Google contra os Direitos Humanos

Funcionários do Google disseram que a empresa não estava mais “disposta a colocar seus valores acima dos lucros”. Uma nova ferramenta de busca “tornaria o Google cúmplice de opressão e abusos de direitos humanos” “viabilizaria a censura e a desinformação direcionada pelo governo” e “ajudariam os poderosos a oprimirem aqueles que estão em posição vulnerável onde quer que estejam”.

Funcionários do Google protestam contra buscas censuradas

MAIS DE 500 funcionários do Google assinaram uma carta aberta pedindo que a empresa abandone seu plano de lançar uma ferramenta de pesquisa censurada na China, enquanto manifestantes tomaram as ruas em oito cidades condenando o projeto sigiloso.

A carta foipublicadana terça-feira de manhã e foi assinada por um grupo de 11 engenheiros, administradores e pesquisadores do Google. Ao fim da tarde, cerca de 230 outros funcionários haviam acrescentado seus nomes ao documento, em uma extraordinária demonstração pública de raiva e frustração contra a administração do Google sobre o plano de pesquisa censurada conhecido como Dragonfly (“libélula”, em português). Até a publicação desta reportagem, a carta aberta tinha 528 assinaturas.

A ferramenta de pesquisa foi criada pelo Google para censurar frases relacionadas a direitos humanos, democracia, religião e protestos pacíficos, de acordo com as regras estritas de censura aplicadas pelo governo autoritário chinês. A plataforma de busca conectaria os registros de busca de usuários chineses aos seus números de telefone e compartilharia os históricos de buscas dessas pessoas com uma empresa parceira chinesa – o que significaria que agências de segurança chinesas, que rotineiramente têm como alvo ativistas e críticos do governo, poderiam obter os dados.

Os funcionários do Google disseram na terça-feira que eles acreditavam que a empresa não estava mais “disposta a colocar seus valores acima dos lucros”. Eles escreveram que a ferramenta de busca chinesa “tornaria o Google cúmplice de opressão e abusos de direitos humanos” e “viabilizaria a censura e a desinformação direcionada pelo governo.” Eles disseram ainda:

Nossa oposição à Dragonfly não tem a ver com a China: nós somos contra tecnologias que ajudam os poderosos a oprimirem aqueles que estão em posição vulnerável, onde quer que estejam. O governo chinês certamente não está sozinho em sua disposição em suprimir a liberdade de expressão e utilizar de vigilância para reprimir dissidentes. A Dragonfly estabeleceria na China um perigoso precedente em um volátil momento político que tornaria mais difícil para o Google negar concessões similares a outros países.

Em agosto, 1,4 mil funcionários do Google se manifestaram contra a Dragonfly em privado, com muitos assinando anonimamente uma carta que circulou dentro da empresa. Segundo fontes, os organizadores das manifestações haviam tentado até o momento manter seu descontentamento a portas fechadas, sentindo que negociar com a administração longe da mídia seria a melhor forma de apresentar suas questões.

Mas eles ficaram cada vez mais insatisfeitos com os executivos da empresa que se recusaram a responder perguntas sobre a Dragonfly e a se engajar em questões de direitos humanos.Esta é uma das principais razões pela qual os funcionários do Google decidiram ir a público na terça-feira com uma nova carta, desta vez não mais assinada de forma apenas anônima, que resultou em uma reprimenda sem precedentes aos chefes da empresa.

Os autores disseram que apoiavam a onda de protestos contra a Dragonfly organizados pela Anistia Internacional, que ocorreram na terça-feira do lado de fora das sedes do Google nos Estados Unidos, Reino Unido, Austrália, Canadá, Alemanha, Hong Kong, Holanda e Espanha.

Ativistas da Anistia foramfotografadosdo lado de fora dos prédios segurando cartazes que pediam que a empresa “ouça seus funcionários”, “não seja um tijolo no firewall chinês” (um trocadilho com a canção “Another Brick in the Wall”) e “não contribuam com a censura na internet na China”. Em Madri, o grupoencheuum enorme balão em formato de libélula e o exibiu em frente aos escritórios do Google na cidade.

A Anistia publicou umapetiçãoexigindo que o Google cancele o desenvolvimento da ferramenta de pesquisa. O grupo disse em uma declaração que a plataforma “prejudicaria irreparavelmente a confiança de usuários da internet” no Google e “estabeleceria um perigoso precedente para que empresas de tecnologia viabilizassem abusos de direitos humanos por parte de governos.”

O Google tem enfrentado um crescente número de protestos conforme seus funcionários têm se tornado mais organizados e corajosos.No começo deste mês, os empregados organizaram uma greve em massa por conta da maneira como a administração lidava com alegações de assédio sexual e outras queixas. Em abril, milhares de funcionários apresentaram preocupações com um projeto que envolvia o desenvolvimento de inteligência artificial para drones do exército americano.

O Google não emitiu comentários sobre a carta dos empregados ou sobre os protestos da Anistia. Em uma declaração padrão, disse que seu “trabalho com buscas tem sido exploratório e não estamos perto de lançar um produto de busca na China.”

Conforme o Intercept havia publicado anteriormente, o chefe de buscas da empresa disse aos funcionários que o objetivo do Google era lançar a ferramenta de pesquisa entre janeiro e abril de 2019. “Nós temos que estar focados naquilo que queremos viabilizar”, disse Ben Gomes. “E depois, quando o lançamento acontecer, estaremos prontos para isso.”

A internet, o ódio, os racistas, os xenófobos, os antissemitas e os supremacistas brancos

“As plataformas e os algoritmos que prometiam melhorar nossas vidas, na realidade podem amplificar nossas piores tendências humanas”.  A democracia está em jogo… e também as vidas de muitas pessoas.

“Double Poke in the Eye II”, de Bruce Nauman (1985) 2018 Bruce Nauman/Artists Right Society (ARS), Nueva York, vía Sperone Westwater, Nueva York

El internet será nuestra perdición

Nora Ephron alguna vez escribió un ensayo brillante sobre cómo ella y muchas otras personas pasaron de estar enamoradas del correo electrónico, cuando sentían la emoción de descubrir una nueva y veloz manera de mantenerse en contacto, a odiar el infierno de no poder desactivarlo.

He llegado a tal punto que todo el internet me hace sentir así.

Al inicio era un sueño dorado de conocimiento expandido y conexión mejorada.Ahora se ha convertido en una pesadilla de sesgos manipulados y odio expandido como una metastasis.

Antes de que al parecer comenzara a enviarlesartefactos explosivos por correo a Barack Obama, Hillary Clintonyotros,Cesar Sayocencontró motivación en línea —quizá no en la forma de instrucciones para fabricar explosivos, sino en el sentido de que podía vociferar sus resentimientos ante un auditorio que no lo repudiaba, sino que se hacía eco de los mismos mensajes—. Los validaba y los cultivaba. Absorbía algo oscuro y lo convertía en algo aún más lúgubre.

“Para cuando lo arrestaron en Florida el viernes”,reportóThe New York Times,“Sayoc parecía encajar con el perfil ya conocido por todos de un extremista moderno, radicalizado en línea y atrapado en un vórtice de furor partidista”.

Robert Bowers, acusado de asesinar a once judíos estadounidenses en Pittsburgh la mañana después del arresto de Sayoc, alimentó su locura y estimuló sus fantasías sangrientas en ese mismo vórtice digital. Mientras Sayoc creaba nichos terribles en Facebook y Twitter,Bowers encontró un refugio para sus pasiones racistas, xenofóbicas y antisemitas en Gab, una red social que se lanzó hace dos años y que ha servido de criadero para los nacionalistas blancos.Ahí se congregaron, se lamentaron y se alentaron —sin restricciones— con una eficacia que simplemente no existe fuera de la web.

Fue en internet, con su privacidad y su anonimato, que Dylann Roof investigó sobre la supremacía blanca y adquirió su convicción malvada de que la violencia era necesaria. Después entró a una iglesia histórica en Charleston, Carolina del Sur, y les disparó a muerte a nueve feligreses afroestadounidenses en junio de 2015.

Fue en internet —en Facebook, para ser exactos— que Alek Minassian publicó un juramento de lealtad a la “rebelión de los célibes involuntarios”, que se refiere a los resentimientos de los hombres “involuntariamente célibes” que no pueden lograr que las mujeres tengan sexo con ellos. Después usó una furgoneta para atropellar y asesinar a diez personas en Toronto en abril.

Los enclaves de internet deformaron las cosmovisiones de todos estos hombres, y los convencieron de la prioridad y la pureza de su furia.La mayoría de nosotros jamás habíamos escuchado el término “célibe involuntario” antes de la masacre de Toronto. Sin embargo, fue la pieza central de la vida de Minassian.

La mayoría de nosotros no estaba familiarizado con HIAS, un grupo judío que reubica refugiados. Sin embargo, esas iniciales dominaron las teorías conspirativas antisemitas de Bowers. Eso refleja el poder que internet tiene para presentar los agravios falsos como si fueran obsesiones legítimas y darles a los prejuicios la apariencia de ser ideales.

La tecnología siempre ha sido un arma de doble filo: el potencial y el peligro. Eso es lo que Mary Shelley exploró enFrankenstein, que este año celebra suaniversario doscientos, y desde entonces ha sido el tema principal de la ciencia ficción.

Internet es la paradoja más monstruosa de la tecnología escrita. Es una herramienta inigualable e itinerante para el aprendizaje y para el surgimiento de comunidades constructivas. Sin embargo, también es inigualable en la divulgación de mentiras, la reducción de los intereses y la erosión de la causa común. Es un bufé glorioso, pero lleva a los usuarios a los extremos: solo la carne o solo los vegetales. Estamos ridículamente sobrealimentados y desastrosamente desnutridos.

Crea terroristas. Y, por si fuera poco, siembra hostilidad al mezclar la información y la desinformación a tal punto que no hay forma de diferenciar lo real de lo ruso.

No me crean a mí. Créanlo por lo que ha dicho un gigante de Silicon Valley cuyos softwares dependen de nuestra adicción al internet. En una conferencia en Bruselas,Tim Cook, director ejecutivo de Apple, advirtió: “Las plataformas y los algoritmos que prometían mejorar nuestras vidas en realidad pueden amplificar nuestras peores tendencias humanas”.

“Los actores deshonestos e incluso los gobiernos se han aprovechado de la confianza de los usuarios para agravar las divisiones, incitar la violencia e incluso socavar nuestro sentido de lo verdadero y lo falso”, agregó.

Esto fue hace una semana, antes del arresto de Sayoc, antes del ataque de Bowers, antes de queJair Bolsonaro, un populista de extrema derecha,ganara la elección presidencial de Brasil. Como loinformó The New York Times, las fuerzas a favor de Bolsonaro al parecer intentaron afectar a sus oponentes y ayudarloinundando WhatsApp, la aplicación de mensajería propiedad de Facebook, “con un torrente de contenido político que dio información errónea sobre las direcciones y los horarios de las casillas electorales”.

Ese mismoartículode The New York Times señaló que, el lunes, una búsqueda de la palabra “judíos” en Instagram, el sitio para compartir fotografías, daba como resultado 11.696 publicaciones con la etiqueta #JewsDid911 (los judíos son responsables del 11s), con la que se culpaba de manera demencial a ese grupo religioso por los ataques del 11 de septiembre de 2001, junto con imágenes y videos grotescos que satanizaban a los judíos. El antisemitismo podrá ser antiguo, pero este sistema para expresarlo es completamente moderno.

Además, es profundamente aterrador. No sé exactamente cómo relacionar la libre expresión y la libertad de expresarse —que son primordiales— con una mejor vigilancia de internet, pero estoy seguro de que debemos abordar ese desafío con más apremio del que hemos mostrado hasta ahora. La democracia está en juego… y también las vidas de muchas personas.

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La gente que está más cerca de una situación es a menudo quien más preocupada está al respecto. Los tecnólogos saben en verdad cómo funcionan los móviles y han decidido queno quieren que sus hijosse acerquen a ellos.

Una preocupación que se ha ido acumulando poco a poco está convirtiéndose en un consenso que abarca toda una región: las pantallaspueden ser malaspara los niños, sus beneficios como herramienta de aprendizaje se han exagerado y los riesgos de adicción y obstaculización del desarrollo son altos. El debate en ese sector ahora se enfoca en cuál es el nivel de exposición adecuado.

“El que no pasen nada de tiempo frente a una pantalla es casi más fácil que si las usan solo un poco”, dijo Kristin Stecher, una investigadora de informática social quien está casada con un ingeniero de Facebook. “Si mis hijos tienen tiempo de pantalla, solo quieren más y más”.

Stecher, de 37 años, y su esposo, Rushabh Doshi, de 39 años, hicieron una investigación sobre el tiempo de uso de las pantallas y llegaron a una conclusión sencilla: querían que fuera casi nulo en su hogar. Sus hijas, de 5 y 3 años, no tienen permitido verlas en la casa y solo pueden usarlas durante un viaje largo en auto o en avión.

Hace poco, la familia suavizó este enfoque. Ahora, todos los viernes por la noche, ven una película.

Stecher, quien está embarazada, cree que se acerca un problema en el futuro cercano: a Doshi le encantan los videojuegos y cree que pueden ser un medio educativo, pero ella no.

De manera similar, algunas de las personas que crearon programas para ver video ahora están horrorizadas por la cantidad de lugares en donde es posible reproducir videos.

Cuando le preguntamos sobre cómo limita el tiempo en pantalla para los niños, Hunter Walk, quien durante años fue director de productos en Google y supervisó los proyectos de YouTube, envió una foto de una bacinica que tiene un iPad incluido: “Este tiene la etiqueta: ‘Productos que no compramos’”.

Athena Chavarria, quien trabajó como asistente ejecutiva en Facebook y ahora está en la rama filantrópica (la iniciativa Chan Zuckerberg), fue tajante:“Estoy convencida de que el diablo vive en nuestros celulares y está arruinando la mente de nuestros jóvenes”.

Chavarria no dejó que sus hijos tuvieran un teléfono celular sino hasta el bachillerato y aún tienen prohibido usar sus celulares cuando están de pasajeros en el auto y limita su utilización en casa.

“Otros padres me preguntan cosas como: ‘¿No te preocupa no saber dónde están tus hijos cuando no puedes encontrarlos?’”, comentó Chavarria. “Yo les respondo: ‘No, no necesito saber dónde están mis hijos cada momento del día’”.

Para los líderes en tecnología, esta es la hora de la verdad sobre su trabajo: ver cómo las herramientas que construyeron causan un impacto en sus hijos.

Uno de ellos es Chris Anderson, el exeditor de la revista especializada Wired y ahora director ejecutivo de una empresa de robótica y drones, así como fundador de GeekDad.com, sitio web sobre crianza para una comunidad de amantes de la tecnología.

“En la escala entre los dulces y la cocaína en crack, se parecen más a la droga”, dijo Anderson sobre las pantallas. Agregó que los tecnólogos que crearon estos productos y los escritores que observaron la revolución tecnológica fueron ingenuos.

“Creímos que podríamos controlarlo”, dijo Anderson. “Controlarlo está más allá de nuestro poder. Estas tecnologías van directamente a los centros de placer del cerebro en desarrollo. Entender la situación está más allá de nuestra capacidad”.

La agenda familiar de Google Wifi de los Anderson, con horarios para irse a dormir y cronómetros para el tiempo que deben pasar los hijos sin ver pantallas cuando son castigados. 

Tiene cinco hijos y doce reglas tecnológicas. Incluyen: no usar celulares hasta el verano antes del bachillerato, no usar pantallas en las habitaciones, atenerse a bloqueos de cierto contenido en la red compartida en el hogar, no usar redes sociales hasta los 13 años, no tener iPads y que sus celulares tengan activado Google Wifi para controlar los horarios que pueden pasar frente a la pantalla. Si alguno de ellos se porta mal, su castigo es no tener acceso a internet durante veinticuatro horas.

“No supe qué les estábamos haciendo a sus cerebros, sino hasta que comencé a observarlos síntomas y las consecuencias”, dijo Anderson.

“Hemos cometido todos los errores imaginables, y creo que por lo menos con uno de nuestros hijos nos equivocamos mucho”, agregó. “Vimos cómo comenzaba a hacerseadictoy hubo algunos años perdidos que nos hacen sentir mal”.

La idea de que los padres de Silicon Valley están preocupados por la tecnología no es nada nuevo. Los padrinos de la tecnología expresaron estas preocupaciones hace años y los que más se han inquietado son los que están en la cima de la industria.

Tim Cook, el director ejecutivo de Apple,ha dichoque no dejaría que su sobrino se uniera a las redes sociales. Bill Gates lesprohibiólos celulares a sus hijos hasta que fueran adolescentes. Steve Jobs no dejabaque sus hijosse acercaran a los iPads.

Sin embargo, durante el último año, varias personas de alto perfil en Silicon Valley han sonado la alarma en términos cada vez más fatídicos respecto a lo que estos dispositivos le hacen al cerebro humano. De pronto, parece casi una obsesión en contra: en la zona, el centro neurálgico de desarrollo tecnológico, cada vez más hogares implementan reglas de cero tecnología dentro de la casa. A las niñeras les están pidiendo que firmen contratos para comprometerse a no dejar a los menores usar celulares… y tampoco usarlos ellas.

Los que han expuesto a sus hijos a las pantallasintentan prevenirque se vuelva una adicción al explicarles cómo funciona la tecnología.

John Lilly, un capitalista de riesgo que vive en Silicon Valley y fue director ejecutivo de Mozilla, dijo que intenta ayudar a que su hijo de 13 años entienda que quienes crearon la tecnología lo están manipulando.

“Intento concientizar a mi hijo sobre que alguien escribió código para hacerlo sentir así. Trato de ayudarlo a comprender cómo están hechas las cosas, los valores que se les están adjudicando y lo que la gente está haciendo para producir ese efecto”, dijo Lilly. “Y él me dice: ‘Solo quiero gastar veinte dólares para tener otra ropa en Fortnite’”.

También están aquellos tecnólogos que no están de acuerdo con el argumento de que las pantallas son peligrosas. Jason Toff, de 32 años, quien dirigió la plataforma de video Vine y ahora trabaja para YouTube, deja que su hijo de 3 años juegue con un iPad; argumenta que de manera inherente no es mejor ni peor que un libro. Esta opinión no es nada popular entre sus compañeros del sector tecnológico, tanto es así que siente que ahora hay “un estigma”.

“Ayer me preguntaron: ‘¿No te preocupa que todos los grandes ejecutivos estén limitando el tiempo que sus hijos pasan frente a las pantallas?’”, dijo Toff. “Respondí: ‘Quizá deba preocuparme, pero supongo que siempre me he mostrado escéptico respecto a las normas’. La gente simplemente le teme a lo desconocido”.

Dijo que piensa en su propia infancia, cuando creció viendo muchos programas de televisión. “Al final me fue bien”, indicó.

Otros padres de Silicon Valley dicen que hay maneras para que sea menos tóxico dejar que los niños pasen un tiempo limitado frente a las pantallas.

Renee DiResta, un investigador de seguridad en el consejo del Center for Humane Tech, no permite el tiempo pasivo frente a las pantallas, pero sí un breve periodo de juegos desafiantes.

Quiere que sus hijos de 2 y 4 años aprendan cómo programar desde pequeños, así que fomenta la conciencia que tienen de sus dispositivos. Sin embargo, distingue entre estos tipos de uso de pantalla. Jugar un juego de construcción está permitido, pero ver un video de YouTube no, a menos que sea en familia.

Frank Barbieri, un ejecutivo que vive en San Francisco y trabaja en la empresa emergente YuMe, que distribuye publicidad de marca en video digital, limita el tiempo que su hija de 5 años pasa frente a las pantallas y solo deja que escuche contenido en italiano.

Había leído estudios sobre los beneficios de aprender una segunda lengua desde una edad temprana para la mente en desarrollo, así que su hija ve películas y programas de televisión en italiano.

“Honestamente, para decidir cuál idioma, mi esposa y yo nos preguntamos: ‘¿Qué lugar nos gustaría visitar?’”, dijo Barbieri.

Fonte:The New York Times
Por:Nellie Bowles
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