Mulheres não objeto.

Vídeo lembra o mercado publicitário que mulheres não são objetos

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Bastou uma simples busca no Google por “objectification of women” (“objetificação da mulher”, em tradução livre do inglês) para que a publicitária americana Madonna Badger tivesse conteúdo suficiente para a criação da campanha #WomenNotObjects.

A partir de alguns anúncios que surgiram nos resultados da busca, foi criado um vídeo que, com um texto poderoso e carregado de ironia, traz mulheres confrontando o modo como a imagem feminina é exposta nas propagandas. A crítica é finalizada com a seguinte mensagem: “Eu sou sua mãe, filha, irmã, colega de trabalho, gerente, CEO”, uma forma de sensibilizar sobre o tema através de figuras próximas.

 

O vídeo lança luz à questão da objetificação das mulheres na publicidade, assunto que vem tomando o centro dos debates, sobretudo na internet, como resultado de um forte movimento de empoderamento feminino. ,

A campanha está sendo veículada no tumblr e no twitter e ganhou apoio de pessoas públicas como o ator Ashton Kutcher.

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Alguns anúncios utilizados como exemplo na campanha de Badger são tão absurdos que nos levam a pensar que estamos em outro século que não o XXI. No entanto, associar a figura feminina como objeto de diversão ou mesmo com finalidades puramente sexuais é algo mais comum do que normalmente imaginamos. É esse tipo de publicidade que a campanha propõe questionar e instigar as consumidoras a fazerem o mesmo exercício de problematização.

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Em entrevista concedida por Madonna Badger ao The Wall Street Journal, a co-fundadora e diretora de criação da agência Badger & Winters declarou que sua ideia com a campanha é fazer uma autocrítica e levar o mercado publicitário a pensar sobre uma ressignificação e um redirecionamento do uso da figura feminina nos anúncios. “Eu quero que minha vida tenha um proposito. Eu amo meu trabalho e não quero fazer com que ele machuque ninguém”, declarou.

Redação Adnews

Fonte:  http://www.adnews.com.br/publicidade/video-lembra-o-mercado-publicitario-que-mulheres-nao-sao-objetos

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