Dez truques para atacar a ciência

Há os que buscam desacreditar a ciência e minar sua autoridade, e há os que buscam reivindicar os benefícios da credibilidade e da autoridade científica para si mesmos e seus produtos… 

Atacando a ciência, por lucro ou diversão: as armas mais comuns

Dos grupos antivacinação aos vendedores de “curas” naturais, dos terraplanistas aos negadores do aquecimento global, dos criacionistas aos que têm fobia de transgênicos, não faltam, no mundo contemporâneo, quem esteja disposto a tentar desconstruir o conhecimento científico, seja por ganho financeiro ou apenas por hobby.

Dada a variedade de causas, interesses e metas envolvidos –há, por exemplo, os que buscam desacreditar a ciência e minar sua autoridade, e há os que buscam reivindicar os benefícios da credibilidade e da autoridade científica para si mesmos e seus produtos– é um pouco surpreendente perceber como o cardápio à disposição desse pessoal é compartilhado: não seria exagero dizer que todos usam os mesmos truques.

Uma manobra quase onipresente é a equivocação: o uso da mesma palavra com sentidos e contextos diferentes, sem deixar claro ao leitor (ou ouvinte, etc.) que houve tal deslocamento. “Energia” é uma vítima frequente: num instante a palavra é usada num sentido metafórico, como sinônimo de otimismo e disposição, e no parágrafo seguinte, no sentido de quantidade física, como a que aparece na equação E=mc2. A conclusão final pode ser, digamos, que otimismo e disposição (“energia”) pode virar dinheiro (“matéria”), mas você precisa fazer o treinamento e pagar a formação especial para descobrir exatamente como – esse deve ser o c2.

Promotores de terapias alternativas fazem muito disso com a palavra “melhora”, que num instante quer dizer alívio genérico, subjetivo, dos sintomas (sentido “a”) e, no outro, ação específica e efetiva contra a causa da doença (sentido “b”). Numa breve prestidigitação semântica, a “melhora”, no sentido “a”, que um placebo qualquer pode produzir, é vendida como equivalente a “melhora” no sentido “b”, algo que se espera de uma terapia realmente digna do nome.

A negação do aquecimento global representa ainda outro campo fértil, com equivocações envolvendo a própria expressão “aquecimento global”, deslocada do sentido técnico, de aumento progressivo das temperaturas médias globais ao longo de anos décadas, para o de “tudo está esquentando ao mesmo tempo, todo dia e de modo uniforme”, uma proposição bem mais fácil de refutar. Nesse caso, a manobra se aproxima da falácia do espantalho, que consiste em atacar não a proposta do oponente, mas uma caricatura – um “espantalho” – vagamente semelhante a ela.

Este cambalacho semântico, embora comum, não é a única peça do ferramental negacionista/pseudocientífico/curandeiro/picareta. Abaixo, para fins didáticos, apresento uma coleção de dez truques muito usados (com numerais romanos, pra deixar a coisa mais solene):

I. Apelo à incredulidade pessoal

“Eu ainda não estou convencido…”; “Não consigo imaginar como…”; “Me parece inconcebível…”. Claro, e a Terra vai parar de girar e as Leis da Natureza vão ficar suspensas só porque algumas pessoas têm dificuldade em assimilar certos fatos e conceitos. Não há nada de errado em manifestar perplexidade. Mas perplexidade, em si, não é argumento.

II. Apelo à motivação espúria

“Você precisa ver a agenda por trás disso aí…”. O fato de uma pessoa ter, talvez, motivos escabrosos para dizer que 2+2=4 não muda o fato de que 2+2=4. O apelo à motivação espúria é um dos modos mais eficientes de mudar de assunto: em vez de discutir os fatos, discute-se as intenções de quem cita os fatos.

III. Apelo à ignorância

“Ninguém sabe o que são essas luzes estranhas no céu, logo elas vêm de outro planeta” é o exemplo clássico. Se ninguém sabe o que elas são, logo ninguém sabe. Ponto. Dizer qualquer coisa além disso é a própria definição de não saber do que se está falando.

IV. Nivelamento das probabilidades

É a prima-irmã do apelo à ignorância: “Já que ninguém sabe o que aquela luz é, minha hipótese de que é uma nave de outro planeta tem tanto valor quanto a sua de que é um balão”. Não, não tem. Diferentes hipóteses podem ter, e geralmente têm, diferentes graus de probabilidade e requerem diferentes níveis de prova, definidos pelo contexto científico maior: a existência de balões, por exemplo, já está bem estabelecida. A de naves alienígenas…

V. Expectativa exagerada

“Ninguém tem uma compreensão completa do funcionamento do clima da Terra, então como se pode afirmar que o aquecimento global tem causa humana?” Ninguém tem compreensão completa da gravidade, também, mas a compreensão que temos é suficiente para permitir que enviemos sondas a Plutão, construamos arranha-céus e saibamos que pular de arranha-céus é uma má ideia. A questão não é se sabemos tudo; é se o que sabemos é adequado e suficiente para embasar certas ações e alegações.

VI. Descontextualização dos dados

A seleção feminina de basquete é toda composta por mulheres mais altas do que eu. Isso não muda o fato de que, em média, homens são mais altos que mulheres. O uso de exemplos isolados para tentar negar afirmações sobre médias ou tendências gerais tem impacto retórico, mas é um forte indicador de desonestidade intelectual.

VII. Apelo à pesquisa irrelevante

Citam-se estudos sem ligação, ou com ligação muito tênue, com o tema, ou escolhem-se para citar trabalhos de má qualidade, que nunca foram reproduzidos, cujas conclusões foram negadas por estudos mais rigorosos ou, até, já retratados. Tem até quem cite estudos inexistentes. Aqui, a aposta é de que ninguém vai ter paciência de rastrear e avaliar as referências de forma crítica.

VIII. Distorção das fontes

O exemplo clássico é o que criacionistas gostam de fazer com certas passagens de “A Origem das Espécies”, de Charles Darwin, em que o grande naturalista escreve, por exemplo, que “supor que olho, com todos os seus recursos admiráveis (…) poderia ter sido formado por seleção natural parece, confesso, o maior dos absurdos”. Ou, ainda, “a crença de que um órgão tão perfeito como olho pode ter se formado por seleção natural é mais do que suficiente para espantar qualquer um”. O que se omite, nesses casos, são as passagens seguintes, em que Darwin se põe a mostrar como esses “absurdos” e “espantos” são, sim, muito bem explicados pela evolução.

IX. Surdez (ou cegueira) seletiva

Ocorre quando se insiste em reapresentar, como válida ou desafiadora, uma anomalia já devidamente explicada. O Sudário de Turim, a “ausência” de fósseis de transiçãoe o “disco voador” de Roswellsão casos clássicos. Uma variação comum é insistir num argumento já claramente refutado, ou na citação de um fato cuja irrelevância para o tema já foi bem estabelecida (como invocar a infame tabela da IARC para tratar do risco efetivo de câncer).

X. Conspiração

Se o patriotismo é o último refúgio do canalha e a violência, o último recurso do incompetente, a teoria da conspiração é o último refúgio, e recurso, do pseudocientista. Trata-se de uma espécie de argumento pot-pourrique, de um só golpe, sintetiza todos os anteriores: questiona motivos, valida a pesquisa irrelevante, vira a hierarquia das probabilidades de ponta-cabeça, e, por fim, reduz tudo a uma questão de incredulidade pessoal: se “eles” controlam tudo, as pessoas então só podem confiar naquilo que concluem por conta própria… e no que os paranoicos dizem, é claro.

Por: Carlos Orsi
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O ódio à ciência

“Se Jesús não ensinou idiomas, literatura, física ou química, por que ensinar?”  Cada vez mais o pensamento racional se encontra ameaçado por um grupo maior de diversas religiões que se esforçam para lavar o cérebro de crianças, atrofiando sua capacidade de discernimento.

El odio por la ciencia de la fundadora del adventismo

La señora Elena G. de White nació un 26 de noviembre de 1827 y llegaría a ayudar a establecer la Iglesia Adventista del Séptimo Día, una variante del cristianismo nacido en el siglo XIX.
Para los adventistas la figura de Elena G. de White es muy importante porque para ellos es considerada como "profeta", elemento que los distancia de otros grupos protestantes. Sin embargo, un análisis escéptico a la vida y obra de la señora White nos muestra que su fanatismo y alucinaciones visuales y auditivas, se enmarcan con una epilepsia de lóbulo temporal, así como causa sobresalto sus predicciones incumplidas y sus posturas fanáticas en las que despreció la lucha por la igualdad racial y la emancipación de la mujer a cambio de defender la predicación de un inminente fin del mundo. En este artículo revisaremos las recomendaciones dadas al sistema de educación adventista.En el libro llamado "La educación cristiana" se muestra una torcida visión de la educación, en la que se promueve el lavado cerebral y el adoctrinamiento, en lugar del libre pensamiento, la lectura crítica y la ciencia.Nótese la siguiente declaración: "¿Qué es la educación superior? Ninguna puede ser llamada así a menos que lleve la semejanza del cielo, a menos que encamine a los jóvenes de ambos sexos a ser semejantes a Cristo, y los habilite para ponerse a la cabeza de sus familias, en lugar de Dios.Si, durante su vida escolar, un joven ha dejado de adquirir un conocimiento del griego o del latín y los sentimientos contenidos en las obras de autores incrédulos, no ha sufrido mucha pérdida. Si Jesucristo hubiera considerado esencial esta clase de educación, ¿no la hubiera dado a sus discípulos a quienes estaba educando para que hiciesen la obra más grande que jamás se haya encargado a los mortales, la de representarlo ante el mundo? Empero, en lugar de ella, puso la verdad sagrada en sus manos para que la diesen al mundo en su sencillez. EC 236.3 A veces son necesarios los eruditos en griego y latín. Alguien ha de estudiar estos idiomas. Eso está bien. Pero no todos, ni tampoco muchos, deben estudiarlos. Los que creen que el conocimiento del griego y el latín es esencial para una educación superior, no pueden ver muy lejos.Ni tampoco es necesario un conocimiento de los misterios de aquello que los hombres y el mundo llaman ciencia, para entrar en el reino de Dios.Satanás es el que llena la mente de sofismas y tradición, que excluyen la verdadera educación superior y perecerán con el estudiante" Es decir, si Jesús no le enseñó idiomas, literatura, física o química ¿para qué enseñarlos?. Noten el grado de lavado cerebral que desea inducir esta señora. Y para evidenciar, aún más, su desprecio por la ciencia, luego remata:"Muchos educadores de escuelas de la actualidad están practicando el engaño al guiar a sus alumnos a terrenos de estudio comparativamente inútiles, estudios que exigen tiempo, concentración y recursos que debieran emplearse en la obtención de aquella educación superior que Cristo vino a dar [...] El llamado árbol de la ciencia, se ha convertido en un instrumento de muerte. Satanás se ha entretejido artificiosamente, juntamente con sus dogmas y falsas teorías, en la instrucción impartida. Desde el árbol de la ciencia emite las lisonjas más agradables respecto a la educación superior. Millares participan del fruto de este árbol; mas ese fruto significa muerte para ellos.Cristo les dice: “Gastáis el dinero en lo que no es pan. Estáis empleando los talentos que Dios os ha confiado en la obtención de una educación que Dios considera como locura”.Estas ideas son tomadas literalmente por muchos adventistas, especialmente un grupo denominado "Movimiento de reforma" o reformistas. En estos grupos los niños asisten a escuelas adventistas, o incluso se les niega el derecho a la educación para ser educados en casa en el sistema de Home Schooling, además de negarse a usar medicamentos y oponerse a la vacunación. Cada vez el pensamiento racional se encuentra más amenazado por un grupo mayor de diversas religiones que apuntan sus esfuerzos en lavar el cerebro a niños pequeñas atrofiando su capacidad de discernimiento.Ver también: Elena G. de White y su temor por el racionalismo Elena G. de White: ¿Profeta de Dios o epiléptica de lóbulo temporal? Elena G. de White y los adventistas del séptimo día
En este artículo revisaremos las recomendaciones dadas al sistema de educación adventista. En el libro llamado “La educación cristiana” se muestra una torcida visión de la educación, en la que se promueve el lavado cerebral y el adoctrinamiento, en lugar del libre pensamiento, la lectura crítica y la ciencia.

Nótese la siguiente declaración:

“¿Qué es la educación superior? Ninguna puede ser llamada así a menos que lleve la semejanza del cielo, a menos que encamine a los jóvenes de ambos sexos a ser semejantes a Cristo, y los habilite para ponerse a la cabeza de sus familias, en lugar de Dios. Si, durante su vida escolar, un joven ha dejado de adquirir un conocimiento del griego o del latín y los sentimientos contenidos en las obras de autores incrédulos, no ha sufrido mucha pérdida.Si Jesucristo hubiera considerado esencial esta clase de educación, ¿no la hubiera dado a sus discípulos a quienes estaba educando para que hiciesen la obra más grande que jamás se haya encargado a los mortales, la de representarlo ante el mundo?Empero, en lugar de ella, puso la verdad sagrada en sus manos para que la diesen al mundo en su sencillez. EC 236.3
A veces son necesarios los eruditos en griego y latín. Alguien ha de estudiar estos idiomas. Eso está bien. Pero no todos, ni tampoco muchos, deben estudiarlos. Los que creen que el conocimiento del griego y el latín es esencial para una educación superior, no pueden ver muy lejos.Ni tampoco es necesario un conocimiento de los misterios de aquello que los hombres y el mundo llaman ciencia,para entrar en el reino de Dios. Satanás es el que llena la mente de sofismas y tradición, que excluyen la verdadera educación superior y perecerán con el estudiante”
Es decir, si Jesús no le enseñó idiomas, literatura, física o química ¿para qué enseñarlos?. Noten el grado de lavado cerebral que desea inducir esta señora. Y para evidenciar, aún más, su desprecio por la ciencia, luego remata:
“Muchos educadores de escuelas de la actualidad están practicando el engaño al guiar a sus alumnos a terrenos de estudio comparativamente inútiles, estudios que exigen tiempo, concentración y recursos que debieran emplearse en la obtención de aquella educación superior que Cristo vino a dar […]

El llamado árbol de la ciencia, se ha convertido en un instrumento de muerte. Satanás se ha entretejido artificiosamente, juntamente con sus dogmas y falsas teorías, en la instrucción impartida. Desde el árbol de la ciencia emite las lisonjas más agradables respecto a la educación superior. Millares participan del fruto de este árbol; mas ese fruto significa muerte para ellos. Cristo les dice: “Gastáis el dinero en lo que no es pan. Estáis empleando los talentos que Dios os ha confiado en la obtención de una educación que Dios considera como locura”.Estas ideas son tomadas literalmente por muchos adventistas, especialmente un grupo denominado “Movimiento de reforma” o reformistas. En estos grupos los niños asisten a escuelas adventistas, o incluso se les niega el derecho a la educación para ser educados en casa en el sistema deHome Schooling,además de negarse a usar medicamentos y oponerse a la vacunación.
Cada vez el pensamiento racional se encuentra más amenazado por un grupo mayor de diversas religiones que apuntan sus esfuerzos en lavar el cerebro a niños pequeñas atrofiando su capacidad de discernimiento.
 
Por: Ferney Yesyd Rodríguez
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Quem são os inimigos das crianças

Qualquer corrente alternativa que confronte a medicina baseada na ciência tem associados produtos e/ou serviços. Falsos medicamentos, falsos especialistas que dão consultas, cursos e palestras, que publicam livros, etc.

Quem são os inimigos das crianças?

A pergunta salta à vista do título do livro “Os Inimigos das Crianças: A iliteracia científica e os mitos da ignorância” (Casa das Letras, 2019), de vários autores, coordenado pelo especialista em neurodesenvolvimento Miguel Mealha Estrada e com prefácio do neuropediatra Nuno Lobo Antunes.

Serão muito poucos os pais que não querem o melhor para os filhos. Mas vivemos em tempos particulares. Décadas de medicina baseada na ciência esvaneceram os horrores da doença e da morte prematura. Os actuais jovens pais nunca viram ninguém com sarampo, não sabem de nenhuma mulher que tenha morrido a dar à luz nem perderam irmãos na infância.

É natural que muitos se sintam seguros e sabichões. A informação aparenta estar ao alcance de qualquer um que tenha acesso à internet e algum tempo livre. Mas é sempre possível encontrar uma página, um canal de youtube ou uma diarreia de tweets que pomposamente defenda qualquer disparate. Na Internet há de tudo e o seu contrário. Para tirar teimas não é difícil encontrar uma bolha de “amigos” no Facebook, que se confortam e criam uma ilusão de sentido no disparate. Quem discorda é rapidamente expulso, a blasfémia não é tolerada (é inacreditável o que se passa nos grupos de defensores da Terra Plana, por exemplo). Os algoritmos das redes sociais dão uma ajuda, pois mostram-nos preferencialmente os conteúdos com que temos mais probabilidade de interagir, que são aqueles com os quais concordamos.

E depois há os negócios. Talvez alguns comecem com pessoas auto-iludidas que querem fazer da sua epifania um modo de vida e “ajudar” os outros. Mas no fim do dia são negócios. Como escreveu o autor norte-americano Upton Sinclair “é difícil fazer um homem compreender uma coisa quando seu salário depende, acima de tudo, de não a compreender”.Qualquer corrente alternativa que confronte a medicina baseada na ciência tem associados produtos e/ou serviços. Falsos medicamentos, falsos especialistas que dão consultas, cursos e palestras, que publicam livros, etc.

Se podemos concordar que um adulto tenha uma ampla liberdade de decisão — devendo ter acesso a informação fundamentada — as decisões de saúde tomadas pelos filhos são mais delicadas. O conhecido caso do adolescente norte-americano Ethan Lindenberger, que se vacinou contra a vontade dos pais anti-vacinas quando fez 18 anos, é uma boa ilustração do problema.

O livro “Os Inimigos das Crianças” discute de modo fluído e muito bem fundamentado vários temas em que a desinformação é abundante. Por exemplo, num capítulo assinado pelo médico especialista em Medicina Geral e Familiar Armando Brito de Sá, discute-se a moda dos “doulas” e dos partos planeados em casa:

“Ainsatisfação actual acerca da forma como o parto decorre no contexto hospitalar não se resolve com partos em casa, que são um convite ao desastre, nem provavelmente com a introdução no sistema de pessoas bem intencionadas e modas new age. Essa insatisfação resolve- se através de modificações profundas nos serviços hospitalares de obstetrícia, aumentando as escolhas referentes ao parto e respeitando as decisões das mulheres, desde que isso não as coloque, e aos bebés, em risco.”

No capítulo seguinte, Armando Brito de Sá e a especialista em Medicina Geral e Familiar Sara Faustino, debruçam-se sobre a amamentação:

“Socialmente, estamos perante um processo complexo, com intervenção de forças por vezes contraditórias, que incluem convicções pes soais sobre o aleitamento, pressão social e laboral, forças de marketing e modelos de prestação de cuidados de saúde. Em algumas áreas, assiste-se inclusivamente a uma espécie de demonização do aleitamento artificial queécientificamente infundado e social mente inaceitável.”

O também especialista em Medicina Geral e Familiar Flávio Rodrigo Simões discute a vacinação e os movimentos anti-vacinas, refutando alguns dos principais mitos propalados pelos seus paladinos, como o de que são dadas demasiadas vacinas em pouco tempo:

“Em primeiro lugar, muitas doenças da infância preveníveis com vacinas podem surgir muito pre cocemente (exemplo: tosse convulsa). Atrasar a administração da vacina pode resultar numa infec ção grave. Ironicamente, o sistema imunitário da criança estará menos preparado para responderàinfecção do queàvacina.

Em segundo lugar, não háevidência de que a exposição antigénica precoce«sobrecarregue»de alguma forma o sistema imunitário de uma crian ça saudável. pelo contrário, a evidência disponível mostra que a exposição antigénica vacinal não tem qualquer impacto no funcionamento do sistema imunitário ou no risco de desenvolver infecções.”

Também o uso da ritalina e a Perturbação da Hiperactividade e Défice de Atenção (PHDA) são abordados num capítulo assinado pelo especialista em Medicina Geral e Familiar Óscar de Barros e por Miguel Mealha Estrada:

“A PHDA nãoéde todo uma patologia moder na. Existe o mito de que a PHDAéuma doença da modernidade, que a PHDA está a aumentar de forma dramática, que a causa desse aumentoéum sobre­diagnóstico da doença em crianças que são saudáveis (…). Isto nãoéverdade na maioria dos cenários avalia dos. Primeiro, a PHDA tem um componente genético importante: estudos de famílias, de gémeos e crian ças adoptadas demonstraram que a PHDA tem uma hereditariedade que ronda os 74%.”

São abordados outros temas, como a oposição ao uso do flúor em medicina dentária (da autoria do mestre em medicina dentária Ricardo Lopes), a cirurgia em idade pediátrica (pelo cirurgião Filipe Magalhães Ramos), a anestesia em crianças (pela anestesiologista Susana Garcia Vargas), o tratamento da depressão em crianças e uso de antidepressivos (pelo pedopsiquiatra Nuno Pangaio) e a escola, brincadeiras ebullying(Ricardo Lopes). O livro é de um valor inestimável para quem pretende tomar decisões bem informadas acerca da saúde das crianças.

Fonte: Observador Pt
Por: David Marçal, bioquímico
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Ativista antivacinas é internado por não se vacinar

Massimiliano Fedriga, ativista antivacinas, político ultradireitista italiano, foi hospitalizado por uma doença que se pode prevenir com vacina, e que todos conhecemos como varicela.

Foto: Twitter

Famoso activista antivacunas es hospitalizado con varicela

Según un informe, un destacado activista y político antivacunas italiano fue hospitalizado con una enfermedad que se puede prevenir completamente con vacunas, y que todos conocemos como varicela.

Massimiliano Fedriga, un reconocido activista antivacunas, miembro de la organización ultraderechista italiana Liga norte y parlamentario por la región de Friuli-Venezia Giulia, reveló por medio de su cuenta de Twitter que está enfermo de (oh, sorpresa) varicela, una enfermedad que puede prevenirse con una vacuna.

Ha sido un divulgador de las teorías conspirativas que aseguran que las vacunas son todo un negocio oscuro de las industrias farmacéuticas para mantenernos enfermos, afirmación que no resiste análisis ni googleo.

También ha sido un gran detractor de una nueva legislación que convierte en obligatorio el tener todo el registro de vacunas para los menores que quieran matricularse en el sistema educativo nacional.

En ese momento, dijo que había vacunado a sus propios hijos, pero creía que no debía forzarse a las otras personas a que lo hagan.

Estuvo hospitalizado durante cuatro días por varicela, y después de haber sido dado de alta dijo: “Estoy bien, terminaré mi convalecencia en casa, gracias a todos”.

La varicela es muy contagiosa

La varicela es una infección causada por el virus de la varicela zoster. Provoca erupciones con picazón con pequeñas ampollas llenas de líquido. La varicela es altamente contagiosa para las personas que no han tenido la enfermedad o no han sido vacunadas contra ella.

Hoy en día, hay una vacuna disponible que protege a los niños contra la varicela, la cual es recomendada y aplicada en la mayoría de países del mundo. En algunos países ha estado erradicada durante años o incluso décadas.

Los síntomas primarios son:

  • Fiebre.
  • Pérdida de apetito.
  • Dolores de cabeza constantes.
  • Cansancio y sensación general de malestar.

Una vez que aparecen las primeras erupciones, los síntomas son:

  • Protuberancias (pápulas) rosadas o rojas elevadas que se desprenden durante varios días.
  • Pequeñas ampollas llenas de líquido que se forman en aproximadamente un día y luego se rompen y gotean.
  • Costras en la piel, que cubren las ampollas rotas y tardan varios días más en sanar.

Fonte: LARED21

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