Falsa psiquiatra tenta se apoderar da herança de sua paciente

Falsa psiquiatra foi condenada a cinco anos de prisão por falsificar o testamento de sua paciente, (uma viúva de 84 anos com quem estabeleceu relação de amizade em 2016 em uma clínica para pessoas com demência) e tentar se apoderar de sua herança, avaliada em cerca de um e meio milhão de dólares.

Por una falsa psiquiatra, el Reino Unido investiga a tres mil médicos extranjeros

El caso de Zholia Alemi, una psiquiatra impostora, se suma a las presiones que ya experimenta el sistema británico de salud.Andrew Testa para The New York Times

LONDRES — En un país en el que los asuntos de salud pública siempre están bajo la lupa y, en algunas ocasiones, derivan en escándalos, las autoridades médicas del Reino Unido reconocieron el lunes haber tomado la decisión de revisar los documentos de unos tres mil médicos extranjeros, tras la condena por fraude de una supuesta doctora, a quien también se le acusa de falsificación de documentos.

El caso podría sumarse a otroscuestionamientos en torno a la seguridadde los pacientes del Servicio Nacional de Salud del Reino Unido, institución que solía ser elogiada, justo cuando sus reducidos presupuestos y lasposibles consecuenciasde la inminente salida de esa nación de la Unión Europea han agravado la atmósfera de incertidumbre.

Zholia Alemi, de 56 años, trabajó durante más de veinte años en los servicios de salud del Reino Unido avalada por un documento que, según ella, demostraba los estudios que cursó en su país natal, Nueva Zelanda. Dicho documento le permitió darles tratamiento a pacientes que padecían demencia y muchos otros problemas psiquiátricos.

Sin embargo, una investigación emprendida por un periódico provincial hace algunas semanas reveló una versión muy distinta del perfil académico de Alemi.

The News & Star, con oficinas en Carlisle, una pequeña ciudad ubicada en el noroeste de Inglaterra, se puso en contacto con las autoridades de Nueva Zelanda e informó que Alemi había abandonado sus estudios de Medicina en 1992, después de completar un año de cursos, y solo había obtenido un grado en Biología Humana.

Alemi llegó al Reino Unido a mediados de los años noventa y aprovechó un programa que ayudaba a médicos de algunas de las antiguas colonias británicas, incluida Nueva Zelanda, a obtener licencias para ejercer esa profesión en el Reino Unido con revisiones escuetas de sus constancias académicas.

“Nos preocupa mucho que una persona haya presentado constancias de estudios falsificadas”,declaróel lunes Charlie Massey, director ejecutivo del Consejo Médico General. Añadió que el grupo, encargado de supervisar la profesión médica en el Reino Unido, “estaba haciendo todo lo posible para averiguar cómo pudo ocurrir algo así”.

Como psiquiatra, Alemi gozaba de “los mismos privilegios que cualquier otro” doctor de su nivel, indicó el organismo, incluidas facultades para recetar medicamentos e internar pacientes sin su consentimiento para someterlos a algún tratamiento.

“Es evidente que, en este caso, las medidas tomadas en los años noventa no fueron adecuadas, por lo que ofrecemos disculpas por cualquier riesgo que hayan corrido los pacientes a causa de ello”, señaló.

El caso de Alemi salió a la luz porque intentó aprovecharse de una paciente, Gillian Belham, una viuda de 84 años con la que estableció una relación amistosa en 2016, en una clínica para pacientes con demencia ubicada en el pueblo costero de Workington.

El mes pasado, Alemi fue sentenciada a cinco años de cárcel por falsificar el testamento de su paciente e intentar apoderarse de su herencia, valorada en cerca de 1,5 millón de dólares. “Se trata de un delito despreciable, motivado simple y llanamente por la avaricia”, aseveró el juez James Adkin, quien anunció la sentencia, según el periódico The News & Star.

El Consejo Médico General explicó que el programa con el que se autorizó el ejercicio profesional de Alemi en el Reino Unido dejó de aplicarse en 2003 y en su lugar se implementó un esquema con verificaciones más rigurosas.

“En su solicitud, Zholia Alemi incluyó un documento que parecía hacer constar la obtención de un grado en Medicina de la Universidad de Auckland, una carta de la universidad que confirmaba su graduación y una carta de referencia de su patrón anterior en Pakistán”, mencionó el organismo. “Ahora sabemos que la constancia de estudios que presentó era falsa”.

El Consejo Médico General informó que comenzó “una revisión inmediata” de todos los doctores aprobados mediante el mismo proceso cuya licencia para ejercer la profesión en el Reino Unido sigue vigente, y especificó que son unos tres mil.

“Es importante enfatizar que se trata de un caso muy raro”, afirmó el grupo. “Aunque no hay nada que nos haga dudar de que otros médicos autorizados mediante ese procedimiento son honestos y trabajadores, es importante verificar de cara a estos acontecimientos”.

El Consejo Médico General mencionó que en la actualidad los médicos que solicitan permiso para ejercer deben cumplir procesos de verificación más amplios, además de someterse a exámenes profesionales y de dominio del idioma. También insistió en que la revisión de documentos debe ser mucho más detallada para evitar fraudes.

The News & Star informó que las autoridades médicas de Nueva Zelanda confirmaron que a Alemi “nunca se le otorgó el título de médica”.

Fonte: The New York Times
Por: Alan Cowell

“Prolongar a vida em UTIs é uma praga moderna”

“A maior dificuldade que existe hoje é tratar a morte como uma questão pessoal, considerar o próprio fim”. “As diversas incertezas que rondam a finitude fazem do último suspiro um dos grandes tabus sociais”.

MJK

Maria Julia Kováca – foto: Carine Wallauer/UOL

‘Prolongar a vida em UTIs é uma praga moderna’, diz especialista em morte

Há quem tenha medo da morte e prefira não falar sobre ela. Algumas culturas costumam celebrá-la. Há quem queira ter controle sobre o fim da vida, já outros preferem que seja natural — sem dor, preferencialmente. Fato é que as diversas incertezas que rondam a finitude fazem do último suspiro um dos grandes tabus sociais. E foi exatamente sobre esse assunto que a psicóloga Maria Julia Kovács, 65, decidiu se dedicar profissionalmente.

Professora do Instituto de Psicologia da USP e coordenadora do Laboratório de Estudos sobre a Morte (LEM), ela começou a estudar o tema nos anos 1980. O interesse surgiu de uma questão pessoal, a doença de uma tia. “Ela estava muito mal e queria falar sobre a morte. Eu me recusava, reproduzindo o jeito de ser da nossa sociedade atual. E foi aí que ouvi dela: ‘Que tipo de psicóloga você vai ser que não fala sobre o assunto?’”, contou em entrevista à Daniela Carasco, da UOL. “Comecei lendo alguns livros, até me especializar em 1982, no mestrado.”

Em 1986, ela criou na Universidade de São Paulo a disciplina “psicologia da morte” a fim de aproximar os alunos de uma questão tão implacável. “A maior dificuldade que existe hoje é tratar a morte como uma questão pessoal, considerar o próprio fim”, conta.

A “interdição” do tema, segundo Maria Julia, veio com o avanço da medicina. “Do ponto de vista médico, a morte é vista como um fracasso profissional, daquele que não conseguiu evitá-la”, diz. Como consequência, surgiu a “distanásia”, o prolongamento do processo de morte por meio de tratamentos cada vez mais modernos. Algo questionável na visão da especialista, que, como muitos, também tem medo do próprio óbito.

Aqui, ela fala abertamente sobre as mais variadas especulações e certezas que envolvem o processo de falecimento, como eutanásia, luto, cuidados paliativos, sofrimento, prorrogação artificial, suicídio e diferenças culturais.

A maneira como a morte passou a ser tratada mudou com o tempo?
Drª Maria Julia Kováca: – A grande mudança se processou na passagem do século 19 para o 20, com o desenvolvimento da medicina, principalmente na sua busca de cura e de tratamentos cada vez mais sofisticados. Do ponto de vista médico, a morte passou a ser vista como fracasso profissional. Então, houve a interdição do tema, isolamento de pessoas que estão morrendo em salas e corredores distantes nos hospitais, além da exploração de técnicas que pudessem postergá-la a todo custo. Assim se criou a “distanásia”, um processo muito sério de medicalização e prolongamento do processo de morte, que pode vir acompanhado de muito sofrimento.

Qual o lado bom e o ruim de prolongar a vida com os novos tratamentos?
Há benefícios, como permitir que pessoas com o diagnóstico de doenças sem cura vivam por muito tempo e com menos efeitos colaterais. A maior desvantagem é que muita gente não está conseguindo morrer naturalmente. Os maiores prejudicados nesse ponto são os idosos, com doenças crônicas e degenerativas. Eles são submetidos a uma série de intervenções inúteis, porque não se concebe a ideia de que possam morrer. Isso acaba ampliando o sofrimento do doente e de seus familiares, que os vê em situações muito graves, quase mortas, entubadas, sem a possibilidade de se comunicar. Prolongar a vida em UTIs é uma praga moderna.

Você é favorável à eutanásia?
Eutanásia quer dizer “boa morte”. O que aconteceu é que, nos últimos tempos, ela passou a ser associada ao apressamento do fim, possivelmente uma reação ao prolongamento. Sou a favor da sua legalização como possibilidade de atender ao desejo de uma pessoa que não quer mais viver. O direito de morrer e de planejar o final da vida é importante. Não apressá-la, mas deixar acontecer naturalmente sem muita intervenção, só cuidando para que a pessoa não sofra com dores ou outros sintomas. Daí a importância dos cuidados paliativos.

O que são os cuidados paliativos?
São cuidados de alívio e controle de sintomas de uma doença que não tem cura para garantir qualidade de vida ao paciente. Não é uma preparação para a morte, mas a dor, dificuldade respiratória, problema gástrico, ansiedade e outros problemas que ela possa ter. Eles são muito aplicados nas áreas de oncologia. Nas de doença mental precisam ser melhor trabalhados.

Optaria pela eutanásia para si?
Não, porque ela envolve uma terceira pessoa que executa o procedimento, alguém que lhe dá a medicação para morrer. E isso é complicado. Nos países em que é legalizada, ela é realizada por médicos. Para mim, seria a última possibilidade, mas quem deseja deveria ter esse direito de escolha. Se meu sofrimento for muito grande, aceitarei a sedação paliativa para aliviá-lo, diminuindo a consciência. Acho interessante a ideia do suicídio assistido.

O que é o suicídio assistido?
É quando o próprio doente executa o ato final. Ele é regulamentado em vários Estados dos Estados Unidos, onde a liberdade individual é muito prezada. Existem duas formas clássicas de realizá-lo. Um dos processos é feito com três seringas instaladas no paciente. A primeira é o acesso; a segunda, o relaxante; e a terceira, a substância que provoca a morte. Ele é quem vai acionar a última quando achar que deve. A outra forma é quando o médico entrega à pessoa a receita de uma medicação fatal e ela toma quando quiser. Isso ajuda muitas a repensarem a decisão. Essa é frequente na Suíça, onde existe uma clínica especializada em “morte com dignidade”, como preferem chamar.

Em Goiás, uma mãe entrou na Justiça para obrigar o filho a se submeter a sessões de hemodiálise. O menino de 22 anos sofre de uma doença crônica e decidiu abrir mão do tratamento. Ela pergunta se “é egoísmo uma mãe querer que o filho não desista de viver”. O que a senhora responderia a ela? Então, a morte é uma escolha pessoal?
Essa é uma grande discussão atual. Em muitas religiões, a vida e a morte pertencem somente a Deus ou a uma divindade. Portanto, não é uma escolha pessoal. Algumas até possibilitam uma conversa com o sacerdote neste sentido para um certo conforto espiritual. A Igreja Católica, por exemplo, defende que seja um processo natural, sem apressamento, nem prolongamento indefinido. O judaísmo se coloca da mesma maneira. Por outro lado, quando se tira o viés religioso, muita gente considera que a escolha do modo de morrer é própria.

Do ponto de vista dele, é absolutamente compreensível seu desejo. Mas a mãe também está certa por querer o filho vivo. Alguns dilemas nunca serão resolvidos, esse é um deles. A minha tendência seria apoiar o rapaz, porque quem está vivendo essa vida de sofrimento é ele. O que eu faria com ela seria legitimar seu sentimento e oferecer acolhimento. É um egoísmo natural de mãe. Seria até muito estranho se ela não lutasse pela vida do filho.

Culturalmente existem diferenças na interpretação da morte?
Podemos dizer que, de maneira geral, a cultura ocidental e a oriental lidam diferente. A primeira tem mais dificuldade de lidar com a finitude, a segunda enxerga mais como um ritual de passagem. Mas não existe um padrão. O México é um bom exemplo. Ele está no Ocidente, mas celebra a morte como possibilidade de evolução. Já uma metrópole como São Paulo, onde o trânsito e a rotina atribulada interferem até numa ida a um enterro, esse processo é perturbador.

“As pessoas não têm tempo de se enlutar na capital paulista. No trabalho, só podem ficar, no máximo, três dias afastadas após a perda de um familiar.

Quanto tempo dura o luto?
O luto é um processo de elaboração de uma perda significativa e não acaba nunca. Ele vai evoluindo, com dias melhores e outros piores. É como as ondas do mar, que vêm e vão. O mais importante é permitir ao enlutado expressar seus sentimentos da melhor forma para ele, seja de maneira intensa ou recolhida. Quando a gente ama profundamente uma pessoa, estão misturados aí medo, raiva, insegurança. Na hora que ocorre a perda, esses sintomas todos emergem e precisam ser legitimados. O problema é que nossa sociedade não tolera o sofrimento por muito tempo, nem muito intensamente. E isso perturba profundamente o processo. O capitalismo e a medicalização nos exige resolver os problemas emocionais rapidamente. Essa é uma característica dos tempos atuais.

O luto é uma doença?
Não. Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – DSM-5, depois de duas semanas, se as expressões emocionais continuarem muito fortes, pode ser dado o diagnóstico de depressão. Essa, sim, é uma doença.

Por que essa obsessão pela eternidade?
Porque a gente sempre imagina as coisas boas de se viver para sempre, mas as coisas ruins também podem perdurar. À medida que você envelhece, vai perdendo a potência, a força… Pense que isso deve permanecer com a o prolongamento da vida. Aí não fica mais gostoso, nem atrativo.

É possível sentir a morte chegando?
Sim. Normalmente, a gente consegue sentir isso quando está doente e a doença agrava. Muitas pessoas têm essa percepção e é terrível quando o mundo em volta diz que está tudo bem, que ela vai sair dessa. Ela viveu com esse corpo a vida inteira, sente que está terminando.

Dentre todas as mortes, qual é a mais tabu?
O suicídio, porque é um tipo de morte muito complexo, difícil de elaborar. A gente sabe que para tudo na vida existem inúmeras possibilidades. Então, entender que ele foi escolhido em detrimento de tantas outras é muito complicado. Por isso, é muito importante falar sobre o assunto. A única certeza que temos é que ignorá-lo não resolve. Pelo contrário, pode aumentar as chances diante da falta de compreensão.

Existe morte digna?
Sim e é essa que devemos batalhar para ter. É aquela que possa acontecer da maneira como a pessoa gostaria que fosse, com os valores que são importantes para ela. Se ela quiser, com as pessoas que são importantes na vida dela, sem dor e sem sofrimento possíveis de serem controlados.

Você teme perder pessoas queridas?
Sim. O fato de estudar a morte, ministrar disciplinas e atender em psicoterapia pessoas enlutadas não me protege da dor da perda. É uma ilusão pensar que estamos protegidos e vamos saber como lidar.

“Nada nos blinda do sofrimento. Como profissionais temos a tarefa de cuidar, mas temos que ter o espaço de elaboração e também de ser cuidado se necessário.

É normal ter medo da morte?
Eu diria que o medo da morte faz parte do existir humano para o bem e para o mal. Ele nos permite lutar pela sobrevivência, evitar perigos, se cuidar. Por outro lado, pode ser danoso no momento em que faz a gente deixar de existir — não vai viajar porque pode ter atentado, não vai trabalhar para não ser castigada pelo chefe, não se relaciona para não perder a pessoa amada. Você se superprotege e não vive. Alguns riscos para a vida são necessários, seja no amor ou no trabalho.

Por que as pessoas sentem isso?
Pessoas podem ter medo de morrer, medo de perder pessoas, medo da finitude, medo do desconhecido, medo do que vem após a morte… É multidimensional.

E você tem medo dela?
Sim. Tenho medo principalmente da morte com sofrimento e dor. Vamos dizer que ainda pretendo continuar vivendo, não gostaria de morrer agora. Se tivesse que acontecer neste momento, por alguma circunstância, não gostaria de passar pelo prolongamento do processo de morrer.

Fonte: Revista Prosa Verso e Arte
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A eutanásia, a religião, os cuidados paliativos e a educação

“Um “declínio na religiosidade” explica em parte um aumento da aceitação da eutanásia” na Europa Ocidental.

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Cuidados paliativos e eutanásia não são práticas contraditórias

Segundo um estudo publicado no ano passado na revista internacional Palliative Medicine, a percentagem de pessoas que teve acesso a cuidados paliativos na Bélgica é superior entre os que solicitaram eutanásia do que na restante população que não morre de morte repentina.

Um dos autores deste estudo, o sociólogo belga Joachim Cohen, refere que, na Bélgica, a eutanásia acontece depois de os doentes terem acesso a cuidados paliativos com qualidade.

O estudo, publicado em 2017 e que analisou a realidade belga, mostra que, de todos os utentes de cuidados paliativos, houve 14% que solicitaram eutanásia.

Em resposta escrita à agência Lusa, o sociólogo, que trabalha num centro dedicado às questões de fim de vida, refere ter estudos e análises de dados que demonstram que as pessoas que procuram a eutanásia são sobretudo doentes mais informados e com níveis de educação elevados.

Os doentes oncológicos e pessoas entre os 65 e os 79 anos estão também entre os grupos mais relevantes quanto aos pedidos de eutanásia, segundo o estudo, após análise a mais de 6.800 casos de vários tipos de mortes na Bélgica.

Os autores destacam ainda que, no país, as federações de cuidados paliativos aceitam que a eutanásia aconteça no contexto de bons cuidados paliativos.

“Num contexto de eutanásia legalizada, a eutanásia e os cuidados paliativos não surgem como práticas contraditórias. Uma proporção substancial de pessoas que realizou pedido de eutanásia era seguida por serviços de cuidados paliativos”, refere uma das conclusões do estudo.

Joachim Cohen e a equipa do End-of-Life Care Research Group analisaram também a posição das sociedades e dos países relativamente à eutanásia e à morte medicamente assistida.

“A aceitação pública aumentou ao longo do tempo, mas com variações consideráveis entre os países”, concluiu o investigador.

Nesta análise coube ainda a procura pelas razões desta variação, sendo que a religiosidade surgiu como um dos fatores que influencia a posição sobre a eutanásia.

De acordo com Joachim Cohen, um “declínio na religiosidade” explica em parte um aumento da aceitação da eutanásia” na Europa Ocidental.

Outro dos fatores que influencia a posição sobre a eutanásia é a tolerância à autonomia e à liberdade de escolha.

Num outro artigo científico em que Joachim Cohen participou, de 2016, mostra que nem sempre as opiniões dos cidadãos e dos médicos sobre a eutanásia são coincidentes, podendo ser mais fácil despenalizar a eutanásia quando essa diferença de opinião não é tão significativa.

Fonte: Atlas de Saúde Pt
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Eutanásia gratis para enfermos incuráveis ou discapacitados graves

Um passo adiante inspirado na legislação belga para ajudar a morrer os pacientes que solicitem e preencham todos os requisitos. Que ocorra com todas as garantias possíveis.

marJavier Bardem y Belén Rueda en una imagen de Mar adentro.

            La eutanasia que lanza el PSOE: gratis y para enfermos incurables o                                                                 discapacitados graves

La propuesta de los socialistas, “muy garantista”, se inspira en legislaciones como la belga para dar vida a un nuevo derecho aplicable solo a aquellos mayores, capaces y que reúnan los requisitos

“Un paso adelante” que hasta ahora el PSOE no había dado. La regulación de la eutanasia como un derecho cubierto por el Sistema Nacional de Salud, dirigido a aquellos enfermos incurables que padecen un gran sufrimiento o para aquellos con una discapacidad grave crónica. Los socialistas no habían plasmado antes sobre el papel una proposición de ley para legalizar esta práctica médica para ayudar a morir a los pacientes que lo soliciten y que cumplan todos los requisitos, y que a la vez se haga con “todas las garantías” posibles. Pero ahora ese papel ya existe, y se registró este jueves en el Congreso.

“El Estado ya no puede mirar para otro lado” hacia una realidad que cuenta, esgrimen desde la dirección del PSOE, con un alto respaldo social y profesional. Ha llegado el momento. Esa es la razón de ser de la propuesta, que emana del 39º Congreso Federal del partido, a la que se comprometió el propio Pedro Sánchez ante Izquierda Unida hace casi un año, y que este jueves explicaron en rueda de prensa en Ferraz el secretario de Justicia y Nuevos Derechos del PSOE, el exeurodiputado y abogado valenciano Andrés Perelló, y la responsable de Sanidad y Consumo, la senadora y médica asturiana Luisa Carcedo. Se trata de dar vida a “un nuevo derecho efectivo e individual”, al que creen que no deberían poner pegas los grupos parlamentarios que no son democristianos, por lo que estiman que Ciudadanos, cuyo concurso sería necesario —se trata de una proposición de ley orgánica, que necesita de la mayoría absoluta de las Cortes—, no tiene motivos para oponerse.

Fonte: El Confidencial Esp
Por: Juanma Romero
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