A conversa cara a cara, o aqui e agora

Estabilidade política é resultado de conversa respeitosa na qual se dá e se recebe. Deixar de lado a vaidade, a intransigência e o orgulho; assim, a antítese da conversa é a polarização exacerbada.

DIEGO MIR

Conversar é uma arte em perigo de extinção?

Conversar é uma arte em perigo de extinção? Dizer que sim seria, no mínimo, controvertido, porque hoje tudo ao nosso redor está montado de maneira que nos chegam sem cessar oportunidades de interagir tanto com amigos quanto com desconhecidos. A conectividade digital permite trocar mensagens sem limite, de modo que vivemos na ilusão de estarmos imersos em uma espécie de conversa infinita. A pergunta inicial pode não parecer tão absurda se pararmos para pensar sobre o que se entende por conversa e, especialmente, o que se espera de seus participantes: a expressão de argumentos, de um lado, e escuta atenta, de outro. Em nosso atual ambiente hipertecnificado, ambas as ações são um desafio. O primeiro exige certas doses de solidão prévia para que quem fala tenha tido a possibilidade de elaborar algo genuinamente próprio; o segundo, prestar atenção. Ou, dito de outra forma, remar contra a corrente no caudaloso rio de estímulos e interrupções pelo qual navegamos diariamente. E, além disso, dialogar não é uma troca de monólogos. Jean de La Bruyère dizia que o talento da conversa não consiste tanto em mostrar muito, mas em fazer que os outros encontrem.

Nossas vidas são baseadas em interações e a comunicação verbal é a ferramenta mais à mão para produzi-las. Ninguém discute a máxima aristotélica de que o homem é um animal social inclinado a exteriorizar opiniões e sentimentos. Portanto, o silêncio imposto implica pesar, e quando um ente querido deixa de nos dirigir a palavra, experimentamos dor. O escritor Henry Fielding, em seu ensaio de 1743 dedicado à conversa, a definiu como a troca de ideias mediante a qual se examina a verdade e na qual cada questão é analisada a partir de diferentes pontos de vista, de modo que o conhecimento seja compartilhado. A história conheceu grandes momentos dessa arte desde que Platão observou que é a mais elevada forma de conhecimento. Muitos séculos depois se começou a perceber a relação direta entre a estabilidade política e o mundo da conversa, que David Hume descreveu como a conversa respeitosa na qual se dá e se recebe no interesse de um gozo mútuo. Para manter um intercâmbio linguístico autêntico deve-se deixar de lado a vaidade, a intransigência e o orgulho; assim, a antítese da conversa é a polarização exacerbada.

A conversa, como se desenvolveu tradicionalmente ao longo da história, tem um denominador comum: o cara a cara, o aqui e agora. E essa necessidade de nos comunicar olhando nos olhos é o que a onipresença das telas já começou a diluir, a ponto de haver quem chegou a acreditar que, com esses sucedâneos de colóquios mediados por um dispositivo, nada se perde no caminho. A tela, cabe lembrar, é não apenas uma superfície que transmite conteúdos, mas também é, em sua segunda acepção, uma separação, uma barreira ou proteção que se interpõe entre os indivíduos. Por isso pesquisadores como Sherry Turkle, professora de Estudos Sociais de Ciência e Tecnologia do MIT, alertam para a crise de empatia promovida pelos aparelhos eletrônicos, pois nos privam de ver as emoções que afloram quando duas pessoas se explicam frente a frente e em tempo real. Além disso, conversar também é a maneira mais eficaz de criar laços afetivos. Turkle aponta em Reclaiming Conversation (Em Defesa da Conversa) que esperamos cada vez mais da tecnologia e menos das pessoas que nos rodeiam, às quais arrebatamos boa parte da nossa atenção para redirecioná-la a conteúdos alojados em outro lugar. “Sacrificamos a conversa pela mera conexão”, acrescenta, citando estudos científicos que demonstram que a simples presença de um telefone sobre a mesa, ainda que desconectado, desvirtua a atenção de todos os presentes. Outro dado preocupante: quanto mais tempo as crianças passam conectadas, menor é sua capacidade de identificar sentimentos alheios.

Diego Mir 

Nossa confiança na tecnologia para preencher os silêncios, combater o tédio e nos expressar sem o medo de nos sentirmos julgados é tanta que a indústria se esforça para desenvolver a inteligência artificial para que possamos falar com objetos em vez de pessoas. Os robôs de conversação já são uma realidade. Hoje é possível coletar todas as mensagens e comentários de um usuário na rede para que, uma vez morto, possam ser recriados seus padrões de conversação, de modo a podermos continuar trocando mensagens com ele. Embora isso, como Alan Turing vaticinou, não deixará de ser um jogo de imitação. A tecnologia é um meio extraordinário, mas nada é capaz, adverte Turkle, de substituir uma comunicação em pessoa e os benefícios que traz. O sociólogo Georg Simmel, já no início do século passado, qualificou a conversa de antídoto contra a pressão e o estresse causados pela vida moderna. Recentemente, um estudo da Universidade de Chicago provou que a conversa casual entre dois estranhos em um trem ou sala de espera faz desse momento uma experiência mais agradável. Talvez, apontam seus autores, estejamos superestimando o desejo de privacidade em um planeta cada vez mais povoado. Não entender os benefícios da interação social resulta inevitavelmente em solidão, empobrecimento e falta de empatia.

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Por que a masturbação infantil continua sendo um tabu?

Pais e filhos tentam resolver suas dúvidas e preocupações com o pediatra. Surpreendentemente há pouco conteúdo educativo disponível na literatura pediátrica. Ainda que os pediatras tranquilizem os pais informando que não é um comportamento patológico, nem sempre sugerem como proceder.


¿Por qué la masturbación infantil es un tabú tan grande?

Enfrentémoslo:la masturbación en efecto puede ser divertida, pero a muchos padres les resulta incómodo hablar al respecto con sus hijos. Los padres y los niños a veces tratan de resolver sus dudas y preocupaciones con el pediatra, pero hay sorprendentemente poco contenido educativo disponible en la literatura pediátrica. Además, según una encuesta informal de colegas pediatras, parece haber mucha variación respecto de mencionar el tema entre los médicos.

Si revisamos los informes de los encargados de guarderías y los padres, dijo Debby Herbenick, profesora de la Escuela de Salud Pública de la Universidad de Indiana, es muy común ver observaciones sobre niños que tocan sus genitales o inician juegos con sus compañeritos en los que se tocan. Esos informes disminuyen drásticamente con los niños ligeramente mayores, comentó, de los que están a punto de cumplir 5 años en adelante.

“Los niños lo mantienen en secreto”, dijo Herbenick; en estudios en los que se les pidió a estudiantes universitarios que recordaran su comportamiento sexual en la infancia y la adolescencia, muchos recuerdan haber participado en este tipo de actividades desde los 5 hasta los 9 años. Todavía lo hacen, pero han aprendido a no hablar del tema.

“En verdad es normal; podríamos hablar más sobre eso para que se normalice entre los padres”, dijo Elizabeth Erickson, profesora adjunta de Pediatría en Duke, autora deun artículoacerca de cómo los pediatras pueden ayudar a las familias a entender la masturbación.

En laetapa de la infancia temprana, señaló, los niños pequeños descubren que “es una parte de su cuerpo que se siente distinto cuando la tocan”.

Esta a menudo es la etapa en la que aprenden a ir al baño, ya que se pone mucha atención en esa zona, antes cubierta por el pañal, y se anima a los niños a quitárselo si es necesario.

“Los padres informan que los niños tocan sus genitales cuando están aburridos o cuando se estimulan”, comentó. Los niños quizá se froten con peluches, sábanas o el descansabrazos del sofá, dijo.

“Es muy normal que los niños pequeños, los niños mayores, los adolescentes y los adultos toquen sus genitales; de hecho, hay imágenes de fetos en las que se observa que tocan su pene o vulva”, agregó Leslie M. Kantor, profesora de la Escuela de Salud Pública de Rutgers. “Nos confundimos culturalmente con la idea de que los niños pequeños tocan sus genitales porque les gusta la sensación”, como sucede con otras experiencias sensuales, como quitarse la ropa y correr por donde está un aspersor, pero los padres lo interpretan como algo abiertamente sexual.

Por eso los padres de estos niños pequeños a menudo se preocupan, dijo Erickson. Quizá lleguen a la conclusión de que es un comportamiento aprendido, quizá una señal de abuso, en vez de una parte orgánica y normal del desarrollo.

Aunque los pediatras tranquilizan a los padres diciéndoles que este comportamiento no es patológico, no siempre sugieren cómo manejarlo, comentó. Si los niños muy pequeños se masturban en un lugar muy público, dijo Erickson, los padres pueden intentar redireccionar el estímulo. No hacer un gran escándalo, simplemente ofrecer una distracción y una alternativa para concentrar ahí la atención del niño.

A los niños mayores, sugirió explicárselos: “Eso está bien, pero es algo que hacemos en privado”. Bonnie J. Rough, autora deBeyond Birds and Bees, sugiere que los niños desarrollarán una idea de privacidad por sí mismos, ylos padres deben tener cuidado de no enviar el mensaje sutil de que la masturbación es vergonzosa.

En lapubertad y la adolescencia, la masturbación se relaciona de manera mucho más directa con el desarrollo de la sexualidad y el deseo de satisfacción sexual.

Los padres a menudo piden consejos sobre sus hijos, dijo Erickson.“Hay algunas personas a las que les han enseñado que hay un límite sobre la normalidad del tema y que puede convertirse en algo anormal o patológico a partir de cierto punto; que pueden lastimarse o que hay algún limite desconocido que es poco sano atravesar”.

Hablar con adolescentes sobre la masturbación puede relacionarse con hablar sobre pornografía, y acerca de lo que quizá hayan visto en internet, pues hay evidencia de que la mayoría de los niños han estado expuestos, a menudo sin querer, a imágenes sexuales.

Los padres pueden aprovechar la oportunidad para comunicar sus propios valores, dijo, y eso implica reflexionar con anticipación sobre el mensaje que quieren transmitir y ponerse de acuerdo respecto de sus creencias. “En otras áreas, desde una edad temprana les decimos a nuestros hijos: es importante que hagas la tarea y aprendas”, dijo Kantor. “Con el sexo, la tendencia es decir: ‘Ay, Dios mío. Vi el historial del navegador en mi laptop y aparece Pornhub’”.

Aunquehay mucha evidencia de que las adolescentes se masturban, “dejamos a las niñas casi por completo fuera de esta conversación”, señaló Erickson.

Rough dijo quelos padres “no deberían tener miedo de decirles a sus hijas que está bien tocarse, que son cosas positivas, saludables y normales que, de hecho, pueden ayudar a comunicarse con una pareja y disfrutar la vida sexual”.

Sin importar qué parte de la conversación se sientan listos para tener con sus hijos, cuando hablan con adolescentes, el mensaje para los padres siempre es el mismo: sigan hablando.

“Siempre tienes la oportunidad de regresar al tema y proporcionar información adicional”, dijo Kantor.

No obstante, ¿cuáles son lasocasiones en las que los padres de verdad deben preocuparsepor la masturbación? Si involucra a otros niños sin su consentimiento, dijo Erickson, claramente es un problema. En un niño pequeño, la masturbación muy persistente que no puede redirigirse quizá sea una señal de estrés de algún tipo, o un posible caso de abuso (y también vale la pena ver si hay algún problema médico que causa irritación o comezón).

Además, si a los niños les cuesta mucho trabajo entender qué es apropiado hacer en público y qué no, a medida que crezcan eso quizá también sea señal de otras dificultades sociales o del desarrollo neuronal; este puede ser un gran problema para los niños que están en el espectro del autismo, quienes tienen problemas con todo el rango de pistas y reglas sociales. Al crecer, el comportamiento sexual en contextos inapropiados o la infracción de límites sociales, puede hacer que estos niños tengan problemas en el ámbito social e incluso legal.

El “límite superior de lo normal” para los adolescentes serían casos en los que la masturbación comience a interferir con la vida diaria, dijo Kantor, o si involucra objetos que posiblemente puedan causarles lesiones. Si la irritación es un problema (ahórrenme los chistes; ya me los sé todos), denles humectante o lubricante y no hagan un escándalo al respecto.

Lo más importante es que los padres deben recordar que, con la excepción de esos casos poco frecuentes, se trata de una actividad sexual normal, estándar, saludable y completamente libre de riesgos.

“Puede ser una buena manera de conocer tu propio cuerpo”, dijo Kantor. Aunque los padres quizá quieran agregar: “Pero, por favor, no te encierres en el baño una hora”.

Por:Dra. Perri Klass
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Como ser alguém agradável socialmente

Todos queremos ser conversadores engenhosos e encantadores, capazes de interagir com entusiasmo e fazer sentir aos demais que foram realmente escutados.

No te unas a una conversación con la intención de provocar carcajadas, a menos que seas comediante profesional. Dolly Faibyshev para The New York Times

¿Sabes cómo llevar una conversación?

Todos queremos ser conversadores ingeniosos y encantadores, capaces de interactuar con entusiasmo y hacer sentir a los demás que fueron realmente escuchados.

Pero ¿cómo lograrlo?

Jen Doll, definitivamente una de mis autoras favoritas, escribió una guía con todo lo que siempre has querido saber para que te vaya mejor en las fiestas.

Ser alguien con quien la gente disfrute hablar en realidad se resume a ser auténtico y estar genuinamente interesado. Decir esto es más fácil que hacerlo, así que a continuación te ofrecemos tres consejos de Doll que te ayudarán a convertirte en un interlocutor más involucrado y agradable.

1) Conoce los tres niveles de una conversación

– El uno es el del terreno seguro: deportes, clima, cultura popular, celebridades y cualquier experiencia inmediata compartida.

– El dos es el potencialmente controvertido: religión, política, citas y vida amorosa. “Sondea los ánimos y si los demás no se muestran interesados, da marcha atrás”, le dijo un experto a Doll.

– El nivel tres incluye los temas más íntimos: familia, finanzas, salud y vida laboral. “A algunas personas les encanta hablar sobre sus trabajos y sus hijos, pero no hagas una pregunta indagatoria hasta que te hayan abierto la puerta”, dijo Daniel Post Senning, experto en etiqueta.

Date cuenta también de que a pesar de que la pregunta “¿A qué te dedicas?” es muy común y aceptable en algunos países, en otros es tan banal como quedarte viendo una pared. En su lugar, pregunta: “¿A qué dedicas tu tiempo?”.

Debra Fine, conferenciante y autora deThe Fine Art of Small Talk, tiene otra regla básica: “No hagas una pregunta que pueda poner a alguien en un predicamento: ‘¿Viniste con tu novio?’, ‘¿Sí entraste a aquella maestría de negocios?’”. En cambio, di algo como: “Ponme al tanto de tu vida” o “¿Cómo te va en el trabajo?”.

2) Muéstrate más interesado para ser más interesante

No comiences una conversación con la intención de hacer que todos rían a carcajadas, salvo que seas comediante profesional.

“Si solo hablas mucho podrías cansarte, pero si haces preguntas, escuchas y dejas que las personas se explayen, pensarán que eres un gran conversador”, dijo Morra Aarons-Mele, autora deHiding in the Bathroom: An Introvert’s Roadmap to Getting Out There (When You’d Rather Stay Home).

“Para mí se reduce a tener en mente que debo estar más interesado en lugar de ser muy interesante”, dijo Akash Karia, un conferencista y mentor de desempeño que ha escrito varios libros, entre ellos el tituladoSmall Talk Hacks: The People Skills & Communication Skills You Need to Talk to Anyone & Be Instantly Likeable.

Mencionó un estudio en el que dos investigadores del Departamento de Psicología de la Universidad de Harvard encontraron que hablar sobre uno mismo detona la misma sensación de placer en el cerebro que la comida. “Las personas se privarían del dinero con tal de hablar sobre sí mismas”, dijo. Puedes sacar ventaja de esto simplemente escuchando.

3) No monopolices la conversación

Todos hemos participado alguna vez en una de esas molestas conversaciones en las que no podemos decir ni pío. Desafortunadamente, también es posible que hayamos estado en el otro extremo. Post Senning dijo que es crucial “compartir el pastel de la conversación. Mitad y mitad si son dos personas, un cuarto cada quien si son cuatro. Tu pedazo de pastel para hablar nunca debe ser tan grande como tu parte de escuchar”.

Para ser una verdadera superestrella de la conversación, pon en práctica estos consejos:

– Presta atención y haz contacto visual.
– Haz expresiones activas y participativas.
– Repite lo que escuchaste y dale seguimiento mediante preguntas.
– Si te das cuenta de que quieres decir algo, no lo digas. Cuestiona lo que pensaste y regresa a escuchar.
– Ganarás puntos extra si esperas una hora para comentar eso que no dijiste antes.

Ten en mente que cada vez que digas algo declarativo, debes pedir también la opinión de la otra persona. “Si digo: ‘Ese equipo no tiene oportunidad de ganar’, tengo derecho a expresar mi opinión, pero también debo decir después: ‘Tú, ¿qué opinas?’”, dijo Fine. “Quieres evitar ser un conversador abusivo”.