitas rotineiras para vacinação e demais check-ups anuais, os jovens pacientes passaram a responder a um questionário protocolizado visando identificar possíveis situações de depressão, ansiedade ou outro sintoma psiquiátrico.

A constatação foi que, com o questionário, o número de jovens diagnosticados e tratados com medicamentos aumentou para proporções muito acima da realidade. Um dos mais preocupantes métodos para identificar distúrbios de ansiedade entre os jovens é o SCARED, Screen for Child Anxiety Related Disorders[3]. Enquanto a maioria dos dados conhecidos indicava que não mais que 10 por cento dos jovens apresentam distúrbios de ansiedade, com o SCARED o numero de jovens diagnosticados e tratados foi simplesmente o triplo[4]. O questionário, elaborado pelo Dr. Kutcher, vem sendo questionado por inúmeras entidades. A crítica é que ele induz os generalistas a aumentarem ou persistirem com a prescrição de Fluoxetina em jovens que muito provavelmente não possuem patologia alguma, simplesmente problemas cotidianos do enfrentamento de situações escolares difíceis.

Chama ainda atenção que o programa não faz nenhum incentivo à escuta ou terapias não medicamentosas, simplesmente a prescrição, daí que ele vem sendo ironicamente chamado, ao invés de Educação Médica, de Programa de Promoção de Drogas.

Como então encontrar o sujeito do sofrimento psíquico? O país está dividido. Há os que apostam milhões de dólares na elucidação biológica precisa das doenças psiquiátricas, em pesquisas cuja duvidosa comprovação pode levar décadas até produzir algum sentido prático na clínica, mas há igualmente os que desenvolvem sua prática clínica em um meio completamente distorcido pelo charme da indústria farmacêutica[5].

Os devaneios podem ir mais longe. Um experimento recente[6]] permitindo que adultos pudessem atingir o ouvido absoluto[7], condição que normalmente somente se adquire na infância, levantou a hipótese de que é possível recuperar a neuroplasticidade neuronal da juventude. A partir desses dados alguns pesquisadores já cogitam uma intervenção muito mais ousada, se não seria possível apagar os traumas infantis e permitir ao sujeito um novo ponto zero em sua própria história[8]. Ignora-se completamente que nossos traumas, assim como os sintomas decorrentes, são constitutivos de nossa própria existência.

Uma bilionária foraclusão do sujeito

“Os avanços na genética humana estão remodelando a maneira como entendemos muitas doenças mentais, incluindo a esquizofrenia. Sabemos infinitamente mais sobre as mudanças de DNA… O próximo passo crítico é aprender como eles produzem a doença.”[9] Esse comentário da Dra Pamela Sklar compõe uma matéria com as expectativas de seis grandes pesquisadores no domínio das doenças psiquiátricas publicado recentemente na Revista Cell, uma das mais prestigiosas revistas científicas do mundo. Os comentadores estão todos muito otimistas e pedem ainda mais fundos para continuar a desenvolver suas pesquisas: “Precisamos declarar guerra à doença mental, que afeta a vida de uma em cada quatro pessoas, e priorizar o financiamento de pesquisas neurobiológicas inovadoras para uma melhor prevenção, diagnóstico, intervenção precoce e tratamento.”, alega no mesmo artigo Jeffrey Borenstein, daBrain & Behavior Research Foundation.[10]

Não é provável que o orçamento anual de 1,5 bilhões de dólares do NIMH tenha destino muito diferente nas mãos de seu novo diretor. Joshua Gordon assume o novo posto após uma larga experiência como professor no Columbia University Medical Center, onde é o responsável pelo currículo de neurociências[11]. Suas pesquisas, focadas na atividade neural de camundongos portadores de mutações com relevância em doenças psiquiátricas, deixam entrever que não é para breve uma reconciliação entre a Associação de Psiquiatria Americana e o Instituto Nacional de Saúde Mental. São dois gigantes de peso. Se o orçamento do NIMH é gigantesco, o aumento no consumo de medicamentos psiquiátricos no Estados Unidos tem as mesmas proporções. Enquanto em 1987, quando o Prozac foi lançado, os americanos consumiam 800 milhões de dólares em medicamentos psiquiátricos, em 2010 essa cifra subiu para 40 bilhões de dólares/ano. E assim a máquina anda muito bem. O NIMH, preocupado com suas pesquisas em neurociências, parece não ter nenhum papel regulador sobre o consumo em proporções abissais de medicamentos prescritos no cotidiano da clínica. Há cifras bilionárias para ambos na terra de Trump. Somente a clínica do sujeito continua proletária

***

Em um ambiente tão inóspito, de que modo a psicanálise pode ser ouvida? Como mostrar uma face muito pouco conhecida da psicanálise em território americano, a psicanálise aplicada? Entre genes e ratos de laboratório por um lado, e uma venda crescente de medicamento por outro, poucas vozes se levantam contra essa bipolaridade obcecada em isolar o sofrimento psíquico no corpo cadaverizado da ciência ou rentabilizado pela indústria farmacêutica. Dentre as resistências mais ativas, podemos destacar o papel atual da organização não governamental MAD IN AMERICA[12]. Capitaneada pelo jornalista americano Robert Withaker, autor do best seller Anatomy of an Epidemic, a MAD se tornou uma das mais importantes associações contra os abusos e distorções da Saúde Mental americana. Sem dúvidas é necessário conhecer e interagir com essas resistências. Nas últimas décadas, a psicanálise acumulou uma enorme experiência em hospitais, serviços substitutivos e demais projetos sociais. Essa prática mostra que o mal-estar contemporâneo pode ter outro destino que não seja o entorpecimento. O sonho americano tem demonstrado seu amargo despertar, trata-se de um mal-estar que não será tratado por nenhuma droga, tampouco por promessas genéticas que podem beirar a eugenia. A psicanálise com certeza tem algo a dizer sobre os restos que nenhum muro consegue segregar.

[1] Laurent E., DSM 5, O fim de uma era, boletim Diretoria na Rede da Escola Brasileira de Psicanálise, link para acesso: http://www.ebp.org.br/dr/ebp_deb/ebP_deb001/laurent.html

[2] Markowitz J., There’s Such a Thing as Too Much Neuroscience, NYT de 14 outubro 2016 – http://www.nytimes.com/2016/10/15/opinion/theres-such-a-thing-as-too-much-neuroscience.html?emc=edit_tnt_20161014&nlid=67084594&tntemail0=y

[3] Sensitivity and Specificity of the Screen for Child Anxiety Related Emotional Disorders (SCARED): A Community-Based Study – Child Psychiatry & Human Development: June 2013, Volume 44, Issue 3, pp 391–399

[4] Wipond R., The Proactive Search for Mental Illnesses in Children, no site: https://www.madinamerica.com/2014/07/proactive-pursuit/

[5] Alison Bass, em seu livro Side Effects (Efeitos Colaterais), faz uma detalhada incursão no universo da indústria farmacêutica e suas tramas.

[6] Gervain J, Vines BW, Chen LM, Seo RJ, Hensch TK, Werker JF and Young AH (2013) Valproate reopens critical-period learning of absolute pitch. Front. Syst. Neurosci. 7:102. doi: 10.3389/fnsys.2013.00102

[7] Ouvido absoluto é capacidade que uma pessoa tem de formar uma imagem auditiva interna de qualquer tom musical marcado por um símbolo apropriado (nota, letra) de modo que se possa naturalmente identificar qualquer tom acusticamente apresentado

[8] Richard Friedman – Return to the Teenage Brain NYT de 8 outubro 2016 – http://www.nytimes.com/2016/10/09/opinion/return-to-the-teenage-brain.html

[9] “Developing Effective Treatments for Psychiatric Diseases” – Cell 165, June 2, 2016 1309

[10] idem

[11] NIH names Dr. Joshua Gordon director of the National Institute of Mental Health – www.nih.gov – new releases em 28 de julho 2016

[12] www.madinamerica.com

Fonte: Subversos
Por: Marcelo Veras, psicanalista
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“Transe mais e encha menos o saco”

                                           Artesexo 

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Uma das mais fantásticas exposições que já vi foi a exposição do Marquês de Sade no Grand Palais, em 2014. Devo dizer que visitei a exposição com minha filha, sem nenhuma preocupação com o fato de que a profusão de pénis e vaginas, cenas eróticas a 2, a 3 ou a 20, fossem deturpar seu profundo sentimento ético, uma das qualidade que mais admiro nela. Da blasfêmia à pornografia o que está em jogo? Embora elementos da pornografia estejam presentes na cultura desde seus primórdios, é possível localizar no Renascimento as bases das questões que norteiam o estudo da pornografia atual. Sade teve bons precursores.

Para a maioria dos estudiosos da pornografia, esta é indissociável da tensão provocada entre o realismo do coito e a moral civilizada. Tomemos uma definição universitária clássica da pornografia: expressões escritas ou visuais que apresentam, sob a forma realista, o comportamento genital ou sexual com a intenção deliberada de violar tabus morais e sociais . Eis o problema para os psicanalistas. Como falar de realismo sexual se a relação sexual não existe?

Paula Findlem , historiadora de Stanford, afirma que a pornografia dentro do contexto ocidental tem suas bases no comércio surgido a partir das novas técnicas de impressão de histórias e desenhos obscenos. Com o renascimento, a escrita deixa de ser um privilégio dos ricos. Mais atrativo do que a Bíblia de Gutemberg, os contos e poesias obscenos passam a ser consumidos em escala cada vez maior pelas populações das novas cidades renascentistas. Dentre tantos textos, os Sonetos Luxuriosos de Pietro Aretino se destacam como os mais representativos de sua época. Aretino pode ser considerado o primeiro pornógrafo moderno. Contudo, se pornografia e comércio caminharam lado a lado – obviamente uma questão de oferta e procura – a internet com seu império das imagens, introduziu uma verdadeira revolução do conceito. Passamos da pornografia como tecnologia a serviço da fantasia para uma tecnologia do gozo masturbatório, sem outro.

Agora, um movimento conservador conseguiu impedir que uma exposição interessantíssima sobre o universo Queer (pude ver o catálogo) pudesse ser vista pelos que se interessam. Percebam que esses conservadores bloquearam meu acesso sem me consultar. Naturalmente, podemos por a culpa na empresa que sucumbiu às exigências desse grupo. Mas, hello?! Alguém realmente acha que a exposição foi proposta por essa empresa pela admiração ao Universo Queer?

Tenho uma teoria e, até agora, com quase quatro décadas de clínica, ainda não consegui remover. Para mim, a obstinação em bloquear meu acesso à essa exposição só pode ter sido o sucesso de pessoas com grandes – e graves – problemas sexuais. Meu conselho aos que tiveram tanta vontade de bloquear essa exposição é simples: muito cuidado, é possível que boa parte da libido que vocês reprimem em seus próprios filhos os transformem em pequenos monstros intolerantes. Até aí tudo bem. E quando eles perceberem que o Queer está do outro lado do espelho?

Fonte: Facebook
Por: Marcelo Veras, psicanalista.
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As Discriminações são abordadas de forma diferente nas “paróquias brancas e negras”

Cristãos especialistas em ética: racismo e supremacia branca são “um problema cristão”

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Em 1934, um grupo de cristãos na Alemanha nazista assinou a “Declaração de Barmen”, se opondo à ideologia nazista e considerando-a contrária ao Evangelho. Oitenta anos depois, os cristãos dos Estados Unidos sentem a necessidade de fazer o mesmo.

O comentário é de Heidi Schlumpf, publicado por National Catholic Reporter, 17-08-2017. A tradução é de Luísa Flores Somavilla.

Mais de 400 especialistas em ética cristãos e outros teólogos assinaram o documento “A Statement from Christian Ethicists Without Borders on White Supremacy and Racism”, uma declaração do grupo de especialistas em ética cristãos sem fronteiras sobre supremacia branca e racismo. Organizada por quatro professores de ética e datada de 14 de agosto, a declaração considera a “ideologia racista, antissemita, antimuçulmana e neonazista como um pecado contra Deus que divide a família humana criada à imagem de Deus”.

A principal preocupação dos organizadores eram – assim como na Alemanha nazista – os envolvidos em movimentos de supremacia branca, entre outros movimentos, que afirmam ser cristãos. “É uma versão distorcida do cristianismo”, disse Tobias Winright, professor de ética em saúde da Universidade de St. Louis e fundador do grupo “Ethicists without Borders” (Especialistas em Ética sem Fronteiras), que organizou o comunicado.

A declaração se concentra nos especialistas em ética cristãos “porque é um problema cristão”, disse ele.

“A supremacia branca e o racismo negam a dignidade de cada ser humano revelada através da Encarnação. O mal da supremacia branca e do racismo deve ser encarado diante da figura de Jesus Cristo, que não pode ser confinado a nenhuma cultura ou nacionalidade”, diz a declaração.

Ela associa o antissemitismo e o racismo ao nacionalismo, incluindo a doutrina “America First” (Estados Unidos em primeiro lugar), que ele chama de “erro grave de idolatria” porque “pede, de forma absurda, para que os estadunidenses substituam o culto a Deus pelo culto à nação”.

“Gostaríamos de afirmar claramente que esses pontos de vista são heréticos para o evangelho cristão”, disse Anna Floerke Scheid, professora de teologia na Universidade Duquesne, em Pittsburgh, uma das organizadoras.
Ela e outros do grupo ficaram decepcionados com a resposta morna do clero e de outros líderes religiosos após eventos de carga racista, até mesmo antes de Charlottesville. “Há uma separação do que está acontecendo nas ruas e o que está acontecendo nas igrejas”, afirmou.

Mesmo a reação dos líderes católicos à violência em Charlottesville não corresponde à força do ensino anterior da Igreja contra o racismo e o antissemitismo, disse Matthew Tapie, diretor do Centro de Estudos Católico-Judeus na Universidade St. Leo, na Flórida, e também organizador da declaração. “Acredito que estamos numa situação de emergência e precisamos de uma denúncia mais forte”, disse.

A declaração sugere respostas ativas contra o racismo e a supremacia branca por parte de todos os cristãos, especialmente pastores, incluindo orações, trabalhando em várias tradições religiosas, participando de protestos e desobediência civil e se envolvendo em ações políticas.

Uma pesquisa informal nas redes sociais em 13 de agosto revelou que poucas igrejas abordaram os eventos em Charlottesville ou o racismo em geral, principalmente em paróquias predominantemente brancas, de acordo com MT Dávila, professor de ética cristã na Escola de Teologia Andover Newton, outro organizador.

Ele espera que a declaração – assinada por cristãos em um amplo espectro denominacional e até mesmo ideológico – dê aos pastores “permissão para pregar uma palavra fiel ao Evangelho, denunciando o racismo por ser uma violação do bem comum e da dignidade humana”.

Em igrejas de maioria negra, no entanto, Charlottesville estava na cabeça de todos.

“É só mais uma indicação de algo que já sabemos”, disse Reggie Williams, professor de ética cristã no Seminário Teológico McCormick, em Chicago, que assinou a declaração.

Ele disse que sua linguagem forte “coloca no papel o significado de ser moralmente fiel a Cristo neste momento”.

Mas outros signatários e organizadores esperam que ela vá além.

“Precisamos falar mais alto e ser mais pró-ativos na denúncia ao racismo em todas as suas formas”- Anna Floerke Scheid

“Se não conseguirmos, seremos irrelevantes como Igreja.”

Fonte: Instituto Humanitas Unisinos – IHU
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“Pretas e pretos discriminam outros pretas e pretos”

“PRETAS E PRETOS DISCRIMINAM OUTROS PRETAS E PRETAS?”

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Companheiros e companheiras; na minha opinião, esta é a razão capital de grande parte dos nossos fracassos em “reunir pretos e pretas” em torno de ideias e propostas para serem discutidas, sem retiradas de conclusões que levem ao estabelecimento de prioridades grupais com base no maior número de participantes que apoiam determinadas ideias dentro desses citados grupos…

É difícil não se impressionar com a quantidade de lideranças de militâncias pretas que não disfarçam suas preferências por terem suas ideias aceitas e referendadas pelos demais companheiros e companheiras sem nenhuma forma de crítica…

Ironicamente, repetidas vezes, são essas mesmas pessoas que aderem às falas de lugares comuns relacionadas com “preto e pretas descriminam outros pretos e pretas”…

Em raríssimas ocasiões, porém, tais lideranças estão dispostas a abrirem mãos das suas certezas ideológicas, na maioria das vezes mal assimiladas, em nome de quaisquer possibilidades concretas de reunirem o maior número possível de pessoas dentro dos grupos aos quais pertencem estimulando tais participantes a participarem das construções dessas mesmas ideias e/ou propostas.

Assim, como líderes, não conseguem perceber que dentro de grupos é mais fácil conseguir apoios entre pessoas que também se sintam responsáveis por ações onde, também, ajudaram nas suas formulações.

Enquanto isso, sem perceberem as razões desses fracassos, estão sempre chegando às mesmas conclusões pessoais: “PRETAS E PRETOS DISCRIMINAM OUTROS PRETAS E PRETOS”…

Assim fica difícil não se destacarem como pessoas que sempre querem ter a última palavra nas decisões grupais…

Fonte: INVISIBILIDADE NEGRA
Por: José Teodoro Costa
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O lado da imprensa no caso Roger Abdelmassih “o maior predador sexual que a história deste país conheceu”*

Introdução
O texto de hoje tem como fonte o Jornal da Universidade de São Paulo – USP.
Consta de um resumo da dissertação de mestrado *Estupro na imprensa – O processo de trabalho de jornalistas e profissionais de direito na cobertura do caso Roger Abdelmassih pelo jornal Folha de S.Paulo (2009-2015), na perspectiva de estudos de jornalismo, da legislação e das práticas do Poder Judiciário e dos estudos feministas.
A tese foi apresentada na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP em março de 2016, pela pesquisadora Lieli Karine Vieira Loures Malard Monteiro, sob a orientação da professora Alice Mitika Koshiyama.
“Esta pesquisa nos mostrou que, ao descolar-se dos fatos jurídicos, a cobertura jornalística confinou no universo privado a violência sexual. Deixando de tratá-la como questão de saúde pública, não promoveu a divulgação de informações que poderiam contribuir para a construção da cidadania das mulheres.”

Estudo analisa cobertura de jornal no caso Roger Abdelmassih

Nas reportagens, as mulheres eram tratadas como acusadoras. Mas, para o Ministério Público, elas eram vítimas

abdelmassif 1Uma pesquisa realizada na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP analisou as reportagens do jornal Folha de S. Paulo sobre o caso Roger Abdelmassih, publicadas entre janeiro de 2009 e maio de 2015. De acordo com o estudo, o discurso jornalístico usado estava em desacordo com o discurso jurídico do Ministério Público Estadual (MP).

“O jornal se referia às mulheres como acusadoras. Porém, quem estava acusando era o Ministério Público. A Folha de S. Paulo somente começou a chamá-las de vítimas após Abdelmassih ser condenado e fugir do Brasil”, conta a autora da pesquisa, a jornalista Lieli Karine Vieira Loures Malard Monteiro.

abdelmassif 2O ex-médico Roger Abdelmassih, preso no Paraguai com apoio da Polícia Federal brasileira –
Foto: Secretaria Nacional de Antidrogas do Paraguai

Roger Abdelmassih, ex-médico especialista em reprodução humana assistida, foi condenado a 278 anos de prisão por cometer crimes contra a dignidade sexual de 37 pacientes. Posteriormente, a pena foi reduzida para 181 anos.

A Folha de S. Paulo foi escolhida por ter sido o primeiro jornal do País a publicar uma reportagem sobre o assunto e a cobrir todo o caso. Lieli analisou 48 reportagens veiculadas no caderno Cotidiano e dois artigos assinados. Também entrevistou duas jornalistas da Folha e algumas das mulheres vítimas do ex-médico. Conversou com profissionais do Judiciário, alguns deles envolvidos diretamente no caso, e pôde discutir, com esses especialistas, o conteúdo das reportagens publicadas pelo jornal.

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Análise da cobertura

Lieli analisou as reportagens e dividiu a cobertura jornalística nas seguintes fases: investigação (de 9 de janeiro a 28 de fevereiro de 2009); indiciamento e condenação (24 de junho de 2009 a 24 de novembro de 2010); e fuga e captura (7 de janeiro de 2011 a 31 de maio de 2015). Segundo a pesquisadora, o discurso utilizado para denominar as mulheres coincidia com as palavras dos advogados de defesa.

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“Quando se tem um volume grande de textos dizendo que essas mulheres são acusadoras, cria-se a ideia de que elas não são confiáveis. A imagem que se criou delas é condizente com a cultura do estupro, que sempre coloca dúvida sobre a palavra das vítimas. Quanto a Abdelmassih, foi apresentado como médico renomado”, destaca.

Para Lieli, o jornal se deu o direito de usar termos jurídicos de uma forma leiga e isso pode confundir o leitor, pois não esclarece questões jurídicas importantes. Com isso, formou-se uma falsa impressão sobre o que estava acontecendo, pois parecia que as mulheres estavam acusando injustamente.

“Quando a Folha não usa claramente os termos corretos, ela acaba fazendo o que não quer fazer: serve de tribuna, julga as mulheres. Não houve um pensamento crítico do que estava ocorrendo, nem contextualização dos estupros, nem questionamentos sobre como uma vítima se comporta, quais os danos psicológicos, ou mesmo como culturalmente as mulheres são educadas para não reconhecerem o estupro”, aponta. “Isso empobreceu a discussão porque se perdeu a dimensão do contexto social do estupro. Era algo que poderia ter sido feito dentro de um veículo de porte como a Folha de S. Paulo.”

Lieli considera ainda que a cobertura do jornal também perdeu a oportunidade de discutir as alterações da Lei de Estupro no Código Penal, ocorridas em agosto de 2009. “Antes, estupro era considerado ‘crime contra os costumes’: quando um homem constrangia uma mulher à conjunção carnal (penetração da vagina exclusivamente pelo pênis). Era preciso que os agressores fossem apenas homens e as vítimas apenas mulheres. Se a agressão fosse sexo anal, seria enquadrado como ‘atentado violento ao pudor’”, explica a pesquisadora. “Com a alteração da lei, estupro passa a ser considerado ‘crime contra a dignidade sexual’. O ‘atentado violento ao pudor’ deixa de existir e é incorporado à nova definição de estupro. As discussões envolvendo essas mudanças poderiam ter sido feitas, mas foram perdidas”, lamenta.

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Da imprensa para o Ministério Público

Segundo a pesquisadora, o Ministério Público tomou conhecimento do caso por intermédio de um produtor da TV Globo, que procurou os promotores e mostrou um vídeo com a denúncia anônima de algumas mulheres. O MP começou a investigar o caso. Os promotores conseguiram o contato de algumas e conversaram com elas. Eles perceberam indícios que apontavam Abdelmassih como autor dos crimes. Foi quando o MP apresentou a denúncia e passou a acusá-lo formalmente. “Era, portanto, o Ministério Público que acusava Abdelmassih de ser o autor dos crimes e não as mulheres”, ressalta Lieli.

A promotoria convidava Abdelmassih para ir lá falar com eles mas, ou ele não comparecia, ou mandava o advogado em seu lugar. O processo chegou a desaparecer do Fórum e reapareceu tempos depois, dentro de um banheiro. “O promotor me contou que decidiu procurar a imprensa pois, sem ela, o caso não iria para a frente devido à gigantesca influência do médico. Porém, a TV Globo recuou e desistiu de dar a matéria. Então o promotor falou com a revista Veja, mas eles analisaram o caso e optaram por também não divulgar nada”, conta Lieli.

abdelmassif 6Atualização do status do foragido na Interpol. Abdelmassih foi condenado a 181 anos de prisão pelo estupro de suas pacientes. Ele chegou a cumprir prisão domiciliar, mas retornou à cadeia – Foto: Divulgação/Polícia Federal

Foi nesse momento que o promotor foi procurado por uma jornalista da Folha de S. Paulo que, coincidentemente, havia recebido uma denúncia contra Abdelmassih e estava apurando a informação. Foram cerca de dois meses de apuração da Folha até a publicação da primeira matéria, em 9 de janeiro de 2009.

Depois da publicação da primeira matéria, a Folha de S. Paulo e o Ministério Público começaram a receber dezenas de ligações de outras mulheres contando que também foram vítimas do ex-médico. Quanto mais matérias eram publicadas, mais novas denúncias surgiam. “Segundo as jornalistas da Folha, a redação recebia e-mails com denúncias anônimas envolvendo Abdelmassih. E antes disso já existia um boato dentro da redação sobre um médico muito famoso de São Paulo que ‘cantava’ as pacientes”, finaliza.

Fontes: Jornal da USP e Biblioteca Digital USP
Por: Valéria Dias
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Por que mulheres, negros e homossexuais não se unem contra todos discriminadores?

Introdução
Para quem tem interesse em entender e definir as Condutas Discriminatórias, o texto abaixo segue a linha de outros já publicados aqui.
Algumas destas matérias indicam um movimento no sentido de:
1. Admitir, lendo aqui e aqui, que pessoas pertencentes aos Grupos Discriminados (GDs) também discriminam.
2. Que a origem das discriminações pode ter mais de uma causa como vemos aqui, aqui e aqui.
3. Que será necessário um esforço importante dos GDs para reconhecer que dentro deles também há pessoas discriminadoras
4. Que tudo isto possa explicar porque os GDs ainda não conseguiram se unir para enfrentar os discriminadores
5. Entender porque os GDs lutam pela criminalização e não pela prevenção, para diminuir as ocorrências de condutas doentias como vemos aqui e aqui.
El movimiento LGBT también debe ser antirracista

Las críticas se desataron cuando se añadieron los colores café y negro a la bandera del orgullo LGBT para representar a negros y latinos, durante un evento en Filadelfia, Estados Unidos (EUA).

Pero hoy, más que nunca, necesitamos que el movimiento de la diversidad sexual también incluya a la diversidad racial.

Bandera-LGBT-con-negro-y-cafeBandera LGBT con negro y cafe

Manifestaciones de supremacistas blancos en EUA, la creciente criminalización de los migrantes en Norteamérica y el empoderamiento de grupos que promueven la discriminación exponen el actual fortalecimiento del odio.

Por ello, es más importante que nunca recordar que el movimiento LGBT es interseccional.

Es decir, la orientación sexual y el género convergen con otras identidades, como la raza, la etnicidad, la religión y hasta la condición migratoria.

Por desgracia, no es inusual encontrar muestras de racismo en la comunidad LGBT.

La figura del hombre blanco homosexual y de clase media alta o alta se ha apoderado del simbolismo del movimiento.

Basta ver las imágenes que suben las redes sociales y sitios web de información LGBT para percatarse de ello.

Las aplicaciones de citas, los personajes gay de series y películas, y las celebridades homosexuales fomentan una imagen ideal que no concuerda con la gran diversidad de la comunidad.

Pero, sobre todo, hay que entender que las barreras discriminatorias que afrontan las personas LGBT que no encajan en este prototipo son mayores.

Las políticas antiinmigrantes pueden ser una sentencia de muerte para aquellos que huyen de México y Centroamérica, donde sufren, por igual, la violencia de asociaciones criminales y grupos ultraconservadores.

Las personas de color, mestizos e indígenas que no son heterosexuales deben afrontar el racismo y la homofobia.

Las personas trans de escasos recursos son vulnerables a sufrir de exclusión, violencia y a caer en las redes de la trata de personas.
Y aquellos que viven en las zonas marginadas de las ciudades padecen el doble yugo del clasismo y la LGBTfobia.

Al igual que ser lesbiana, gay, bisexual y transgénero, hay que acoger a las demás identidades marginadas y entender cómo su situación converge con la sexualidad.

El movimiento de la diversidad sexual no será realmente incluyente e igualitario hasta que esto no suceda.

Fonte: ClósetLGBT
Por: Pedro Pablo Cortés
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Estado Unidos: 10% da população apoia os neonazistas

22 millones de estadounidenses tienen opiniones nazis

nazi Rally Nazi en Massachussets – Foto Ilustración Flickr – Elvert Barnes

Uno de cada diez estadounidenses encuestados por ABC News en todo el país apoya a los neonazis;        y          poco más de un cuarto aprueba la ambigua respuesta de Trump a los acontecimientos de Charlottesville.

Esta cifra, aplicada a toda la población estadounidense, equivale a aproximadamente 22 millones de simpatizantes neonazis estadounidenses.

El treinta y nueve por ciento de los encuestados creen que el denominado movimiento nacionalista blanco “alt-right” sostiene puntos de vista neonazis, mientras que el 10 por ciento expresó su apoyo a la alt-right.

Sin embargo, el 83 por ciento dijo que los puntos de vista neonazis eran inaceptables, mientras que el ocho por ciento no tenía opinión.

No hubo cambios en la calificación de 37 por ciento de aprobación general de Trump desde los resultados de julio, pero sólo el 28 por ciento de los encuestados dijo que aprobó su respuesta ambigua a los hechos violentos de Charlottesville. (La calificación general de desaprobación de Trump permanece en 58 por ciento.)

De los encuestados a la encuesta, que se realizó por teléfono con más de 1.000 adultos en todo el país, el 33 por ciento eran demócratas, el 22 por ciento eran republicanos y el 42 por ciento eran independientes.

Fonte: Aurora
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Uma visão psicanalítica do Brasil em 2017

As gerações futuras sentirão vergonha de nós.

Brasil
Sentirão vergonha de nosso silêncio e de nossa apatia. Não haverá certamente nenhum espanto, posto que a brutalidade que estamos permitindo tomar conta do mundo há também de eliminar a possibilidade de espanto e indignação. A brutalidade elimina qualquer espasmo de surpresa. Casos como o da deputada que tem recebido sistematicamente ameaças pela internet, pelo whatsapp e também pessoalmente, não nos indignam porque estamos atolados, sem perceber, na mais absoluta falta de empatia.

Num dos áudios, o sargento da aeronáutica a ameça “vou rasgar você no meio” e avisa que o clã Bolsonaro faz parte do grupo. Os xingamentos e ameaças que se ouve no áudio são dignos de uma sessão de tortura.

O neto do ex presidente Figueiredo, aquele que dizia que preferia o cheiro de cavalo ao cheiro de povo, postou nesta semana no facebook um efusivo agradecimento ao governador do RJ por ter deixado falir a UERJ.
No texto, ele vibra diante da possibilidade dos professores (sem salários) morrerem de inanição. Mas como estamos cindidos psicoticamente, não nos afetamos.
Do salário mínimo para 2018, será tirado 10 reais. Enquanto isso, um magistrado do Mato Grosso recebeu em julho salário de mais de 500 mil e outros dezoito, receberam mais de 300 mil.
Ao ser indagado sobre o valor, muitíssimo acima do teto, o primeiro responde “tô nem aí”. Assim como a excelência de Mato Grosso, nós também não “estamos nem aí.”

O prefeito da maior cidade do país xinga, humilha e ofende políticos e militantes do PT, enquanto abandona a periferia sem saúde, enquanto corta parte da merenda das crianças com a justificativa de combate a obesidade, enquanto deixa aumentar o número de moradores de rua, enquanto trama vender o patrimônio público de olho no financiamento de sua campanha para presidente em 2018.

Não precisamos olhar para Barcelona ou para Charlottesville para vislumbramos a face do horror. Os massacres à população negra, LGBT e indígena ocorridos aqui apenas neste ano, nos dão a dimensão do nosso horror caseiro.

A sanha demolidora do governo golpista que nos desgoverna com as reformas que vem fazendo desde que assumiu, nos promete um país arrasado para os próximos anos. Com saúde, segurança e educação sucateados, a miséria e a violência aumentarão. Mas não nos abalamos porque, afinal, não sabemos de nada.
A extrema direita e suas personas, nazistas, fascistas, homofóbicas, machistas, xenófobas, pretendem dilacerar todas as possibilidades de uma sociedade mais justa e mais humana. A prova evidente é a adesão em massa até dos mais “letrados” e dos mais jovens, às ideias de políticos e de grupos que propagam diuturnamente o ódio.

Ainda assim não reagimos porque, afinal, a liberdade de expressão é um bem precioso.

Nos espaços onde divido com colegas os meus afazeres profissionais, vejo alguns absolutamente indiferentes diante do sofrimento deste presente tenebroso e diante da promessa de mais sofrimento que um futuro sombrio nos acena.
Estão totalmente incapazes de dimensionar suas responsabilidades éticas diante deste estado de coisas.

Estamos falhando absurdamente. Tínhamos a obrigação moral, ética, instintiva até, de deixarmos um mundo melhor para os que virão.

Os incautos e hoje privilegiados, os brancos, os da classe média, os que não sentiram ainda o corte na carne, não tardarão a reconhecer que ficaram do lado errado da luta.

Mas os seus filhos e netos saberão, ainda que não seja pelos livros de história, ainda que seja pelos resíduos inconscientes a eles transmitidos, saberão da covardia de seus antepassados que preferiram a inércia, a preguiça e a covardia ao invés do trabalho árduo, duro e sofrido de denúncia e combate a todas essas formas de ódio, pois é de ódio que se trata tudo isso. Ódio ao próximo, ao diferente, ao povo, à justiça, ao elemento humano.

As gerações futuras sentirão vergonha de nós e tomara que assim seja. Se forem capazes de sentir vergonha, é porque talvez tenham compreendido um pouco daquilo que hoje a grande maioria não está compreendendo, que tudo isso é muito vergonhoso. Por ignorância, má fé ou cinismo, a verdade é que a maioria não está compreendendo.

A psicanálise nos ensina que a pulsão de morte opera em silêncio. Eu diria que no nosso silêncio diante de tanta brutalidade, opera a pulsão de morte na sua forma mais destrutiva e mais avassaladora, que é o desligamento. Desligamento da nossa própria fragilidade e desamparo, cujo reconhecimento seria a única possibilidade de nos aproximarmos como gente, que ainda somos.

Fonte: Facebook Helenice Rocha
Por: Helenice Rocha, psicanalista e Professora de Psicanálise na Universidade Guarulhos
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“A saúde é um negócio para que poucos se enriqueçam”

La salud como negocio privado

“Nosotros tenemos una economía social de libre mercado que está consagrada en el artículo 59 de la Constitución. El mandato constitucional es que todos seamos ricos. Existe lo que se llama libre mercado. Aquí no hay regulación de precios. Y si (varias clínicas) se ponen de acuerdo en que un medicamento cuesta 10 soles, yo nada puedo hacer. Ni yo ni el presidente de la República ni el presidente de la Corte Suprema. Aquí hay libre mercado”.

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Quien afirma esto es la médico Flor de María Philipps, superintendente de la Superintendencia de Salud (Susalud), en una polémica entrevista dada a Ojo Público (17 jun. 2015). Esta superintendencia es la encargada de fiscalizar y sancionar los abusos contra los pacientes, sean estos de establecimientos públicos o privados.
La doctora Philipps proviene del sector privado. Ha sido gerente de Pacífico Seguros y Pacífico Salud EPS, directora médica de la clínica Ricardo Palma y gerente administrativa del complejo hospitalario San Pablo, “justamente el grupo al que luego le tocaría supervisar por la muerte de los recién nacidos debido a malas prácticas”. Como informa Ojo Público y para sorpresa de muchos ya que se trató de una abdicación de sus funciones, el caso no fue visto por Susalud y “se derivó a la Dirección de Salud de Lima Sur, que solo impuso el cierre temporal del servicio por dos meses” cuando, por la gravedad de los hechos, bien se pudo clausurar dicho establecimiento de salud.

También, según esta misma fuente, Flor Philipps participó como representante del sector privado en los grupos de trabajo que discutieron con el sector público las primeras reformas de salud. Se podría decir que el caso de la superintendente de salud es el típico ejemplo de la llamada “puerta giratoria”. Es decir, trabaja para el sector privado y como representante de dicho sector discute con el Estado las nuevas normas y luego se traslada al Estado para dirigir el organismo que supuestamente fiscalizará a los privados.

Por eso no nos debe extrañar lo afirmado por la funcionaria respecto a que la salud se rige por el libre mercado. Es tal su ideología neoliberal y privatista que no solo comete equivocaciones como decir que “si un grupo de empresas se ponen de acuerdo en fijar un precio determinado a los medicamentos, el Estado nada puede hacer (ya que). Aquí hay libre mercado”, porque olvida que ello está prohibido en el país ya que se trata de un abuso de dominio y de concertación de precios; también agrega disparates como cuando dice que según “el mandato constitucional” todos debemos ser ricos con lo cual justificaría que la  salud antes que un servicio público, un derecho humano y ciudadano, es un negocio para que algunos pocos se enriquezcan.

Por otro lado, algunos expertos señalan que el crecimiento de Susalud ha sido tan exagerado que ha convertido a la institución en una hipertrofia ya que su funcionamiento, finalmente, beneficia a los privados porque para presentar una queja es tanto el número de instancias y barreras que se deben sortear que hace prácticamente imposible una sanción en el corto plazo. La “tramitología” al servicio de los privados.

A ello se suma otro hecho. Susalud, según ley, tiene la potestad de acreditar a los establecimientos de salud. Nos preguntamos cómo un organismo que avala puede, al mismo tiempo, controlar lo que el mismo acredita. Es más, se dice que se está creando un organismo privado, también supervisado por Susalud, para este fin. El problema, señalan los mismos expertos, es el apremio. Hoy se está convocando a concurso el puesto de acreditador cuando todavía no existe la norma que fija los parámetros de la función. La urgencia tendría relación, según fuentes confiables, no solo con el corto tiempo que tiene el gobierno para implementar esta reforma privatista sino también con otro apuro, el de la mismísima doctora Philipps quien tendría intenciones de dirigir este nuevo organismo privado de acreditación. Así, un organismo privado con escasa o débil fiscalización pública terminará por acreditar a los privados. El resultado será un sector de salud disminuido y un servicio de salud dominado por los privados y al servicio del “mercado”. Es decir, un negocio que poco o nada tiene que ver con los pacientes y con la salud de los peruanos.
(*) Parlamentario Andino
(*) “Jefa de Susalud: clínicas y pacientes se rigen por el libre mercado”. OjoPúblico, Lima, 17 Junio 2015 http://ojo-publico.com/69/Jefa-de-Susalud-cl%C3%ADnicas-y-paciente-se-ri…
Fonte: OtraMirada
Por Alberto Adrianzén
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