Homofobia: na Alemanha querem prevenir. No Brasil quem não quer?

Como a Alemanha diminuiu o preconceito contra homossexuais e por que o Brasil não fez o mesmo?

Ainda na década de 1990, a Alemanha dava um importante passo em direção ao combate do preconceito contra homossexuais ao lançar uma cartilha para as crianças explicando que uma relação entre pessoas do mesmo sexo é tão normal quanto uma relação de pessoas de gêneros opostos.

No Brasil, houve uma tentativa de se lançar uma cartilha educacional com o mesmo intuito.

No entanto, após duros ataques da mídia que a apelidou de “kit gay” e de manifestações de deputados no Congresso Nacional, o material instrutivo que sairia pelo Ministério da Educação não saiu do papel, e o país amarga a posição de um daqueles com maiores casos de homofobia no mundo.

Revista em quadrinhos ajuda a diminuir o preconceito contra gays na Alemanha

Os alemães encontraram uma forma muito eficaz de fazer com que as crianças se interessem pela leitura e assim ainda recebam uma mensagem de tolerância, aceitação e respeito por casais homoafetivos.

Através de uma revista em quadrinhos intitulada “Daddy’s Roomate”, que em tradução literal significa “O Colega de Quarto do Papai”, a Alemanha foi um dos primeiros países europeus a investir em conscientização de crianças para formar gerações menos preconceituosas em relação aos homossexuais.

Com redação impecável e frases simples, a história conta o amor entre um homem divorciado e seu parceiro. O exemplo expõe a verdade: “homossexualidade é apenas uma forma de amor, e que o amor é a única maneira de ser feliz”.

Abaixo, você pode conferir alguns trechos traduzidos da publicação alemã.

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Fonte: awebic.com

Nota: texto correlato publicados aqui no Saúde Publica(da) ou não :
Religião e laicidade: discriminação e violência.

3 ideias sobre “Homofobia: na Alemanha querem prevenir. No Brasil quem não quer?

  1. “Meu pai tem 4 esposas e eu tenho 16 irmãos. A minha é uma família normal em muitos países. Na Alemanha e no Brasil não.”
    Poligamia e poliandria entram nesta história de “…é apenas uma forma de amor, e que o amor é a única maneira de ser feliz” ou não?

    • Acredito que desde que haja consenso e honestidade entre todos os envolvidos, é uma forma de amor válida, sim. Alguns casais possuem relacionamento aberto, ou se envolvem em triângulos, tudo em paz, quando há sintonia. Acredito que o importante é haver sintonia.

      • Para o mundo ocidental – e não cristão, o comportamento homo afetivo é perfeitamente razoável; afinal o fazem por dua própria ideologia, modo de vida e aceitação de sociedades que, ainda que se digam cristianizadas, não se percebem dentro do cristianismo! O amor pode ser até livre, mas a minha liberdade se conforma às normas do cristianismo; e isso me faz feliz por viver esse intenso e verdadeiro amor! Que o amoroso Deus revelado na Bíblia dos cristãos abençoe nossas famílias com paz!

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