Orgulho de ser discriminador

Paul Weston
Paul Weston

Prezado leitor.

Gostaria muito de saber sua opinião sobre esta manifestação.
Já viu algo semelhante (e tão explícito), sobre questões nossas, aqui no Brasil?
Qual foi a reação ao fato na grande imprensa e na internet?
Se não viu, pensa que isto possa ocorrer, em relação a algum grupo em nosso país?
O que pensa que deva ser feito para evitar este tipo de conduta discriminatória?
Esta manifestação é, na sua forma, diferente das que ocorrem em campos de futebol.
E nas suas essências, são diferentes?
Na sua opinião qual delas é mais perigosa para sociedade como um todo?
Qual delas é mais fácil de punir? E de prevenir?

Sobre o uso da palavra “racista” no video (Inglaterra) e na tradução.
Aqui utiliza-se a palavra/expressão discriminador.
Em muitos países a expressão “racista” tem o significado que aqui atribui-se a “discriminador”.

Veja abaixo o vídeo “I am a racist”. O vídeo é falado em inglês. Ao lado tem uma tradução em francês. E, a seguir, a tradução para o português.

Olá, meu nome é Paul Weston e eu sou um racista. Eu sei que sou racista porque muitas pessoas me dizem que sou racista. A extrema esquerda pensa que sou um racista, o Partido dos Trabalhadores pensa que sou um racista, conservadores pensam que eu sou um racista, democratas liberais pensam que sou um racista, a BBC pensa que sou um racista. Portanto, devo ser racista. Por que sou racista? É muito simples: eu desejo preservar a cultura do meu país, o povo do meu país e ao fazer isso eu sou designado racista na sociedade atual.

Isso é algo que tem sido movido pela esquerda, o cursor do racismo mudou consideravelmente. Para se tornar racista 30 ou 40 anos atrás, teria que realmente desgostar de estrangeiros. Eu não desgosto de estrangeiros. O que eu gosto mesmo, o que eu amo é meu país, minha cultura e meu povo. E eu vejo isso sob uma terrível ameaça atualmente.

A Inglaterra é um país muito pequeno que abriu suas portas para uma massa de imigrantes do Terceiro Mundo e estamos sobrecarregados. Nossas escolas não conseguem lidar com isso, nossos hospitais não conseguem. Na verdade, muito poucos setores ainda conseguem lidar. O sistema de bem-estar social está afundando também. Então, se eu quero defender o lugar que nasci e cresci, meu país, minha cultura britânica, meu patrimonio e minha história eu sou, aparentemente, de acordo com todo mundo diz atualmente, um racista.

Mas não acho que seja o caso. Não que eu não seja racista, eu vou assumir isso completamente. Porque claramente eu sou. Eu ouvi isso de tantas pessoas que só pode ser verdade. Eu sou provavelmente também islamofóbico. Uma fobia é um medo irracional de alguma coisa, e eu não tenho um medo irracional do Islã. Eu olho para o mundo hoje, para a Síria, por exemplo, onde 100 mil pessoas morreram nos últimos 2 anos, onde muçulmanos xiitas estão matando sunitas e vice-versa. Eu olho para lugares como Indonésia, Egito e China e as Filipinas. Em todo lugar que se olha, se vê problemas com islamismo. Eles são violentos e são, me atrevo a dizer para reforçar meu caráter racista, profundamente selvagens em ideologias políticas e religiosas.

Agora, muitas pessoas descordarão disso. A extrema esquerda dirá que não se pode criticar o Islã porque Islã é uma religião e agora há regras nesse país que dizem que se você criticar religião, está incitando o ódio religioso. Mas o Islã não é apenas uma religião, é uma ideologia política também e precisamos chamar dessa forma. É uma cultura que é política e religiosa. E eu gostaria de saber se posso dizer algumas coisas sobre isso. Nós temos um grande problema nesse país que não irá embora, vai piorar cada vez mais. Nós, como povo, estamos decrescendo demograficamente, e a população islâmica está crescendo nove vezes mais rápido do que qualquer outra.

Quando eu olho para o futuro, vejo uma grande guerra civil religiosa ocorrendo nesse país. As coisas impensáveis que estão acontecendo na Síria atualmente irão acontecer aqui antes de 2040, certamente antes de 2050. E eu não quero que a Inglaterra se torne assim, então vou denunciar o Islã como uma ideologia religiosa e política retrógrada e selvagem. E que vá para o inferno o que as pessoas pensem sobre isso. Porque se não fizermos algo sobre isso, vamos nos envolver em algo que a maioria das pessoas nem consegue imaginar na Inglaterra.

Então, precisamos denunciar isso pelo que é e começar a montar alguma defesa contra isso. O problema de montar uma defesa é que deparamos com a acusação de racismo, com o “Eu não sou um racista, mas…” Bem, aqui está: eu sou um racista. Se eu quero evitar uma guerra civil em meu país, estou preparado para ser chamado de racista. E você deveria aceitar ser chamado de racista também.

Vamos apenas dizer que somos racistas detestáveis e começar a denunciar uma ideologia que é a mais primitiva, selvagem e retrógrada que foi importada para dentro desse país pela esquerda, por pessoas como Tony Blair, que fizeram isso deliberadamente para debilitar meu país, meu povo. Eles fizeram isso deliberadamente e depois disseram que não temos permissão de discutir sobre isso. Bem, eu discuto sobre isso, e eu vou lhe dizer que você denunciou e retirou a Lei da Traição logo que chegou ao poder. Eu acho que você cometeu traição quando disse que nós vamos importar o terceiro mundo para esfregar a diversidade na cara da direita (política). Para mim, isso é traição.

Sua missão foi esquecer do melhor interesse das pessoas desse país para deliberadamente nos menosprezar e nos subverter, e isso é um ato criminoso. Não importa que você repeliu a lei, as leis podem retornar e algum dia você será julgado por traição, junto com o resto de seu gabinete e todos os políticos em altos cargos que permitiram esse ato criminal. E eu vou lhe dizer isso: não importa que você possa me processar por racismo ou incitar violência religiosa, eu não acredito nisso. Acredito apenas na defesa de meu país, a defesa do meu povo e da minha cultura. Todo o resto pode ir para o inferno. Eu sou um racista.

Tradução: Débora Fogliatto.

Por: Telmo Kiguel, médico psiquiatra e psicoterapeuta
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8 comentários em “Orgulho de ser discriminador”

  1. Há 300 anos o filósofo napolitano Giambatista Vico já dizia que a história se desenvolve por círculos. Os que agora se dizem racistas, invadiram a África, o Oriente Médio, a China,as Filipinas, a Tailãndia , o Vietnam, a América e a Oceania. Destruiram seus povos e roubaram suas riquezas para se desenvolver tecnicamente e se enriquecer .Os outrora nativos empobrecidos, famintos, sem terra e pão, agora vendo através das comunicações criadas e exploradas pelos ricos, toda a riqueza que os “racistas ” possuem, querem também gozá-las e usufruí-las onde elas foram transferidas através de um gigantesco genocídio guerreiro.
    Vico afinal tinha razão.
    Franklin Cunha

    1. Você é um cretino. Quem é que vendeu os escravos para os europeus? Os próprios africanos. Não vejo ninguém fazendo revisionismo quanto a isso. O fato da Europa ter dominado não é só reflexo de pilhagem e sim, do domínio da referida técnica. Pegaram a bússola e pólvora chinesa, os números arábicos, as cartas de navegação dos turcos e fenícios… e reuniram todos conhecimentos. A pergunta que se faz é, se os africanos, islâmicos, chineses tivessem eles, feito isso, como teriam agido? Decerto com o mesmo espírito da época. Abra sua casa e receba nigerianos, haitianos, sírios e afegãos. Distribua seus gêneros alimentícios com eles e a escola de seus filhos também.

  2. Caro Telmo e leitores: esta é a nova realidade que cresce aqui na Europa do século XXI, em muitos quadrantes, da Inglaterra à Hungria, da Finlânda à Itália, e por aí afora. Muitas pessoas não se acham mais “racistas”, mas dizem que a impossiblidade de viver com a alteridade é uma questão “cultural”. Este cidadão é um cínico, antes de ser um caso clínico. Antigamente, eram os judeus; hoje são os muçulmanos (é claro que há barbaridades no mundio muçulmano, mas por favor, quem estiver sem barbáries no seu mundo que jogue a primeira pedra…), amanhã… Um abraço, Flávio.

  3. Caro Telmo e leitores:
    Estou inteiramente de acordo, estamos vivendo em um mundo muito difícil, que dificilmente poderia ser antecipado há 50 anos, e certamente não há 100 anos. Eu só acho que deveríamos refletir sobre uma questão que não ficou muito clara: será que a Inglaterra não tem nada a ver com o que está acontecendo agora? Ìndia, Paquistão, Oriente Médio, muitos milhões de pessoas “receberam”, não por escolha própria, a cultura britânica. Norte da África, boa parte do Oriente Médio “se beneficiaram” (também não por escolha própria) da civilização francesa. Agora, os países ex-colonizadores estão atraindo números cada vez maiores de ex-colonizados, e que acham que tiveram alguns direitos negligenciados no processo. Não tenho nenhuma proposta para resolver essa situação, mas me parece que qualquer discussão de propostas teria que levar em consideração o século XIX.

  4. Tanto na época mercantilista das grandes expansões desse “pequeno país” que compunha o Império onde o sol nunca se punha, quanto atualmente com a globalização, esses países ricos mandaram seus produtos, colonizadores, corporações e seu capital para todo o globo pra gerar e trazer riquezas, sem fronteiras ou preconceitos. Mas quando os “povos imundos” e descendentes dos colonizadores querem visitar sua metrópole, o discurso vira, as fronteiras, culturas, povos e linhagens sanguíneas devem ser respeitadas e isoladas hermeticamente. O dinheiro sempre com mais liberdades e direitos que as pessoas.

  5. Este cara é um racista da pior espécie, tipo Le Pen britânico. Porém, dando uma de “advogado do diabo”, há uns 10 anos assisti uma palestra da Pilar Rahola prevendo a islamização da Europa até 2050. Considerando o que aconteceu nesta última década neste continente, parece que ela tinha razão. Portanto, os extremistas europeus estão pensando que seus netos terão que escolher entre ser muçulmanos ou ……. (como na inquisição, entre a cruz e a espada)? Ou estão apenas aproveitando este fato como desculpa para agir com realmente pensam?

  6. O assunto é difícil mas dentro das observações apresentadas quero fazer também as minhas:
    – algum tempo recebi um e-mail onde o primeiro ministro da Austrália fazia um comentário sobre os movimentos islamitas, mais ou menos assim: aceitamos a todos desde que não venham tentar alterar nosso modo de vida, nossas tradições e nossa cultura; entendi que eles recebem pessoas de todos os credos e culturas mas desejam manter as suas sem ameaças de terem que tomar outros rumos, tais como converter-se ao islamismo ou outra religião obrigatoriamente;
    – os países europeus que colonizaram outros na África e no oriente (Índia etc.) tentaram colocar suas culturas em evidencia mas pelo que vi, afora trazer um pouco de suas culturas, não chegaram a intervir tanto nos colonizados a ponto de fazerem com que mudassem completamente seus modos de ser, seja nas religiões e nas suas culturas; havia como norte maior a busca de vantagens econômicas e não preponderantemente culturais;
    – a caminho do “desenvolvimento” humano, seja nas artes, ciências, cultura em geral, economia etc., é constante e os que desejam fazer com que os demais fiquem vivendo como os antigos serão levados de roldão pois é o caminho da humanidade; nada contra as pessoas terem suas culturas, hábitos e forma de vida, mas entendo que se houvesse possibilidade de certos povos ainda tribais, totêmicos e vamos ser sinceros, “atrasados”, provavelmente desejarias poder assumir novas formas de vidas; as questões emocionais, que digam nossos psiquiatras, muitas vezes geram em certos povos tal medo nas mudanças de seus modos de vida que arranjam motivos para manter-se na maneira “atrasada” de viver, inclusive mediante suas crenças e hábitos controladores. Imagino que deva ser bom ter várias mulheres como esposas, mas olhem bem, mal damos conta das nossas. Rssss

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