Poupar vidas ou vender armas?

Pesquisa Estatuto do Desarmamento salvou 160.000 vidas, afirma estudo.

Recentemente publicado, o Mapa da Violência no Brasil, 2015, coordenado pelo sociólogo Jacobo Waiselfisz com o apoio da Unicef, está sendo comentado em sites e blogs da internet, mas as manchetes ou conclusões, são diferentes.

Saiu no Valor Econômico:
“Mortes por armas de fogo aumentam 387% em três décadas”,

Manchete do site elpais.com:
“Morte por arma de fogo cresce entre negros e cai entre brancos no Brasil.”

E, outra importante conclusão do estudo foi:
“Estatuto do Desarmamento salvou 160.000 vidas”.

Três conclusões com enfoques diferentes.

A primeira, do Valor Econômico, efetivamente, procura demostrar o lado que considera mais negativo e tira conclusões que não estão entre os principais objetivos da pesquisa, ademais, utiliza números absolutos das mortes, omitindo o fato de que também há aumento da população no período, e que a partir de 2004 diminui o crescimento desse tipo de mortalidade.

Na segunda manchete, do site Elpaís.com/brasil, há preocupação em trazer ao conhecimento público o problema da discriminação racial, embora não comentado na pesquisa, fica clara a preocupação social com a desigualdade nas taxas de morte entre brancos e negros.

A reportagem do Valor Econômico também não enfatiza a informação de que o aumento da taxa de homicídios de 2003 a 2012 ocorreu nos negros: a taxa de homicídio por armas de fogo, na população branca caiu de 14,5 por 100.000 em 2003 para 11,8 por 100.00 em 2012, enquanto na população negra, subiu de 24.9 para 28,5 por 100.000 habitantes.

E finalmente, a terceira manchete, também de “elpaís”, estabelece a principal conclusão do estudo: a partir de 2003, quando entrou em vigor o Estatuto de Desarmamento, “quebrou” a alta tendência de aumento da mortalidade por armas de fogo, representando o que o estudo considera como “vidas poupadas”, ou seja, foi possível sofrear a tendência de crescimento acelerado da mortalidade por armas de fogo. No total, de 2004 a 2012, o estudo estima que foram evitadas 160.036 homicídios por arma de fogo. Desse total, 113.071 foi o número de mortes poupadas entre os jovens ( 19 a 25 anos de idade).

grafico

A linha vermelha mostra a curva dos homicídios entre 1993 e 2012, enquanto que a verde é a evolução esperada caso não houvesse o Estatuto do Desarmamento. Observa-se que a partir do ano 2004 há uma quebra na tendência.

“Os dados disponíveis possibilitaram indicar que essas políticas, se conseguiram modificar a tendência do crescimento acelerado da mortalidade por armas de fogo que imperavam no país até 2004, não foram suficientes para reverter o processo e fazer as taxas regredirem. Faltaria ainda uma série de reformas necessárias, cuja protelação estabelecia limites intransponíveis às políticas do desarmamento, como a reforma do código penal, das instituições policiais, do sistema prisional, o enfrentamento da impunidade vigente e as transgressões institucionais de diversos organismos encarregados de fazer cumprir as leis”.

Enquanto na Câmara dos Deputados parlamentares ligados à bancada da bala discutem um projeto de lei que pretende acabar com o Estatuto do Desarmamento, o Mapa da Violência 2015 defende a importância da lei na redução das mortes com arma de fogo, estimando em 113.071 o número de vidas poupadas em jovens de 15 a 25 anos de idade.

“Quando houve campanha de desarmamento para valer, em 2004 e 2005, as estatísticas começaram a baixar”, explica Julio Jacobo, coordenador do estudo. De acordo com ele, nestes dois anos “foram recolhidas mais de 500.000 armas, e o impacto no número de mortes foi enorme”. Nos anos seguintes, segundo ele, não houve mais mobilização nacional e incentivo à campanha de recolhimento de armas – apenas 200.000 foram entregues em 2006 e 2007 -, e o resultado foi um pequeno crescimento no número de homicídios. Estima-se que o país tenha 16 milhões de armas em circulação.

Jacobo afirma que a maioria dos homicídios do país são motivados por brigas entre vizinhos, parentes, acidentes de trânsito, ou seja, motivos fúteis, crime cultural. Mortes provocadas por criminosos “na maioria das unidades da federação são a minoria”. Segundo o professor, a “cultura da violência somada às armas de fogo é uma mistura explosiva”.

“Com exceção do Estatuto do Desarmamento temos poucas políticas nacionais de segurança pública”, diz Ignácio Cano, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro e pesquisador do Laboratório de Estudos da Violência. De acordo com ele, o Estatuto “cumpre um papel importante sinalizando que as armas de fogo são um vetor da violência”. O professor ressalta ainda que este tipo de armamento “multiplica os efeitos letais dos conflitos”. “Existe um consenso praticamente universal na comunidade acadêmica com relação a isso. As exceções são trabalhos esporádicos financiados por empresas de armas”, diz.

Nas mãos de seus inimigos”

A comissão especial que analisará um projeto que acaba com o Estatuto é comandada por deputados da frente parlamentar pela Segurança Pública, grupo formado por ex-policiais, delegados e deputados financiados por empresas de armas e munições. Desde a aprovação do Estatuto do Desarmamento, em 2003, dezenas de projetos de lei que buscavam flexibilizá-lo já foram formulados, mas nenhum avançou”.

Mais informações o leitor poderá obter em http://www.mapadaviolencia.org.br/

Airton Fischmann
Médico especialista e mestre em Saúde Pública pela USP.
Ex consultor da Organização Panamericana de Saúde.
Médico aposentado da Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul

Reproduzido do blog Imagem Política.

“Beba moderadamente” não funciona.

Programas devem ser coadjuvantes dos tratamentos.

Especialista e ex-dependente não acreditam que seja possível retomar o controle bebendo de novo

O prazer que uma pessoa sente ao comer, fazer sexo ou usar alguma droga é integrado a uma região cerebral conhecida como “sistema de recompensa”, que fica encarregada de receber estímulos de prazer e transmitir essa sensação para o corpo todo. É exatamente essa integração que, segundo a presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas (Abead), Ana Cecília Marques, torna difícil acreditar que o programa de consumo moderado dê certo.

“Particularmente não acredito que isso possa funcionar. Pelo que conheço da doença da dependência, uma vez que volta a acionar a mesma área cerebral com a droga que já havia mostrado um padrão de controle que não tinha antes, o padrão anterior mais grave se instala de novo, é só questão de tempo. Não acredito que o paciente que perde o controle consiga adquiri-lo novamente bebendo menos”, critica a psiquiatra.

Para Ana Cecília, grupos como o Alcoólicos Anônimos não podem ser encarados como tratamento, mas ela reconhece que esses programas podem melhorar a eficácia da terapia multidisciplinar, quando associados. “O AA é coadjuvante e ajuda muito quando o paciente resolve se tratar, mas serve também para sensibilizar aqueles relativamente resistentes e que não enxergaram o problema”, afirma.

O aposentado Paulo Roberto, 62, lembra que deu o primeiro gole ainda na adolescência. Por ser muito tímido e ver as pessoas se divertindo, ele desejava se sentir mais alegre. Por 30 anos o álcool roubou não só a sua dignidade, como levou também as relações e a sua identidade, mas há 16 anos ele se orgulha de dizer que conseguiu se livrar do vício com o auxílio do AA.

“Bebi durante 30 anos e não vou dizer que é ruim, mas ficar sem beber é muito melhor. Para nós, não existe a perspectiva de beber socialmente. Depois de um período de sobriedade, ao voltarmos a beber, logo estaremos tão mal quanto antes. Eu não corro esse risco”, admite.

Mudanças. Segundo a presidente da Abead, o tratamento ideal inclui fases de desintoxicação, abstinência, diagnóstico das comorbidades, prevenção de recaídas e manutenção, sendo possível alcançar taxas de sucesso em 50% dos casos, semelhantemente a qualquer doença crônica (diabetes e hipertensão, por exemplo), mas é ainda pouco disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“Não adianta olhar só para o tratamento. O fenômeno do uso de drogas na humanidade é muito antigo e só vai ficar estável quando evitar que as pessoas desenvolvam a doença e quando houver políticas, que protejam a sociedade, de prevenção e controle das drogas, mesmo aquelas lícitas. Tem que ter controle, regras, fiscalização e leis que protejam”, comenta.

Abuso no país

OMS. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o Brasil está acima da média mundial em consumo per capita de álcool. Entre 2008 e 2010, foram consumidos, 8,7 litros por ano. A média mundial é de 6,2 litros.

Fonte: O Tempo

A Medicina, provavelmente, não está selecionando as pessoas certas.

Solucionando problemas físicos e mentais

Fonte: Jeannie Wurz, swissinfo.ch

O deputado federal social democrata Jean-Francois Steiert (do cantão de Friburgo e nasceu em 1961) tem uma longa história na luta pela defesa dos pacientes e considera a assistência médica à população idosa um grande desafio.

Em 2008, Steiert lançou um movimento pedindo que o governo desenvolvesse uma estratégia nacional em relação à demência. Embora a solicitação tenha sido inicialmente recusada, no final de 2013 o governo lançou a Estratégia Demência 2014-2017.

Em 2009, os custos relacionados à demência atingiram 6,9 bilhões de francos suíços (US$ 7,7 bilhões). “Quando se fala em câncer ou em outra patologia, entre 80% e 90% do dinheiro envolvido é gasto com remédios, médicos e hospitais,” afirma Steiert. “Com a demência, temos outra prioridade: 90% é tempo. E enfrentamos um problema real por não termos tempo e competência suficientes para lidar com pessoas idosas.”

Muitos pacientes com demência são tratados inicialmente dentro da família. Num estágio mais avançado, quando a assistência na família fica muito difícil, eles passam para lares de cuidados especiais. “Temos que refletir a respeito desses cuidados especiais e ver como garantir que as pessoas possam ficar em casa tanto quanto possível,” diz Steiert.

Além do aumento do número de pessoas idosas com problemas físicos e mentais, há uma escassez de profissionais da área de saúde para cuidar delas. É necessário fazer com que as profissões da área da saúde sejam mais atraentes, precisamos também formar mais enfermeiras e médicos para cuidados mais gerais, afirma Steiert.

Uma opção é mudar a estrutura dos cursos de Medicina. “Com o sistema atual de seleção para os cursos de Medicina, provavelmente não estamos selecionando as pessoas certas, pois estamos escolhendo pessoas com competências muito teóricas. O sistema prioriza conhecimentos em matemática, química, ou outros tipos de competências semelhantes,” relaciona Steiert. “E a questão é como ajudar a reorientar os interesses da sociedade.”

“Onde você acha que vai estar quando tiver 75 anos?”

Jean-Francois Steiert: “Em casa, claro! Tanto quanto possível. Acho que daqui a 25 anos teremos formas alternativas de morar: morar sozinho em casa, com sua esposa ou marido, em um lar para 200 pessoas ou num hospital. Teremos formas diferentes de morar, formas mistas. Acho que esse é o futuro.”

Adaptação: Fabiana Macchi

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E quando a discriminação começa em casa

Preconceito e Intolerância ao Redor do Mundo

Fonte: http://religiaoeateismo.blogspot.com.br/
Autor: Gabriel Orciole

Muitas pessoas possuem dificuldades em aceitar outras pessoas, a partir do momento que elas não andam mais no mesmo barco. Existe uma grande dificuldade no ser humano no geral, que se o mesmo não possuir um nível de conscientização e maturidade ideal, o mesmo pode gerar enormes problemas por pouca coisa.

Um problema que assola a humanidade e que está aí a milênios, é a dificuldade de muitas pessoas aceitarem posições pessoais. Os homossexuais foram e são perseguidos por sua opção pessoal. Os Negros, Índios foram perseguidos, humilhados e massacrados, sem contar escravizados pela dificuldade humana de lidar com a diversidade.

Hoje, mesmo com muitos problemas ao redor do mundo, agora é a vez dos ateus. Como no mundo somos a minoria, mas estamos crescendo em número, muitos nos colocam com ameaças. Em alguns lugares ser Ateu, pode causar prisão ou pensa de morte. Com homossexuais também é assim e em alguns lugares pelo simples fato do individuo ser de outra religião é o suficiente para todo o tipo de agressão.

Devemos compreender que a Discriminação e o Preconceito não é apenas uma questão que envolve o ateísmo, muito pelo contrário. A discriminação e o Preconceito, assim como a tolerância está no ser humano, então o problema se encontra no ser humano em primeiro lugar. Isso quer dizer que enquanto a conscientização for baixa e a maturidade do povo não for ideal, a Discriminação, a Intolerância e o Preconceito continuaram.

Perceba que este não é um problema que acontece somente em sua casa, acontece ao redor do mundo. Precisamos de soluções viáveis ao problema e ela somente se encontra na educação e direitos iguais para todos. Não é justo utilizar o argumento de que somente ateus são discriminados ou sofrem preconceitos, o fato é que, em um povo com diversas dificuldades, se espera que utilizem a maioria ou a fraqueza de muitos, como meio de humilhar o mais fraco. Valentões utilizam este tipo de estratégia e humilhação para impor influência e poder. Não é diferente com muitas pessoas e com ideologias. Algumas precisam demonstrar seu poder e influência, não importa os meios.

Filhos ou pais que passam a vergonha de serem humilhados por causa da posição que escolheram são injustiçados e tem seus direitos retirados por algo tão simples, quanto uma escolha pessoal. É muito importante que entenda que ninguém é obrigado a te aceitar, não importa sua decisão pessoal. Você escolheu tal caminho, então deve trilhar tal caminho. Porém o que não é correto, segundo a Constituição Brasileira e os Direitos humanos, é a humilhação, a discriminação, o preconceito por causa de escolhas pessoais.

A pessoa tem o direito de não aceitar o que você segue ou o que resolveu ter em sua vida, porém a pessoa não tem o direito de tirar seus direitos. Não tem o direito de te humilhar e sair impune.

Amizades são desfeitas, familiares se afastam, o mundo vira ao avesso. Eu mesmo nunca tive a coragem de contar para meus pais que tinha me tornado ateu. Eles descobriram pelo fato de eu estar em casa e não ir mais a igreja. Cansei das contas de vezes que apanhei por não ir a Igreja, ou por ter que mentir doença para ficar em casa. Quando ganhei corpo, força e idade, tinha o suficiente para enfrentar meu Pai, impedindo que continuasse uma agressão sem necessidade. Como é esperado de pessoas que possuem uma dificuldade em sua maturidade, utilizar a manipulação como forma de conseguir o que deseja. Porém conheço este jogo muito bem, e não permite que a intolerância dele se torna-se algo ainda pior.

Ser humilhado por seu próprio Pai, demonstra exatamente o problema ao qual o mundo está envolvido. Não sou o único e sei que não é apenas no ateísmo que isto acontece. Em algumas famílias ateístas também existe a dificuldade em aceitar o teísmo de seus filhos ou famílias. Da mesma forma que acontece com Homossexuais e Lésbicas, também acontece com a minoria. Isto não é algo novo.

A dor que existe em muitas pessoas por escolherem um caminho e guardarem para si até terem coragem de contar a seus pais e amigos, é uma dor inexplicável. Mexe com a gente, cria um Vazio e uma dor que em muitos casos é insuportável.

Algumas pessoas não aguentam a pressão que colocam pelo fato de fazer uma escolha pessoal e tiram sua própria vida. O Documentário ‘Porque a Bíblia assim me diz’ é um ótimo exemplo de diversas pessoas que tiraram suas vidas por causa da pressão de seus pais, da Igreja, dos amigos. A pessoa passou a viver sozinha em um mundo e sendo humilhada e estraçalhada de todos os lados, até que uma hora ou outra seu espirito não aguenta mais e a única forma de mostrar que todos eles estão errado e eliminando a dor, ou seja, se sacrificando para que não precise mais sofrer (Clique Aqui para assistir ao documentário).

Eu encaro está questão como um problema sério. Como uma ameaça ao mundo e ao progresso humano. Encaro como a Destruição e Desunião de Famílias causando ainda mais dor e sofrimento. A Religião é a principal responsável por tal postura, não apenas a Religião mas os próprios livros aceitos como sagrados condenam abertamente, ateus, homossexuais ou pessoas de outras religiões. Muitas pessoas de forma infantil, utilizam o que acreditam para se afastar de outras pessoas por questões pessoais.

O mundo sofre e sofre com as milhares de pessoas que sofrem por suas opções de vida. Eu mesmo não vejo problema em conviver com a diversidade, com ateus, profissionais do sexo, com teístas, héteros, homossexuais, lésbicas. Pra terem uma ideia, é uma questão pessoal e não julgo negativamente tais pessoas por tal posição. Posso pensar o que eu quiser sobre elas, assim como qualquer pessoa tem todo o direito, mas jamais vai ver alguém como eu dizendo:

– Posso não aceitar sua posição, porém sei que um dia talvez você venha para a verdade.

Existem muitos pessoas que apreciam convencer as pessoas e a religião sai batendo em porta em porta para convencer as pessoas de que:

1. Elas estão erradas
2. Elas precisam de Salvação

Livros Sagrados impõem que tais religiosos façam isso. Não é uma escolha e mesmo que muitos deles dizem que fazem isso por amor, pode até ser, porém é uma ordenança direta de Livros considerados como sagrados por muita gente. Se o individuo não fizer, perderá suas recompensas no céu. É como a Constituição e as Leis para quem as segue. Não existe escolha, é uma obrigação. Não faça o que é pedido, ou não siga as regras e naturalmente pagará por suas transgressões.

Temos que lutar contra qualquer preconceito e discriminação, seja de gênero, seja por opção sexual, seja por posição política ou até mesmo por causa de um time de futebol. As pessoas tem todo o direito de rejeitar nossa presença, porém a partir do momento que utilizam seu direito com insultos, humilhações, agressão física ou verbal, agressão psicológica, entre outros, você deve buscar seus direitos.

Você tem todo o direito de ficar chateado, porém não tem o direito de agredir ou humilhar por não saber como lidar com a decepção.

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