Apaixone-se por alguém que defenda os direitos humanos

Começamos a valorizar as pessoas que nos cercam por razões sobre as quais nunca havíamos refletido. Nunca ouvi nenhuma amiga minha dizer que seu parceiro (ou sua parceira) ideal deveria ser a favor da democracia e não deveria defender a tortura. Alguém que compre briga pelas minorias às quais ele nem pertence.

O resto é detalhe

Ao longo da vida, talvez por arrogância, talvez por pressão social, começamos a elencar dezenas de características ideais que esperamos encontrar num potencial parceiro. Precisa ser alto. Mas não pode ter mais de 1,85. Pode ser grisalho, mas não pode ser careca. Gosto de narizes com personalidade. Precisa ter no máximo 5 anos a mais que eu e até 2 a menos. É bom ter um trabalho estável e ser motivado. Também era importante que não morasse muito longe de mim. Deve gostar de viajar, de comer comida japonesa e de ler biografias.

De fato, esse período de trevas que o Brasil vem atravessando é ruim em muitíssimos aspectos. Mas não dá para negar que há um lado interessante:começamos a valorizar as pessoas que nos cercam por razões sobre as quais nunca havíamos refletido. Nunca ouvi nenhuma amiga minha dizer que seu parceiro (ou sua parceira) ideal deveria ser a favor da democracia e não deveria defender a tortura. Sei lá, a gente achava que isso já vinha incluído no pacote básico, não é mesmo?

Mas no meio dessa loucura toda, como diria Jout Jout, parece que pré-requisito virou diferencial. E coisas que sempre nos passaram batidas, passaram a merecer uma atenção- quiçá até uma gratidão- especial.Olhar para nossos parceiros e lembrar que são pessoas que se opõem à violência e à truculência, passou a ser um alívio imenso, quase um oásis no meio do caos.

Por isso, se eu pudesse, hoje, dar um conselho aos mais jovens- e a qualquer outro solteiro que esteja sassaricando por aí- ele seria: apaixone-se por alguém que defenda os direitos humanos. Alguém que compre briga pelas minorias às quais ele nem pertence. Uma pessoa que berre que tá todo mundo doido, que violência não se resolve com violência. Alguém que não tenha medo de se posicionar.

No fundo, a gente percebe o quão pouco importa a aparência física, a estabilidade do emprego, o endereço. De que adianta um belo par de olhos verdes, se eles não enxergam tudo o que está acontecendo? De que interessa um currículo fantástico se toda a formação e a experiência não serviram para ter análise crítica? De que interessa um peitoral definido se dentro dele não tem empatia e solidariedade? De que adianta uma bela casa se dentro dela não se ouvem diálogos em defesa da democracia?

A verdade é que são tempos para a gente repensar muita coisa. Nossas prioridades, companhias, discursos e batalhas. Mas também é tempo de ser grato por cada dose de lucidez com a qual esbarramos nos nossos dias. Tempo de criar novos laços, frutos de uma identidade tão básica como a luta contra o retrocesso social.

Jovens, apaixonem-se por alguém que defenda os direitos humanos. E que se preocupe com os gays mesmo sem ser gay. E que defenda os índios sem precisar sem índio. E que tome as dores dos negros como suas, mesmo se for branco. E que lute pelos direitos das mulheres. E que defenda o Estado laico ao mesmo tempo que respeita a diversidade religiosa. E acolha os imigrantes. E que busque compreender os anseios das pessoas com deficiência. Vai por mim. Corpo bonito, dinheiro sobrando, vários diplomas, alta performance nos esportes. Nada disso pode ser mais delicioso do que chegar em casa e encontrar uma pessoa realmente legal deitadona no sofá.

Ideologia de gênero parece ideologia mas é religião

O papa Bento XVI – Ratzinger – começou a usar a expressão para advertir dos “perigos” do feminismo, especialmente para a família tradicional.ide1

                        Parece ideología, pero es religión

Igual lo has leído en las noticias, se lo has escuchado a los políticos o incluso lo has usado en alguna conversación sin saber muy bien qué significaba. Es el término “ideología de género” que nada tiene que ver con “estudios de género” o “teoría de género”. Se parecen, pero no. Pablo Casado lo ha resucitado en las últimas semanas en su campaña para las primarias del PP, como si fuera un monstruo al que abatir. Literalmente, dijo que era “un colectivismo social que el centro derecha tiene que combatir”. Lo hizo en una entrevista en esRadio, en el programa de Federico Jiménez Losantos.

Pero, ¿qué es la ideología de género de la que habla Pablo Casado? Resulta que el término tiene más que ver con la religión que con la teoría académica, aunque ha terminado siendo política. Se popularizó principalmente cuando el papa Benedicto XVI – Ratzinger- empezó a usarla para advertir de los “peligros” que podría traer el feminismo, especialmente contra la familia tradicional. En España, los sectores de derechas y ultracatólicos lo adoptaron para oponerse a la ampliación de la Ley del aborto, como recoge esta columna de 2009 de Concha Caballero:

La derecha social y eclesial ha acuñado un término con el que designan los males sociales actuales y que denominan “la peligrosa ideología de género” que está impregnando las leyes actuales. Los think tank del pensamiento ultraconservador elaboran documentos, libros y artículos con un argumento común, tan fácil de comprender como un cuento infantil: la familia tradicional es la fuente de toda felicidad y fuera de ella sólo hay soledad y conflicto social”.

“En el contexto de la política hacer alusiones a combatir la ideología de género hace mención a ir en contra de los avances en igualdad de los derechos de las mujeres que se han producido fundamentalmente en el siglo XX como el acceso a la educación, a la igualdad de derechos civiles, y de forma más específica contra los avances sociales y leyes relacionadas con la salud sexual y reproductiva de las mujeres, la lucha contra la violencia machista o los derechos del colectivo LGTBI”, explica Rosa San Segundo, catedrática y directora del Instituto de Estudios de Género de la Universidad Carlos III.

Los que hablan de la ideología de género suelen acompañarlo de palabras como “adoctrinamiento” “radical” y tildarla como “peligrosa”. También aseguran que existe una agenda perfectamente planificada para imponer sus planteamientos a través de leyes innecesarias y adoctrinar a los niños en las escuelas sin el consentimiento de sus padres.

“En el fondo, muestra mucho desconocimiento y es un mal uso de la palabra. Creo que es una confusión con un uso interesado porque todos tenemos ideología, está implícita en todo lo que hacemos. Siempre nos educan con una perspectiva ideológica. En este caso, usan ideología de género para hablar del pensamiento feminista y sus logros, como para desacreditarlo”, opina Asunción Bernárdez Rodal, directora del Instituto de Investigaciones Feministas de la Universidad Complutense. “Pero ellos también tienen ideología de género, todos la tenemos, solo que la de los sectores más religiosos es una ideología basada en la desigualdad de la mujer”.

La prueba de Google también lo demuestra: la búsqueda “ideología de género” remite a resultados de páginas como conelpapa.com o catholic.net. Cuando alguien utiliza este término está eligiendo de manera consciente la idea que quiere transmitir y dónde se sitúa respecto al mensaje feminista. Y es importante. Pero cada vez que resucita ese término, que vuelve a tomar fuerza en el debate público, también resucita un histórico cántico de las manifestaciones “fuera los rosarios de nuestros ovarios”.

Fonte: EL PAÍS
Por: Mari Luz Peinado
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Educando para a felicidade: a experiência dinamarquesa

O método dinamarquês de educar é marcado por condutas que afirmam uma ética orientada para a integridade e a interação. Uma delas é o “elogio ao processo”. A ideia básica é a de elogiar o esforço das crianças e não suas qualidades pessoais.

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Montagem sobre fotos/ Freepik

Educando para a felicidade: a experiência dinamarquesa

Brincar é uma das primeiras condições da aprendizagem, porque decisiva para o desenvolvimento de habilidades sociais

Há vários indicadores que medem o desenvolvimento das sociedades. Um deles, proposto pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) das Nações Unidas, mede o nível de bem-estar em uma amostra de 38 países (Better Life Index). O estudo é feito anualmente com 11 indicadores: moradia, renda, empregos, comunidade, educação, meio ambiente, engajamento cívico, saúde, satisfação pessoal, segurança, vida/trabalho. No cômputo geral de bem-estar, o Brasil ocupa a 34ª posição, superando apenas África do Sul, México, Turquia e Grécia. Nas primeiras posições estão Noruega, Dinamarca, Austrália e Suécia (https://goo.gl/6knFAm). O indicador de satisfação pessoal do estudo procura medir a perspectiva mais ampla de felicidade, para além dos sentimentos momentâneos das pessoas. O Brasil, nesse ponto, situa-se na média. O maior índice de felicidade é manifesto na Dinamarca, Finlândia, Islândia, Suíça e Noruega (https://goo.gl/E4tozG).

Desde 1973, a Dinamarca lidera o ranking de felicidade, o que desperta o interesse dos pesquisadores. Por que razão os dinamarqueses se destacam nesse indicador? Para além da efetividade dos direitos humanos que marcam o modelo nórdico de Welfare State, haveria algo na educação dinamarquesa que poderia explicar a maior satisfação das pessoas? Para Jessica Alexander e Iben Sandahl, autoras do livro Crianças Dinamarquesas, o que as pessoas mais felizes do mundo sabem sobre criar filhos confiantes e capazes (editora Fontanar, 2017, 142 p.), é exatamente disso que se trata. Para elas, os dinamarqueses educam seus filhos de uma forma específica, cujos valores e condutas estão na origem da felicidade geral.

Brincar é uma das primeiras condições da aprendizagem e os dinamarqueses entendem que ela é decisiva para o desenvolvimento de habilidades sociais. A interação com outras crianças, de idades diferentes, inclusive, desenvolve as habilidades de negociação e de autocontrole. “Quanto mais brincarem, mais resilientes e socialmente capazes serão”, afirmam Alexander e Sandahl. As crianças devem brincar sozinhas também. O “faz de conta”, a criação de personagens e vozes permitem que as crianças reinterpretem suas experiências. Não por acaso, um dos brinquedos mais conhecidos do mundo, o Lego, foi inventado por um dinamarquês, em 1935. “Lego” é a abreviação para leg godt que significa “brincar bem”.

O método dinamarquês de educar é marcado por condutas que afirmam uma ética orientada para a integridade e a interação. Uma delas é o “elogio ao processo”. A ideia básica é a de elogiar o esforço das crianças e não suas qualidades pessoais. Ao invés de “Nossa, como você é inteligente! Ninguém resolve um quebra-cabeças assim tão rápido”, o pai ou a mãe dinamarquesa dirá: “Nossa, essa era uma tarefa bem difícil e você chegou ao fim dela. Adorei a forma como você manteve a concentração e não parou de trabalhar. Muito bem”! Crianças que não são elogiadas pelos pais tendem a ser pouco confiantes em si mesmas, mas crianças que são elogiadas como se fossem portadoras de qualidades especiais tendem a imaginar que não precisam se esforçar tanto, já que seriam “melhores” do que as outras. Essas crianças podem, inclusive, evitar desafios mais complexos, temendo que eventual fracasso revele que não são tão inteligentes ou habilidosas quanto seus pais sempre disseram. Elogiar o processo, ao invés de qualidades inatas, transmite uma mensagem totalmente diversa. Com ela, as crianças começam a firmar a noção de que podem alcançar muito quando perseveram na busca de seus objetivos.

Na mesma linha, os dinamarqueses lidam com uma técnica que as autoras chamam de “reenquadramento”. Trata-se de estimular as crianças a perceber a realidade sob múltiplos ângulos, evitando a redução de uma experiência, por exemplo, a uma dimensão negativa. Isso produz um uso cuidadoso da linguagem, para não reproduzir estereótipos. O desafio é separar os indivíduos dos seus atos. Se o coleguinha fez uma coisa ruim, é aquele ato que é ruim, não o coleguinha. Pessoas erram e devem corrigir seus erros. O mundo, em síntese, não está dividido entre os que erram e os que acertam. Essa compreensão evita que a linguagem se transforme em uma sentença. Crianças que ouvem seus pais dizerem coisas do tipo: “você é egoísta”, “você é preguiçoso” ou “nosso filho detesta matemática”, “nossa filha não gosta de ler”, terão, seguramente, uma boa chance de acreditar nisso, caminho pelo qual tais frases se transformam em profecias que se autocumprem.

Esses são apenas alguns dos temas abordados por Alexander e Sandahl. No Brasil, não temos uma formação especial para paternagem/maternagem, o que significa que os adultos costumam agir em relação as suas crianças de forma instintiva e, muito frequentemente, repetindo os padrões pelos quais eles mesmos foram educados. Essa característica integra a receita pela qual os padrões de desigualdade são reproduzidos e perpetuados. Também por essa razão, o livro mencionado pode cumprir um importante papel entre nós, não apenas para pais e mães, mas também para professores.

Fonte: Jornal Extra Classe
Por: Marcos Rolim
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Científicamente comprovado: és uma pessoa melhor quando estás enamorado(a)

“Enamorarse activa no solo el cerebro emocional, sino las regiones involucradas con actividades intelectuales y de cognición de alto nivel. “Eso significa que es posible que el amor tenga una función real: no solo poderse conectar emocionalmente con las personas, sino mejorar nuestro comportamiento”

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Stephanie Cacioppo y su esposo, John Cacioppo, son neurocientíficos de la Universidad de Chicago. Whitten Sabbatini para The New York Times

 Científicamente comprobado: eres una mejor persona cuando estás enamorado

“Durante años, la ciencia ha relegado al amor a un instinto básico, casi como una adicción que no tiene cualidades que la compensen”.

Así lo dice Stephanie Cacioppo. No es una evangelista del movimiento New Age predicando enfrente de parejas durante un retiro espiritual, sino una neurocientífica de la Universidad de Chicago que ha dedicado buena parte de su carrera a mapear las interacciones que provoca el amor en el cerebro. Sus investigaciones y algunas otras teorías que ha desarrollado la han confrontado con otros científicos que describen el amor romántico como una emoción o impulso primitivo, incluso una droga.

Con el uso de escaneos cerebrales, la Dra. Cacioppo ha recopilado datos que sugieren que enamorarse activa no solo el cerebro emocional, sino las regiones involucradas con actividades intelectuales y de cognición de alto nivel. “Eso significa que es posible que el amor tenga una función real: no solo poderse conectar emocionalmente con las personas, sino mejorar nuestro comportamiento”, dijo.
La Dra. Cacioppo afirma que hay beneficios mentales y físicos de todo tipo que provienen de estar enamorado. Dice que puede ayudarnos a pensar más rápido, a anticipar mejor los pensamientos y comportamiento de los otros o a recuperarnos con mayor rapidez de una enfermedad. “Las pruebas empíricas que he hecho en mi laboratorio sugieren que, de muchas maneras, cuando estás enamorado eres una mejor persona”, dijo.

Hablar por solo un rato con la Dra. Cacioppo es suficiente para comprender lo optimista que es respecto al romance tradicional, sobre todo en un mundo en el que el divorcio es común, las tasas de casamiento han bajado y cada vez hay más formas de relacionarse, como el poliamor. Aunque reconoce que es saludable que haya muchas maneras de estar en relaciones, cree que todos estamos en busca de ese “amor verdadero” que nos va a completar, que los humanos estamos predispuestos a la monogamia y que hay evidencia biológica indirecta de cosas sacadas de los cuentos de hadas como el amor a primera vista.

El primer caso que estudió fue el de sus propios padres. Creció a las afueras de Chambéry en los Alpes franceses y recuerda que sus padres se quedaban viendo con ensueño a los ojos y que siempre estaban agarrados de las manos. Cuando era niña pensaba que el vínculo entre sus padres era casi mágico, como si hubieran desarrollado una conexión telepática.

Y después estudió la biología detrás de ese comportamiento, que también es bastante mágica: hay maneras, dijo, en las que el sistema de neuronas espejo nos ayuda a predecir lo que va a hacer una pareja antes de que lo haga, mientras que verse a los ojos o darse las manos aumenta los niveles de oxitocina, un neuropéptido que incrementa los sentimientos de empatía y confianza hacia alguien.

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En un experimento de la Dra. Cacioppo y de su equipo, los participantes usan capuchas con sensores para electroencefalogramas mientras ven diferentes imágenes y se estudian sus movimientos oculares con un sistema infrarrojo. Stephanie Cacioppo

Su primer gran hallazgo en temas del amor surgió a principios de su carrera, cuando era una investigadora de posdoctorado en Dartmouth College. En varios experimentos le mostró a los participantes imágenes y nombres de personas –de desconocidos, de amigos neutros y de sus parejas– y usó técnicas de resonancia magnética para ver qué secciones del cerebro se activaban al verlas.

Utilizó los datos para diferenciar el amor pasional y romántico –de otras emocionas más básicas (como la felicidad) y de otros tipos de amor (el maternal, por ejemplo)–, pero también para identificar doce diferentes regiones cerebrales que eran activadas por este tipo de amor.

“Lo que se me hizo fascinante es que podías ver que el amor tiene su propio patrón cerebral, como un plano”, dijo la doctora. (Según algunos investigadores, otras emociones como el enojo y el desagrado también muestran oscilaciones eléctricas cerebrales propias).

Después utilizó electrodos para medir qué tan rápido se activaba esta “red neuronal del amor” cuando los participantes veían a alguien de quien estaban enamorados. El resultado la sorprendió: “Tardó menos de medio segundo, lo que es preconsciente. Entonces tu cerebro ya sabe que amas a esa persona antes de que tú mismo lo sepas”.

Claro que el ambiente estéril de un laboratorio de neurociencias es muy distinto al del mundo real. Pero estos experimentos permitieron que la Dra. Cacioppo y sus colegas pudieran identificar un área específica del cerebro –el giro o circunvolución angular– que parece ser más sensible al amor. Mientras más apasionadamente enamorada decía estar una persona, más se prendía esta zona.

Ubicado detrás de la oreja, el giro angular solo se encuentra en simios y humanos, lo que significa que se desarrolló durante una etapa tardía de la evolución, y ha sido vinculada a la creatividad y el pensamiento abstracto.

A la Dra. Cacioppo le gusta llamar a esta zona “el pequeño robot en tu cabeza”: aquel que nos ayuda a procesar los idiomas y números y que gestiona datos autobiográficos complejos y profundos, como la percepción de uno mismo y la “teoría de la mente”, la capacidad para reconocer y atribuir ciertos estados mentales (como los deseos y pensamientos) a uno mismo o a otros.

Así que enamorarse, según la Dra. Cacioppo, es como ejercitar intensamente el giro angular. “La manera en la que lo fortaleces es al formar nuevas asociaciones… aprender, viajar, explorar nuevos conceptos y culturas y, sí, enamorándote”, dijo. “Y dado que el giro angular está conectado a tantas partes integrales del cerebro, el hacer conexiones ahí te ayuda a ser más sagaz para otras situaciones que no necesariamente tienen que ver con tu pareja sentimental”.

Espera que su investigación invite a la gente a tener un punto de vista más abarcador sobre el valor del amor romántico.

“La gente tiene esta idea equivocada de que, cuando estás en las primeras etapas del amor, estás distraído y no te concentras en el trabajo, pero al contrario”, dijo. “Con base en esta ciencia, quizá queramos contratar a personas que están apasionadamente enamoradas porque probablemente estarán más motivadas y serán más creativas en el aspecto laboral”.

Amor o lujuria

La neurociencia involucra algo de trabajo de detective; hay que seguir corazonadas, revisar mucha evidencia y eliminar pistas falsas. Para dilucidar bien cómo influye el amor en el cerebro, la Dra. Cacioppo necesitaba hacer más que identificar las regiones cerebrales que se activan con estar enamorado: tenía que separar el amor de su compañera cercana, la lujuria.

Una zona del cerebro que tiene algo de pistas sobre la relación entre el romance y el deseo se llama la ínsula, dentro de la corteza cerebral. Se divide en dos partes: una ínsula posterior más pequeña (que registra el dolor, el calor y el contacto sensual) y una ínsula anterior algo más grande que puede ayudarnos a entender esos sentimientos y que, se cree, está involucrada en el pensamiento abstracto.

En sus estudios con resonancia magnética funcional (fMRI, por su sigla en inglés), la Dra. Cacioppo halló que la ínsula posterior se estimulaba más por sentimientos de deseo sexual y la ínsula anterior, por los de amor. Esta investigación apuntaba a que la ínsula está relacionada, de alguna manera, con nuestra capacidad de formar y mantener relaciones amorosas.

En vez de ver el deseo sexual como un opuesto total al amor, la investigación de la Dra. Cacioppo la ha llevado a pensar en ambos como parte de un espectro. Las sensaciones más viscerales relacionadas a la lujuria a veces pueden llevar a sentimientos más abstractos de amor. “Un deseo sexual fuerte, cuando es correspondido y coactivado con el amor, puede promover la fidelidad, un amor duradero y la monogamia”, dijo.

Pero, aunque el amor y la lujuria se complementan, la doctora advierte que no son requisitos previos el uno para el otro y que son sentimientos complejos que pueden cambiar con el paso del tiempo: el amor puede profundizarse y el deseo sexual desvanecerse.

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The Cacioppos share the same office and even the same desk. “I wouldn’t necessarily try this at home,” John joked. Whitten Sabbatini for The New York Times

Resultados a partir de la ciencia

Cacioppo, de 43 años, ha dedicado buena parte de su vida académica al amor, pero por mucho tiempo no tuvo un contacto personal con el fenómeno. Salía con personas de vez en cuando y nunca tuvo un novio en serio.

“Parecía que estaba casada con mi trabajo”, dijo.

Hasta hace seis años cuando, durante una conferencia en Shangái, terminó sentada junto al neurocientífico de la Universidad de Chicago John Cacioppo.

Él dedicaba su investigación a lo opuesto que ella: la soledad. En un principio, no tenían en mente estar juntos; incluso cada uno llegó a decir que nunca tendría planes de casarse. Aunque la investigación de ambos demuestra la importancia de establecer conexiones humanas y del posible daño al no hacerlo. Algunos de los datos de los estudios de John Cacioppo mostraban que quienes sufren de soledad son más propensos a morir de manera prematura.

Aun así, ambos pensaban que estaban felices con sus vidas académicas solitarias y ninguno se sentía solo. “Uno de los secretos para una buena relación es que te atraiga alguien por elección y no por necesidad”, dijo John, de 66 años. “No estábamos corriendo de algo, sino moviéndonos a algo que sería único”.

Las primeras citas fueron durante las conferencias científicas, pues él estaba en Chicago y ella en la Universidad de Ginebra, en Suiza. Pero cada vez se volvía más difícil separarse. Se casaron en 2011 en París y Cacioppo dejó atrás su apellido de soltera, Ortigue, y se sumó al equipo de la Facultad de Medicina Pritzker de la Universidad de Chicago, donde ahora dirige el Laboratorio de Dinámica Cerebral.

Ahí comparten oficina –la señalización de la puerta dice “Los Cacioppos”– y hasta escritorio.

“No recomiendo intentar esto en casa”, bromeó John, al decir que la sinergia que tiene con su esposa no necesariamente es la idónea para otras parejas ni la típica para todos los romances pasionales.

Retos no anticipados

Una enfermedad grave es la pesadilla de cualquier pareja y algo que enfrentaron los Cacioppo en 2015, cuando a John lo diagnosticaron con una forma agresiva y poco común de cáncer de las glándulas salivales. Se sometió a una cirugía, seguida de siete rondas de un tratamiento de quimioterapia y radiación, de catorce días de duración cada una. No podía comer por sí solo y tuvo que recibir alimentos por un tubo durante meses.

Mientras más se debilitaba, más se respaldaban él y la Stephanie. Compartían la cama del hospital, caminaban de la mano hacia la sala de tratamiento cada día y, según el oncólogo Everett Vokes, coordinaban sus atuendos.

“Tenemos muchos pacientes en los que una de las personas está involucrada y es servicial, hasta demasiado, mientras espera que la otra mejore”, dijo el Dr. Vokes. “Pero John y Stephanie eran otra cosa. Era casi como si le estuviéramos dando tratamiento a dos personas”.

El Dr. Vokes y sus colegas lograron que el cáncer estuviera en remisión total, con lo que John pudo regresar a dar clases e investigar a tiempo completo.

Para su esposa, fue un recordatorio de la capacidad del amor no solo de expandir nuestras mentes, como muestra su investigación, sino de, en algunos casos, ayudar a sanar nuestros cuerpos. Incluso citó estudios de que las personas casadas, en comparación con individuos solteros, tienen menos problemas físicos y sufren menos enfermedades de largo plazo, además de que la tasa de mortandad es menor y la tasa de supervivencia en caso de enfermedad es mayor.

Aunque la Dra. Cacioppo enfatizó que no se trata del tipo de relación, sino de la calidad de esta, lo que puede traer estos resultados. “El estado civil –si estás ‘casado’ o no– no es ni necesario ni suficiente para que haya estos beneficios de salud”, dijo.

“Se trata más bien de qué tan conectado o desconectado se siente uno de su pareja”.

Fonte: New York Times
Por: Stephen Heyman
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Por que alguns são amigos próximos e outros são só conhecidos?

Si necesitas mover muebles, dice el dicho, llama a un amigo; si requieres mover un cadáver, contacta a un buen amigo. Y es que, si ponemos de lado escrúpulos morales, ese buen amigo sin duda estará de acuerdo en que la víctima era un patán intolerable que se lo merecía y, caray, no debiste hacerlo, pero ¿dónde guardas las palas?

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Keith Negley

       En las mejores amistades se comparten hasta las ondas cerebrales

Desde hace tiempo, los investigadores saben que elegimos amigos que son muy parecidos a nosotros en una amplia gama de características: edad, religión, nivel socioeconómico, educativo, preferencias políticas, grado de pulcritud e, incluso, la fuerza de agarre al dar la mano. El impulso hacia la homofilia —es decir, a vincularnos con quienes son, en la medida de lo posible, lo menos diferentes a nosotros— ha sido hallado por igual entre grupos de cazadores y recolectores que en sociedades capitalistas más modernas.

Según nuevas investigaciones, las raíces de la amistad se extienden incluso más profundo de lo que se sospechaba. Los científicos han descubierto que los cerebros de los amigos cercanos responden de maneras sorprendentemente similares al observar videos cortos: los mismos reflujos y oleadas de atención y distracción, el mismo punto máximo de procesamiento de la recompensa por aquí y las mismas alertas de aburrimiento por allá.

Se comprobó que los patrones de respuesta neuronal evocados por los videos —sobre temas tan diversos como los peligros del fútbol americano colegial, cómo se comportan gotas de agua en el espacio exterior y Liam Neeson tratando de hacer comedia de improvisación— coincidían tanto entre amigos, comparados con patrones entre personas que no lo eran, que los investigadores podían predecir qué tan fuerte era el vínculo social entre dos personas únicamente con base en sus lecturas cerebrales.

“Me sorprendió la excepcional magnitud de la similitud entre amigos”, comentó Carolyn Parkinson, científica cognitiva de la Universidad de California en Los Ángeles. Los resultados “fueron más convincentes de lo que había imaginado”. Parkinson y sus colegas, Thalia Wheatley y Adam M. Kleinbaum, de Dartmouth College, dieron a conocer sus resultados en la revista Nature Communications.

Los hallazgos ofrecen evidencia prometedora para sustentar la vaga idea que tenemos acerca de que la amistad es más que intereses compartidos o de tener ciertas coincidencias en nuestros perfiles de Facebook. Se trata de lo que denominamos buena química.

“Nuestros resultados sugieren que los amigos son similares en cuanto a la forma en que ponen atención y procesan el mundo que los rodea”, explicó Parkinson. “Ese procesamiento compartido podría hacer que la gente se vincule más fácilmente y tenga el tipo de interacción social sin roces que puede ser tan gratificante”.

El nuevo estudio es parte del auge del interés científico en la naturaleza, la estructura y la evolución de la amistad. Detrás del entusiasmo hay una montaña virtual de evidencia demográfica que muestra que la carencia de amigos puede ser sumamente dañina; cobra un precio físico y emocional comparable con el de factores de riesgo más conocidos como la obesidad, la hipertensión, el desempleo, la falta de ejercicio y el tabaquismo.

Los científicos quieren saber exactamente qué hace a la amistad tan saludable y al aislamiento tan nocivo, y están recabando pistas provocadoras, aunque no necesariamente definitivas.

Nicholas Christakis, autor de Connected: The Power of Our Social Networks and How They Shape Our World y biosociólogo de la Universidad de Yale, y sus colegas demostraron recientemente que la gente que tiene fuertes vínculos sociales tiene, en comparación, bajas concentraciones de fibrinógeno, una proteína asociada con el tipo de inflamación crónica que se cree origina muchas enfermedades. Sigue siendo una incógnita por qué la sociabilidad podría ayudar a bloquear la inflamación.

Los investigadores también se han mostrado intrigados por las evidencias de amistad entre los animales y no solamente en aquellos conocidos por su sociabilidad, como los primates, los delfines y los elefantes.

Gerald G. Carter, del Instituto Smithsonian de Investigaciones Tropicales, en Panamá, y sus colegas reportaron el año pasado que los murciélagos vampiro hembra cultivan relaciones estrechas con otras hembras con las que no tienen parentesco y comparten dosis de sangre con ellas en tiempos difíciles, un acto que les salva la vida a estos animales, que no pueden pasar más de un día sin alimento.

No obstante, si se trata de la profundidad y complejidad de los vínculos, los humanos no tienen igual. Parkinson y sus colegas habían demostrado previamente que la gente tiene un entendimiento automático y profundo de cómo encajan los actores en su esfera social, y los científicos querían saber por qué algunos integrantes de una red son amigos cercanos y otros son solo conocidos.

Por eso decidieron explorar las reacciones neurales a los estímulos cotidianos y naturales. En estos días, eso significa ver videos.

Los investigadores comenzaron con una red social definida: una generación de 279 estudiantes universitarios en una universidad que el estudio no nombra, pero los neurocientíficos reconocen fue la Escuela de Negocios de Dartmouth. A los estudiantes, que se conocían entre sí y en muchos casos compartían dormitorios, se les pidió que llenaran cuestionarios. ¿Con cuáles de sus compañeros de estudio socializaban (compartían alimentos, iban al cine, invitaban a sus casas)? A partir de esa encuesta, los investigadores hicieron un mapeo de una red social con distintos grados de conexión: amigos, amigos de amigos, amigos en tercer grado.

Después se les pidió que participaran en un escaneo cerebral; 42 de ellos aceptaron. Mientras un dispositivo de resonancia magnética funcional rastreaba el flujo sanguíneo en sus cerebros, los estudiantes observaron una serie de videos de varias extensiones, una experiencia que Parkinson comparó con ver distintos canales de televisión cuando alguien más tiene en sus manos el control remoto.

Al analizar los escaneos de los estudiantes, Parkinson y sus colegas encontraron fuertes concordancias entre los patrones de flujo sanguíneo —una medida de actividad neural— y el grado de amistad entre los participantes, incluso después de controlar otros factores que podrían explicar similitudes en las respuestas neuronales, como la etnicidad, la religión o el ingreso familiar.

Los investigadores identificaron patrones particularmente reveladores de concordancia entre amigos en zonas como el núcleo accumbens, que es clave para procesar la recompensa y la motivación, y el lóbulo parietal superior, donde se decide cómo distribuir la atención que se presta al entorno externo.

Con ayuda de los resultados, los investigadores pudieron crear un algoritmo de computadora para predecir, según una tasa muy por encima de la casualidad, la distancia social entre dos personas con base en la similitud relativa de sus patrones de respuesta neuronales.

Parkinson enfatizó que el estudio era un “primer paso, una prueba de concepto” y que ella y sus colegas todavía no saben qué significan los patrones de respuesta neuronal: qué actitudes, opiniones, impulsos o jugueteo mental derivado del ocio podrían estar detectando los escaneos.

Ahora planean hacer el experimento a la inversa: escanear a estudiantes que todavía no se conocen y ver si los que tienen patrones neuronales más coincidentes acaban volviéndose buenos amigos.

“Me parece que es un artículo increíblemente ingenioso”, comentó Christakis, biosociólogo de la Universidad de Yale. “Sugiere que los amigos se parecen no solo de manera superficial, sino también en su estructura cerebral”.

Fonte: New York Times
Por: Natalie Angier
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Jennifer Chen y Sean Guo están entre los casi 1200 estudiantes de la clase “La psicología y la buena vida”. Monica Jorge para The New York Times

Yale da clases para ser feliz

NEW HAVEN, Connecticut – El 12 de enero, algunos días antes de que se abriera el plazo para registrarse a la clase de Yale Psyc 157, “La psicología y la buena vida”, unas 300 personas se habían inscrito. Tres días después esa cifra ya era del doble. Y tres días después de eso, estaban inscritas casi 1200 personas; aproximadamente uno de cada cuatro estudiantes de la universidad.

La materia, que imparte Laurie Santos, profesora de Psicología de 42 años y directora de uno de los colegios residenciales de Yale, busca enseñarle a los estudiantes cómo vivir una vida más feliz y satisfactoria en sus dos conferencias semanales.

“Los estudiantes quieren cambiar; ser felices y cambiar la cultura en el campus”, dijo Santos en entrevista.

“Con uno de cuatro estudiantes de Yale inscrito, si vemos buenos hábitos –como el que muestren mayor gratitud, procrastinen menos, tengan más interacciones sociales– estamos sembrando la semilla del cambio en toda la cultura de la escuela”.

Santos cree que el interés en la clase se debe a que en el colegio los estudiantes tuvieron que poner de lado su felicidad para concentrarse en poder conseguir el ingreso a una de las universidades que menos estudiantes acepta en el mundo, con la adopción de hábitos de vida poco saludables que conducen a lo que la profesora calificó “una crisis de salud mental que vemos en lugares como Yale”. Un reporte de 2013 del Yale College Council halló que más de la mitad de los estudiantes de licenciatura buscaron apoyo de salud mental cuando estaban en la universidad.

“Muchos de nosotros estamos ansiosos, estresados, infelices, adormecidos”, dijo Alannah Maynez, de 19 años y estudiante de primer año. “El hecho de que haya tanto interés en esta clase muestra lo cansados que están los estudiantes de entumecer sus emociones, tanto positivas como negativas, para enfocarse en el trabajo, en el siguiente paso, el siguiente logro”.

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La profesora Laurie Santos durante una de las dos clases por semana Monica Jorge para The New York Times

Los estudiantes de Yale han pedido desde hace años una materia de psicología positiva, sobre el estudio del bienestar, dijo la profesora Woo-Kyoung Ahn, directora de la carrera de licenciatura que dijo que la propuesta de Santos la dejó muy impresionada.

Los administradores como Ahn indicaron que esperaban que hubiera interés, pero que no anticiparan que fuera tal. Y es que con 1182 estudiantes inscritos, “La psicología y la buena vida” ya es oficialmente la clase más popular en la historia de de 316 años de Yale. La última asignatura con ese récord –”La psicología y la ley”– fue impartida en 1992 a unos 1050 estudiantes, según el profesor Marvin Chun, decano del Yale College. La mayoría de las clases de estilo cátedra en Yale no sobrepasan los 600 estudiantes.

Así que dar la materia ha conllevado retos, desde conseguir un espacio que pudiera albergar a todas las personas inscritas hasta la contratación de 24 asistentes de cátedra.

El curso se enfoca en la psicología positiva – según Santos, en las características que le permiten desarrollarse a un individuo– y el cambio conductual –cómo aplicar en la vida real las lecciones–. Los estudiantes deben hacer exámenes cortos de vez en cuando, un examen de medio semestre y, como prueba final, realizar lo que Santos llama el “Hack Yo’Self Project” (algo así como el proyecto para hackear tu vida), que conlleva implementar una estrategia de mejoramiento personal.

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La cantidad de estudiantes que se inscribieron a la clase “La psicología y una buena vida” en la Universidad de Yale forzó a los administradores a buscar un aula que pudiera darles cabida; el único espacio disponible fue la capilla Battel. Monica Jorge para The New York Times

Algunos estudiantes dijeron que la materia, más que otra cosa, es una oportunidad de tomar una clase relajada con pocos requisitos para la aprobación.

“No me hubiera enterado si no fuera por recomendación de boca a boca, pero es algo de baja presión y quizá aprenda algunos trucos para tener una vida menos extenuante”, dijo Riley Richmond, de 22 años, estudiante de último año de la licenciatura que se inscribió con varios amigos.

Pero Santos dice que su materia es “la clase más difícil de Yale” porque implica un verdadero cambio en todos los hábitos de vida y que, por ello, los estudiantes tienen que rendirse cuentas a sí mismos cada día.

Espera que la presión social que deriva de tomar la clase con amigos llevará a los estudiantes a trabajar arduamente pero sin estar constantemente ansiosos por sus calificaciones. Santos ha fomentado que todos los estudiantes se inscriban con un sistema de aprobado-reprobado en vez de una calificación específica, como parte de su argumento de que las cuestiones a las que los estudiantes de licenciatura de Yale le adscriben una satisfacción de vida – una buena calificación, una pasantía en algún lugar de prestigio o un trabajo con muy buen sueldo – en realidad no mejoran la felicidad en absoluto.

“Los científicos no lo veían hace unos diez años o más, pero lo que intuimos que nos hará felices, como ganar la lotería o salir con calificaciones altas de una materia, está equivocado”, dijo.

Santos añadió que espera que el material de su clase pronto esté disponible con acceso libre en Coursera, una plataforma de educación en línea. Aunque, por el momento, quiere ver qué tanto alcance en la vida universitaria tienen realmente sus enseñanzas.

“Estamos en un momento en que podemos hacer la diferencia en cuanto a la cultura de Yale, y que los estudiantes pueden sentir que son parte de un movimiento y que están dando una buena pelea”, dijo.

Fonte: New York Times
Por: David Shimer
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