Proteja o discriminador e modifique o discriminado

Nas últimas semanas consolidou-se a orientacão referida aqui no blog.
O Discriminador segue protegido e invisível.
E o Discriminado que mude.
Para que tudo continue sem maiores progressos nessa área.

 

Se a orelha em abano for objeto de correcão cirúrgica.
Para quem é vítima de bulling.
Com isso o agente desta discriminacão.
Aparentemente.
Ficará protegido e invisível.

 

Em relacão às ocorrências de violência nos estádios de futebol.
Cria-se um cadastro dos que praticam a violência física.
E a violência discriminatória ficou de fora, esquecida!!!!
E o discriminador, como sempre, protegido e invisível.
Mesmo tendo os episódios recentes muita repercussão  na imprensa.

 

O Ipea publicou pesquisa sobre o machista estuprador.
“Concluiu” que a responsabilidade do estupro é da mulher.
A vítima deve mudar seu jeito de vestir.
E assim proteger, novamente, o machista estuprador.

 

E como a primeira vez a humanidade nunca esqueceu…
O que ocorreu com Adão e Eva foi responsabilidade de quem?
Da macã, da cobra, da Eva?
E ficou como se a Eva fosse a responsável.
E quem ficou “protegido”, “esquecido”, “invisível”, “quase vítima”?
Como quem não tivesse tido participacão alguma?
Pelo que vemos ocorrer hoje, nesta questão, a sociedade pouco progrediu.

 

Publicação correlata:
http://saudepublicada.sul21.com.br/2014/03/20/protegendo-o-discriminador/

Telmo Kiguel
Médico Psiquiatra
Psicoterapeuta
 

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