Curso de educação sexual para adulto com aula prática

O que é ensinado nos cursos de educação sexual para adultos

aula 1Estou sentada sobre uma almofada no meio de uma sala espaçosa, junto com um casal, uma moça solteira e um homem divorciado. Na minha frente está Anahí Canela, educadora sexual para adultos que dá uma masterclass sobre ponto G e squirt (ejaculação feminina). Começamos a conversar sobre anatomia feminina e, depois de uma breve pausa para recuperar as energias, passamos à parte prática do curso. Anahí Canela tira a calcinha e nos faz uma demonstração do que é a ejaculação feminina. Ficamos mudos. E o interesse aumenta. Um por um, colocamos luvas de látex, um pouco de lubrificante e introduzimos os dedos dentro da vagina da professora, que nos guia até que, finalmente, encontramos o seu ponto G. Após essa descoberta, aprendemos algumas técnicas para estimulá-lo e conseguir assim o tão conhecido squirt. Mais tarde é a vez das mulheres, que devem tentar encontrar o próprio ponto G. No meu caso, sem sucesso. Até que Anahí Canela coloca luvas de látex e introduz dois dedos na minha vagina. Um movimento simples e… “porra”. É a única coisa que pude pronunciar. Mas não sem antes me perguntar como era possível que soubesse tão pouco sobre os meus órgãos genitais e minha sexualidade.

Anahí Canela oferece uma grade variedade de cursos em que trata de assuntos como sexo oral ou anal. E, quase sempre, por meio de cursos práticos como o que assisti. “No meu caso, abordo um nível muito físico e muito prático, e encontrei pessoas bloqueadas que não aceitam a si mesmas, nem sua identidade, desejos ou prazer”, diz. Ela rompe todos os padrões clássicos ao dividir suas aulas em uma parte teórica e outra prática.

Os cursos são presenciais, têm uma duração que varia entre 4 e 8 horas e são dirigidos a todo tipo de pessoas, independentemente da orientação, identidade sexual, idade ou estado civil. Oscilam de 40 a 80 euros (150 a 300 reais) e tratam de assuntos tão interessantes como masturbação feminina e sexo oral ou, o mais pedido, o ponto G e o squirt. “As mulheres se interessam por assuntos como felação ou masturbação masculina, enquanto os homens preferem falar sobre ponto G e squirt”, diz Canela. “Embora o que continua a me surpreender hoje é que homens e mulheres não saibam onde está o prazer na vagina. Não têm a menor ideia sobre onde se pode tocar ou como se deve fazer”, diz Canela.

Nas escolas primárias é ensinada alguma coisa sobre anatomia sexual. No ensino médio, várias ONGs como a Cruz Vermelha desenvolvem em algumas escolas cursos sobre como evitar uma gravidez indesejada e doenças sexualmente transmissíveis, que podem ser resumidos em “como colocar uma camisinha em uma banana”. Aí acaba a educação sexual de muita gente. A sexóloga e terapeuta de casais María Esclapez, autora do blog Diário de una Sexóloga, diz que “a sexualidade está envolvida em mitos, estigmas ou crenças pré-concebidas” e fala de “auge” dos cursos para aprender a desfrutar da sexualidade.

Esse auge que é percebido no setor se reflete em projetos como a Sex Academy, a primeira academia de sexualidade da Espanha, fundada em 2012 por Laila Pilgren, sua gerente de projetos e atual diretora. “No nosso país, o pouco que se educa sobre sexualidade se faz em meio a uma aura de medo. Então chega um momento na vida dos adultos em que percebem que sua sexualidade esteve limitada e muitas vezes ficou estagnada por falta de informação e formalismos sociais”, diz Mireia Manjón, sexóloga e diretora adjunta da Sex Academy.

aula 2
Educação sexual com pornografia

A pornografia também pode ser outro meio para ensinar técnicas de forma clara. Na Espanha existem projetos como o site Pornoeducativo, um portal onde são explicadas de forma explícita e por meio de vídeos, diferentes práticas sexuais. Ele nasceu há dois anos e, desde então, dizem que tiveram mais de 20.000 usuários registrados. A equipe é formada por um grupo de sexólogos e psicólogos responsáveis pela orientação do conteúdo pedagógico e educativo do site. E, por outro lado, existem os teachers, aqueles que se gravam diante de suas câmeras e colocam em prática todas as técnicas descritas. E não devemos esquecer os técnicos de imagem e som e seu diretor de Comunicação, Adrián Pérez, responsável por dirigir, organizar e estruturar todo o projeto.

Seus conteúdos são muito diversificados e englobam da masturbação ao sexo anal, abrangendo todos os grupos, inclusive pessoas com deficiência. Seu tutorial mais visto fala de ejaculação precoce, um guia passo-a-passo para tratá-la. Esse conteúdo e os relacionados ao sexo anal são os mais populares entre os homens, enquanto as mulheres usuárias consultam principalmente vídeos sobre vaginismo e anorgasmia.

A equipe continua a se surpreender quando realiza pesquisas de opinião e as pessoas não sabem o que é uma felação ou um cunnilingus. Ficam espantados, por exemplo, que as pessoas não conheçam a forma técnica (felação) para nomear a prática. “Isso nos dá o que pensar: a educação sexual tem de ser normalizada e para isso é preciso ensinar tudo de uma vez. Revolucionar a educação sexual como a conhecemos até agora” afirma Pérez.

Mas, como se poderia mudar a educação sexual atual? “Até agora, a educação sexual foi desenvolvido na forma de desenhos animados, textos, frutas ou hortaliças nas quais se colocam preservativos e coisas desse tipo. Nós preferimos ensinar tudo como é. Mostrar um pênis se falamos de pênis ou uma vagina se falamos de vaginas. A pornografia também pode ser educativa, sempre que exista uma equipe de profissionais por trás que mantenha os conteúdos no âmbito didático”, comenta.
Fonte: EL PAÍS – BRASIL
Por Noemí Casquet
Textos correlatos:
O último tabu médico: os objetos no reto
Por que homens ‘heteros’ fazem sexo com outros homens?
Sacerdote propõe “levante armado” contra a educação sexual
Conservadores discriminadores ameaçam de morte monja que mencionou vida sexual de Maria e José
“A ejaculação está proibida a não ser para a procriação…”
O dilema e a crueldade da dupla moral sexual num Estado laico

O último tabu médico: os objetos no reto

Antropólogo denuncia “estigmatização” do prazer anal na literatura científica

reto

Radiografia de um homem de 68 anos com uma chave de fenda no reto, em Cartagena. ELENA ROMERA ET AL.

Num dia de 2015, um homem de 50 anos chegou ao pronto-socorro do Hospital Universitário de Getafe, na Grande Madri. Relatava prisão de ventre. Na radiografia não havia nada de estranho, então os médicos lhe administraram um enema de limpeza. Ao cabo de algumas horas em observação, o homem não suportava a dor abdominal. “Tinha taquicardia e suores”, recorda uma das médicas que o atenderam, Myriam Valdés. Uma tomografia revelou então “um objeto estranho no cólon” e uma peritonite fecaloide decorrente de uma perfuração do intestino. Na sala de cirurgia, os cirurgiões encontraram uma cenoura de 20 centímetros inserida por via anal.

O homem passou horas sem mencionar a hortaliça, mas depois da operação relatou que a introduzira “porque tinha lido na Internet que era bom para as hemorroidas”, segundo Valdés. A literatura científica está cheia de casos similares. O Hospital Universitário Doutor Josep Trota, em Girona (nordeste da Espanha), recebeu certa vez um homem de 67 anos que havia inserido uma maçã no ânus 24 horas antes. Outros casos são mais extremos, como o vivido no ano passado no Hospital Valle del Nalón, em Riaño (norte da Espanha). Um rapaz de 29 anos foi ao pronto-socorro com dor abdominal, após uma noite de bebedeira e consumo de cocaína, segundo sua versão. Dizia não se lembrar de nada. Os médicos encontraram dois tubos metálicos de desodorante, de 25 centímetros cada um, no reto e no cólon.

“A presença de um objeto no reto há muito tempo é fonte de piadas e suspeitas tanto na rua como no discurso médico”, reflete o antropólogo William J. Robertson, da Universidade do Arizona (EUA). O pesquisador mergulhou na literatura científica e encontrou 147 estudos aprofundados sobre corpos estranhos no reto, além de um grande número de trabalhos meramente descritivos. Seu veredicto é que os médicos reforçam “o tabu do prazer anal” e contribuem para que os pacientes, por vergonha, adiem a ida ao hospital, agravando os casos mais problemáticos.

“A medicina se baseia em dividir as coisas em normais e anormais ou patológicas. Infelizmente, o anormal frequentemente não se refere simplesmente a uma variação da norma estatística; esse anormal está envolto em ideias derivadas da cultura a respeito do que é um comportamento moral”, observa Robertson. Sua análise, recém-publicada na revista especializada Culture, Health & Sexuality, detectou que 69% dos estudos médicos vinculam os corpos estranhos no reto a práticas sexuais “pervertidas ou aberrantes”.

O antropólogo cita como exemplo uma revisão de 30 casos dirigida pelo cirurgião José Ignacio Rodríguez Hermosa, do hospital Universitário Doutor Josep Trota. No texto, a equipe médica salienta que em cinco dos casos a homossexualidade era um “fator associado”. Curiosamente, segundo Robertson, “os heterossexuais não são classificados como um grupo no qual se possam observar corpos estranhos, embora só 5 dos 30 pacientes, ou 17%, tenham sido identificados como homossexuais”.

“Essa patologia é observada em reclusos penitenciários, em pessoas com transtornos psicológicos, em tentativas de suicídio ou homicídio, em homossexuais, em atos eróticos, em práticas sadomasoquistas, em casos de estupro ou agressões sexuais, em pessoas semi-inconscientes sob os efeitos de drogas ou álcool ou em mulas que ocultam narcóticos”, dizia Rodríguez-Hermosa em outro artigo, publicado em 2001 na revista Cirugía Española.

Para Robertson, essas descrições vinculam tais casos a práticas aberrantes, no contexto de um sistema “heteronormativo” cujo único modelo válido é a relação heterossexual tradicional. “Por que não situar os corpos estranhos no reto no âmbito das práticas sexuais consensuais e saudáveis entre pessoas de vários gêneros e orientações sexuais?”, pergunta-se o antropólogo norte-americano. A médica Myriam Valdés confirma que muitos pacientes são totalmente sinceros, como uma mulher que chegou ao pronto-socorro do Hospital Universitário de Getafe e relatou ter enfiado um desodorante roll-on inteiro no reto enquanto “brincava com o marido” em busca de prazer anal. No ano passado, um homem de 68 anos foi ao Hospital Geral Universitário Santa Lucía, em Cartagena (sudeste espanhol), depois de introduzir uma chave de fenda no ânus.

Robertson salienta que não existem dados epidemiológicos, apenas estudos isolados, então é impossível saber a frequência desses incidentes com corpos estranhos no reto. Além disso, talvez os casos extremos – como o do homem que apareceu num hospital de Hong Kong com o reto perfurado por uma enguia – estejam super-representados na literatura médica. Também já foram descritos casos envolvendo guarda-chuvas, canos de escopeta, velas, pepinos, cabos de vassoura, tubos de aspirador, cabos de martelo, garrafas e, obviamente, vibradores. O primeiro objeto no reto descrito em uma revista médica, a norte-americana JAMA, data de 1919: um copo. Quase qualquer objeto imaginável já serviu para proporcionar prazer anal a alguém.

O trabalho do Robertson destaca que, segundo seus critérios, em apenas 16% dos estudos analisados a reação médica apresentada foi completamente profissional e sensível. “Há uma cultura da vergonha em torno do prazer anal. E os próprios profissionais da saúde contribuem para esta estigmatização, ao enquadrarem os corpos estranhos no reto como um problema de perversões sexuais, mentiras do paciente e anormalidade”, opina Robertson. “Não é muito surpreendente que os pacientes evitem ir ao médico.”

Fonte: EL PAÍS – BRASIL
Por Manuel Ansede
Textos correlatos:
Por que homens ‘heteros’ fazem sexo com outros homens?
Pastor evangélico propõe que homossexuais usem roupas com cores especias para serem identificados
Educação religiosa piora o desempenho escolar
Pessoas imaturas, discriminadoras, facistas, nazistas, de sangue puro e o bode expiatório
Médicos e hospitais corruptos. É possível prevenir?
A Medicina, provavelmente, não está selecionando as pessoas certas.

Por que homens ‘heteros’ fazem sexo com outros homens?

Por que homens ‘heteros’ fazem sexo com outros homens?

SMSMSim, você leu certo: homens que fazem sexo com outros homens e não são homossexuais. É mais habitual do que se pode imaginar. E é bem simples: um homem heterossexual conhece outro (num bar, numa rede social, tanto faz) e eles decidem fazer alguma brincadeira sexual. E, como se não bastasse, gostam. Depois, cada um segue com sua vida perfeitamente hétero, sem que o encontro os faça duvidar da sua orientação. O que leva alguns homens a essas práticas? E por que é incorreto catalogá-los como gays?

Hoje em dia, a aceitação da diversidade sexual é muito maior do que no passado. “À medida que há uma maior tolerância, todos saímos um pouquinho dos nossos armários”, argumenta o psicólogo, psicoterapeuta e sexólogo espanhol Joan Vílchez. “Homens que não chegam a se sentir muito satisfeitos sexualmente podem ter a chance de manter relações com outras mulheres, com um homem, ou de experimentar certas práticas que em outros tempos eram mais censuradas.” Para Juan Macías, psicólogo especializado em terapias sexuais e de casal, “conceitos como heteroflexível ou heterocurioso estão permitindo aos homens explorar sua sexualidade sem a necessidade de questionar sua identidade como heterossexuais”. Por outro lado, a Internet facilita o contato, que pode ser virtual ou físico.

Os especialistas acham isso a coisa mais natural do mundo, pois partem da premissa de que uma coisa é a orientação sexual de um indivíduo, e outra as práticas que ele realiza. “A orientação sexual”, explica Macías, “é construída socialmente, são categorias rígidas e excludentes, com implicações que afetam a identidade individual e social”. Forçosamente, alguém precisa se encaixar em alguma destas três classificações: heterossexual, homossexual ou bissexual. Por outro lado, “a prática sexual é mais flexível e mais livre, é um conceito descritivo. Um espaço tremendamente saudável na exploração do desejo se abre quando a pessoa se liberta da identificação com uma orientação sexual”, diz Macías.

Isso é tão natural que vem de longe. Na Roma antiga, não era raro que um homem comprometido com uma mulher mantivesse um amante. Por não falar do que acontecia nos bacanais. E jovens de todas as épocas recorreram a passatempos com uma conotação sexual difusa. “Na adolescência é bastante comum que haja jogos de certa forma associados aos genitais: ver quem urina mais longe, ver quem tem o maior, existem toques…”, diz Vílchez. “Não deixam de ser incursões homossexuais, mas ainda prepondera o modelo heterossexual, e acontecem a partir da transgressão própria da juventude”, observa o psicólogo.

Um novo modelo: SMSM

Em 2006, um estudo sobre a discordância entre comportamento sexual e identidade sexual realizado por pesquisadores da Universidade de Nova York revelou que 131 homens, de um total de 2.898 entrevistados, admitiram ter relações com homens apesar de se definirem como heterossexuais. Pelos cálculos dos especialistas, esse grupo representa 3,5% da população. Há anos, os médicos empregam a sigla HSH para se referir ao conjunto dos homens (héteros ou gays) que fazem sexo com outros homens. Mas, recentemente, aflorou outro acrônimo mais preciso para definir esse grupo: SMSM (“straight men who have sex with other men”, ou homens heterossexuais que fazem sexo com outros homens). Sites como o Straightguise.com se dedicam ao tema.

Em julho, saiu os EUA o livro Not Gay: Sex Between White Straight Men (“Não gay: sexo entre homens brancos heterossexuais”), em que a professora Jane Ward, da Universidade da Califórnia, fazia a seguinte colocação: uma garota hétero pode beijar outra garota, pode gostar disso, e mesmo assim continua sendo considerada hétero; seu namorado pode inclusive estimulá-la a isso. Mas e os rapazes? Eles podem experimentar essa fluidez sexual? Ou beijar outro garoto significa que são gays? A autora acredita que estamos diante de um novo modelo de heterossexualidade que não se define como o oposto ou a ausência da homossexualidade. “A educação dos homens tem sido bastante homofóbica. Fizeram-nos acreditar que é antinatural ter esses impulsos por outros homens”, explica Vílchez.

Experimentando, experimentando

As motivações, logicamente, são múltiplas. O perfil mais difundido é o do explorador sexual, que gosta de provar coisas novas. “Experimentar uma relação homossexual é uma novidade para ele e, mesmo que ele goste, não podemos dizer que seja homossexual, e sim que goste dessa prática”, diz o médico de família e sexólogo Pedro Villegas. Vílchez compartilha dessa ideia. “A bissexualidade está muito na moda, e na verdade somos todos bissexuais: se você fechar os olhos, dificilmente conseguiria identificar quem está lhe acariciando, se é um homem ou uma mulher. Não há um homem que seja 100% homossexual, nem 100% heterossexual”, sentencia.

Outra das causas é um desencanto com as mulheres, frequente depois de alguns rompimentos conjugais. Vílchez explica: “Quando um casal heterossexual está em crise, é habitual que alguns homens sintam que não se entendem com as mulheres, que são incapazes de se dar bem com elas, e é como se olhassem para o outro lado. Acontece uma espécie de regressão, volta-se a um estágio anterior no qual os homens se sentiam bem juntos, como na adolescência. Em muitos casos é uma necessidade mais afetiva do que realmente sexual”.

De fato, para esse especialista, essas relações eróticas às vezes escondem uma necessidade de afeto que o homem não está acostumado a expressar. “Nos homens há muita tendência à genitalização. Entre a cabeça e os genitais há o coração, que representa os sentimentos, e os intestinos, que simbolizam os comportamentos mais viscerais e as emoções mais intensas, e é como se os homens tivessem aprendido a fazer um desvio: passamos da cabeça diretamente para os genitais, sem viver plenamente as emoções. No caso das mulheres, por tanta repressão da sua sexualidade e por medo da gravidez, acontece o contrário: elas têm muita dificuldade de genitalizar. Para um homem às vezes é mais fácil fazer isso do que expressar emoções mais sutis ou dizer a outro homem: ‘É que me sinto inseguro, tenho medo, sinto-me frágil, não sei o que quero’.”

O impulso narcisista

Entre os homens héteros que vão para a cama com outros homens também há muitos narcisistas. “É aquele sujeito que gosta que prestem atenção nele. Acontece muito nas academias de ginástica: ele gosta de despertar admiração, e não se importa se isso provém de homens ou mulheres”, aponta Eugenio López, também psicólogo e sexólogo. Outros simplesmente têm vontade de transar e recorrem a inferninhos gays, porque acham que lá será mais fácil.

Há homens heterossexuais que se envolvem com homens porque gostam; outros, por falta de alternativas – pensemos nos que são privados do contato com mulheres por períodos prolongados (será que eram mesmo gays os caubóis de O Segredo de Brokeback Mountain?). “O ser humano se rege por seus pensamentos”, argumenta López. “E, se ele acreditar que está perdendo sua sexualidade pela falta de uma mulher, pode reafirmá-la com outro homem. Costuma começar com um simples roçar.”

Se não houver conflito, não há problema

Alguns desses neo-heterossexuais podem ter sentido impulsos desse tipo no passado, mas sem se atreverem a dar o passo. “Aí vêm as circunstâncias da vida que colocam isso de bandeja e eles decidem viver a experiência, mas isso gera um conflito para eles, porque por um lado lhes proporciona prazer, mas por outro ameaça um pouco seu status e sua imagem: ‘Sou ou não sou?’, perguntam-se”, comenta Vílchez. Também podem ficar confusos aqueles que chegam ao SMSM pela carência de uma figura paterna positiva na sua infância: “Às vezes, para reforçar sua masculinidade, integram-se a atividades ‘de homens’ (futebol, musculação) ou têm contatos sexuais com outros homens, mas o que procuram é sobretudo compreensão e carinho”, acrescenta. Os psicólogos são unânimes em dizer que sua intervenção é dispensável quando essas experiências não provocam um conflito no indivíduo. “Se não estão incomodados, não há nada para tratar”, conclui Villegas.
Fonte: EL PAÍS – BRASIL
Por Miguel Ángel Bargueño
Textos correlatos:
Sacerdote propõe “levante armado” contra a educação sexual
Escolas chinesas querem debater sexo, igualdade de gênero, abuso e homossexualidade. No Brasil, quem não quer?
Diretora de escola é suspensa para ser investigada por “violação da laicidade”: divulgados dois vídeos
Escolas podem debater violência de gênero e sexualidade                                     “Não somos conservadores. Apenas ensinamos as meninas a serem mulheres e os meninos a serem homens”

Pastores com discurso discriminatório querem explicar a biologia humana a partir da Biblia como se esta fosse um livro científico

Sacerdote propõe “levante armado” contra a educação sexual

Sacerdote llama a “levantarse en armas” a causa de la educación sexual
La Iglesia Católica, esa que llama por la libertad de culto donde es minoría pero ataca y censura donde es mayoría, mostró nuevamente su carácter inquisidor en la ciudad de Malargüe, Argentina. Y lo hizo de la mano del sacerdote Jorge Gómez (alías “padre Pato) quien hizo de nuevo gala de su celo censurador.

Sacerdote 1

El pasado 30 de junio se realizó una jornada de educación sexual para los estudiantes de secundaria de la ciudad, que incluyó información sobre el preservativo. Para el sacerdote argentino esta jornada fue una gran afrenta a la fe católica y durante el acto oficial por el Día de la Independencia hizo un llamado a defender a las familias, incluso, recurriendo al levantamiento armado.
Según explicó el clérigo “Usaron penes de madera para que le pongan el preservativo, aquí, todos los (alumnos) secundarios de nuestras escuelas. ¿Eso es educación sexual?”, se preguntó indignado el sacerdote. Y enseguida espetó: “Eso es una ofensa a Dios, y tenemos que levantarnos en armas para defender nuestras familias”.

Al parecer el Dios ofendido por una clase de uso del condón, no puede usar su omnipotencia para revelar su ira y debe recurrir a sus sacerdotes para que pidan al pueblo que usen las armas contra los educadores sexuales.

Según informó el diario Los Andes, a pesar de la airosa queja del padre Pato Las jornadas “fueron un éxito por varias razones: era la primera vez que se podían hacer en Malargüe” desde que se creó el programa, “asistieron casi 300 jóvenes acompañados de sus docentes y los chicos pudieron hablar libremente de la temática”. Afirmó la docente Carolina Sandmeier.

La docente explicó que abordaron “todos los métodos anticonceptivos, cómo prevenir el embarazo adolescente y al final las capacitadoras le enseñaron a los chicos cómo se coloca un preservativo”, para lo que se valieron de “unas maquetas que son unos penes de madera. Es un tema natural y necesario para los chicos de las escuelas secundarias, a quienes van dirigidas estas jornadas”, afirmó.

sacerdote 2

La docente dijo que “el problema es que la Iglesia católica alzó su voz en contra: primero hicieron hablar a los adolescentes de una escuela religiosa, luego mandaron a su gente a presionar al Concejo Deliberante y quieren pedir la banca del ciudadano, dijeron que se incitaba a la sexualidad”.

El historial de frases desde la caverna e incidentes polémicos del “padre Pato” no son pocos. En el año 2011 el sacerdote Pato interrumpió un acto cultural del grupo coral Lutherieces. En ese momento el grupo se encontraban interpretando la pieza “Educación Sexual Moderna”, de Les Luthiers, pero nunca pudo concluirla. En medio de la presentación, el sacerdote se subió al escenario, le quitó el micrófono a uno de los integrantes y les exigió que cambiara su número porque atacaba “a su castidad”, añadiendo que “aquí somos católicos”

Poco después el sacerdote se defendió de las críticas favoreciendo la censura con las siguientes palabras: “La violación de la fe es peor que un delito, si una sociedad empieza a reírse de la fe, esa sociedad ya está destruida. La violación de la fe es diez mil veces peor que la violación de una hija”.

Así pues, el sacerdote que ve más grave reírse de las supersticiones católicas que violar a una niña, ahora llama a atacar con las armas a quienes hablan de educación sexual a los jóvenes.

sacerdote 3

Fonte: Blog Sin Dioses
Por Ferney Yesyd Rodríguez
Textos correlatos:
As discriminações e o desrespeito aos direitos humanos devem ser prevenidos e definidos como doença
Escolas chinesas querem debater sexo, igualdade de gênero, abuso e homossexualidade. No Brasil, quem não quer?
Discriminação, Saúde Mental e a Igreja Católica
Diretora de escola é suspensa para ser investigada por “violação da laicidade”
Pastores com discurso discriminatório querem explicar a biologia humana a partir da Biblia como se esta fosse um livro científico
Religião e laicidade: discriminação e violência.

Discriminados reconhecem que também podem ser discriminadores

8 chacoalhões que nós LGBTQ precisamos

chaco 1

Fonte: Nikasucha / Pixabay

Sim, eu sei que nós, LGBTQs, somos minoria da sociedade e enquanto minoria sofremos opressões que só cada um de nós pode relatar. Contudo, isso não nos exime do fato de que também, enquanto oprimidos, podemos ser — e somos — muitas vezes também opressores, ainda que apenas nos nossos microcosmos.
Muitas vezes não reparamos, mas acabamos agindo de uma maneira muito próxima daquela que alguns agem conosco ainda hoje, apesar de ocuparmos posições diferentes com suas respectivas especificidades.
Nós, enquanto comunidade e sem a pretensão de sermos um grupo homogêneo, devemos aprender a também respeitarmos a nós mesmo. Justamente por isso, alguns pontos precisam ser ressaltados — ainda que aqui seja uma lista incompleta.
8 chacoalhões para que possamos viver ainda mais harmonicamente entre nós mesmos:

O mundo não gira em torno do G
Para falar a verdade, se formos olhar bem, os que sofrem menos opressões hoje, somos nós, os gays. Ainda mais se formos brancos, de classe média/alta e não afeminados. Logo, não reduza a sigla apenas a sua letra. E muito menos fale por nome das outras letras. Você pode até entender uma parte do que elas passam, mas a experiência e vivência delas são únicas e nada tem a ver com a sua própria.
Está na hora de olharmos para além de nosso umbigo e vermos que há letras precisando de muito mais socorro que nós, gays — ainda que também tenhamos muito pelo que lutar.

A bissexualidade existe — assim como a heterossexualidade
Se você se considera 100% homossexual, não se esqueça que nem todo mundo precisa ser igual a você. A bissexualidade existe e resiste, mesmo com alguns de nós agindo como se fosse apenas uma “indecisão”.
Além disso, nunca devemos esquecer que, de outro lado, heterossexuais não seguem uma forma pré-definida. Então, se um homem ou mulher heterossexuais apresentam um expressão de gênero — como essa pessoa se coloca na sociedade (roupas, gestos, etc) — diferente do padrão imposto pela sociedade, não significa que ela, necessariamente, seja gay, lésbica ou trans — embora possa muito bem também ser.
A vida não gira em torno de aparências.

chaco 2

Fonte: Ben_Kerckx / Pixabay
Respeite aqueles que lutaram por você
Já vi muito menosprezo, no seio da comunidade LGBTQ, por pessoas LGBTQs mais velhas. Não se esqueça que foram essas pessoas que lutaram para que você tenha muito do que tem hoje, inclusive coisas simples como andar de mão dada na rua com seu/sua parceiro/parceira ou se casar com essa pessoa.
Então, não menospreze àqueles que lutaram, mesmo indiretamente e involuntariamente, por você. Aprenda com elas, porque tenho certeza que essas pessoas têm uma enormidade de coisas a nos ensinar.

Reconheça seus privilégios dentro do próprio movimento
Eu, enquanto aqui falo, sei que estou em um posição relativamente confortável na estrutura social. Mesmo gay, nunca passarei por situações que muitos dos meus pares de movimento passam diariamente. Meus privilégios estruturais fazem com que as coisas sejam assim.
E não devo me culpar por ter nascido nessas condições. Mas, ao mesmo tempo, nunca devo deixar de ter em mente que ocupo esse lugar na sociedade, enquanto (muitos) outros não ocupam.
Não devo julgar então o que os outros passam, se eu não conheço de verdade essas realidades. E tenho que seguir minha vida com base no preceito de que eu não devo lutar unicamente para manter meus privilégios, mas sim para que eles sejam direitos de todos e não de poucos.
Logo, pense antes de falar sobre outras realidades que não a sua. Você, gay branco e de classe média, não sabe o que passa um negro em locais periféricos do Brasil, por exemplo. Muito menos as opressões que transsexuais estão sujeitos (as) todos os dias.

Não seja um abusador dentro do movimento
Eu sei que temos um pouco mais (ou muito mais) de liberdade sexual se compararmos com a sociedade engessada que impera ainda hoje — onde se uma menina quiser beijar vários meninos, ela é considerada puta, enquanto o homem que faz o mesmo é o garanhão -, mas isso não te dá o direito de ir contra a vontade dos outros. Isso inclui as mãos bobas, as cantandas e outras muitas coisas mais.
Você não pode tocar em mim, se eu não te dei o direito de fazer isso. E não sou obrigado a ficar com você só porque você acha que eu deveria.
Muitos de nós dizemos “sai hétero”, mas uma quantidade considerável de LGBTs ainda têm entranhado em seu interior práticas condenáveis desses mesmos.

Ser gay “padrãozinho” não é um problema
O problema é, na verdade, apenas olhar para o próprio umbigo e para a própria realidade, sem saber que o mundo não é daquele jeito para todos.
Também devemos entender que nem todo gay malhado, que frequenta determinados lugares, age de formas específicas e tem características entendidas como “masculinas” não estejam nem aí para as lutas diárias dos LGBTQs como um todo.
Há pessoas e pessoas. Há o “padrãozinho” que vive em seu mundo de mil maravilhas, fechando os olhos para tudo e todos, e o “padrãozinho” que sabe que a vida não se resume a só baladinha, academia e aplicativo de pegação com seus iguais. É a aquela mesma questão de reconhecer nossos próprios privilégios novamente.
Além disso, um problema grave nesse ponto e que não pode ser negligenciado é o perigo de se mostrar e representar a comunidade LGBT apenas pelos chamados “padrãozinhos” (como acontece muitas vezes na televisão ou nos próprios anúncios de baladas LGBT, por exemplo). Afinal, somos muito mais diversos do que isso.
Em nossa sociedade, o “padrãozinho” será sempre mais aceito porque ele é o que mais se aproxima do homem hétero, branco e rico, figura hegemônica ainda hoje em nosso mundo.
Por fim, da mesma forma, não é porque você não se encaixa no termo “padrãozinho” que você, necessariamente, seja mais desconstruído. É tudo mais complexo do que a superficialidade que muitas vezes impera nos debates dessas questões.

Cuidado com os termos que você utiliza
Não é porque somos LGBTQ que necessariamente não somos machistas. Muitas vezes conseguimos ser muito mais machistas que os próprios homens heterossexuais.
Também temos diversos preconceitos entranhados em nós, quanto à raça, gênero, identidade sexual, opção sexual, expressão de gênero, etc. Embora sejamos vítimas diárias de preconceito e LGBTfobia, não podemos negar nossos próprios preconceitos, muitas vezes dentro de nossa comunidade.
Justamente por isso, devemos pensar muito bem antes de utilizar palavras que trazem consigo uma carga preconceituosa e pejorativa. E são várias as palavras nessa categoria.

Se você não curte ser discriminado, não discrimine também
Se você não é afeminado, não seja babaca com quem é. Se você é branco, não seja babaca com quem é negro. E assim por diante.
Difícil? Nem um pouco. Principalmente, quando parte de alguém que busca todos os dias também não ser discriminado.
Falar “eu só namoro brancos” ou “eu só saio com discretos” não é apenas gosto: é preconceito oculto, entranhado. A partir do momento em que você limita sua opções, sem nem ao menos conhecer a pessoa, por atributos físicos, você está sendo preconceituoso sim, embora insista que não.
Às vezes, conseguimos ser grandes babacas tanto entre nós mesmo, como enquanto grupo na sociedade, e isso só tem a nos prejudicar. O que precisamos é de reflexão diária. Reconhecendo nossos erros, deslizes, privilégios e realidades.
Não podemos esquecer nunca que não há homogeneidade no movimento LGBTQ. Que há uma infinidade de crenças sobre formas de lutas, sobre como devemos nos portar e no que tange aos nossos ideias.
Isso nos enriquece, mas só a partir do momento que sabemos ouvir as vozes e jeitos discordantes dos nossos. E sem nunca esquecer nosso objetivo comum: termos os mesmos direitos daqueles que sempre nos privaram dos nossos.

Fonte: TRENDR
Por Vitor Garcia de Oliveira
Textos correlatos:
Pastor evangélico propõe que homossexuais usem roupas com cores especias para serem identificados
A verdadeira homofobia não é o ódio aos homossexuais
Pessoas imaturas, discriminadoras, facistas, nazistas, de sangue puro e o bode expiatório
Discriminados também discriminam
“A ditadura homossexual”: texto e comentário
YouTube discrimina homossexuais

 

Procura-se mulher altruista/incubadora em bom estado

Se busca mujer altruista-incubadora en buen estado
Los deseos de los privilegiados no deberían primar por encima de los derechos reproductivos de las mujeres

incubadora

El debate sobre la gestación subrogada tiene un nuevo capítulo. Ciudadanos ha entrado en escena con su propuesta para legalizar la práctica de una manera “altruista”.

En esta proposición de ley han puesto una serie de requisitos a la gestante incubadora para que satisfaga los deseos de los futuros padres. Debe tratarse de un vientre en perfecto estado para parir niños perfectos de anuncio de pañales.

Ciudadanos hace hincapié en los deseos de esos padres desesperados que lo han intentado todo, pero no han sido capaces de tener descendencia y ahora desean un bebé a la carta. La incubadora en cuestión no debe presentar ningún problema de salud mental previo, ha de ser mayor de 25 años, haber gestado un niño sano al menos una vez y poco menos que hacer piruetas a lo Nadia Comaneci (embarazada).

Sin embargo, los deseos de los privilegiados no deberían primar por encima de los derechos reproductivos de las mujeres. Entre otras cosas, porque los deseos no deben ponerse en el mismo plano que los derechos básicos. Desear algo no lo convierte en derecho. Decir que “no somos vasijas para gestar durante nueve meses un bebé para transmitir unos genes” no es un eslogan facilón ni partidista. Es que las mujeres en pleno siglo XXI deberíamos querer ser algo más que vientres de alquiler y objetos de compra y venta. Esta propuesta de Ciudadanos sobre el altruismo de las mujeres incubadoras, lejos de traer nuevos derechos, suprime además el derecho irrevocable de filiación del niño, ya que en ningún papel figuraría dato alguno sobre la gestante. Es decir, el bebé gestado no podría conocer nunca quién es su madre biológica altruista.

Se me ocurren un millón de formas de ser altruista que no pongan en riesgo nuestra salud. Una puede ser altruista por ejemplo dando de comer a los gatos de una amiga que se ha ido de vacaciones; prestándole la última temporada de House of Cards; ser su hombro en el que llorar cuando ha roto su relación; incluso, se me ocurre, dejarle tu camiseta favorita a riesgo de que no te la devuelva jamás. Pero, ¿prestar tu vientre?, ¿estamos perdiendo el juicio?

Existe ese discurso neoliberal que habla de la libertad de la mujer a la hora de elegir sobre sus cuerpos. Especialmente cuando esos cuerpos son rentables para sus intereses. Elegir sobre nuestros cuerpos debería centrarse en decidir qué ponerse cada día, en tatuarse o hacerse piercings, acostarse con quien se desee, bañarse desnuda en la playa… No en engendrar un feto, pasar por un parto que en el mejor de los casos duele para querer morirse –¡dilatar nueve cm!– para después regalar altruistamente un hijo a alguien que lo desea. Lo desea tan fuertemente que debes ser abnegada incluso cuando tengas que sufrir un parto de nalgas largo y doloroso como si te asesinaran lentamente. Pero ¿qué importa el riesgo para la salud y la vida de la gestante? Todo sea por los deseos de los padres a los que por cierto no se les pide ningún requisito.

Por otro lado, además de enrevesada, la propuesta de Albert Rivera es difusa y tramposa, porque omite el concepto “vientre de alquiler”, pero al mismo tiempo habla de “compensar por los gastos”. En el momento en el que introducimos el factor económico en la ecuación se acabó el buenrollismo de las incubadoras solidarias Mr. Wonderful. Hablemos claro y sin eufemismos: se está alquilando nuestro vientre y se está mercantilizando nuestro cuerpo.

Llegados a este punto de debate en el que Ciudadanos pone sobre la mesa un derecho que no es derecho sino que es deseo: ¿no sería más adecuado legislar y defender los derechos de las mujeres que se ven obligadas a dejar su puesto de trabajo por querer ser madres?, ¿o que se cumplan los derechos que ya existen, como lo son el de vivienda digna o una sanidad pública de calidad? Eso sin mencionar lo más urgente: la falta de un Pacto de Estado y unos recursos que frenen el terrorismo machista que estamos viviendo.

Ya hay muchos niños en este planeta. ¿Qué necesidad hay de seguir pariendo? Esos niños estarán deseando tener la oportunidad de ser adoptados por padres deseosos. Estaría bien agilizar esos trámites de adopción y dejar nuestros vientres tranquilos, que somos altruistas, pero no cuerpos con los que mercantilizar. Por mucho que lo deseen.

Fonte: Público.es
Por Anita Botwin
Textos correlatos:
Politico machista: como enfrentar
Machismo explicito e dissimulado
Elogio ou assédio: um debate necessário
Feminazi! Quem é nazi?
E quando a vítima de violência sexual é a principal suspeita…
Pergunta do juiz a vítima de abuso sexual: Por que não mantivestes os joelhos juntos?

Marcha LGBTI avança ao promover a Laicidade*

Por el estado laico marchará la ciudadanía LGBTI de Bogotá

marcha
“Seres libres, Estado laico” es el lema de la XXI marcha de la ciudadanía LGBTI de Bogotá. El lema no puede ser más adecuado en momentos en los que no pocas iglesias fundamentalistas desean hacer retroceder el reconocimiento de derechos para las minorías sexuales en Colombia.
Es importante aclarar que un Estado laico es aquel en el que el Estado y las iglesias se encuentran separados. El Estado no entra a las iglesias a decirles que creer, y las iglesias no ponen las leyes. Este sistema de neutralidad estatal frente a toda confesión es el único modelo que permite la coexistencia pacífica en una sociedad plural ya que protege a las minorías religiosas, filosóficas y sexuales del poder inquisidor de aquellas denominaciones que desean imponer su credo a todos los demás, incluyendo a los que no son sus feligreses.

Sobre la aceptación de los ciudadanos LGBTI las confesiones de fe en Colombia son tan diversas que incluyen iglesias inclusivas, como una Iglesia Anglicana, que ha casado a parejas del mismo sexo, pero también a otras que satanizan, oprimen y ayudan a perpetuar estereotipos negativos con los que muchos ciudadanos tienen que lidiar día tras día.

Precisamente son miembros de estas iglesias no inclusivas, que arrojándose el título de los verdaderos intérpretes de algo tan subjetivo como es la religión, desean echar por tierra el constitucional derecho a la igualdad. Porque a decir verdad, no hay derechos LGBTI, sólo existe el derecho a la igualdad, y al materializar este derecho es lo que ha hecho posible el matrimonio civil de parejas del mismo sexo, la no discriminación en los lugares de estudio y trabajo, que las personas trans pueda cambiar el sexo de su cédula, que se pueda conformar familia, que se pueda tener manuales de convivencia que no sancionen al estudiante gay o lesbiana…

El Estado Laico no busca prohibir las religiones, solo busca que las normas y prohibiciones religiosas sean propias de cada quien sin que se hagan obligatorias sobre los demás ciudadanos. Para ilustrarlo mencionaré un ejemplo de actualidad. En estos días se presenta en Israel un par de polémicas porque los judíos ultraortodoxos desean prohibir que haya servicios de buses en sábado, su día sagrado, y se niegan a que una mujer se pueda sentar junto a un varón en estos. Bajo la óptica del estado laico, los ciudadanos que deseen guardar el sábado pueden hacerlo, pero no pueden obligar a los demás a observarlo. Tampoco es posible que bajo el argumento de la libertad de cultos se segreguen a las mujeres en el transporte público. Eso mismo es lo que aquí queremos decirles a los religiosos que desean echar para atrás los derechos de los ciudadanos LGBTI. Ellos podrán considerar que ser gay, lesbiana, bisexual o transexual es pecado, pero no pueden meter sus versículos en las leyes. ¡No metan sus versículos en nuestros derechos!

La historia ya contiene un ejemplo de lo que ocurre en una teocracia evangélica. La ciudad de Ginebra estuvo bajo una teocracia entre 1541 y 1564 por el reformador Juan Calvino. En este experimento antilaico se convirtieron los pecados en delitos. El teatro, el baile, las canciones profanas, y el jugar a los naipes, se prohibieron. La prostitución, el adulterio, la blasfemia, la idolatría y la homosexualidad fueron castigados directamente con la muerte. De igual manera, el asistir al culto dominical pasó de ser una obligación moral para el creyente a ser una imposición legal para todos. La teocracia evangélica de Calvino llegó a reglamentar el modo de vestirse, cortarse el cabello y comer, todo por “la defensa de los valores”. Ah, y todo empezó con la consagración de la ciudad a Dios (Como se hizo recientemente en Yopal, Casanare y Aguadas, Caldas)

En el presente también hay ejemplos palpables de las consecuencias de la falta de laicidad: La Turquía de Erdogan, está echando por tierra la laicidad estatal y caído con fuerza sobre el eslabón más débil, los LGBTI, y el pasado 25 de Junio disolvió con brutalidad un intento de marcha LGBTI, además de suprimir la enseñanza del Big Bang y la evolución desde 2018. Más grave es la situación de Irán y Arabia Saudita, aunque separados por versiones opuestas del Islam, los une la pena de muerte a los gays en la horca. Los territorios bajo ISIS ven morir ahorcados y lanzados desde terrazas a gays, mientras que en la provincia de Aceh de Indonesia (bajo la sharia o ley islámica) los latigazos están a la orden del día.

Los alcances del Estado Laico sin duda van más allá del tema LGBTI. También incluye que las políticas públicas de ningún tipo, menos aún las de salud y educación, deben estar fundamentadas en ningún dogma religioso. Esto tiene especial calado en la planificación familiar, el control de las mujeres sobre sus propios cuerpos, de los pacientes extremos para optar por la eutanasia, el no destino de dineros públicos a favorecercultos, la religión como asignatura obligatoria, entre otros.

Este domingo 2 de julio esperamos que más 70 mil ciudadanos, entre LGBTI, sus amigos y familiares podamos sin ningún temor ni vergüenza reclamar y pregonar “¡Personas libres, Estados laicos!”

* Comentário do blog.
Temos defendido aqui no blog que existem dois caminhos para prevenir a Conduta Discriminatória contra Homossexuais.
O primeiro é uma definição/diagnóstico da Conduta Discriminatória e do Discriminador.
O segundo é baseado em resultado de pesquisa realizada na Europa: países menos religiosos e com mais liberdades laicas são menos discriminadores.
Também não acreditamos que a educação formal/tradicional e a criminalização tenham alguma utilidade para a prevenção.

Fonte: Blog sin dioses
Por Ferney Yesyd Rodríguez
Textos correlatos:
As discriminações e o desrespeito aos direitos humanos devem ser prevenidos e definidos como doença
Pastor evangélico propõe que homossexuais usem roupas com cores especiais para serem identificados
Discriminação, Saúde Mental e a Igreja Católica
Homossexual enfrenta seus discriminadores conservadores
Pastores com discurso discriminatório querem explicar a biologia humana a partir da Biblia como se esta fosse um livro científico
Arcebispo aprova criação do Dia da Laicidade

Diretora de escola é suspensa para ser investigada por “violação da laicidade”: divulgados dois vídeos

Sale a la luz el vídeo contra el aborto presentado en el liceo de Salto

Las imágenes corresponden a una protesta antiabortista llevada a cabo en Nueva York, en enero de 2010. La mujer que habla se hace llamar Luz Marina Tamayo y, aunque se introduce a la audiencia en inglés, explica su situación en español.

Un vídeo tomado con un teléfono celular, durante la polémica charla anti aborto que se impartió en el liceo N°1 de Salto, el pasado 29 de junio, muestra cómo se proyectó en un salón repleto de chicos un vídeo donde una mujer asegura haber perdido dos embarazos por haber abortado previamente.

Si bien el audiovisual original dura casi 9 minutos, solamente se proyectaron 45 segundos editados especialmente para la actividad. “Se convirtió en una obsesión querer reemplazar el bebé que había perdido, pero tristemente tuve una pérdida muy temprana en el embarazo. fue muy doloroso pero no tan doloroso como el aborto provocado. Es más fácil aceptar la voluntad de Dios que un crimen propio. Dos años después de esto quedé embarazada de nuevo y a las nueve semanas de embarazo tuve otra pérdida. Comprendí que mi aborto había matado a mis tres hijos, porque por alguna razón mi cuerpo ya no podía”, relata la mujer del vídeo, que se hace llamar Luz Marina Tamayo.

La alocución fue hecha en el año 2010, durante la marcha “No Más Silencio”, llevada a cabo en Washington DC, EE.UU., el 22 de enero de 2010, y en la que marcharon cientos de personas para rechazar la legalización del aborto.

“Este es el video aberrante que le pasaron a los estudiantes, si no viola la laicidad no se qué lo hace”, publicó en Twitter el diputado frenteamplista Sebastián Sabini, por medio de su cuenta oficial.

Este es el video aberrante que le pasaron a los estudiantes, si no viola la laicidad no se qué lo hace. Una vergüenza: Tati Sabini (@tatisabini) 13:07 – 5 Jul 2017

Religión de por medio

Uruguay cuenta con estatus de estado laico en su legislación nacional, por lo que la inserción de panfletos religiosos o tendenciosos hacia una u otra creencia religiosa, en la política, en los sistemas educativos o en cualquier ámbito estatal, está prohibido.

De ahí que viene la polémica sobre la charla que se diera en el liceo de Salto, pues se habrían repartido estampas con imágenes de la virgen María, personaje principal de la religión Católica, a lo que se suma la proyección del vídeo de Tamayo, con fuerte contenido religioso.

“Mi aborto no “borró” mi embarazo sino que mató a mi hijo ¡y convirtió mi vida en un infierno!”, cuenta la mujer que asegura haberse sometido a un aborto en Estados Unidos, en marzo de 2003. “Cuando me enteré de que estaba embarazada me puse muy nerviosa, al recordar que no tenía seguro médico alguno, cosa que mi esposo ignoraba. Él solo sabía que mi plan no cubriría la maternidad, y que yo tenía historia previa médica de partos prematuros que nos habían costado más de US$100.000. Por este motivo Ralph, mi esposo, me pidió encarecidamente que considerara el aborto”, asegura ella en una carta, publicada en el portal anti aborto decidiabortar.com.

El controversial taller anti aborto

La charla sobre “sexualidad” fue dictada por un grupo de madres, la semana pasada, en un liceo público de Salto. La actividad duró 80 minutos, pero causó rechazo en distintos sectores de la sociedad. Incluso varios de los mismos estudiantes se mostraron molestos por los contenidos y el mensaje expresados en el taller.

Las madres responsables de polémico acto emitieron un comunicado en el que aseguraron que unas figuras de yeso con forma de feto, y unas postales con la imagen de la virgen María fueron repartidas afuera de la actividad, por solicitud de algunos estudiantes interesados en obtener más información al respecto.

El Consejo de Educación Secundaria inició una investigación de urgencia y resolvió iniciar un sumario a Diana Lucero, directora del liceo, separarla de su cargo y secuestrarle temporalmente el 50% de su salario mientras dure el proceso.

Fonte: LaRed21
Textos correlatos:
Diretora de escola é suspensa para ser investigada por “violação da laicidade”
Religião e laicidade: discriminação e violência.
Arcebispo aprova criação do Dia da Laicidade
Encerrando o debate com Flávio Aguiar incluindo editorial do Charlie Hebdo sobre laicidade.
Psicóloga católica condenada por conduta desumana, degradante e tortura
Educação religiosa piora o desempenho escolar
Igrejas passam a pagar impostos

Diretora de escola é suspensa para ser investigada por “violação da laicidade”

Separan del cargo a directora del Liceo N°1 de Salto mientras realizan investigación por “violación de laicidad”

Las autoridades del Consejo de Educación Secundaria (CES) decidieron separar del cargo a la directora del Liceo N° 1 de Salto mientras se sustenta la investigación administrativa por “violación a laicidad”, al permitir que se realizara en el instituto una charla contra el aborto, con contenido religioso.

viola 3

La diputada del Frente Amplio Manuela Mutti denunció días pasados, ante las autoridades de la Administración Nacional de Educación Pública (ANEP), que en el Liceo Nº1 de Salto se “violó la laicidad” en el marco de una charla que se realizó un grupo de personas vinculadas a colegios católicos.

viola 1

Según manifestó la legisladora “la charla tuvo connotaciones religiosas y fue contra el aborto y el uso de métodos anticonceptivos. Se pasó un video en contra del aborto y se entregaron estatuitas de fetos y material de contenido religioso con la imagen de la virgen María”.

Las autoridades de Secundaria iniciaron una investigación administrativa y en las últimas horas se conoció que la directora del Liceo fue separada del cargo, mientras se sustancia la indagatoria.

El País indicó que la directora de la institución de educación Secundaria “no podrá ocupar su puesto durante un período máximo de seis meses, mientras se efectúa la investigación administrativa”. De acuerdo a información que trascendió en las últimas horas, también se le habría iniciado un proceso sumarial.

Asimismo, se le retendrá el 50% del salario durante el tiempo en que no podrá ejercer la función.

La ministra de Educación y Cultura, María Muñoz, visitó el centro educativo y manifestó su disconformidad con la charla que se realizó.

Polémicas en las redes sociales

Asimismo, las polémicas se trasladaron a las redes sociales. En tal sentido, el senador del Partido Colorado, y ex intendente de Salto, Germán Coutinho, dijo en su cuenta de Twitter que “destituir a la directora del Liceo N°1 de Salto, que es la profesora Diana Lucero, es un hecho político impulsado solo en dictadura. Tristeza”.

Ante tales apreciaciones del legislador colorado, la diputada denunciante, Manuela Mutti, respondió al parlamentario -también a través de Twitter- que a la directora se la separó del cargo “mientras se realiza la investigación administrativa y tiene derecho a la defensa…como en la dictadura”.

Fonte: LaRed21
Textos correlatos:
Religião e laicidade: discriminação e violência.
Arcebispo aprova criação do Dia da Laicidade
Encerrando o debate com Flávio Aguiar incluindo editorial do Charlie Hebdo sobre laicidade.
Psicóloga católica condenada por conduta desumana, degradante e tortura
Educação religiosa piora o desempenho escolar
Igrejas passam a pagar impostos

O Google psicanalítico ou “Decifra-me ou te devoro”*

Uma reflexão sobre os trending topics do coração das pessoas

esfinge 1Foto: Fabio Penna

As pessoas gostam é disto

— “Baseado no quê?” – é a pergunta que se faz quando alguém diz a frase do título.

— “Na audiência!” – respondem muitas vezes.

— “Uma audiência alta significa que as pessoas gostaram?”

— “Lógico! Você acha que alguém faz o que não gosta?”

A resposta é “sim, muitas vezes”.

Os números longe do coração

Penso muito nas ideias erradas que temos ao ‘ler” nossa audiência apenas pelos números. Talvez aquela máxima do “falem mal, mas falem de mim” não valha tanto assim quando a consciência coletiva da rede aumenta, pois ela constantemente nos engana. Há gente que gosta de algo e diz que não gosta e vice versa. Como lidar com isso?

As redes sociais avançam para sua segunda década e com ela vem uma percepção: sem perceber, ao longo desse tempo todo, os usuários fazem uma espécie de “psicanálise”. Quanto mais se fala, seja de si, dos outros ou de algum programa de TV, mais se percebe o que se é. É um processo longo, mas que produz pouco a pouco uma maior consciência coletiva do que realmente se gosta e se quer.

Quer ver? Busque o histórico de cinco anos atrás do seu Facebook ou Twitter e veja como você está mais maduro hoje. Essas percepções ficam mais evidentes porque esses registros do passado vieram dos trending topics do coração de cada pessoa em uma determinada época. Faziam sentido naquele momento, mas hoje a sensação é de: “Como eu pude dizer isso!?”.

Fabio Penna @fabiopenna
Estou estudando os sonhos dos cineastas para entender meu próprio disco. Eis a primeira dúvida: por que Fellini sonhava com Picasso?
2:33 AM – 6 Mar 2009
Retweets 1 1 like

(Tentando entender meu primeiro tweet)

E é exatamente isso que os números não registram.

A conversa é fundamental

Vejo por aí muita gente dar receita do post perfeito para o blog, da foto perfeita para o Instagram, da melhor hora para a atualização da página no Facebook, mas textos que citam a “conversa” das redes sociais são mais raros.

É tanta receita que daqui a pouco vamos ver gente registrando esses modelos como propriedade intelectual e teremos que pagar para usar os templates. Sobre interatividade, o máximo que se fala nessas indicações é: “faça uma pergunta para estimular a reação do seu público”.

Quando as pessoas assistem à novela hoje em dia, por exemplo, elas querem comentar a respeito, twittar sua reação. Isso é uma conversa, logo, conhecer e estabelecer essa conexão é importante para qualquer trabalho de mídia atualmente.

Intercalar interesses (seja editando textos, fotos ou vídeos) é fundamental para manter contato com quem lê ou vê. Portanto, a interpretação das conversas se tornou fundamental, ou seja, precisamos cada vez mais que o Google Analytics evolua para um Google Psycanalytics.

esfinge 3http://timoelliott.com
No meu último texto (e em vários outros que já publiquei aqui), por exemplo, cometi um erro: coloquei um vídeo entre um parágrafo e outro. Ora, a pessoa vem ao Medium para ler, não para ficar tendo que clicar em um vídeo para entender um complemento do que eu tenho a dizer.

Esse entendimento, portanto, nos leva a valorizar o tempo das pessoas.

Do que será que as pessoas gostariam?

Quando se pensa cada palavra, é essa a pergunta que se responde. O foco muda totalmente, porque criamos uma “fala” analítica e reflexiva antes de chegar à “fala” informativa. E isso é bem diferente do que ser conclusivo sobre o abstrato e mutante “gosto” das pessoas.

Isso feito, automaticamente há uma economia maior de palavras, logo, poupa-se o tempo de quem lê e reduz o risco de cair na superficialidade dos achismos.

Portanto, talvez seja melhor acreditar em recomendações menos precisas, mas bastante poderosas como: seja interessante o tempo inteiro; coloque em cada trecho da ideia algo que faça uma conexão entre a parte anterior e a próxima; crie relações entre quem emite e quem recebe: a interação!

Essa é a receita de sucesso usada pela maioria dos blogueiros, youtubers e instagramers de sucesso. Eles estão conectados o tempo inteiro com quem mais interessa: seus seguidores. E é assim que eles conseguem responder melhor a respeito do gosto deles.

esfinge 4Foto: Fabio Penna

É disso que EU gosto

Aos poucos percebemos coisas que dão certo, mas continuar inovando (mesmo que isso leve ao erro) é importante para evoluir, pois algo que dá certo hoje não necessariamente dará amanhã. As coisas mudam rápido demais, por isso é importante se manter dentro das “conversas” em diversas redes sociais.

Uma coisa que percebo quando analiso as métricas dos meus textos do Medium é que o que mais teve repercussão foi justamente aquele que expus mais meu lado pessoal. Falar do que se gosta, sente ou quando se coloca uma visão pessoal sobre um determinado assunto pode interessar quem tem a mesma opinião ou agregar em quem a está formando. Porque aquilo que sai é muito verdadeiro e sincero. E as pessoas sentem isso. (Mais um ponto para os blogueiros, youtubes e instagramers, que fazem isso com maestria).

Isso vale sempre? Talvez sim, talvez não. Depende da tendência. O essencial estará sempre nos trending topics do coração das pessoas, do mais nobre ao mais rasteiro, nos resta decifrá-los ou acabar devorados por eles:

Amor. Alimento. Vestuário. Curiosidade. Dinheiro. Fofoca. Inveja. Ganância.

É disso que o povo gosta (João Nogueira)
Tem que comer
Tem que beber
Tem que poder acreditar
Que um dia vai mudar
Tem que comer
Tem que beber
Tem que poder acreditar
Que um dia vai mudar
É disso que o povo gosta
É isso que o povo quer
Poder jogar futebol
E sempre fazer amor
E nunca ter que assaltar
E nunca ter que implorar
Pra um dia poder chegar
A ser feliz
É disso que o povo gosta
É isso que o povo sente
É isso que o povo sempre quis

* Comentario do blog

Édipo, sem saber que tinha assassinado o próprio pai, foi para Tebas.   No caminho deparou-se com a Esfinge, um monstro metade leão metade mulher, que lançava um enigma aos viajantes.   E devorava quem não o decifrasse.   O enigma proposto pela Esfinge era o seguinte: “Qual o animal que de manhã tem quatro pés, dois ao meio-dia e três à tarde?”.   Édipo respondeu: É o homem.   Pois na manhã da vida (infância) engatinha com pés e mãos; ao meio-dia (na fase adulta) anda sobre dois pés; e à tarde (velhice) necessita das duas pernas e o apoio de uma bengala.

Fonte: TRENDR

Por Fabio Penna

Textos correlatos:
Elogio ou assédio: um debate necessário
YouTube discrimina homossexuais
Os mamilos e as Discriminações
A psicopatologia e o WhatsApp.
Os racistas e o You Tube
Conservadores discriminadores ameaçam de morte monja que mencionou vida sexual de Maria e José