Médicos e hospitais corruptos. É possível prevenir?

Médicos e hospitais corruptos. É possível prevenir?

Para avaliar a significância do tema sugerimos ao leitor que procure no Google as seguintes expressões:
“Médicos corruptos”
“Corrupção em hospitais públicos e privados”
“Abuso sexual faculdade medicina”
“Abuso sexual consultório médico”

Houve um tempo em que o médico era um profissional idealizado/endeusado.
E também, em pesquisas comparativas com outros profissionais, muito bem avaliado.
Infelizmente a percepção da sociedade e dos próprios médicos mudou.
E nada se modificará se nós médicos não prevenirmos as condutas listadas acima.
Os que acompanham nossas publicações sobre as discriminações já leram:
Educação e criminalização não previnem discriminação.
E o mesmo deve valer para estas condutas indesejadas.
Até agora nossas instituições/corporações não conseguiram preveni-las.
Portanto não podemos contar com elas para auxiliar nesta questão.
Restam, na nossa opinião, as Faculdades de Medicina para executarem esta prevenção.
Em Porto Alegre, até 1960, os aprovados no vestibular eram avaliados por professores da disciplina de Psiquiatria.
E alguns, inevitavelmente, eram considerados sem condições de se matricular.
Esta pratica preventiva deixou de existir e nenhuma outra a substituiu.
Ela ainda é usada nas seleções para a formação de Psiquiatras, Psicoterapêutas e Psicanalistas.
Esta é uma proposta para debate.
Esperamos que outras surjam.

Telmo Kiguel
Médico psiquiatra
Psicoterapeuta

Texto correlato:

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1 comentário em “Médicos e hospitais corruptos. É possível prevenir?”

  1. Assim como há a banalidade do mal, ocorre a banalidade profissional, em todas as áreas. Na Medicina me parece pior pois lida com seres humanos. Não sabia deste fato dos anos 1960. Deveria haver aula de Educação e Humanidade nas faculdades.

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