Publicitários também definem o discriminador como um doente

Introdução:

Já apresentamos neste espaço o Projeto Discriminação (PD) da Associação de Psiquiatria do RGS – APRS que tem como um dos seus objetivos a definição do(s) Discriminador(es) como um doente e a Conduta Discriminatória como uma conduta doentia.
Para um melhor entendimento do PD vejamos outras publicações aqui do blog:
Uma hipótese para definição da Conduta Discriminatória (CD) e as características emocionais do Discriminador.
Duas entrevistas sobre o PD: aqui e aqui.                                                                             Duas propostas “leigas” que tem afinidade com o PD:                                                     Uma formulada pela escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, no premiado livro Americanah.                                                                                                               E a do secretario-geral da ONU, sugerindo que as discriminações e o desrespeito aos direitos humanos devem ser prevenidos e definidos como doença.
As expressões abaixo, da publicação de hoje, seguem a linha do PD:                             o  Discriminador é um doente. /
#HomofobiaÉdoença /
“homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão”.O que precisa de cura é o preconceito” /
#trateoseupreconceito /
o preconceito é que é a doença /
Doença é o preconceito, a homofobia e a violência que mata milhares de pessoas no mundo todo. Isto sim precisa de cura./                   #HomossexualidadeNãoÉDoença      #DoençaÉoPreconceito /
TrateSeuPreconceito   #CombateÀHomofobia  #HomofobiaÉDoença /

 

        Cura gay? Marcas se posicionam contra decisão de juiz do DF

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No último dia 15, o juiz federal Waldemar Cláudio de Carvalho da 14ª Vara do Distrito Federal concedeu uma liminar que, na prática, proíbe o Conselho Federal de Psicologia de impedir que psicólogos ofereçam “terapias” alternativas de reorientação sexual, popularmente conhecidas como “cura gay”. Diante de títulos sensacionalistas de diversos portais e memes (que muitas vezes reduziam o assunto a um entendimento raso), não só o assunto gerou um importante buzz de discussão sobre o tema, como também trouxe para o Facebook um colorido especial de volta a muitas fotos de perfil, com filtros em apoio à causa LGBT.

Personalidades como Anitta, Paulo Gustavo e Fernanda Gentil e marcas como Jardim da Ressureição, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Absolut, Google, o Detran SP, Museu do Amanhã, além do próprio Facebook entraram na conversa. Diversos governos também se posicionaram e a hashtag #TrateSeuPreconceito também subiu no Twitter juntamente com #AmorNãoÉDoença, #HomofobiaÉdoença e outras. Veja alguns deles:

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O Governo do Rio Grande do Sul relatou em sua página: “Não há cura para o que não é doença. Desde 1990, homossexualidade não é mais classificada como transtorno mental pela Organização Mundial da Saúde. Naquele ano, o órgão declarou que “homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão”.O que precisa de cura é o preconceito” e esta imagem:

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A Revista Estilo publicou: “Repudiamos a decisão do juiz federal Waldemar Cláudio de Carvalho que concedeu uma liminar que permite a terapia de reversão sexual aos homossexuais, a cura gay. A comunidade LGBT não precisa de cura, precisa de respeito.”

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A Galileu também deu seu posicionamento online: “Na última segunda-feira (18), o juiz Waldemar Cláudio de Carvalho da Justiça Federal do DF liberou psicólogos a tratarem gays e lésbicas como doentes. A decisão é um retrocesso, já que a OMS deixou de considerar a homossexualidade uma doença em 1990. #trateoseupreconceito”

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Assim como a Prefeitura de Recife, que disse: Quando se trata de amor, o preconceito é que é a doença. #maisamorporfavor”

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E o Governo da Bahia: “Homossexualidade é simplesmente o amor que uma pessoa sente por outra do mesmo sexo. Doença é o preconceito, a homofobia e a violência que mata milhares de pessoas no mundo todo. Isto sim precisa de cura. #HomossexualidadeNãoÉDoença    #DoençaÉoPreconceito  #Bahia #GovernoDaBahia”

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Minas também participou do movimento: “Desde o ano passado, os formulários dos REDS (Registros de Eventos de Defesa Social) – nome dado aos antigos boletins de ocorrência – permitem que a homofobia seja apontada como motivação presumida de um crime. Também foram predefinidas outras opções de preenchimento mais precisas, como lesbofobia, bifobia e transfobia. A medida adotada em Minas Gerais ajuda a elaborar um diagnóstico mais detalhado da violência relacionada a preconceitos e, assim, embasar políticas de combate a esses crimes. ?️‍?     #TrateSeuPreconceito     #CombateÀHomofobia #HomofobiaÉDoença  #MG — com SESP – Secretaria de Estado de Segurança Pública e Secretaria de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania.”

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Fonte: Adnews
Por: Redação Adnews
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