Saúde Mental, Trump e Bolsonaro

Psiquiatras (EUA) são os responsáveis pela avaliação de Trump, agora em processo de impeachment. Psicanalista e professor da USP analisa clinicamente a figura do presidente Jair Bolsonaro.

O “narcisismo maligno” de Trump está se deteriorando

Psicanalista, professor titular da Universidade de São Paulo (USP), analisa clinicamente a figura do presidente Jair Bolsonaro. 

Sem a descriminalização da maconha, continuaremos como traficantes

STF vai julgar ‘só Deus sabe quando’ processo que pode descriminalizar porte de drogas para consumo pessoal. Tema que começou a ser julgado em 2015 segue estagnado desde então, e consumidores continuam sendo presos e condenados como traficantes

#PraCegoVer: ilustração de várias pessoas de costas, com as mãos algemadas para trás, enfileiradas lado a lado. Crédito da ilustração: Brian Stauffer para Human Rights Watch.

Sem a descriminalização da maconha, continuaremos como traficantes

Entre promessas de entrega de voto, retorno de julgamento e adiamentos,mais de duas dezenas de matérias, nos últimos 4 anos, colocaram o Recurso Extraordinário (RE) 635.659 em pauta, trazendo esperança a uma nova abordagem em relação ao porte de maconha e outras drogas na sociedade brasileira.

O julgamento, que estava com retorno previsto para 6 de novembro, foi retirado mais uma vez da pauta, sem previsão de retorno. Enquanto isso,sem uma definição de quantidade, consumidores seguem sendo acusados e condenados por tráfico de drogas, correndo riscos de morte e de serem enquadrados em outros crimes.

Afinal, o que é o RE 635.659?

Tudo começou em 2011, quandoFrancisco Benedito de Souza foi pego com 3 gramas de maconha dentro de uma cela de uma penitenciária em Diadema (SP). A Defensoria-Pública de São Paulo foi responsável por entrar com o Recurso Extraordinário (RE) 635.659, que pede a inconstitucionalidade do artigo 28 com a justificativa que o mesmo ofende as garantias da inviolabilidade da intimidade e da vida privada.

Após 4 anos,no segundo semestre de 2015, o RE entrou na pauta do STF, que ficou responsável por julgá-lo– e cuja decisão seria replicada para todos os casos semelhantes em todo o território nacional. Em outras palavras: se decidissem por julgar o art. 28 como inconstitucional, já que o tema foi considerado de grande repercussão, relevância social e jurídica, grande parte dos consumidores e acusados por tráfico seriam tratados de forma diferente.

Após diversas sessões – as quais a Smoke Buddies acompanhou do começo ao fim, sem tirar os olhos da tela, e que levaram milhares de brasileiros a sintonizarem na TV Senado –, os ministrosGilmar MendesEdson FachinLuís Roberto Barrosodeclaram seus votos a favor da descriminalização do porte de maconha, para a alegria de todos.3×0: tem como não ficar feliz, viajando nas mudanças que estavam a alguns passos de ocorrer?

Porém,quando a esmola é muita, o santo desconfia. No dia 9 de setembro de 2015, quando o RE 635.659 chegou nas mãos do ministro Teori Zavascki, o processo foi freado.Teori pediu vista, requisitando mais tempo para analisar o assunto. Na época,tentamos contato com o gabinete, mas não tivemos resposta. Tudo indicava que não havia previsão de retomada do julgamento, o que, por fim, se confirmou:mais de um ano depois do pedido de vista, morre tragicamenteo ministroTeori Zavascki, em janeiro de 2017, sem efetuar a entrega do seu voto.

Herdando a cadeira e processos de Teori, Alexandre de Moraes, indicado pelo ex-presidente Michel Temer,liberou seu votoem 23 de novembro de 2018, depois de um hiato de quase dois anos. Por fim,com o processo liberado, aguardamos meses na expectativa de entrada da matéria na pauta de julgamentos do Supremo, o que até ocorreu, por duas vezes, mas foi, por duas vezes também, adiada pelo presidente da Casa, o ministro Dias Toffoli: uma, em junho, por conta do julgamento pela criminalização da homofobia e outra, em novembro, por conta da prisão em segunda instância.

Negligência Suprema

A negligência do Supremo Tribunal Federal sobre a descriminalização do porte de drogas para consumo pessoal vai além do que muitos imaginam que é a restrição da liberdade individual da pessoa que escolheu consumir maconha, por exemplo.

Em um breve resumo histórico, que pode ser verificado com uma rápida consulta noGoogle,que lista quase 600 mil resultados, é perceptível que no Brasila proibição da maconha e de outras drogas é de cunho racista.

Atualmente, o uso de drogas não é crime, mas, se não for para uso pessoal, o porte de entorpecentes é.E a distinção entre uso e tráfico fica a cargo do juiz,que determina caso a caso se o usuário pego com drogas pode ser liberado sem punição, ou depois de uma advertência, ou se cabe uma pena mais grave, como a prestação de serviços, ou mesmo penas por tráfico de drogas.Entretanto, a condenação pelo porte de drogas para uso pessoal “ofende o princípio da intimidade e vida privada”, garantido pelo artigo 5º da Constituição Federal.

Já é mais do que sabido que o porte de drogas para uso próprio não afronta a chamada “saúde pública”, mas apenas, e quando muito, a saúde pessoal do próprio usuário. A Lei de drogas e suas aplicações no Brasil continuarão obscuras e dúbias enquanto não houver uma definição clara sobre o tema, e jovens, sobretudo osnegros e pobres, pegos com pequenas quantidades de maconha continuarão sendoencarcerados em massa,tratados como traficantes, assim como as mulheresem condições mais vulneráveis, que superlotam as penitenciárias – segundo o INFOPEN (2018), “crimes relacionados ao tráfico de drogas correspondem a 62% das incidências penais pelas quais as mulheres privadas de liberdade foram condenadas ou aguardam julgamento em 2016”.

Assim continuamos todos, ou quase todos, traficantes

Deixemos a hipocrisia de lado e falemos da realidade que, por algumas vezes, já fora explanada até pelo Dr. Drauzio Varella:TODO USUÁRIO DE DROGAS ILÍCITAS– graças a atual lei –É UM POTENCIAL TRAFICANTE. Assim é a realidade de uma parcela de quem consome substâncias ilícitas no Brasil que, para minimizar danos e riscos, como abordagem policial, fazem ou pedem a amigos para “fazer o corre”, ou seja, comprar a droga.

Se chocou? Que bom, esse é o objetivo.Afinal, essa é a real de quem consome e é assim que uma parcela dos consumidores são vistos pelos agentes da lei e pelos juízes, que definem a vida de uma pessoa com base em achismos, provas fracas, testemunhos de policiais e, muitas vezes, cor da pele e classe social.

Hoje,quando uma pessoa é flagrada portando drogas, nos deparamos com dois cenários:se for branco e morador de área nobre, flagrado com algumas trouxinhas de maconha,possivelmente será conduzido a uma delegacia e assinará como um usuário, masquando a cor da pele é diferente a realidade é outra.

Negro e pobre, próximo de alguma periferia, possivelmente será detido como acusado de tráfico de drogas e aguardará, com risco de morte, por tempo indeterminado(apesar do sistema judiciário determinar diferente, essa é a realidade) um julgamento que poderá condená-lo como traficante, além de outros crimes.

Mas, você deve estar se perguntando:como assim, a pessoa foi pega com 5 trouxinhas de maconha e pode acabar condenada por outros crimes, e ainda corre risco de morte?

Sim, infelizmente essa é a realidade.A pessoa acusada, diante da superlotação das celas das cadeias e da demora do julgamento, é transferida para uma penitenciária super lotada, com seus pátios e celas comandadas por facções e pessoas que cometeram crimes violentos.Advinha só, tal como vemos nos seriados e com um cenário infinitamente pior, muitas vezes, para se manter vivo lá dentro é necessário cometer crimes. Logo, um mero consumidor de maconha pode ter dois finais: adicionar mais um crime a sua lista de condenações ou terminar de forma pior:morto. Como foi o caso de um dos mortos no massacre de 55 presos, que ocorreu em um presídio em Manaus, em maio deste ano: um usuário acusado de tráfico que não teve tempo de ser julgado, como relatou o magistrado Luís Carlos Valois., como relatou o magistrado Luís Carlos Valois.Como foi o caso de Fonte:Smoke Buddies

“Sou preguiçosa e me orgulho disso”

Pesquisa, por escaneamento cerebral, do Instituto de Neurociência Cognitiva da Universidade de Oxford na Inglaterra, concluiu que em situações de  esforço para obter uma recompensa, os cérebros das pessoas apáticas eram mais ativos do que os das pessoas motivadas.

Gransbury es actriz de profesión en Melbourne, Australia

“Soy perezosa y estoy orgullosa de ello”: la mujer que asegura que la pereza no es mala

Lucy Gransbury ha aprendido a llevar su vida por la ley del mínimo esfuerzo.Para ella eso es un reconocimiento a su eficiencia al resolver problemas y hacer tareas, y que sabe administrar su energía.

Lucy Gransbury confiesa que es una “persona perezosa” y se siente “orgullosa” de ello.

“No nos gusta causar drama porque no queremos molestarnos en lidiar con eso”, dice Lucy al hablar de sí misma y de otras personas perezosas que conoce.

¿Te suena familiar?

Bueno, si tú eres propenso a la pereza -la aversión o indisposición a esforzarse- te puedes sentir culpable por tu comportamiento.

Pero tal vez deberías pensarlo dos veces.

Gransbury, quien trabaja como actriz en Melbourne, Australia, argumenta que ser perezosa no es tan malo como se piensa y las investigaciones en la materia la respaldan.

“La gente perezosa merece más crédito. Encontramos el camino más eficiente al objetivo, y no vamos a perder el tiempo tomando el camino complicado”, dice Gransbury.

Reconoce que la pereza se ve sobre todo como un comportamiento negativo, pero ella sostiene que el ser perezoso debe ser visto como un atributo positivo.

Hace a las personas mejores en priorizar las tareas, más eficientes con su energía, y ayuda a encontrar la manera más rápida de hacer un trabajo de una sola vez.

Pereza o atajos

Al observar algunos atajos que toma Lucy para enfrentar las tareas cotidianas que son aburridas, se puede juzgar si es pereza o eficiencia.

Uno es limpiar la ducha mientras todavía la está usando; planchar solo con el aire cuando se está secando la ropa; hacer la cama mientras se encuentra todavía en ella haciendo una serie de movimientos de estrellas de mar o patadas hasta que todas las sábanas caen en su lugar… o saber exactamente qué toma corriente es la adecuado para enchufar la aspiradora para evitar perder tiempo.

¿Madre de la invención?

Gransbury asegura que muchos grandes inventos fueron motivados por la pereza.

“La rueda fue algo grande. La inventaron debido a que era demasiado difícil arrastrar cosas por todas partes… Las invenciones son en realidad un método de conveniencia. Como el teléfono, pues tomaba demasiado tiempo caminar hasta la casa del vecino y saludar”, dice.

Y no está sola en este razonamiento.

El fundador de Microsoft, Bill Gates, es a menudo citado por decir que él contrataría a una persona perezosa para hacer un trabajo duro, ya que esa persona encontraría la manera más fácil de hacerlo.

La pereza hace trabajar al cerebro

Una investigación del profesor Masud Husain en la Universidad de Oxford (Reino Unido) sugiere que ser perezoso podría hacer que el cerebro trabaje más, lo cual respalda la teoría de Lucy.

Husain diseñó un experimento para ver las diferencias que podría haber entre los cerebros de las personas perezosas y las que no lo son.

Varias personas fueron puestos a prueba después de ser clasificados en categorías: motivados, apáticos y un punto medio.

“Les pedimos que hicieran una prueba que les hacía decidir si vale la pena un esfuerzo físico por una recompensa en concreto”, explica.

Quizás no fue una sorpresa que el grupo perezoso fuera menos propenso a esforzarse para obtener una recompensa, pero cuando los escáneres cerebrales revelaron por qué, los científicos se sorprendieron.

“Los cerebros de las personas apáticas eran diferentes de los que estaban más motivados, no en términos de estructura, sino en términos del nivel de actividad que esos cerebros mostraban cuando tomaban estas decisiones”, explica Husain, profesor de Neurociencia Cognitiva en Oxford.

“Sorprendentemente, encontramos que los cerebros de las personas apáticas eran en realidad más activos en esas circunstancias que los cerebros de las personas motivadas”, continúa.

“Era como si les fuera más difícil tomar esa decisión. Y había un costo más alto para sus cerebros en términos de tratar de determinar si valía la pena o no”, añade.

El profesor explica que eso representa “un trabajo mucho más difícil” que el realizado por el cerebro de las personas que están más motivadas.

“Por supuesto, la actividad cerebral tiene un costo. Quemas combustible, quemas azúcar en el cerebro para tomar estas decisiones: cuando tus neuronas están activas, están consumiendo combustible”.

Entonces, si los cerebros de las personas perezosas queman más energía mientras están ocupados decidiendo lo que van a hacer, ¿por qué la pereza se considera un comportamiento negativo?

Adoctrinamiento

Catherine Carr, de la BBC, analizó por qué la sociedad en su conjunto desprecia la pereza en el programa de radio del Servicio Mundial de la BBC “The Why Factor“.

En un campamento militar de entrenamiento físico en Cambridge, en Reino Unido, una mujer que asistía a la clase de acondicionamiento físico le dijo a Catherine que acostumbraba a hacer flexiones en un parque frío, en lugar de pasar una mañana perezosa en la cama, porque “le encanta y es un buen comienzo de su día”.

Pero, ¿por qué se percibe esto como algo positivo, y no quedarse en casa?

Un hombre le dijo a Catherine que es lo que te enseñan a creer desde la infancia.

“Es moralmente incorrecto. Me han adoctrinado para creer que tienes que estar haciendo algo, constantemente. Creo que mis padres y la sociedad me lo impusieron. Deberías estar constantemente haciendo cosas, logrando cosas”, manifiesta.

Otra mujer de la clase estuvo de acuerdo.

“La perspectiva de la sociedad es que la pereza es algo malo. La verdad es que, cuando era niña, nunca se nos permitía recostarnos porque eso se consideraba malo. Mis padres siempre nos despertaban temprano en la mañana y los fines de semana porque teníamos que ‘levantarnos y hacer cosas’”.

“Pereza criminal”

Anastasia Burge, quien enseña e investiga filosofía en la Universidad de Cambridge, reconoce que esta actitud ha sido tan fuerte en el pasado que incluso las personas han sido severamente castigadas por tener flojera.

“En la antigua Unión Soviética procesaban a las personas por lo que llamaron parasitismo social, que en realidad era una especie de pereza criminal”.

“El poeta Joseph Brodsky -que llegó a ser premio Nobel tras dejar la URSS- fue cuestionado en un juicio: ‘¿Qué haces? ¿Cuál es tu trabajo? ¿Cuál es tu profesión?’”, cuenta Burge.

“Él respondió ‘Soy poeta’. Eso fue completamente incomprensible para los jueces, por lo que terminó siendo enviado a hacer trabajos forzados y forzado a exiliarse de la Unión Soviética para que se fuera a un lugar donde hubiera espacio para la poesía”.

Se trata de la salud mental

Son exactamente estas actitudes las que para Gransbury forman parte de una mentalidad del pasado y son un peligro para la salud mental.

“Creo que desconectarse y tener tiempo de inactividad es una gran parte de dejar que tu cerebro se apague, que tu cuerpo se apague; lo que significa realizar una siesta o acostarse en el sofá”, dice.

“Nuestra generación realmente incorpora estos momentos de cuidarse a uno mismo y preocuparse de la salud mental de cada uno, lo que para, algunas personas, puede significar ser perezoso por un corto periodo de tiempo”.

“Creo que es más probable que nuestra generación lo acepte y hable de ello que quizás las generaciones anteriores, para las que lo que se compensaba realmente era trabajar duro. Nuestra generación se está cuidando a sí misma”, opina.

En estos días, dice, se trabaja duro y no se cosechan el tipo de recompensas que solía haber.

“No podemos pagar nuestras hipotecas incluso después de trabajar durante 60 años”.

Gransbury no solo no se disculpa por ser lo que muchos consideran “perezosa”, sino que alienta a otros de su generación a seguir su ejemplo.

“Nos estamos moviendo más hacia reflexionar qué tipo de estilo de vida podemos mantener y somos capaces de hacerlo el resto de nuestra vida. Y eso incluye cuidar de uno mismo y ser conscientes de nuestro cuerpos y nuestra mentes, y eso incluye tomarse un descanso”.

Este texto es una adaptación del programa de radio del Servicio Mundial de la BBC “The Why Factor“.
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Os refrigerantes podem ser tão viciantes quanto a cocaína

Sua marca favorita de refrigerantes foi projetada com a quantidade certa de adoçante, cafeína e carbonatação, para que você sempre queira beber.

¿Qué hace que los refrescos sean tan adictivos? (Pueden ser más gratificantes que la cocaína)

(CNN) —Reducir los refrescos de tu dieta es una forma rápida de mejorar tu salud y perder peso, eso probablemente ya lo sepas.

Pero en realidad renunciar a tu hábito de beber gaseosas no siempre es una tarea fácil. Mientras que algunas personas pueden funcionar bien sin refrescos, otras encuentran que necesitan su dosis a partir del desayuno.

Y no solo estamos hablando del tipo azucarado. Para algunos, un ritual diario de refrescos incluye tomar varias latas de bebidas endulzadas artificialmente,que no son mucho mejores.

Entonces, ¿qué tiene el refresco, tanto regular como dietético, que lo hace tan adictivo?

Según Gary Wenk, director de programas de pregrado en neurociencia de la Universidad Estatal de Ohio y autor de “Your Brain on Food”, todo está en el diseño de la bebida. Tu marca favorita de bebidas gaseosas está diseñada con la cantidad justa de edulcorante, cafeína y carbonatación para que siempre quieras tomarla.

El factor azúcar

Considera el hecho de que una lata de 12 onzas de Coca-Cola tiene la gran cantidad de39 gramos de azúcar, lo que equivale a unas 10 cucharaditas, ymás de lo que deberíamos consumir en un día entero.

Pero ese torrente de dulzura también parece activar los mismos centros de recompensa en el cerebro que las drogas, explicó Wenk. Se desencadena la liberación del químico cerebral dopaminaen una región conocida como el núcleo accumbens, y como resultado sentimos euforia.

“El azúcar en las bebidas… atraviesa el cerebro, obtienes la dopamina que te recompensa, y luego el efecto del aumento de dopamina desaparece casi tan rápido como llegó, dejando a tu cerebro con ganas de más”, dijo Wenk.

De hecho, una revisiónconcluyóque el azúcar puede ser incluso más gratificante y atractivo que la cocaína.

Pero satisfacer ese deseo de más azúcar puede conducir a mayores antojos.

“Mientras más gaseosas bebas, mayor será la ‘recompensa’ y, como sucedería con las cosas más placenteras, desarrollamos una afinidad y queremos aún más de ellas”, dijo Cordialis Msora-Kasago, nutricionista y portavoz de la Academia de Nutrición y Dietética.

Un golpe de cafeína

El azúcar no es el único ingrediente culpable cuando se trata de las cualidades adictivas de los refrescos.

También hay cafeína, que es un estimulante, “y nuestro cerebro anhela cosas que lo estimulen”, continuó. Según Wenk, la cafeína no solo acelera nuestro pensamiento, sino que también tiene su propia capacidad única para activar las vías de recompensa que involucran dopamina.

“La cafeína es uno de los psicoestimulantes más consumidos en el mundo… y tiene una propiedad adictiva”, dijo la doctora Marilyn Cornelis, profesora asistente de medicina preventiva en la Universidad Northwestern. “[Con los refrescos], estamos obteniendo un alto contenido de azúcar combinado con cafeína, y eso es una sensación bastante buena que podría hacer que consumas más al día siguiente u otra vez”.

Cuando se consume regularmente, las personas a menudo comienzan a depender de la cafeína para aumentar la atención, el estado de alerta y la energía, según Msora-Kasago. “Pueden sentirse dependientes de él e incluso experimentar signos de abstinencia, como dolores de cabeza y poca concentración, cuando no lo tienen”, dijo.

El factor efervescente

Hay otro elemento que juega un papel muy importante en el atractivo de los refrescos: lo efervescente. “Si tomas Coca-Cola y la dejas abierta durante un día más o menos, ¿cuánto te gustaría beberla?”, dijo Wenk.

De hecho, la carbonatación hace que cualquier bebida sea mucho más adictiva, según Wenk.

Esas burbujas agregan una pequeña cantidad de acidez, que cuando se combina con azúcar intensifica la sensación de “recompensa” eufórica, explicó Wenk. La carbonatación también tiene la capacidad dehacer que el azúcar se quede en un segundo plano, lo que no quiere decir que el azúcar aún no ejerza sus efectos placenteros, sino que las burbujas amortiguan el sabor dulce lo suficiente como para hacerte desear aún más.

Sin azúcar, los mismos problemas

Aunque los refrescos de dieta reemplazan el azúcar real con edulcorantes artificiales, estos pueden tener sus propias características adictivas. Según Msora-Kasago, desencadenan receptores de sabor que registran la dulzura y esperan azúcar, esencialmente preparando al cerebro para una recompensa que nunca llega.

Y cuando “el cerebro no obtiene la recompensa que quiere de su bebida, el azúcar real, dice: ‘ve y tráeme algo más’”, dijo Wenk.

Y, al igual que con los refrescos normales, la carbonatación agrava el efecto de los edulcorantes artificiales: atenúa el sabor lo suficiente como para intensificar nuestros antojos y abrir otra lata.

Rituales y genes

Pero, ¿por qué algunas personas parecen anhelar un refresco tras otro, mientras que otras pueden tener solo una y estar satisfechas? Puede tener que ver con algunos de los aspectos rituales del consumo de refrescos, que también juegan un papel en la química de nuestro cerebro. Todo, desde escuchar el pop y la efervescencia de la carbonatación hasta ver las palabras “dieta” escritas en una lata, un aspecto de recompensa en sí mismo por participar en lo que quizá se considera un comportamiento “virtuoso”, puede aumentar la actividad de la dopamina.

“Incluso antes de recibir esa primera dosis de cafeína en el cerebro, ya sientes la recompensa”, dijo Wenk.

Y esa expectativa ayuda a establecer un hábito. “[Las personas] estudian a altas horas de la noche, conducen a casa o se dirigen a una reunión, y esa lata de refresco es lo único que las mantiene alerta y comprometidas”, dijo Msora-Kasago.

Los refrescos de dieta en particular pueden volverse adictivos cuando se consideran la opción “más saludable”. Por ejemplo, es común reemplazar un hábito de refresco regular con refresco de dieta, lo que reduce la ingesta de calorías sin renunciar al hábito de refresco real, explicó Msora-Kasago.

Y al menos unestudiosugiere que puede haber fundamentos genéticos relacionados con nuestro deseo de consumir bebidas dulces. En el estudio, las personas que tenían una variante en un gen conocido como FTO, que anteriormente se había relacionado con un menor riesgo de obesidad, sorprendentemente tenían una afinidad por las bebidas endulzadas.

“Las personas con esta variante FTO tienen más probabilidades de beber más refrescos”, explicó Cornelis, coautora del estudio. Aunque el vínculo para reducir el riesgo de obesidad es contraintuitivo, es “una tendencia similar observada por otros científicos” y algo que los investigadores todavía están tratando de entender, según Cornelis. Alrededor de 20% al 30% de la población tiene la variante genética.

Cambiar el hábito

Si en ocasiones tomas un refresco, digamos algunas veces al mes, no hay de qué preocuparse. Pero si tomas más de un refresco por día, podrías estar en riesgo de sufrir afecciones de salud que incluyen obesidad, enfermedades cardíacas y diabetes tipo 2, según Msora-Kasago. Y beber refrescos de dieta también conlleva riesgos: consumir solo una lata por día se ha relacionado con unmayor riesgo de accidente cerebrovascular y demencia.

“La clave es encontrar (otra) bebida que disfrutes”, dijo Msora-Kasago. “La leche sin azúcar siempre es un buen lugar para comenzar porque además de calmar la sed, la leche proporciona muchos nutrientes importantes, como proteínas y calcio”.

Para una opción baja en calorías, puedes disfrutar de una taza de té sin azúcar, que agrega sabor y estimula los antioxidantes que combaten las enfermedades.

Y el agua sigue siendo la bebida probada y verdadera para una mejor salud. Si no ye gusta el agua sin gas, Msora-Kasago recomienda encontrar un agua con gas sin azúcar que te guste, o hacer su propio spritzer mezclando tres partes de agua con gas con una parte de jugo de frutas o vegetales.

Si estás bebiendo refrescos para aumentar la energía durante el día, es posible que desees controlar tu sueño. Lainvestigaciónsugiere que puede haber un vínculo entre dormir menos de 5 horas por día y beber más refrescos azucarados y con cafeína, explicó Msora-Kasago.

Pero si dormir lo suficiente realmente te desanimará de ir por esa lata de cola es mucho menos definitivo. “El cerebro bien descansado lo alentará a beber tanto refresco como un cerebro somnoliento”, dijo Wenk.

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Fonte: CNN
Por: Lisa Drayer
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Guia alimentar brasileiro é o melhor…com protestos da indústria de alimentos

Foram analisados guias de outros 11 países: Austrália, Reino Unido, Estados Unidos, Holanda, Países Nórdicos, Suécia (que tem um guia independente dos outros nórdicos) Albânia, São Vicente e Granadinas, Granada, Catar e Tailândia.

Notas de cada um dos guias alimentares nacionais participantes | Foto: Reprodução – Ahmed et al

Estudo considera Guia brasileiro o melhor ao relacionar alimentação e sustentabilidade

O documento recebeu a maior nota em um comparativo que analisou 32 parâmetros de sustentabilidade em guias alimentares de 12 países

Um estudo realizado por pesquisadoras de três universidades dos Estados Unidos considerou o Guia Alimentar para a População Brasileira como o mais abrangente em relação à sustentabilidade. Além do brasileiro, publicado em 2014 pelo Ministério da Saúde, foram analisados os guias de outros 11 países, como Austrália, Reino Unido e Estados Unidos.

As pesquisadoras usaram um conceito ampliado de sustentabilidade, que leva em consideração não apenas os impactos ambientais da produção e do consumo de alimentos, mas aspectos econômicos, sociais, culturais e de saúde. Cada um dos 12 guias foi avaliado com base na presença de 32 parâmetros de sustentabilidade. A análise resultou em uma “nota” percentual para cada guia.

O brasileiro recebeu a maior: 74%. O segundo mais bem avaliado foi o guia australiano, com 69%. Todos os demais tiveram rendimento inferior a 50%. Das quatro dimensões principais estabelecidas pelo estudo — ecológica, econômica, de saúde humana e sociocultural e política — o guia brasileiro só não teve nota máxima na econômica.

Além dos países já citados, foram analisados Albânia, São Vicente e Granadinas, Granada, Catar, Holanda, Países Nórdicos, Suécia (que tem um guia independente dos outros nórdicos) e Tailândia.

Apesar do espaço amostral pequeno, as pesquisadoras ressaltam no estudo a superioridade do guia brasileiro em relação à sustentabilidade: “As diretrizes alimentares brasileiras, por exemplo, mencionam a importância de comprar alimentos sazonais e locais em várias páginas e em múltiplos contextos, enquanto as diretrizes de vários outros países, como Granada, mencionam essa subdimensão em uma extensão notavelmente menor.”

Selena Ahmed, Shauna Downs e Jessica Fanzo, autoras do estudo, escolheram os 12 participantes randomicamente em uma lista de 34 países de renda alta ou média-alta e que possuíam guias alimentares traduzidos para o inglês.

Para elas, os guias são ferramentas políticas com poder determinante sobre os padrões de consumo das populações e devem se adequar às novas demandas de sustentabilidade. “A incorporação efetiva de múltiplas dimensões da sustentabilidade em diretrizes alimentares tem o potencial de transformar os sistemas alimentares e permitir que os consumidores façam escolhas que sustentem a saúde planetária”, concluem.

Não é de hoje

Essa não é a primeira vez que as recomendações de sustentabilidade do guia brasileiro recebem menção honrosa da academia internacional. Em 2016, um relatório produzido por pesquisadores da Universidade de Oxford e publicado pela Agência das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) destacou o guia brasileiro como um dos mais sustentáveis do mundo.

O relatório ressalta que apesar de 83 países possuírem guias alimentares próprios, apenas quatro apresentam explicitamente questões de sustentabilidade: Brasil, Catar, Suécia e Alemanha. O guia brasileiro inova ao indicar que a população deve evitar o consumo de produtos ultraprocessados não somente pelos impactos negativos à saúde, mas também pelos impactos sociais e ambientais.

De acordo com os pesquisadores, existem fortes evidências de que dietas mais saudáveis tendem também a produzir menor impacto ambiental. Introduzir dimensões de sustentabilidade nos guias é, portanto, uma maneira de incentivar escolhas alimentares mais saudáveis.

O problema é que mesmo os guias mais preocupados com a sustentabilidade ainda se fiam majoritariamente em impactos ambientais, deixando de lado os efeitos sociais e econômicos das dietas, por exemplo. Neste sentido, o guia brasileiro é apontado como o único a apresentar uma visão mais completa do conceito de sustentabilidade.

O relatório aponta ainda a experiência de outros países que tentaram incluir, sem sucesso, parâmetros de sustentabilidade em seus guias, como Estados Unidos e Austrália. No caso dos EUA, a indústria reagiu fortemente quando o grupo de especialistas que revisa o guia alimentar a cada cinco anos apontou as correlações entre dietas saudáveis e sustentáveis. Frente aos protestos da indústria, o Departamento de Agricultura (USDA, na sigla em inglês) acatou o argumento de que a sustentabilidade extrapola a competência do documento e proibiu a inclusão.

Os protestos da indústria

Não foi diferente no Brasil. Nos meses que antecederam a publicação do Guia Alimentar para a População Brasileira, representantes da indústria de alimentos se esforçaram para barrar o documento. A principal crítica era ao segundo capítulo do guia, que usa a classificação NOVA, desenvolvida pelo médico Carlos Monteiro, professor da Faculdade de Saúde Pública da USP, para dividir os alimentos por grau e propósito de processamento.

O guia sempre foi uma pedra no sapato da indústria de alimentos, que não perde uma oportunidade de criticá-lo. Para desacreditar o documento vale tudo, até dizer que ele não traz informações — acredite — sobre sustentabilidade.

“Não sei se alguém aqui já teve a curiosidade de ler o guia brasileiro com esse olhar, mas ele não traz de maneira explícita essa questão da sustentabilidade.” A frase é de Fernanda Martins, gerente sênior de Saúde e Nutrição para América Latina da Unilever, dita a uma plateia de nutricionistas e estudantes de nutrição no último congresso da SBAN — Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição.

No mesmo evento, o médico e nutrólogo Carlos Alberto Nogueira, membro da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), registrou sua opinião sobre o guia brasileiro, mas de maneira velada. Falando sobre o guia holandês, ironizou: “Esse, diferente de outros por aí, não é um guia político e ideológico”.

No início de novembro, o Guia Alimentar para a População Brasileira completa cinco anos de existência. É um jovem que conquistou prestígio dentro e fora do Brasil, mas continua entalado na garganta da indústria.

Por:Victor Matioli
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Educação sexual na escola com ótimos resultados

Enfrentando os machistas, professor que implantou programa de Educação Sexual e Construção da Cidadania foi finalista ao prêmio de melhor professor do mundo. São aulas de duas horas semanais com apoio de políticos.

De 70 adolescentes grávidas a zero: como a educação sexual mudou a realidade de uma escola na Colômbia

No país onde algumas farmácias chegam a negar aos jovens anticoncepcionais, um professor conseguiu por meio de aulas de educação e cidadania romper com um panorama desolador

Quando em 2010 o professor Luis Miguel Bermúdez chegou à escola Gerardo Paredes, em um bairro problemático de Bogotá (Colômbia), o panorama era desolador. Em média 70 adolescentes, ignorantes no que se referia ao sexo, viam todos os anos seu futuro travado por uma gravidez não desejada, fruto muitas vezes de uma relação violenta. De modo que Bermúdez, que se doutorou com uma tese sobre o assunto, colocou mãos à obra e em 2014 mudou o programa do colégio. Hoje o finalista do Global Teacher Prize 2017 (prêmio ao melhor professor do mundo) se orgulha de que as meninas educadas nesse formato não são mães, ainda que recebam gestantes que temem ser estigmatizadas em suas escolas. O cenário não é o mais favorável. Não em Suba Rincón, onde existem quadrilhas, tráfico de drogas, pobreza extrema e violência intrafamiliar. E em toda Colômbia, onde algumas farmácias negam aos jovens os anticoncepcionais.

As escolas colombianas têm certa liberdade para escolher seu programa, de modo que no Gerardo Paredes recebem aulas de Educação Sexual e Construção da Cidadania – duas horas semanais no caso dos mais velhos – e a intenção é reforçar a instrução a partir da pré-escola, quando são instaurados os papéis de gêneros.

Bermúdez não encontrou oposição na ala política – foi reconhecido como melhor professor da Colômbia em 2017 – em um país em que o aborto é proibido. Também não teve problemas no sentido de recusa das famílias – como ele esperava –, mas sim por parte de suas colegas que limitam o sexo a uma prática para se ter filhos. Ele forma outros professores para estender seu currículo, “precisam começar por eliminar preconceitos machistas”.

A questão fundamental, acredita, está em que a escola trabalhe em parceria com o Serviço Público de Saúde para programar a prevenção à gravidez. “Na Colômbia o direito a planejar não é respeitado. A menina que mantém relações é estigmatizada, as mães não querem que suas filhas se reúnam… E assim essa barreira desaparece”, diz Bermúdez, que ensina a essas alunas a serem donas de seus corpos, a ter prazer com o sexo sem preconceitos e a deter a violência de gênero muito instaurada e da qual não são conscientes. “As mães adolescentes, das quais se espera uma atitude abnegada, acabam sendo exploradas por seus filhos”.

O professor não culpabiliza os adolescentes, e sim a sociedade machista. “Um garoto de 15 anos que não tem namorada é incitado por sua família a ter relações sem receber educação. É o rito de passagem a nossa hombridade”, diz Bermúdez. E enumera as melhorias no colégio: com menos gravidezes a evasão escolar diminuiu, menos garotas trabalham e a convivência melhorou.

O educador exporta seu modelo que não é único em Bogotá. A capital, com sete milhões de habitantes, conseguiu reduzir em quatro anos (2014-2018) de 417 nascimentos anuais de mães de 10 a 14 anos a 274, e de 16.747 mulheres de 15 a 19 anos a 10.675. Os dados colombianos estão bem distantes dos espanhóis onde, com uma população de 46 milhões, nasceram 43 bebês de mães menores de 15 anos em 2018, e 556 de mães de 16 a 19 anos.

A Catalunha começou neste ano um projeto piloto de educação afetiva e sexual no Ensino Fundamental em 300 colégios e Navarra implantou no ano passado um programa parecido a partir da infância muito contestado pelos partidos conservadores, que veem “uma tentativa de doutrinar as crianças em ideologia de gênero”.

No Brasil, apesar de os dados mostrarem uma tendência de queda, a gravidez na adolecência está acima da média dos países latino americanos. Informações do Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (SINASC) apontam que entre os anos de 2000 a 2016, o número de casos de gravidez na adolescência (10 a 19 anos) teve redução de 33%, de 750.537 nascimentos e para 501.385 nascimentos. Dados preliminares mostram que nasceram 480.211 crianças filhas de mães entre 10 e 19 anos em 2017 e 394.717 em 2018.

Na Cúpula de Líderes pela Educação, organizada pela revista Semana e que contou com a participação a convite do EL PAÍS, dois dos candidatos à prefeitura de Bogotá em 29 de outubro analisaram essa bem-sucedida diminuição nas gravidezes. “O ciclo se repete. Há 50% de possibilidades de que uma mãe adolescente tenha uma filha mãe adolescente. É preciso continuar trabalhando com informação e formação. Na plataforma municipal foram feitas um milhão de consultas e podem ser pedidas consultas presenciais anônimas. Uma questão fundamental é incluir os pais no programa”, disse o conservador Miguel Uribe. E a candidata progressista Claudia López acrescentou: “Os dados de gravidez adolescente são maiores nos colégios públicos por um problema com as famílias e o acesso à informação. Encontramos os caminhos, agora precisamos de funcionários e orçamentos”.

O que ocorre no teu corpo durante um toque íntimo. Contaremos tudo

Na escola deveriam ensinar além do funcionamento do corpo, o que ocorre durante o sexo. Isto permitiria entender porque vítimas de abuso sexual podem ter orgasmo e sentem culpa.

¿QUÉ LE PASA A TU CUERPO DURANTE LA CARICIA? TE CONTAMOS TODITO

Seguro te ha pasado que una persona y tú se atraen muchísimo: comienzan esas cosquillitas en la panza que poco a poco se extienden por todo el cuerpo y, si todo sale bien y ambos lo desean, llega La Caricia.
Cool, ¿no? Claro, tener relaciones sexuales es tan natural como comer, pero no sólo es “mete-saca” y sanseacabó.
En nuestro cuerpo ocurren miles de estímulos y reacciones que hacen que coger sea una experiencia increíble.
Y como nadita se escapa de los ojos de la ciencia, hay investigaciones interesantísimas sobre qué ocurre en nuestro cuerpo cuando tenemosrelaciones sexuales.
¿Quién analizó primero el cuerpo humano durante las relaciones sexuales?
A mediados del siglo pasado, William Masters y Virginia Johnson observaron y estudiaron científicamente más de 10,000 actos sexuales para conocer a detalle la reacción fisiológica del cuerpo durante el sexo.
La investigación tuvo un origen curioso: Masters, quien era ginecólogo, le pagaba a trabajadoras sexuales para que le permitieran esconderse en un clóset mientras observaba y registraba todo lo que pudiera de los encuentros que ellas tenían con sus clientes: tiempos de excitación, duración del orgasmo, etc.
Tiempo después, él y Johnson, su entonces asistente, montaron un laboratorio donde lograron medir la respuesta fisiológica de cientos de personas que se masturbaron o tuvieron relaciones sexuales frente a ellos, todo en nombre de la ciencia.
A través de sus investigaciones, Masters y Johnson describieron la llamada “respuesta sexual humana”*, que son las reacciones corporales que ocurren durante la actividad sexual.
Ellos describieron cuatro fases: excitación, meseta, orgasmo y resolución. Tiempo después se le agregaron otras dos que también mencionaré: estímulo sexual efectivo y periodo refractario.
[*Existe otra investigadora importante que también diseñó su propio modelo de respuesta sexual humana, Helen Kaplan, pero por la extensión del texto, no hablaré de su teoría. Quizás después.]
Estímulo sexual efectivo
El estímulo sexual efectivo (ESE) es todo estímulo que produce excitación.
El ESE no aparecía originalmente en el modelo de Masters yJohnson, sino que fue agregado por el mexicano Juan Luis Álvarez-Gayou años después.
Hay de dos tipos: psíquicos, que pueden ser desde ver una persona desnuda, escuchar una canción, o a tus vecinos, o tener una fantasía sexual; y reflexogénicos, que son estimulación directa al cuerpo.
Los reflexogénicos, a su vez, se dividen en dos: exteroceptivos, aquellos que estimulan externamente el cuerpo; e interoceptivos que es por ejemplo, tener una erección en la mañana provocada por nervios que se tocan al tener una vejiga llena.
Hay tantos ESEs como personas en el mundo y su diversidad es inagotable. Al hablar de las cosas que nos excitan, siempre hay que tener en cuenta algo: si algo me prende, existe al menos otra persona en el mundo que también se excitará con lo mismo.
Excitación
La excitación se desata por un ESE y se trata de, básicamente, tu cuerpo poniéndose en disposición de tener actividad sexual.
Las personas con pene tendrán una erección, sus testículos se elevarán hacia el perineo, el escroto se tensará y engrosará.
Las personas con vulva lubricarán, sus clítoris tendrán una erección —porque sí, los clítoris también se erectan—, incrementará el tamaño de sus pechos, los labios mayores se engrosarán, los labios menores se abrirán para exponer la vagina que ahora tendrá un color más oscuro y se habrán alargado sus primeros dos tercios internos y se iniciará la verticalización del útero.
Además de esto, todas las personas experimentarán erección de pezones, aumentarán su presión sanguínea y tendrán una ligera taquicardia.
Algo importante: en los cuerpos con pene, la sangre solo se irradia hacia ese órgano, pero en los cuerpos con clítoris la sangre se irá hacia toda la vulva, lo que hace que muchas mujeres, personas no binarias u hombres trans tarden un poco más en excitarse. O sea: fajen mucho, amigues  El juego previo salva vidas… Y orgasmos.
Meseta
Esta es la etapa del los besos largos, del faje, del sexo oral, de la masturbación, del coito y de todo antes del orgasmo
 Aquí, habrá rubor sexual en el cuerpo —que es un enrojecimiento en la piel de pecho a brazos a rostro que es la señal del cuerpo de, oh sí, hoy hubo suerte—, la respiración se volverá agitada, rápida y profunda, aumentará el diámetro del pene y de las mamas, se incrementará la coloración del glande y de los labios menores (así como su tamaño), se elevarán los testículos y aumentarán de tamaño, el clítoris comenzará a retraerse, el útero continuará su verticalización, la vagina se alargará un poco más, aumentará la lubricación, tu corazón podrá llegar a latir hasta a 175 latidos por minuto y comenzarás a tener contracciones musculares un tanto intensas que se sentirán bien.
Conforme avanza la meseta —y déjenla avanzar, denle chance, ábranle paso, disfruten su existencia—  nos acercamos al momento favorito de toda relación y esto eeeees:
¡Orgasmo (s)!
En el orgasmo habrán fuertes espasmos de grupos musculares, se tendrán alrededor de 40 respiraciones por minuto y la frecuencia cardiaca podrá aumentar hasta 180 latidos por minuto.
Las sensaciones placenteras suelen concentrarse en la zona genital —pene, próstata y vesículas seminales o clítoris, vagina y útero—.
Durante el orgasmo, las gran mayoría de personas con pene eyacularán —aunque es posible separar ambas respuestas, por ejemplo, con orgasmos prostáticos o con sexo tántrico—  y, en algunas ocasiones, también lo harán algunas personas con vulva —aunque la eyaculación no se presenta siempre junto al orgasmo—.
(Si te estás preguntando qué onda con los orgasmos múltiples, sigue leyendo…)
Resolución
La resolución es ese momento post-orgasmo también conocido como “NO ME TOQUES” o “VEN Y ABRÁZAME” o “¿Y si ya nos vamos a dormir?”.
Durante la resolución te relajarás leeeeeentamente durante unos diez o quince minutos.
Tu cuerpo regresará al estado previo a la excitación: el pene y el clítoris perderán su erección, los órganos que se inflamaron soltarán la sangre acumulada, puede que tengas alguna contracción muscular que se sienta rico, posiblemente te den ganas de orinar debido a la vasopresina y puede que te dé algo de sueño, por eso es tan rico dormir después de La Caricia.
Periodo refractario
¿Ubicas cómo después de tener un orgasmo se te van las ganas de seguir cogiendo? Esto es por el periodo refractario, que se refiere al tiempo que tardas en volver a excitarte.
Algo curioso es que para las personas con pene suele ser un poco largo, mientras que para un buen número de personas con vulva el periodo refractario o no existe o es súper corto: de ahí que muchas puedan tener múltiples orgasmos en una sola relación sexual, incluso seguidos.
El periodo refractario varía de persona a persona y de situación a situación y suele aumentar con la edad.
Algunas personas tendrán un periodo refractario mínimo y podrán tener un orgasmo y seguir teniendo relaciones sexuales toda la noche, otras —y me incluyo acá— necesitarán de mucho tiempo de recuperación antes de volver a excitarse, incluso días o semanas.
Debido a la diversidad de los cuerpos y de respuestas, no hay tiempo de espera “normal”. Lo que a ti te funcione está bien.
 
¿Por qué es importante conocer la respuesta sexual humana? 
Porque es una función natural, sorprendente y maravillosa de nuestros cuerpos.
Porque en la escuela nos enseñan sobre el funcionamiento del cuerpo, pero deliberamente se omite el conocimiento que existe sobre lo que nos ocurre durante el sexo.
 
Porque muchas víctimas de abuso sexual sienten culpa por excitarse —e incluso, tener un orgasmo— durante el abuso sin saber que eso sucede porque el cuerpo es cuerpo y está diseñado para responder a estímulos muchas veces sin importar si existe deseo, consentimiento o voluntad.
 
Porque hay personas que viven con la angustia de no sentirse suficientes por no tener tanto deseo como su pareja, cuando podría ser solo cuestión de tener un periodo refractario más largo.
 
Porque hay quien nunca descubre sus estímulos sexuales efectivos y muere sin conocer aquellas cosas que pudieron haber hecho de su vida sexual algo más rico.
 
Porque son nuestros cuerpos y tenemos derecho a conocerlos.
 
Como dijo Paracelso: “Quien no conoce nada, no ama nada”. Conocer a nuestro cuerpo es otra forma de amarlo.

“Mulheres não podem ser mais inteligentes do que seus maridos”

“A felicidade das mulheres decorre da submissão ao esposo. Se o marido não for a cabeça do casamento, isto trará infelicidade para as mulheres.”

Las chicas deberían saltarse la universidad para no ser más inteligentes que sus maridos: Iglesia Universal

En una prédica de la Iglesia Universal del Reino de Dios, su fundador y principal Obispo, Edir Macedo, alertó contra la educación universitaria de las mujeres.

En un vídeo de redes sociales el líder religioso e impulsor de Jair Bolsonaro a la presidencias, apareció en la plataforma de la iglesia junto a su hija. A la feligresía le dijo que si sus hijas Cristiane y Viviane hubieran asistido a la universidad serían las “cabezas” del matrimonio, cuando según la Biblia, la cabeza del hogar debe ser el varón. 
“Las casadas estén sujetas a sus propios maridos, como al Señor. Porque el marido es cabeza de la mujer, así como Cristo es cabeza de la iglesia; y él es el que da la salud al cuerpo. Así que, como la iglesia está sujeta a Cristo, así también las casadas lo estén a sus maridos en todo.” (Efesios 5: 22 -24) ”Pero quiero que sepan que la cabeza de todo hombre es Cristo, y la cabeza de la mujer es el hombre, y la cabeza de Cristo es Dios.” (1 de Corintios 11:3)

En el sermón, las palabras de Edir Macedo fueron:
“Harás hasta la secundaria. Después irás a la universidad. Pero, hasta que te cases serás solo una persona con secundaria. Si Cristiane fuera médico y tuviese un alto grado de conocimiento y conociera a un hombre que tiene un bajo grado de conocimiento, no sería él el jefe. Ella sería la cabeza”.El pastor, que también es dueño de la la cadena televisiva Record TV, prosiguió su sermón señalando que la felicidad para las mujeres está siendo sumisas frente al esposo, y que cualquier situación en la que el marido nos ea la cabeza del hogar traerá infelicidad para las mujeres:
“Lo que se les enseña es: ‘Hija mía, nunca estarás sujeta a un hombre’ Pues bien, entonces no estarás sujeta a la felicidad. Porque si no hay familia, no hay felicidad, siendo la mujer la cabeza y hombre el cuerpo. Tanto es así que hay mujeres inteligentes que no pueden encontrar sus cabezas. ¿Cómo se somete una persona que tiene una cabeza allá arriba a una persona que está aquí?En el periódico de esta iglesia de abril de 2016 de la Iglesia Universal del Reino de Dios, mejor conocida como “Pare de sufrir”, presentó un articulo titulado “La mujer disciplinada no cuestiona”.

En el artículo se lee: “Las mujeres comprendieron que la mujer disciplinada no cuestiona, obedece a Dios. […] Es maravilloso oír y poner en práctica, obedecer, porque así se ven los frutos de la disciplina”, destacó la señora Lucelaine. Luego invitó a las mujeres que querían ser disciplinadas a orar delante del Altar para buscar la disciplina que agrada a Dios.”

A inicios de septiembre, Edir Macedo fue noticia también por haber estado presente en los actos de la fiesta nacional de Brasil junto a Jair Bolsonaro, y previamente lo había ungido en el templo como mandatario elegido por Dios, mientras anunciaba que él necesitaría cuatro años más en la presidencia.
El Obispo Macedo direccionó a millones de feligreses evangélicos en Brasil para que votaran por ultraderechista, que también tiene ideas machistas. Ambos detestan el Estado laico, y promulgan por derribar la separación entre Estado e Iglesias.
 

En el momento la laicidad, y con ella los derechos de las mujeres y otros sectores se encuentran fuertemente amenezados por el asalto de los grupos evangélicos en América Latina. Cuestionar las creencias no basadas en evidencia, la Biblia y la religión en general, así como defender el Estado Laico, son fundamentales para poder avanzar en el tema de igualdad de género. 

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casamento, isto trará infelicidade para as mulheres.”

Entendendo a bissexualidade

Os bissexuais não são pessoas que estão “apenas passando por uma fase”. “E agora é uma questão de desaprender meus vieses pessoais e minha homofobia interiorizada.”

12 pessoas compartilham como entenderam que são bissexuais

Não, os bissexuais não são pessoas que “apenas passando por uma fase”.

As pessoas bissexuais são a maior parcela da população LGBT nos Estados Unidos. Em 2016 o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) divulgou que 5,5% das mulheres e 2% dos homens se declaram bissexuais. Apesar desses números, as pessoas que se identificam como bissexuais tendem a ser pouco levadas em conta, tanto dentro quanto fora da comunidade LGBT.

A escritoria bissexual Ashley C. Ford explicou em um ensaio de 2015 intitulado I’m Queer No Matter Who I’m With (Eu sou queer, não importa com quem eu esteja, em tradução livre), que o fato de que uma pessoa bissexual “não pode ser classificada imediatamente nem como homossexual nem como hétero deixa as pessoas nervosas”. Por conta deste imaginário, muitas pessoas bissexuais se sentem pressionadas a escolher um “time”, por assim dizer.

E há mais: muitas pessoas pensam que a bissexualidade não existe realmente ou que é “apenas uma fase”. É uma premissa injusta e que acaba levando ao apagamento, ou invisibilidade, como o problema também é conhecido.

Não surpreende que estas pessoas levem tempo para falar sobre sexualidade publicamente como bissexuais. Enquanto algumas dizem que se descobriram bissexuais assim que começaram a se apaixonar por meninos e meninas, outras contam que levaram décadas para identificar-se desta forma.

O HuffPost US conversou com *12 pessoas que aceitaram compartilhar publicamente como foi sua jornada particular enquanto bissexuais.

“Era uma coisa que eu fingia não perceber e à qual eu não dava vazão, porque não entendia aqueles sentimentos.” 

“Desde criança sinto uma afinidade enorme por personagens femininas. Tudo começou com a Princesa Leia, de ‘Star Wars’. Eu tentava racionalizar, dizendo a mim mesma que queria uma figura feminina poderosa para admirar e respeitar. Embora isso seja sem dúvida parte da explicação, eu também tentava imaginar como seria se eu pudesse estar no lugar de Han Solo e ser a pessoa que beijava Leia, que segurava suas mãos nas minhas. Acho que devido ao ambiente em que fui criada, nunca me ocorreu que aqueles sentimentos fossem românticos. Era uma coisa que eu fingia não perceber e à qual não dava vazão, porque eu não entendia aqueles sentimentos e pensava que era a única pessoa a me sentir assim.

“Quando eu já era mais velha e estava na faculdade, tomei conhecimento do termo ‘bissexual’ e tive aquele momento de afirmação que ocorre com muitas pessoas LGBTQ+ em que me dei conta: ‘Uau, quer dizer que não sou só eu? Que eu não estou louca?’ Pensei em todas as personagens femininas com as quais estava obcecada e percebi que tinha sentimentos semelhantes em relação a personagems masculinos que eu achava atraentes. Desde então vem sendo uma questão de desaprender meus vieses pessoais e minha homofobia interiorizada.” ― Elise Marie, ilustradora

“Eu amo minha sexualidade e sua fluidez.” 

“Entender que eu sou bissexual foi muito mais fácil do que aceitar, abraçar e colocar em prática minha bissexualidade. Aos 14 anos eu percebi que sentia atração por homens, mas foi apenas com 24 que eu realmente encarei isso para valer e comecei a sair publicamente com homens. Até lá eu estava fazendo as coisas às escondidas e estava tendo dificuldade em estar ‘no meio, em algum lugar’. Fiquei aborrecido porque eu não podia simplesmente ser ou uma coisa ou a outra. Levei bons 10 anos para realmente abraçar essa realidade. Agora estou feliz com quem eu sou e aceito que nem sempre é no meio. Curto minha sexualidade e toda sua fluidez.” ―  Remy Duran, personalidade de reality show na TV 

“Nem todo o mundo recebe a aceitação (ou pelo menos a leve indiferença) com que eu fui tratada.” 

“De um jeito estranho, minha história de autopercepção e autoaceitação não foi tão difícil quanto o que muitas outras pessoas enfrentam. Percebi que sou bi quando tinha 16 ou 17 anos e simplesmente incorporei isso na minha vida. Minha mãe achou que era uma fase e meu pai faz questão de não saber de nada, já que não consegue conceber uma realidade em que algum filho ou filha dele não seja hétero. Nunca tive um bom relacionamento com ele, por isso, para mim, o que ele escolhe pensar é problema dele.

“Eu escolho acreditar no direito das pessoas de serem felizes e inteiras, então procuro apoiar qualquer pessoa que esteja precisando. Sou muito transparente em relação a ser bissexual e quero apoiar todo o mundo da comunidade LGBTQIA+. Nem todo o mundo recebe a aceitação (ou pelo menos a leve indiferença) com que eu fui tratada. Se eu puder, quero estar presente para ajudar essas pessoas a se sentirem validadas e inteiras.” ― Addy, 36 anos

“Só fui descobrir o termo ‘bissexual’ aos 17 anos, quando outra pessoa se assumiu como bi.”

“Percebi que eu não era hétero aos 11 anos de idade, quando comecei a ter paixonites por garotos da minha série e homens que eram celebridades. Mas eu não conhecia o termo ‘bissexual’. Ninguém nunca me ensinou isso. Só fui descobrir esse termo aos 17 anos, quando outra pessoa se assumiu como bissexual. Mas ele foi apagado imediatamente, então eu continuei a pensar que eu devia ser ‘gay em negação’. Dizer que eu era gay não explicava porque eu sentia atração por pessoas de muitos gêneros. Mas eu não enxergava outra opção.

“Encontrei maneiras de mentir para mim mesmo sobre minha sexualidade, me dizendo que eu jamais poderia fazer sexo com um homem ou me visualizar em um relacionamento com um homem. Isso mudou quando eu me apaixonei por meu melhor amigo, que era hétero. Ficou muito mais difícil negar a verdade para mim mesmo, e isso começou a me causar sofrimento real. Percebi que não havia mais como negar quem eu era. Assim, pouco antes de completar 25 anos, me assumi publicamente como bissexual.” ― Vaneet Mehta, produtor e roteirista

“Foi preciso eu ir trabalhar em um lugar muito quadrado depois de me formar para eu entender que não era hétero.”

“O processo de entender que sou bissexual foi uma jornada feita de muitos pedacinhos. Eu sempre sentira atração por mulheres, mas me lembro de ler artigos na revista Cosmo que diziam que é totalmente normal e muito comum as mulheres sentirem atração por outras mulheres e que isso não significava que eu era lésbica (ufa!). Acho que a confusão da sociedade em relação às pessoas bissexuais faz com que sejamos tratadas como héteros até prova em contrário, mesmo que estejamos sentindo e fazendo coisas queer. Essa cultura é responsável pelo fato de tantas pessoas bissexuais não se sentirem suficientemente queer para saírem do armário, ou então por apenas saírem do armário muito depois que seus amigos gays e lésbicas.

“Foi preciso eu ir trabalhar num lugar muito certinho e quadrado depois de me formar para entender que eu não era hétero. A maioria das mulheres hétero não sente atração por outras mulheres, a maioria das mulheres hétero não se sente mais à vontade em comunidades queer, e a maioria das mulheres hétero não têm uma paixão louca por sua amiga lésbica comprometida com outra. Não eram coisas normais para uma mulher hétero. E com aquele último pedacinho de entendimento, como se uma bigorna com ‘VOCÊ É IDIOTA’ estampada em cima tivesse caído em cima de mim, eu entendi finalmente que sou bissexual.” ― Nicole, 33 anos

“Foi apenas na faculdade que cheguei a dizer a outra pessoa que eu era bissexual, e mesmo assim só falei à minha então noiva.”

“Todo o mundo tem paixonites na adolescência, e desde que eu entendi o que era uma paixonite percebi que as minhas não se limitavam a um gênero. Mas, como fui criada numa comunidade religiosa rigidamente fundamentalista, eu sabia que só havia um conjunto de sentimentos que poderia expressar ou manifestar. O fato de ter crescido sofrendo de disforia de gênero também não ajudou em nada; embora em meu íntimo eu me sentisse tudo menos um homem hétero, aquela era a única identidade que eu era autorizada a expressar.

“Foi apenas na faculdade que cheguei a dizer a outra pessoa que eu era bissexual, e mesmo assim só falei à minha então noiva para lhe dizer que não ia traí-la com ninguém, de gênero algum, enquanto estivéssemos geograficamente distantes. Mantive aquele segredo escondido de todo o mundo por mais dez anos, só admitindo publicamente quando me assumi como mulher trans, o que teve como consequência o nosso divórcio. Eu estava com quase 30 anos de idade, era militar havia dez anos e não tinha nada a ganhar se continuasse a negar quem sou.” ― Ex-soldado do exército, 35 anos

“Eu não tinha certeza se era bissexual realmente ou se aquilo era ‘só uma fase’, por isso mantive silêncio durante anos.”

“Posso agradecer a Joseph Gordon-Levitt por ter despertado minha bissexualidade. Quando eu tinha 13 anos, era grande fã da série ‘Third Rock from the Sun’ e sempre que eu via Joseph Gordon-Levitt, percebia que gostava dele do mesmo jeito que eu gostava da minha outra grande paixão-celebridade da época, Christina Ricci. Ao longo da adolescência também tive paixões passageiras por Taylor Hanson e dois garotos que estudavam comigo no colégio. Os dois eram héteros, por isso nunca tentei nada com eles, mas mesmo assim tinha fantasias com eles. Mas eu hesitava em me dizer bissexual porque 1) na época o discurso sobre questões LGBTQ dizia respeito apenas a gays e lésbicas, sendo os bissexuais nada mais que uma nota de rodapé; e 2) eu não tinha certeza se era bissexual realmente ou se aquilo era ‘só uma fase’, por isso mantive silêncio sobre isso por anos.

“Eu me assumi como bi finalmente quando tinha 29 anos e era noivo de uma mulher cristã conservadora. Terminamos o relacionamento pouco depois disso e comecei a namorar um homem que era tudo que minha ex-noiva não era. Aquele relacionamento só durou nove meses, infelizmente, mas, por mais que isso possa   parecer chavão, estar com ele me fez sentir que eu estava vivo pela primeira vez na vida.” ― Tris Mamone, jornalista

“Tive paixões passageiros por garotos da minha classe e de séries de TV. Foi um período bizarro, que me deixou superconfuso.”

“Cresci no interior do Illinois numa comunidade agrícola rural tão pequena e hétero que, mesmo que houvesse alguém gay no colégio, a pessoa com toda certeza não teria se identificado como tal. Levei muito tempo para aceitar que eu sentia atração tanto por homens quanto por mulheres. Aquilo não me ajudava em nada a me enquadrar na escola. Num colégio cheio de caipiras e atletas amadores, eu já era um nerd tremendo. Eu assistia a pornografia com homens e mulheres; tive paixões passageiras por garotos da minha classe e de séries de TV. Foi um período bizarro, que me deixou superconfuso.

“Fazendo um fast-forward até a faculdade, onde passei um bom tempo em negação, sem querer me aceitar. Tive experiências tanto com homens quanto com mulheres, mas encontrei maneiras de compartimentalizar minhas preferências mesmo ali, em um ambiente que teria sido mais tolerante e me aceitado melhor. Foi apenas quando me formei e me mudei para Chicago, onde vivo hoje, que aceitei o fato de talvez ser bissexual, e só me assumi publicamente como tal dois ou três anos atrás. (Contei à minha agora esposa quando começamos a namorar. Ela sempre me deu apoio total, mesmo quando a mãe dela descobriu através de um post no Facebook e perguntou se isso queria dizer que tínhamos uma relação ‘aberta’, hehe!) Hoje fico superfeliz por ter me assumido. Encontrei muito apoio de pessoas de todo o espectro sexual. Mas não consigo deixar de pensar que eu poderia ter sido muito mais livre e mais honesto comigo mesmo sem o estigma que acompanha a bissexualidade.” ― Clint, podcaster e crítico de cinema e televisão no The Spool

“Qualquer garota que eu conhecesse que tivesse beijado outra menina numa festa era vista como vagabunda, como alguém que só queria chamar a atenção, e eu não queria que me encarassem assim.”

“Na adolescência, acho que eu tinha um interesse por mulheres que eu me recusei a encarar de perto durante todo o colegial, acho que em parte em função da misoginia. Qualquer garota que eu conhecesse que tivesse beijado outra menina numa festa, por exemplo, era vista como vagabunda, como alguém que só queria chamar a atenção, e eu não queria que me encarassem assim. Quase cheguei a falar à minha melhor amiga que eu tinha curiosidade de explorar minha sexualidade, mas antes de conseguir falar as pessoas começaram a fazer piadas sobre bissexualidade. Qualquer pessoa que tivesse interesse em explorar isso não apenas era ridicularizada, como também diziam brincando que ela tinha paixão por todo o mundo ou estava tentando transar com todo o mundo. Então eu sufoquei aqueles sentimentos até terminar o ensino médio. Assim que me vi livre da obrigação de  ver aquelas pessoas todos os dias, tive uma espécie de revelação. Literalmente, lendo um post de Zendaya no Instagram, tive um momento de clareza e percebi: ‘Oh, sou bissexual’.” ― Tayla, 23 anos

“Tudo bem você sentir atração por muitos gêneros e mesmo por pessoas sem gênero. É mais do que tudo bem, é lindo.” 

“Compreendi que sou bissexual pela primeira vez no ensino médio. Foi também a primeira vez que contei a um amigo sobre isso, mas não foi algo que passou a fazer parte do conhecimento público. Foi mais como um segredo aberto. Ao longo dos anos, as pessoas com quem saí sabiam (eu sempre fiz questão que soubessem, independentemente do gênero delas), mas essa questão sempre foi meio que empurrada para o lado. Durante anos as pessoas diziam brincando que eu era ‘o hétero mais gay do mundo’.

“Quando eu estava com 35 anos e me preparava para me casar pela segunda vez, eu simplesmente tive um estalo. Eu tinha muitos amigos queers de todos os tipos que estavam sendo criticados por quem eram, e deixar de ficar ao lado deles começou a me parecer criminoso. Sou um homem branco cisgênero; com esse grau de privilégio, se eu não sou capaz de ficar ao lado de meus amigos, então não sou amigo de verdade. Eu me assumi perante umas 200 pessoas ao longo de alguns dias. Nunca mais desde então eu escondi minha bissexualidade nem usei linguagem indireta ou disfarçada; estou fora do armário e estarei para sempre. Hoje posso falar abertamente as coisas que eu precisava tão desesperadamente ouvir quando era adolescente queer. Tudo bem você sentir atração por muitos gêneros e mesmo por pessoas sem gênero. É mais do que tudo bem, é lindo. Ser bissexual não é algo a ser escondido. Hoje posso afirmar com segurança que sou um homem bissexual e nunca voltarei para dentro daquele armário.” ― David Kaye, roteirista e músico

“Na adolescência, as pessoas me manipulavam psicologicamente e diziam que, porque sou feminino, minha atração por meninas não era real.”

“Sou um homem bissexual feminino. Sempre fui, de modo que não tive realmente a opção de ficar dentro do armário, se bem que às vezes eu me pergunte se teria sido melhor estar. Algumas das minhas primeiras recordações são de ter paixões passageiras por meninas e meninos do meu bairro e de me chamaram de viado. Quando eu era adolescente, as pessoas me manipulavam psicologicamente para me fazer duvidar de quem sou; diziam que, porque sou feminino, minha atração por meninas não era real. Aquilo me deixava superconfuso. O que outras pessoas diziam sobre mim me levou a pensar que talvez eu fosse gay e estivesse apenas tentando fugir dessa realidade. Mas continuei a me apaixonar por meninas.

“O que me ajudou foi aprender que homens héteros, homens gays e homens bissexuais são todos uma combinação de masculino e feminino, e por isso é tão importante não priorizar ou glorificar o lado masculino em detrimento do femino. É uma coisa arbitrária à qual as pessoas atribuem tanto valor.” ― J.R. Yussuf, autor de “The Other F Word: Forgiveness” e criador da hashtag #bisexualmenspeak

“Hoje minha bissexualidade é uma coisa que eu valorizo e curto. É uma parte intrínseca de mim, embutida em meu DNA.”

“Como você toma consciência do que você é quando não conhece outra coisa senão isso? Para mim, descobri quem sou ao reconhecer minha diferença. Para dar um nome a essa parte de mim, primeiro tive que aprender que eu era diferente do que as pessoas esperavam que eu fosse. Quando tento recuperar aquelas memórias, o que lembro principalmente é o medo. Eu sentia algo dentro de mim que precisava ser definido e explicado, mas não tinha como definir ou explicar. Eu gostaria de dizer que me parecia normal, que pude curtir minhas paixonites adolescentes por pessoas de todos os gêneros. Mas sei que não era assim, porque me recordo do pânico que eu sentia quando tínhamos que trocar de roupa para as aulas de educação física. Eu fixava os olhos num ponto na parede ou no chão, desviando meu olhar de minhas colegas, com medo de atrair o olhar de outra garota acidentalmente e de ela de algum jeito descobrir meu segredo, que não tinha nome. Eu escondi essa parte de mim porque, apesar de ignorar as palavras com que me descrever, eu sabia que se fosse descoberta seria o fim para mim.

“Hoje me sinto grata porque minha bissexualidade é uma coisa que eu valorizo e curto. É uma parte intrínseca de mim, embutida em meu DNA, minha vida e minha personalidade. Está presente em meu trabalho também; durante toda a vida eu tivesse esse desejo de me entender, um desejo que nunca era satisfeito realmente, e hoje posso passar minhas horas livres pesquisando a história da comunidade bissexual. Isso me lembra que aquela sensação de estar sozinha, o medo de eu ser a única pessoa que jamais se sentiu assim, não poderia estar mais distante da verdade. Sempre existiram pessoas bissexuais, apesar do apagamento e do preconceito. Mesmo que não tivéssemos sabido que nome nos darmos, sempre estivemos presentes e estamos presentes agora.” ― Mel Reeve, arquista e escritora residente em Glasgow, Escócia.

*As respostas recebidas foram levemente editadas para permitir maior clareza. Algumas fontes pediram para ser identificadas apenas pelo primeiro nome, para proteger sua privacidade. 

A maçã, a desobediência, a inveja, a angustia, o vazio, a vaidade, as drogas e a morte

O Poder e o dinheiro são drogas mais perigosas do que o álcool, o tabaco, a coca, a morfina e a maconha. Nada se compara com o que o poderoso Hitler fez ao assassinar milhares de pessoas.

 

Anestesia para la Vida

En la manzana y su mordisco encontramos lo propio del hombre: La Desobediencia. Cuestionar todo lo que se nos propone como un posible hacer, por lo demás, donde hay poder hay resistencia. Sabido es que el bípedo humano tiene un aparato de confrontaciones llamado cerebro. En aquel primer acto de simbolismo cristiano no sólo encontramos la desobediencia sino que ésta misma está imbestida de envidia, de imitación, se quiere tener el mismo poder o las mismas facultades de aquel otro que se presume como superior, queremos ser como el otro al que admiro, al que quiero imitar. Cuando no se logra emular o superar el objeto de deseo, entonces la envidia frustrada estalla en violencia. Acá el deseo inmediato es el de la imitación, pero existe el que se corresponde con devenires, con flujos de deseos, con torbellinos que simplemente van copando una existencia, una manera de existir, como Alicia en el País de las Maravillas en donde la imaginación crea mundos posibles por irreales que parezcan.

También compete a la existencia humana no sólo el querer imitar sino también la angustia, ese miedo hacia el vacío espiritual o de sentirnos que tenemos que darle cuerda al reloj de la vida, ha de recordarse que lo propio de lo humano es la consciencia del tiempo, de saberse finito, de saberse que sus pasos avanzan hacia su destino final qué es la muerte, por eso apuramos los pasos queriendo inmortalizarnos en alguna vanidad que puede ser el Poder… acumular poder para hacernos importantes y recordados por esos otros que rodean y celebran a su jefe, el poderoso que se inmortaliza sumando las servidumbres voluntarias de quienes precisan de los amos.

Otras drogas además del Poder, está el dinero y el trabajo mismo, éstas más peligrosas que otras que consideramos inofensivas comparadas con aquellas, las que habitualmente conocemos como drogas: alcohol, tabaco, coca, morfina, marihuana. Decimos inofensivas porque no se puede comparar una matanza de millones de personas del poderoso Hitler con una raponada de una pulsera que pueda hacer un insignificante marihuanero, como tampoco se puede comparar al ladronzuelo hambriento con el opulentto terrateniente que masacra campesinos para quedarse con sus tierras, o la de los grandes capitalistas que usurpan los recursos de la naturaleza y hacen morir de hambre a millones de miserables que nada tienen.

Éste preámbulo, está antesala para develar la fragilidad de la existencia humana que se soporta en la angustia existencial y en su manera de remediarlo, de darle solución mediante las drogas. Si tenemos dolor existencial se procura entonces de suministrar anestesia que alivie nuestra angustia, por ello la tesis serresiana de que somos seres drogos o toxicómanos, vivimos en medio del desespero aliviando el miedo a morirnos y a tratar de que el reloj no se detenga o no vaya demasiado rápido y nos arroje en la tumba de la nada o del olvido.

Otra gran proposición sería la manera como la humanidad misma ha dado soluciones a esta condición humana de la gran angustia, de seres temerosos porque se acaba el tiempo y porque la muerte nos espera sin importar qué atajos escojamos. Por ejemplo, remontando la mirada observamos grandes sistemas de organización social predominantes y publicitados. Quién no ha escuchado de sistemas esclavistas, hombres dueños de otros hombres de pies a cabeza, de toda su energía, los podían disponer como cargueros humanos o para lo que fueran, tomarlos o dejarlos, en plaza pública eran exhibidos, ofertados y entregados el mejor postor. Eso en el sistema social esclavista. Luego conocemos el feudalismo, los señores dueños de la tierra, los pequeños feudos, la explotación de la tierra y las manos campesinas que la araban. El otro gran sistema social es el más conocido y el que aún tenemos que basa la explotación no ya en la tierra, en los feudos, sino en el mundo fabril, en las urbes están las fábricas con sus ejércitos de obreros, no ya de campesinos, no, allí son humanos que no tienen tierra, su mayor riqueza son sus brazos para alquilarlos a la fábrica.

Esta gran caricatura para mostrar los encuadramientos, las maneras en que los hombres son encuadrados u organizados, todo entroncamiento a la perfección con lo que venimos sugiriendo: un hombre angustiado y con miedo necesita de un entretenimiento, de un algo con lo que pueda llenar su tiempo, con lo que pueda llenar su existencia, y el trabajo sí que ocupa la vida y la llena de esperanza, tal y como lo conocemos en estos sistemas de organización social: todo el tiempo se está preparando la vida. Naces y se te dispone una escuela para que te apropies de unas competencias para la vida, tienes que ser útil, el trabajo significa la existencia, recibirás un salario con el cual vas materializando sueños que la cultura tiene en alta estima: te casarás, contraerás matrimonio, tendrás hijos, te sentirás realizado, comprarás un carro, te endeudará en una casa, en la vivienda ideal que publicitan los grandes constructores de las familias sonrientes de la felicidad plena.

En el capitalismo será muy importante la propiedad privada, acumular, el progreso es sinónimo de mayor acumulación, no importa lo absurdo que sea, no importa si no alcanzas a gastarte tu fortuna en vida tal y como le sucede al 1% de la población, extremadamente rica, y en el otro extremo el 99% que nada tiene y que por el contrario vive sorteando la miseria, la escasez. Incluso acá una pregunta es pertinente, qué pasa para que ésta desproporción, para que ésta inequidad se mantenga, qué pasa que ese 99% no de releva contra ese 1%?

Si el deseo de imitar al otro, si la angustia es constante en nuestra existencia humana, nada raro que estos sistemas sean la gran anestesia que nos alivie del sufrimiento, es comprensible que dediquemos todas nuestras existencias a las servidumbres voluntarias, de estar atados, encadenados a todo aquello que se nos presenta como normal y nos ofrece seguridades  así sólo sean imaginarias, paradigma de la vida, que se nos presenta como grandes logros: tener un trabajo, una familia que nos infla el ego, que nos enorgullece, mi hijo estudia tal o cual profesión, está en aquella empresa, es importante político que amasó grandiosa fortuna.  La mayoría soñadores en que algún día alcanzarán un mejor vivir sirviendo a los de arriba de la pirámide social. Todos vamos en carrera loca por alcanzar un algo de tener, recordemos que la propiedad privada es el templo del capitalismo, por ella nos batimos a muerte, nos peleamos contra quién de manera ventajosa correo los linderos sobre nuestra propiedad, o salimos de huídas del asesino o paramilitar o terrateniente que nos amenaza de muerte sino nos dejamos robar la propiedad.

La anestesia alivia el miedo que le tenemos a morir, de sabernos que el tiempo se nos acaba, que nos llegará el final, nos llegará la existencia de la nada. La anestesia nos alivia de la angustia de vivir. Pero una cosa sí es legítima, y es poder reclamar el tipo de vida que queremos llevar, si preferimos seguir como borregos con las servidumbres voluntarias que nos vuelven simples piezas de máquinas bien sea empresariales, de gobierno o de politiqueros baratos de esos antilibros, antiacedemia… Decíamos de lo legítimo que es seguir como borregos, obedientes sirviendo toda una vida o revelarnos y construir existencias más libres, más éticas, más estéticas, más dignas, en fin escoger nuestra propia droga, nuestra propia anestesia.

Por: Mauricio Castaño H., Historiador
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