Religiosos discriminam agnósticos e ateus: medidas preventivas são criadas

Relator da ONU elogia medidas dos EUA para proteger agnósticos e ateus

O especialista de direitos humanos da ONU sobre liberdade de religião e de crença, Ahmed Shaheed, elogiou nesta quarta-feira (28) as novas emendas legislativas dos Estados Unidos à Lei da Liberdade Religiosa Internacional. As medidas, assinadas na semana passada pelo presidente Barack Obama, visam a proteger os agnósticos e ateus no país.

onuO especialista de direitos humanos da ONU sobre liberdade de religião e de crença, Ahmed Shaheed, elogiou nesta quarta-feira (28) as novas emendas legislativas dos Estados Unidos à Lei da Liberdade Religiosa Internacional. As medidas, assinadas na semana passada pelo presidente Barack Obama, visam a proteger os agnósticos e ateus no país.

“Este é um desenvolvimento importante. Crentes, agnósticos e ateus devem ser igualmente protegidos. Muitos humanistas e agnósticos ainda são amplamente estigmatizados e perseguidos em todo o mundo”, disse Shaheed em comunicado emitido pelo Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH).

De acordo com o especialista, a promoção do pensamento ateu é considerado ato terrorista em muitos países. Em outros locais, a expressão de não crença ou ateísmo é condenada como blasfêmia e apostasia e recebe punição severa, incluindo sentença de morte ou ataques de grupos de vigilância.

“As pessoas muitas vezes não compreendem completamente o alcance do direito humano internacional à liberdade religiosa. Não se trata apenas de religiões ou crenças, mas também abrange o direito à liberdade de pensamento e de consciência, tal como previsto na Declaração Universal dos Direitos Humanos”, observou Shaheed.

O relator disse ainda que os termos “religião” e “crença” devem ser entendidos em um sentido amplo, a fim de incluir crenças teístas, não-teístas e o ateísmo, bem como o direito de não professar qualquer religião ou crença.

“Todos têm um papel importante a desempenhar na construção de sociedades pluralistas, inclusivas, pacíficas e prósperas no século 21”, frisou o especialista. “Em face da crescente diversidade, a liberdade de religião e de crença só pode ser mantida com a aceitação e inclusão plena dos ateus e dos agnósticos”, acrescentou.

Fonte:  ONU
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