Google contra os Direitos Humanos

Funcionários do Google disseram que a empresa não estava mais “disposta a colocar seus valores acima dos lucros”. Uma nova ferramenta de busca “tornaria o Google cúmplice de opressão e abusos de direitos humanos” “viabilizaria a censura e a desinformação direcionada pelo governo” e “ajudariam os poderosos a oprimirem aqueles que estão em posição vulnerável onde quer que estejam”.

Funcionários do Google protestam contra buscas censuradas

MAIS DE 500 funcionários do Google assinaram uma carta aberta pedindo que a empresa abandone seu plano de lançar uma ferramenta de pesquisa censurada na China, enquanto manifestantes tomaram as ruas em oito cidades condenando o projeto sigiloso.

A carta foipublicadana terça-feira de manhã e foi assinada por um grupo de 11 engenheiros, administradores e pesquisadores do Google. Ao fim da tarde, cerca de 230 outros funcionários haviam acrescentado seus nomes ao documento, em uma extraordinária demonstração pública de raiva e frustração contra a administração do Google sobre o plano de pesquisa censurada conhecido como Dragonfly (“libélula”, em português). Até a publicação desta reportagem, a carta aberta tinha 528 assinaturas.

A ferramenta de pesquisa foi criada pelo Google para censurar frases relacionadas a direitos humanos, democracia, religião e protestos pacíficos, de acordo com as regras estritas de censura aplicadas pelo governo autoritário chinês. A plataforma de busca conectaria os registros de busca de usuários chineses aos seus números de telefone e compartilharia os históricos de buscas dessas pessoas com uma empresa parceira chinesa – o que significaria que agências de segurança chinesas, que rotineiramente têm como alvo ativistas e críticos do governo, poderiam obter os dados.

Os funcionários do Google disseram na terça-feira que eles acreditavam que a empresa não estava mais “disposta a colocar seus valores acima dos lucros”. Eles escreveram que a ferramenta de busca chinesa “tornaria o Google cúmplice de opressão e abusos de direitos humanos” e “viabilizaria a censura e a desinformação direcionada pelo governo.” Eles disseram ainda:

Nossa oposição à Dragonfly não tem a ver com a China: nós somos contra tecnologias que ajudam os poderosos a oprimirem aqueles que estão em posição vulnerável, onde quer que estejam. O governo chinês certamente não está sozinho em sua disposição em suprimir a liberdade de expressão e utilizar de vigilância para reprimir dissidentes. A Dragonfly estabeleceria na China um perigoso precedente em um volátil momento político que tornaria mais difícil para o Google negar concessões similares a outros países.

Em agosto, 1,4 mil funcionários do Google se manifestaram contra a Dragonfly em privado, com muitos assinando anonimamente uma carta que circulou dentro da empresa. Segundo fontes, os organizadores das manifestações haviam tentado até o momento manter seu descontentamento a portas fechadas, sentindo que negociar com a administração longe da mídia seria a melhor forma de apresentar suas questões.

Mas eles ficaram cada vez mais insatisfeitos com os executivos da empresa que se recusaram a responder perguntas sobre a Dragonfly e a se engajar em questões de direitos humanos.Esta é uma das principais razões pela qual os funcionários do Google decidiram ir a público na terça-feira com uma nova carta, desta vez não mais assinada de forma apenas anônima, que resultou em uma reprimenda sem precedentes aos chefes da empresa.

Os autores disseram que apoiavam a onda de protestos contra a Dragonfly organizados pela Anistia Internacional, que ocorreram na terça-feira do lado de fora das sedes do Google nos Estados Unidos, Reino Unido, Austrália, Canadá, Alemanha, Hong Kong, Holanda e Espanha.

Ativistas da Anistia foramfotografadosdo lado de fora dos prédios segurando cartazes que pediam que a empresa “ouça seus funcionários”, “não seja um tijolo no firewall chinês” (um trocadilho com a canção “Another Brick in the Wall”) e “não contribuam com a censura na internet na China”. Em Madri, o grupoencheuum enorme balão em formato de libélula e o exibiu em frente aos escritórios do Google na cidade.

A Anistia publicou umapetiçãoexigindo que o Google cancele o desenvolvimento da ferramenta de pesquisa. O grupo disse em uma declaração que a plataforma “prejudicaria irreparavelmente a confiança de usuários da internet” no Google e “estabeleceria um perigoso precedente para que empresas de tecnologia viabilizassem abusos de direitos humanos por parte de governos.”

O Google tem enfrentado um crescente número de protestos conforme seus funcionários têm se tornado mais organizados e corajosos.No começo deste mês, os empregados organizaram uma greve em massa por conta da maneira como a administração lidava com alegações de assédio sexual e outras queixas. Em abril, milhares de funcionários apresentaram preocupações com um projeto que envolvia o desenvolvimento de inteligência artificial para drones do exército americano.

O Google não emitiu comentários sobre a carta dos empregados ou sobre os protestos da Anistia. Em uma declaração padrão, disse que seu “trabalho com buscas tem sido exploratório e não estamos perto de lançar um produto de busca na China.”

Conforme o Intercept havia publicado anteriormente, o chefe de buscas da empresa disse aos funcionários que o objetivo do Google era lançar a ferramenta de pesquisa entre janeiro e abril de 2019. “Nós temos que estar focados naquilo que queremos viabilizar”, disse Ben Gomes. “E depois, quando o lançamento acontecer, estaremos prontos para isso.”

Os cientistas do Vale do Silício não querem que seus filhos usem os dispositivos que eles fabricam

“Estou convencida que o diabo vive nos celulares que estão arruinando a mente dos nossos jovens”

Los tecnólogos de Silicon Valley no quieren que sus hijos usen los dispositivos que ellos fabrican

La gente que está más cerca de una situación es a menudo quien más preocupada está al respecto. Los tecnólogos saben en verdad cómo funcionan los móviles y han decidido queno quieren que sus hijosse acerquen a ellos.

Una preocupación que se ha ido acumulando poco a poco está convirtiéndose en un consenso que abarca toda una región: las pantallaspueden ser malaspara los niños, sus beneficios como herramienta de aprendizaje se han exagerado y los riesgos de adicción y obstaculización del desarrollo son altos. El debate en ese sector ahora se enfoca en cuál es el nivel de exposición adecuado.

“El que no pasen nada de tiempo frente a una pantalla es casi más fácil que si las usan solo un poco”, dijo Kristin Stecher, una investigadora de informática social quien está casada con un ingeniero de Facebook. “Si mis hijos tienen tiempo de pantalla, solo quieren más y más”.

Stecher, de 37 años, y su esposo, Rushabh Doshi, de 39 años, hicieron una investigación sobre el tiempo de uso de las pantallas y llegaron a una conclusión sencilla: querían que fuera casi nulo en su hogar. Sus hijas, de 5 y 3 años, no tienen permitido verlas en la casa y solo pueden usarlas durante un viaje largo en auto o en avión.

Hace poco, la familia suavizó este enfoque. Ahora, todos los viernes por la noche, ven una película.

Stecher, quien está embarazada, cree que se acerca un problema en el futuro cercano: a Doshi le encantan los videojuegos y cree que pueden ser un medio educativo, pero ella no.

De manera similar, algunas de las personas que crearon programas para ver video ahora están horrorizadas por la cantidad de lugares en donde es posible reproducir videos.

Cuando le preguntamos sobre cómo limita el tiempo en pantalla para los niños, Hunter Walk, quien durante años fue director de productos en Google y supervisó los proyectos de YouTube, envió una foto de una bacinica que tiene un iPad incluido: “Este tiene la etiqueta: ‘Productos que no compramos’”.

Athena Chavarria, quien trabajó como asistente ejecutiva en Facebook y ahora está en la rama filantrópica (la iniciativa Chan Zuckerberg), fue tajante:“Estoy convencida de que el diablo vive en nuestros celulares y está arruinando la mente de nuestros jóvenes”.

Chavarria no dejó que sus hijos tuvieran un teléfono celular sino hasta el bachillerato y aún tienen prohibido usar sus celulares cuando están de pasajeros en el auto y limita su utilización en casa.

“Otros padres me preguntan cosas como: ‘¿No te preocupa no saber dónde están tus hijos cuando no puedes encontrarlos?’”, comentó Chavarria. “Yo les respondo: ‘No, no necesito saber dónde están mis hijos cada momento del día’”.

Para los líderes en tecnología, esta es la hora de la verdad sobre su trabajo: ver cómo las herramientas que construyeron causan un impacto en sus hijos.

Uno de ellos es Chris Anderson, el exeditor de la revista especializada Wired y ahora director ejecutivo de una empresa de robótica y drones, así como fundador de GeekDad.com, sitio web sobre crianza para una comunidad de amantes de la tecnología.

“En la escala entre los dulces y la cocaína en crack, se parecen más a la droga”, dijo Anderson sobre las pantallas. Agregó que los tecnólogos que crearon estos productos y los escritores que observaron la revolución tecnológica fueron ingenuos.

“Creímos que podríamos controlarlo”, dijo Anderson. “Controlarlo está más allá de nuestro poder. Estas tecnologías van directamente a los centros de placer del cerebro en desarrollo. Entender la situación está más allá de nuestra capacidad”.

La agenda familiar de Google Wifi de los Anderson, con horarios para irse a dormir y cronómetros para el tiempo que deben pasar los hijos sin ver pantallas cuando son castigados. 

Tiene cinco hijos y doce reglas tecnológicas. Incluyen: no usar celulares hasta el verano antes del bachillerato, no usar pantallas en las habitaciones, atenerse a bloqueos de cierto contenido en la red compartida en el hogar, no usar redes sociales hasta los 13 años, no tener iPads y que sus celulares tengan activado Google Wifi para controlar los horarios que pueden pasar frente a la pantalla. Si alguno de ellos se porta mal, su castigo es no tener acceso a internet durante veinticuatro horas.

“No supe qué les estábamos haciendo a sus cerebros, sino hasta que comencé a observarlos síntomas y las consecuencias”, dijo Anderson.

“Hemos cometido todos los errores imaginables, y creo que por lo menos con uno de nuestros hijos nos equivocamos mucho”, agregó. “Vimos cómo comenzaba a hacerseadictoy hubo algunos años perdidos que nos hacen sentir mal”.

La idea de que los padres de Silicon Valley están preocupados por la tecnología no es nada nuevo. Los padrinos de la tecnología expresaron estas preocupaciones hace años y los que más se han inquietado son los que están en la cima de la industria.

Tim Cook, el director ejecutivo de Apple,ha dichoque no dejaría que su sobrino se uniera a las redes sociales. Bill Gates lesprohibiólos celulares a sus hijos hasta que fueran adolescentes. Steve Jobs no dejabaque sus hijosse acercaran a los iPads.

Sin embargo, durante el último año, varias personas de alto perfil en Silicon Valley han sonado la alarma en términos cada vez más fatídicos respecto a lo que estos dispositivos le hacen al cerebro humano. De pronto, parece casi una obsesión en contra: en la zona, el centro neurálgico de desarrollo tecnológico, cada vez más hogares implementan reglas de cero tecnología dentro de la casa. A las niñeras les están pidiendo que firmen contratos para comprometerse a no dejar a los menores usar celulares… y tampoco usarlos ellas.

Los que han expuesto a sus hijos a las pantallasintentan prevenirque se vuelva una adicción al explicarles cómo funciona la tecnología.

John Lilly, un capitalista de riesgo que vive en Silicon Valley y fue director ejecutivo de Mozilla, dijo que intenta ayudar a que su hijo de 13 años entienda que quienes crearon la tecnología lo están manipulando.

“Intento concientizar a mi hijo sobre que alguien escribió código para hacerlo sentir así. Trato de ayudarlo a comprender cómo están hechas las cosas, los valores que se les están adjudicando y lo que la gente está haciendo para producir ese efecto”, dijo Lilly. “Y él me dice: ‘Solo quiero gastar veinte dólares para tener otra ropa en Fortnite’”.

También están aquellos tecnólogos que no están de acuerdo con el argumento de que las pantallas son peligrosas. Jason Toff, de 32 años, quien dirigió la plataforma de video Vine y ahora trabaja para YouTube, deja que su hijo de 3 años juegue con un iPad; argumenta que de manera inherente no es mejor ni peor que un libro. Esta opinión no es nada popular entre sus compañeros del sector tecnológico, tanto es así que siente que ahora hay “un estigma”.

“Ayer me preguntaron: ‘¿No te preocupa que todos los grandes ejecutivos estén limitando el tiempo que sus hijos pasan frente a las pantallas?’”, dijo Toff. “Respondí: ‘Quizá deba preocuparme, pero supongo que siempre me he mostrado escéptico respecto a las normas’. La gente simplemente le teme a lo desconocido”.

Dijo que piensa en su propia infancia, cuando creció viendo muchos programas de televisión. “Al final me fue bien”, indicó.

Otros padres de Silicon Valley dicen que hay maneras para que sea menos tóxico dejar que los niños pasen un tiempo limitado frente a las pantallas.

Renee DiResta, un investigador de seguridad en el consejo del Center for Humane Tech, no permite el tiempo pasivo frente a las pantallas, pero sí un breve periodo de juegos desafiantes.

Quiere que sus hijos de 2 y 4 años aprendan cómo programar desde pequeños, así que fomenta la conciencia que tienen de sus dispositivos. Sin embargo, distingue entre estos tipos de uso de pantalla. Jugar un juego de construcción está permitido, pero ver un video de YouTube no, a menos que sea en familia.

Frank Barbieri, un ejecutivo que vive en San Francisco y trabaja en la empresa emergente YuMe, que distribuye publicidad de marca en video digital, limita el tiempo que su hija de 5 años pasa frente a las pantallas y solo deja que escuche contenido en italiano.

Había leído estudios sobre los beneficios de aprender una segunda lengua desde una edad temprana para la mente en desarrollo, así que su hija ve películas y programas de televisión en italiano.

“Honestamente, para decidir cuál idioma, mi esposa y yo nos preguntamos: ‘¿Qué lugar nos gustaría visitar?’”, dijo Barbieri.

Fonte:The New York Times
Por:Nellie Bowles
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O Facebook só não sabe o que você está pensando agora…

Facebook también tiene los datos de todos mis contactos y hasta el número con el que puedo abrir a distancia la puerta del edificio de apartamentos en el que vivo. La red social hasta mantiene un registro de unas cien personas a las que eliminé como amigos en los últimos catorce años… incluidas mis exparejas.

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Ainara Tiefenthäler, Robin Stein y Kevin Roose

                          Esto es todo lo que Facebook guarda sobre ti

Cuando descargué una copia de los datos de mi cuenta de Facebook, nunca esperé ver tanto. Mi perfil no es muy abarcador; prácticamente no publico en el sitio ni le doy clic a los anuncios. (Podría decirse que soy un participante silencioso).

Sin embargo, cuando abrí el archivo, fue como destapar una caja de Pandora.

Con unos clics descubrí que alrededor de 500 anunciantes –muchos de los cuales no sabía absolutamente nada, como Bad Dad (tienda de partes de motocicletas) o Space Jesus (una banda de música electrónica)– tenían mi información de contacto; eso incluye mi correo electrónico, número telefónico y nombre completo. Facebook también tiene los datos de todos mis contactos y hasta el número con el que puedo abrir a distancia la puerta del edificio de apartamentos en el que vivo. La red social hasta mantiene un registro de unas cien personas a las que eliminé como amigos en los últimos catorce años… incluidas mis exparejas.

Hay tantas cosas que Facebook sabe sobre mí; más de lo que yo querría descubrir que sabe. Al revisar todo lo que la empresa de Silicon Valley ha obtenido de mi propia cuenta, decidí entender mejor cómo y por qué mis datos fueron recopilados y guardados. También quise descubrir qué tantos de esos datos pueden ser borrados.

Durante la reciente comparecencia de Mark Zuckerberg ante el Congreso de Estados Unidos, el director ejecutivo de la red social dijo que Facebook tiene una herramienta para descargar tus datos que “permite a las personas ver y sacar toda la información que han metido a Facebook”.

Eso es una ligera exageración: buena parte de la información básica, como mi cumpleaños, no pudo ser borrada. Lo que es más, los pedazos de data recopilada que se me hicieron extremos, como el registro de personas a quienes borré de mi lista de amigos, tampoco pueden ser eliminados.

“No borran nada, y esa es su política general”, dijo Gabriel Weinberg, fundador de DuckDuckGo, que ofrece herramientas de privacidad en línea. Añadió que los datos son guardados para ayudar a las marcas a ofertar anuncios relativamente personalizados.

Beth Gautier, portavoz de Facebook, dijo: “Cuando borras algo, lo retiramos para que no sea visible o accesible en Facebook”. Agregó: “También puedes eliminar tu cuenta cuando quieras. Puede que tarden noventa días en borrarse todas las copias de la información en nuestros servidores”.

Recomiendo ampliamente revisar todos los archivos de tu Facebook si te importa cómo se guarda y utiliza tu información personal. Esto es lo que yo aprendí.

Facebook guarda más de lo que pensamos

Cuando descargas una copia de tus datos, obtienes una carpeta que tiene varios archivos y subcarpetas. La más importante es la que se llama “Índice”, o Index; básicamente contiene todos los datos en bruto de tu cuenta y ahí puedes revisar tu perfil, tu lista de amistades, la sección de Noticias y los mensajes, además de otras herramientas.

Algo que me sorprendió del Índice es una sección llamada Información de Contactos. Ahí estaban los 764 nombres y números telefónicos de todas las personas que tengo guardadas en mi iPhone. Al mirar más de cerca, me di cuenta de que Facebook había guardado toda esta información porque la di de alta cuando comencé a utilizar la aplicación de mensajería, Facebook Messenger.

Eso me preocupó. Esperaba que Messenger utilizara mi lista de contactos para encontrar a otras personas que ya utilizaban la aplicación para que las pudiera contactar más fácilmente y se quedara con la información de contacto respectiva únicamente en los casos de personas que ya usaban Messenger. Pero Facebook guardó la lista entera, incluidos los datos de mi mecánico, una pizzería y el botón para la puerta de mi edificio.

Eso me parece innecesario, aunque Facebook argumenta que guarda tus contactos telefónicos para mantener esa información sincronizada con la lista de contactos de Messenger y para encontrar a personas que recién se unieron al servicio de mensajería. Opté por quitar la opción de sincronizar y eliminé todas las carpetas con mis contactos telefónicos.

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Ainara Tiefenthäler, Robin Stein y Kevin Roose

Mis datos de Facebook también revelan lo poco que olvida la red social. Por ejemplo, además de registrar la fecha exacta en la que me registré, en 2004, había datos de cuando desactivé mi cuenta en octubre de 2010 y la volví a dar de alta cuatro días después; ni yo recuerdo haberlo hecho.

Facebook también tiene un registro de todas las veces que abrí la red en los últimos dos años, según desde qué aparato y explorador web lo hice. En algunos de los días en el historial también hay registro de mi ubicación, como cuando estuve hospitalizado hace dos años o cuando visité Tokio el año pasado.

La red social tiene estos datos como medida de seguridad para registrar ingresos sospechosos desde aparatos o ubicaciones desconocidas, como cuando los bancos te envían una alerta de posible fraude si se usa tu tarjeta de crédito en un lugar que levante focos rojos. Esta práctica me parece razonable, entonces no intenté borrar la información.

Lo que sí me alertó fueron los datos que había eliminado de manera explícita y que pese a ello seguían ahí. En mi lista de amistades, Facebook tiene un listado de amigos eliminados, con las 112 personas a las que borré junto con la fecha en la que le di clic a “Eliminar”. ¿Por qué querría Facebook recordar a las personas a las que yo borré de mi vida?

La explicación de la empresa me dejó insatisfecho. La compañía dijo que podría utilizar esa lista para que esas personas no aparezcan en mi sección de Noticias cuando Facebook te muestra “Un día como hoy”, publicaciones en las que retoma memorias de años anteriores. Prefiero tener la opción de borrar para siempre la lista de amigos eliminados.

Los anunciantes lo ven todo

Lo que Facebook guardó sobre mí no es ni remotamente tan espeluznante como la cantidad de anunciantes que tienen mi información en sus bases de datos. Esto lo descubrí al darle clic a la sección de anuncios en mi archivo de Facebook, con lo que accedí a un historial de todos los anuncios a los que les di clic mientras estaba usando la red social.

Más abajo, hay una sección llamada “Anunciantes con tu información de contacto”, seguida de una lista de alrededor de 500 marcas; nunca había interactuado con la mayoría de ellas. Algunas sonaban sospechosas: una de ellas se llama “Microphone Check”, o “Prueba de micrófono”, aunque resultó ser un programa de radio. Otras marcas eran más conocidas, como Victoria’s Secret o AARP, la asociación estadounidense para personas de edad avanzada.

Facebook dijo que podrían aparecer anunciantes desconocidos en la lista porque habrían obtenido mi información de contacto de algún otro lado, después habrían sumado esta a una lista de personas a las que querían llegar y habrían subido tal lista a Facebook. Las marcas pueden subir sus listas de clientes con una herramienta llamada “Audiencias personalizadas“, que las ayuda a encontrar los perfiles de esos clientes para mostrarles anuncios.

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Facebook lleva un registro de todos los anuncios a los que les diste clic y de anunciantes que tienen tu información de contacto.

Las marcas pueden obtener tu información de varias maneras, entre ellas:

• Comprarla de proveedores de datos como Acxiom, que tiene una de las bases de datos comerciales sobre consumidores más grandes del mundo. Las marcas pueden comprar sets de datos como el contacto de personas de cierto sector demográfico y luego usar esa información para darles anuncios personalizados, según Michael Priem, director ejecutivo de Modern Impact, una empresa de mercadotecnia con sede en Mineápolis.

En marzo, Facebook anunció que limitaría la práctica de permitirle a los anunciantes poner anuncios a partir de información de teceros como Acxiom.

• Utilizar tecnologías de rastreo como cookies y pixeles invisibles que se cargan en tu explorador web para recoger información sobre tus actividades en estos. Hay muchos rastreadores en internet y Facebook ofrece diez distintos a las marcas para que puedan aprovechar tus datos, de acuerdo con Ghostery, que ofrece herramientas de privacidad para bloquear anuncios y rastreadores. Los anunciantes pueden tomar partes de los datos que recopilaron con rastreadores y subirlos a la herramienta de “Audiencias personalizadas” para mostrarte anuncios en Facebook.

• También hay maneras más sencillas. Alguien con quien compartiste tus datos podría dárselos a otra entidad. Por ejemplo, si tienes un programa de lealtad con tu tarjeta de crédito, esta quizá comparta tu información con una cadena hotelera y esta, a su vez, la usa para mostrarte anuncios en Facebook.

El punto es que incluso la información de un participante silencioso de Facebook como yo, que no le ha dado clic a prácticamente ningún anuncio digital, está expuesta a una cantidad enorme de anunciantes. Esto no fue completamente sorprendente, pero ver la lista de las marcas desconocidas que tienen mis datos fue como recibir un balde de agua fría que lo volvió realidad.

Intenté contactar a algunos de esos anunciantes, como el fabricante de juguetes Very Important Puppets, para preguntarles qué han hecho con mis datos. No respondieron.

Más allá de Facebook

Seamos claros: Facebook es apenas la punta del iceberg cuando se trata de qué información han juntado sobre mí las empresas de tecnología.

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El puesto de Google en el CES en Las Vegas, en enero de 2018 Jae C. Hong/Associated Press

A sabiendas de esto, también descargué copias de mis datos en Google. Los archivos de datos eran mucho mayores que los de Facebook. Tan solo el archivo de Google para mi cuenta de correo personal pesaba ocho gigabytes, comparable a la memoria necesaria para guardar dos mil horas de música. En comparación, mi archivo de Facebook era de unos 650 megabytes, alrededor de cien horas de música.

Lo que más me sorprendió es qué recopiló Google sobre mí: en un archivo llamado “Anuncios”, Google guardó un historial de todos los artículos noticiosos que he leído; desde una nota de Newsweek sobre empleados de Apple que se han estrellado contra muros de vidrio en sus nuevas oficinas hasta un artículo de The New York Times que presenta al editor de la columna de Modern Love.

En otra carpeta, titulada “Android”, Google tenía un registro de las aplicaciones que he abierto en un teléfono celular con ese sistema operativo desde 2015, con la fecha y hora en la que lo hice. Me pareció extremadamente detallado.

Google no respondió de manera inmediata a las solicitudes para hacer comentarios.

Algo que no me dejó tan mal sabor de boca fue el archivo de mis datos en LinkedIn. Pesa menos de un megabyte y tiene exactamente lo que esperaba: bases de datos con mis contactos en el servicio e información que sí había agregado a mi perfil.

Aunque eso fue poco alivio ante lo demás.

Les advierto: una vez que miras todos los datos que han sido recolectados sobre ti, no puedes obviar todo lo que viste.
Fonte: New York Times
Por: Brian X. Chen, é o principal reporter de tecnología de consumo e autor da coluna Tech Fix.
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