“Um Estado que não é regido pela justiça e a ética se reduz a um bando de ladrões”

Um Estado sem justiça, sem ética em suas autoridades não tem mais uma forma de governo do que a lei do mais forte, a lei da selva.

Las matemáticas, la ética y los valores

Le preguntaron al gran matemático árabe Al-Khawarizmi, uno de los padres del álgebra, que vivió entre el año 780 y el 850, sobre el valor del ser humano, y este respondió con la siguiente fórmula:

“Si tiene ética, entonces su valor es = 1. Si además es inteligente, agréguele un cero y su valor será = 10. Si también es rico, súmele otro 0 y será = 100. Si por sobre todo eso es, además, una bella persona, agréguele otro 0 y su valor será = 1000. Pero, si pierde el 1, que corresponde a la ética, perderá todo su valor pues, solamente le quedarán los ceros”.

Gran verdad esta simple y sencilla fórmula del matemático Al-Khawarizmi. Todo el edificio, tanto el social como el individual, se sustenta en la ética. Si la ética falla, todo se viene abajo, y más pronto que tarde: la política, la economía, el arte, la cultura, el estado de derecho, la vida en sociedad. Ya lo dijo el gran Agustín de Hipona:“Un Estado que no se rigiera según la justicia se reduciría a una gran banda de ladrones”. Y aquí podemos usar como sinónimos “ética” y “justicia”. Un estado sin justicia, sin ética en sus autoridades no tiene más forma de gobierno que la ley del más fuerte, la ley de la selva, en definitiva.

Estas definiciones del matemático árabe Al-Khawarizmi y de San Agustín, por lejanas que nos parezcan, nos ayudan a comprender mejor la afirmación del empresario chino Jack Ma sobre la necesidad de un cambio radical en la forma de educar. Una educación no basada en conocimientos, que se pueden repetir mediante inteligencia artificial que un algoritmo o un robot pueda suplantar trabajo humano.Lo que según Ma no se podrá suplantar nunca por una máquina, es una educación que se dirija a inculcar las habilidades necesarias que incluyen edificar valores, fomentar el pensamiento independiente, cuidado de los otros, trabajo en equipo.

Y la ética es una parte de esos valores que no pueden reproducir las máquinas por más avanzadas que sean. Dentro de estos valores se encuentra también la ética de la responsabilidad frente a las decisiones que uno toma, la ética de la cultura del trabajo que se viene resquebrajando a pasos agigantados en muchas partes del mundo, la ética de la ayuda a los demás colegas cuando están sobrepasados o cuando no ven la solución o cuando el peso de trabajo los agobia o cuando el trabajo en equipo potencia capacidades.

De hablar y de enseñar valores se debería tratar, por encima de todo, la reforma educativa que debemos emprender sin más demora. Una reforma que no rebaje los estándares de exigencia curricular para que todos pasen de grado y se reduzca la tasa de repetición o de reprobación, algo que se propone desde muchas autoridades de la enseñanza uruguaya que no quieren ser mal evaluadas internacionalmente o por la comparación con sus propios resultados en años anteriores.

No se trata solamente de mejorar el nivel de conocimientos para que los jóvenes puedan aprobar Primaria o Secundaria. Ello es obviamente necesario, pero si no educamos en valores, (y hay que reconocer que las autoridades educativas de los últimos lustros se han esforzado en eyectar los valores de las aulas so pretexto de una mal entendida laicidad y so pretexto de no exigir esfuerzo en momentos de la vida donde se forma el carácter) todo lo que pueda enseñarse tendrá un valor relativo y además efímero a medida que la automatización avance.

Pero esto no es solo un problema uruguayo sino mundial. Por ejemplo, las grandes escuelas de negocios, donde se forman muchos de los principales dirigentes empresariales, se han visto obligadas a repensar sus currículos y sus métodos de enseñanza al darse cuenta de que la ética quedaba por fuera de ellos. Y como consecuencia, esa ausencia se manifestaba luego en comportamientos empresariales tendientes a su maximización del beneficio a toda costa pasando por encima de personas, de reglas y de normas: volvíamos a la ley de la selva, a la ley del más fuerte, a la ley de que los fines justifican los medios.

Es importante, por tanto, que ante la contienda electoral que se avecina, los candidatos no se concentren únicamente en propuestas y programas de mejora material de la sociedad. Esas propuestas son necesarias, pero si no van acompañadas de propuestas en valores, del fomento del pensamiento independiente y del respeto a quien piensa distinto, de poco o nada servirán. Quizá se arregle el déficit fiscal o la tasa de inflación o se mejore el desempeño económico. Pero no habrá una base sólida para que la democracia y la libertad prosperen y estaremos a los vientos de los populistas y embaucadores de todos los pelos. Si ello ocurre, las personas perderán todo el valor y estaremos gobernados sin justicia. Será el sálvese quien pueda. Podremos tener prosperidad por un rato, pero las bases de la misma serán frágiles como la arcilla.

Por: Ricardo Peirano
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Mulheres denunciam ginecologista por abuso sexual. Mas ele tem um promotor amigo.

O promotor e o médico são amigos. Por causa da agilidade incomum no arquivamento do caso, o promotor Raulino Neto está sendo investigado pelo Conselho Nacional do Ministério Público.

Ilustração: Ana Persona/The Intercept Brasil

MULHERES DENUNCIAM GINECOLOGISTA DO PIAUÍ POR ABUSO SEXUAL. MAS ELE TEM UM PROMOTOR ‘AMIGO’.

VANESSA* PARALISOU NA CONSULTA. Ela estava sendo atendida pelo ginecologista Felizardo Batista, um médico conhecido de Teresina, no Piauí, quando ele teria apertado seus seios, coxas e nádegas. Ao final, ela conta que Batista perguntou: “quem foi o sortudo que tirou sua virgindade?”.

Quando tudo acabou, Vanessa entrou no carro e chorou. Só conseguiu reagir no dia seguinte, 17 de janeiro de 2017, quando registrou boletim de ocorrência na Delegacia da Mulher e denunciou o médico ao Conselho Regional de Medicina do Piauí, o CRM. No depoimento à polícia, ela diz que Batista teria lhe apalpado com “expressão de tarado” e que teria ficado “gelada, em choque, queria gritar e não conseguia”.

Felizardo Batista nega o abuso.

caso repercutiu na imprensa local, depois que Vanessa denunciou o abuso na Delegacia da Mulher. Estela* e Sílvia* leram a notícia. Sem nunca terem se conhecido, mas motivadas pela coragem de Vanessa, as duas mulheres decidiram contar para a polícia casos semelhantes contra Batista.

Desde então, a Polícia Civil do Piauí recebeu 10 acusações contra o ginecologista – que também atua como mastologista e obstetra – em dois inquéritos diferentes. O primeiro, que tem nove denúncias (incluindo as de Estela, Sílvia e Vanessa), foi arquivado em tempo recorde pelo promotor Francisco Raulino Neto, do Ministério Público Estadual do Piauí. Raulino alegou que não havia provas suficientes dos abusos.

O promotor e Batista são amigos, segundo a denúncia feita pelo delegado-geral de Polícia Civil do Piauí, Riedel Batista, à Corregedoria do MP do Piauí. Por causa da agilidade incomum no arquivamento do caso, o promotor Raulino Neto está sendo investigado pelo Conselho Nacional do Ministério Público.

Enquanto o médico era inocentado, mais uma possível vítima de Batista quebrou o silêncio e foi à polícia. O caso, denunciado em outubro, está sendo investigado pela delegada Adriana Xavier.

Exame para ‘verificar a lubrificação’

No primeiro inquérito, nove mulheres narraram cenas quase idênticas durante os exames no consultório do médico. Batista, de acordo com os relatos da investigação, teria acariciado a virilha e depois tocado no clitóris das pacientes. Ele introduzia os dedos na vagina com força, o que machucaria as mulheres. Ele também teria apertado nos seios delas e passado a palma da mão nos mamilos.

A delegada responsável pelo caso, Carla Brizzi, também obteve laudos psicológicos que constataram estresse pós-traumático em duas mulheres e mensagens de áudio de uma vítima contando o abuso para uma amiga, no momento em que saiu da clínica chorando.

Os relatos de Sílvia, Estela e Vanessa no inquérito são semelhantes aos das outras vítimas.

Trecho do inquérito da delegada Carla Brizzi. Foto: reprodução

 

O caso de Sílvia ocorreu em 26 de janeiro de 2016. Ela relatou, no boletim de ocorrência e no inquérito policial, que estava na posição para o exame ginecológico quando Batista teria pedido que a auxiliar saísse da sala e disse à paciente que “iria fazer um procedimento para verificar a sua lubrificação”. Sílvia relatou para a polícia que o médico passou a acariciar sua coxa esquerda, introduziu os dedos em sua vagina e tocou o seu clitóris fazendo movimentos circulares. Sílvia diz que se afastou e protegeu a genitália com a mão, o que levou o médico a encerrar o “exame”. Depois disso, ela contou que ele prescreveu alguns medicamentos e pediu que voltasse quando acabassem os remédios. Ela nunca retornou.

O que aconteceu a Estela foi parecido e se repetiu por várias consultas entre dezembro de 2014 e março de 2015, de acordo com o depoimento que está no inquérito policial. Ela estranhava a forma como Batista lhe tocava, mas ia a cada 15 dias no consultório dele porque precisava tratar o colo do útero dilatado.

Ela concluiu que estava sendo assediada quando o médico, de acordo com o relato de Estela à polícia, a convidou para tomar uma cerveja fora do consultório e anotou o número do celular que constava na ficha médica. Ele ainda mandou mensagem pedindo que Estela voltasse ao consultório para pegar um creme vaginal. Ela não respondeu e bloqueou Batista no WhatsApp.

Estela e Vanessa afirmaram ter ficado traumatizadas com o que aconteceu e precisaram de tratamento psicológico. Os laudos foram incluídos no inquérito contra o médico. Segundo o documento, Estela “apresentou sintomas de psicossomatização”. Já Vanessa, que começou o tratamento psicológico em fevereiro de 2017, sentia medo constante de encontrar Felizardo Batista na rua. Também tinha insônia, falta de apetite, delírios, taquicardia, pesadelos envolvendo o abuso ou o médico e “crises de ansiedade que caracterizavam um possível transtorno de estresse pós-traumático, mas poderia evoluir para uma depressão ou síndrome do pânico”, de acordo com o laudo. A psicóloga que assinou o documento concluiu que a situação sofrida por Vanessa “foi considerável e pode ser prejudicial para o seu desenvolvimento biopsicossocial”.

Com base nessas evidências, Brizzi indiciou o médico e a assistente dele, Rosa Moraes de Lima, pelo crime de violação sexual mediante fraude. Segundo as vítimas, a assistente era conivente, pois presenciava os abusos e virava as costas.

Os defensores do médico

As mulheres que se calaram durante muitos anos disseram à polícia que tinham medo do julgamento das pessoas, inclusive dos maridos e das outras mulheres da família que eram atendidas por Felizardo Batista. Elas achavam que as pessoas não iriam acreditar e nem iriam apoiá-las.

De certa forma, isso aconteceu. Quando os casos começaram a ser divulgados pela imprensa, muitas pessoas saíram em defesa do médico. Mulheres atendidas por ele alegavam que nunca tinha acontecido nada a elas e homens garantiam que suas esposas, mães ou filhas sempre foram respeitadas. Os médicos e os membros do CRM também se mobilizaram para proteger o colega.

Uma das defesas mais enfáticas veio do promotor Raulino Neto, que recebeu o inquérito no dia 30 de maio de 2017. Ele precisou de apenas 24 horas para escrever um parecer de 37 páginas e arquivar o caso. Duzentos e sessenta e quatro casos mais antigos estavam na mesa de Raulino.

Parecer Promotor Raulino37 pages

“Houve excessiva pressa em indiciar um médico renomado e uma de suas assistentes”, disse o promotor em seu parecer, após receber o inquérito. Para ele, a investigação não colheu provas suficientes. Ele considerou que havia encerrado o prazo para que a maioria das vítimas tivesse denunciado o abuso sexual. Os casos mais recentes, como o de Estela, foram questionados. “Foi relatado que ele é o médico de mulheres da família dela. Por que somente a ela teria agredido? Por que a mãe sabendo do ‘assanhamento’ do médico não se propôs a conversar com ele?”. O promotor ainda sugeriu uma acareação, ou seja, uma audiência que reunisse as vítimas, as testemunhas e o acusado (que nunca ocorreu).

Ele também questionou o motivo pelo qual as mulheres não procuraram a direção das clínicas para denunciar o abusador, desconsiderando o fato de que o médico é sócio de uma delas. Para o promotor, é injustificável que as vítimas tenham dado declarações à imprensa ou postado denúncias nas redes sociais antes de procurar a polícia.

Raulino Neto também sugere que as denúncias contra o médico foram “orquestradas” por mim, que fui uma das primeiras jornalistas a relatar o caso na imprensa local, e pela advogada de uma das vítimas. O meu nome surgiu no inquérito porque fui chamada pela delegada Carla Brizzi pra dar depoimento sobre os casos que acompanhei.

O juiz Luiz de Moura acatou o pedido de arquivamento da denúncia em junho de 2017, e Felizardo Batista se livrou de responder pelas acusações.

O arquivamento expresso do promotor foi divulgado pela imprensa do Piauí. Alguns meses após o inquérito ser encerrado, Raulino Neto processou a delegada Carla Brizzi e mais três jornalistas, incluindo eu. Ele se incomodou com críticas da delegada ao arquivamento e com uma reportagem que fizemos sobre o seu parecer. Raulino perdeu todas as ações.

Amizade

A decisão de Raulino sobre o arquivamento chamou a atenção do delegado geral da Polícia Civil do Piauí, Riedel Batista, que denunciou o promotor à Corregedoria do Ministério Público do Piauí. De lá, o caso foi para a Corregedoria Nacional do MP. Riedel alegou que Raulino não poderia ter analisado o inquérito porque era amigo do médico. Os indícios estavam nas redes sociais: Felizardo Batista e mais quatro pessoas da família dele eram os amigos do promotor no Facebook. Além disso, uma investigação mais detalhada, feita pela Corregedoria do MP do Piauí, descobriu outras informações relevantes.

De acordo com Erick Venâncio, relator do processo que investiga o promotor, houve “certa incoerência na manifestação de arquivamento, especialmente em se tratando de questão de elevada gravidade”, disse em seu relatório. Venâncio avalia, por exemplo, que Raulino Neto foi estranhamente ágil na análise do processo contra o médico.

Causou suspeita também a informação de um dos servidores do MP do Piauí, em depoimento à corregedoria local. Ele disse que Raulino Neto foi até a Central de Inquéritos, perguntou sobre o processo do médico e afirmou que “este rapaz está sendo injustiçado”. Para o relator, é “incomum o fato de um membro buscar informações acerca de processo específico que ainda não havia sequer chegado à promotoria”.

Em sessão em novembro, no Conselho Nacional do Ministério Público, a maioria dos conselheiros seguiu o voto do relator e confirmou a necessidade da investigação contra Raulino, que tem prazo para encerrar até 16 de janeiro e pode ter como desfecho a suspensão do promotor por 90 dias.

Tentei contato com Raulino Neto através da assessoria de imprensa do Ministério Público do Piauí, mas o assessor disse que ele não atendeu às ligações. Enviei algumas perguntas para o e-mail institucional do promotor e ele não respondeu. Também mandei mensagem pelo WhatsApp. Ele disse apenas que não iria se pronunciar a respeito disso e nem sobre o processo que está respondendo.

Em seu depoimento, que consta no relatório do conselheiro Erick Venâncio, o promotor nega todas as acusações. Ele disse que não conhece Felizardo Batista e reafirmou que o inquérito não tinha provas que sustentassem a denúncia. Sobre o acúmulo de processos, ele disse que houve um erro no sistema do MP e, por isso, recebeu mais demanda do que o normal.

Consultas de R$ 350

Felizardo Batista exerce a medicina há mais de 30 anos e é um dos poucos médicos do Piauí que realiza procedimentos cirúrgicos e exames delicados para detectar doenças no colo do útero. Por causa das suas especialidades, muitos médicos encaminham as pacientes para fazerem tratamento com o especialista.

Batista é também um dos sócios da Clínica Santa Fé, que até pouco tempo atrás era a única maternidade particular de Teresina. Lá, o médico atende mulheres com maior poder aquisitivo e cobra R$ 350 pela consulta. Ele também atende na Clínica Batista por um valor mais acessível. As mulheres que o denunciaram relatam abusos ocorridos nos dois consultórios.

À polícia, Batista se defendeu alegando que os procedimentos realizados fazem parte da consulta e que, diferente da declaração de todas as vítimas, as suas atendentes sempre ficam na sala e o auxiliam durante o exame.


Clínica Santa Fé em Teresina: um reduto de mulheres com maior poder aquisitivo. Reprodução/Google Street View

Ele admite que tocou na parte interna da coxa de Vanessa e que pegou nas nádegas dela, mas diz que o fez porque a paciente havia se retraído e impossibilitado o procedimento. Sobre o toque excessivo no seio, Batista disse que “eventualmente pode ocorrer de a palma da mão encostar na mama, mas isso não é proposital e pode acontecer em razão do tamanho do seio ou da posição”. Ele negou qualquer toque no clitóris das vítimas. Todas essas declarações do médico constam no inquérito policial.

Conversei com o ginecologista e obstetra Juvenal Barreto, diretor de defesa profissional da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, para entender qual é o procedimento adequado em uma consulta.

Barreto, que tem 40 anos de profissão, disse que a boa prática do exame ginecológico não inclui toque na parte interna da coxa, no clitóris e nem qualquer movimento que sugira algum tipo de estímulo. A apalpação das mamas é feita com a ponta dos dedos e não com a palma da mão. A presença de uma assistente, acrescenta, também é uma recomendação importante.

Entrei em contato com o médico Felizardo Batista por telefone e também mandei mensagem no WhatsApp, mas ele não respondeu. Por meio da assessoria de imprensa, a direção da Clínica Santa Fé informou que não vai se manifestar até o final do inquérito “para não haver julgamento precipitado”.

Eu liguei para sete mulheres que fizeram a denúncia em 2017, mas só três atenderam à ligação. Nenhuma quis falar sobre o caso. Quando falei que uma nova denúncia de abuso foi registrada na delegacia recentemente, as três lamentaram. “Ele não vai parar nunca”, disse uma das mais antigas vítimas do médico, que relata um abuso sexual de 1996.

* Os nomes das vítimas foram modificados para preservar suas identidades.

Falsa psiquiatra tenta se apoderar da herança de sua paciente

Falsa psiquiatra foi condenada a cinco anos de prisão por falsificar o testamento de sua paciente, (uma viúva de 84 anos com quem estabeleceu relação de amizade em 2016 em uma clínica para pessoas com demência) e tentar se apoderar de sua herança, avaliada em cerca de um e meio milhão de dólares.

Por una falsa psiquiatra, el Reino Unido investiga a tres mil médicos extranjeros

El caso de Zholia Alemi, una psiquiatra impostora, se suma a las presiones que ya experimenta el sistema británico de salud.Andrew Testa para The New York Times

LONDRES — En un país en el que los asuntos de salud pública siempre están bajo la lupa y, en algunas ocasiones, derivan en escándalos, las autoridades médicas del Reino Unido reconocieron el lunes haber tomado la decisión de revisar los documentos de unos tres mil médicos extranjeros, tras la condena por fraude de una supuesta doctora, a quien también se le acusa de falsificación de documentos.

El caso podría sumarse a otroscuestionamientos en torno a la seguridadde los pacientes del Servicio Nacional de Salud del Reino Unido, institución que solía ser elogiada, justo cuando sus reducidos presupuestos y lasposibles consecuenciasde la inminente salida de esa nación de la Unión Europea han agravado la atmósfera de incertidumbre.

Zholia Alemi, de 56 años, trabajó durante más de veinte años en los servicios de salud del Reino Unido avalada por un documento que, según ella, demostraba los estudios que cursó en su país natal, Nueva Zelanda. Dicho documento le permitió darles tratamiento a pacientes que padecían demencia y muchos otros problemas psiquiátricos.

Sin embargo, una investigación emprendida por un periódico provincial hace algunas semanas reveló una versión muy distinta del perfil académico de Alemi.

The News & Star, con oficinas en Carlisle, una pequeña ciudad ubicada en el noroeste de Inglaterra, se puso en contacto con las autoridades de Nueva Zelanda e informó que Alemi había abandonado sus estudios de Medicina en 1992, después de completar un año de cursos, y solo había obtenido un grado en Biología Humana.

Alemi llegó al Reino Unido a mediados de los años noventa y aprovechó un programa que ayudaba a médicos de algunas de las antiguas colonias británicas, incluida Nueva Zelanda, a obtener licencias para ejercer esa profesión en el Reino Unido con revisiones escuetas de sus constancias académicas.

“Nos preocupa mucho que una persona haya presentado constancias de estudios falsificadas”,declaróel lunes Charlie Massey, director ejecutivo del Consejo Médico General. Añadió que el grupo, encargado de supervisar la profesión médica en el Reino Unido, “estaba haciendo todo lo posible para averiguar cómo pudo ocurrir algo así”.

Como psiquiatra, Alemi gozaba de “los mismos privilegios que cualquier otro” doctor de su nivel, indicó el organismo, incluidas facultades para recetar medicamentos e internar pacientes sin su consentimiento para someterlos a algún tratamiento.

“Es evidente que, en este caso, las medidas tomadas en los años noventa no fueron adecuadas, por lo que ofrecemos disculpas por cualquier riesgo que hayan corrido los pacientes a causa de ello”, señaló.

El caso de Alemi salió a la luz porque intentó aprovecharse de una paciente, Gillian Belham, una viuda de 84 años con la que estableció una relación amistosa en 2016, en una clínica para pacientes con demencia ubicada en el pueblo costero de Workington.

El mes pasado, Alemi fue sentenciada a cinco años de cárcel por falsificar el testamento de su paciente e intentar apoderarse de su herencia, valorada en cerca de 1,5 millón de dólares. “Se trata de un delito despreciable, motivado simple y llanamente por la avaricia”, aseveró el juez James Adkin, quien anunció la sentencia, según el periódico The News & Star.

El Consejo Médico General explicó que el programa con el que se autorizó el ejercicio profesional de Alemi en el Reino Unido dejó de aplicarse en 2003 y en su lugar se implementó un esquema con verificaciones más rigurosas.

“En su solicitud, Zholia Alemi incluyó un documento que parecía hacer constar la obtención de un grado en Medicina de la Universidad de Auckland, una carta de la universidad que confirmaba su graduación y una carta de referencia de su patrón anterior en Pakistán”, mencionó el organismo. “Ahora sabemos que la constancia de estudios que presentó era falsa”.

El Consejo Médico General informó que comenzó “una revisión inmediata” de todos los doctores aprobados mediante el mismo proceso cuya licencia para ejercer la profesión en el Reino Unido sigue vigente, y especificó que son unos tres mil.

“Es importante enfatizar que se trata de un caso muy raro”, afirmó el grupo. “Aunque no hay nada que nos haga dudar de que otros médicos autorizados mediante ese procedimiento son honestos y trabajadores, es importante verificar de cara a estos acontecimientos”.

El Consejo Médico General mencionó que en la actualidad los médicos que solicitan permiso para ejercer deben cumplir procesos de verificación más amplios, además de someterse a exámenes profesionales y de dominio del idioma. También insistió en que la revisión de documentos debe ser mucho más detallada para evitar fraudes.

The News & Star informó que las autoridades médicas de Nueva Zelanda confirmaron que a Alemi “nunca se le otorgó el título de médica”.

Fonte: The New York Times
Por: Alan Cowell

A Justiça tem dificuldade de julgar a violência sexual

Eis a dificuldade da Justiça diante la violencia sexual: as repercussões deste crime poden durar a vida inteira.

Un acto en vivo de Louis C. K., en 2015 Jacob Blickenstaff para The New York Times

 

Cuando la justicia solo tarda lo que los hombres creen que debe tardar

El movimiento #MeToo ha existido desde hace más de una década, cuando la activista Tarana Burke acuñó la frase. Adquirió una relevancia particular en 2017, cuando surgieron denuncias para que hombres como Harvey Weinstein, Mario Batali, Matt Lauer, Kevin Spacey, Louis C. K. y Charlie Rose rindieran cuentas por acusaciones de acoso y abuso sexual y, en ciertos casos, de violación. En los últimos meses sus casos se han litigado ante un jurado compuesto por la opinión pública. Algunos de los hombres se quedaron sin sus trabajos. Weinstein enfrenta cargos penales. Sí, cayeron. Pero su aterrizaje ha sido muy cómodo.

Sin embargo, sus víctimas han sido descreídas. Han tenido que sobrellevar acusaciones de que solo quieren llamar la atención. La justicia las ha eludido. Y el debate público se ha enfocado más en si el movimiento #MeToo se extralimitó que en reconocer la predominancia de la depredación sexual en prácticamente cualquier circunstancia.

En noviembre de 2017, el comediante Louis C. K. admitió que expuso su pene y se masturbó frente a varias mujeres sin que ellas lo consintieran, y después desapareció de la vista pública… hasta el 26 de agosto, cuando regresó a los escenarios en el Comedy Cellar de Nueva York. Tal parece que encontró una nueva manera de exhibirse a la fuerza ante un público que no se lo esperaba. Su acto duró unos quince minutos y terminó con una ovación de pie, apenas nueve meses después de que él mismo confirmara su comportamiento inaceptable.

Otros hombres alguna vez poderosos que cayeron en desgracia parecen estar preparando grandes regresos. El presentador televisivo Matt Lauer les ha dicho a algunas personas que planea retornar a la esfera pública. Ya han surgido reportes noticiosos sobre los planes del también presentador televisivo Charlie Rose y del chef Mario Batali de hacer lo mismo.

En cada caso ha transcurrido menos de un año desde que salieron a la luz las denuncias en su contra y, en cada caso, los hombres han tomado poquísimas acciones para buscar la expiación. Quienes se han disculpado lo han hecho por medio de declaraciones cuidadosamente redactadas y revisadas por equipos legales. Han achacado la responsabilidad a otros o han demostrado que realmente no creen haber hecho nada malo. Lo que es peor, ha habido demandas para que el movimiento #MeToo ya tenga contemplada una manera para que estos hombres se rediman, como si fuera responsabilidad de las personas victimizadas ayudar a los victimarios.

“¿Debe un hombre seguir pagando por el resto de su vida por sus malas acciones?”. Esa es la pregunta que comúnmente se hace al hablar de justicia cuando se reportan acoso o abuso sexual por parte de figuras públicas. ¿Cuánto tiempo deben pagar el precio por sus acciones los hombres que no han enfrentado consecuencias legales y muy pocas repercusiones financieras?

En junio hablé con la poeta y activista Aja Monet sobre la antología Not That Bad (No es tan malo), que trata la cultura de la violencia sexual y cómo se puede pensar la justicia para las víctimas. Hablamos de una justicia reparadora en la que víctimas y perpetradores se reconcilian con el delito y el sufrimiento para que haya rehabilitación del perpetrador y justicia para la víctima.

Me gusta esa idea de justicia reparadora: que es posible conseguir justicia al discutir el abuso que viví con quienes lo cometieron, y que yo misma esté involucrada en determinar el castigo apropiado por el delito. La justicia reparadora podría ayudar a recuperar la voluntad que me quitaron. Pero también me gusta la idea de que esos hombres pasen algo de tiempo detrás de las rejas, más allá de si el sistema penitenciario es problemático, para que dediquen tiempo a pensar en las maneras en las que me violaron y violentaron. Me gustaría que enfrenten consecuencias materiales por sus acciones, porque yo llevo enfrentándolas durante treinta años. Una parte de mí no quiere algo reparador, quiere venganza.

Y ahí está la dificultad de la justicia ante la violencia sexual: las repercusiones del crimen pueden durar una vida entera. Puede que no sea posible conseguir una justicia satisfactoria, pero sin duda podemos encontrar algo mejor dado que lo más frecuente es que las víctimas de la violencia y el acoso sexual no obtengan justicia, punto.

Dedicamos tan poca energía a pensar en la justicia para las víctimas, y mucha más en la que merecen los hombres que cometen el acoso y abuso sexual. Nos preocupa qué sucederá con ellos después de sus errores. No nos preocupa mucho qué sucederá con quienes sufrieron en consecuencia. Es muchísimo más fácil para la mayoría de las personas tener empatía con los depredadores y más complicado tenerla con las presas.

Quiero creer que hay un camino para la redención de quienes han cometido males, pero nueve meses de un exilio autoimpuesto con comodidad financiera definitivamente no es un escalafón en ese camino. Es demasiado pronto para que cualquiera de los hombres que han enfrentado consecuencias nimias a partir del movimiento #MeToo piense en su redención. A las personas les encanta una historia de retorno triunfal y muchas veces la añoran por encima del bienestar de las víctimas, que apenas empiezan a lidiar con el pesar.

Louis C. K. es un gran ejemplo. No solamente se exhibió y masturbó frente a mujeres comediantes; hay varios reportes de que personas que él empleaba buscaron frenar las carreras de esas comediantes. Pese a ello mantiene el control de la historia. Puede romper las reglas sin problema y luego, cuando es momento de que rinda cuentas por sus fechorías, puede establecer nuevas reglas él mismo.

Así que: ¿por cuánto tiempo debe alguien como Louis C. K. pagar por lo que hizo? Por lo menos la misma cantidad de tiempo que dedicó a silenciar a las mujeres a las que acosó; por lo menos la misma cantidad de tiempo que ellas sintieron que tenían que dudar si lo que les había sucedido estuvo mal, y por lo menos la misma cantidad de tiempo durante el cual el mundo de la comedia lo protegió pese a que lo que había hecho parecía ser un secreto a voces.

Debe pagar hasta que demuestre que comprende que lo que hizo estuvo mal y que tiene una noción de la extensión del daño que infligió. Debe al menos intentar darles compensación financiera a sus víctimas por todo el trabajo que ellas no pudieron hacer debido a los esfuerzos de él para acallarlas. Debe facilitar que ellas consigan las oportunidades profesionales a las que debieron haber podido acceder durante todos estos años. Debe financiar el cuidado de su salud mental si ellas así lo requieren. Debe donar a organizaciones sin fines de lucro que atienden a víctimas de acoso y abuso sexual. Debe admitir públicamente lo que hizo y por qué eso que hizo estuvo mal, sin excusas ni evasiones ni declaraciones cuidadosamente revisadas por abogados. Y todos los que han cometido violencia y acoso sexual deben hacer lo mismo.

Necesitamos discutir la definición de qué cuenta como justicia cuando el público general actúa como juez y jurado, pero no para el bien de los ofensores, sino de las víctimas. Es doloroso saber que Louis C. K. pudo sencillamente subirse a un escenario de un club de comedia y hacer su acto como si no hubiera admitido que se masturbó frente a mujeres de una manera que pintó casi como si fuera un deporte.

Es doloroso ver que de nuevo se repite la historia de otras transgresiones en las que el perpetrador vive algo de oprobio y poco después ya alista su regreso, porque todo parece olvidado y perdonado. Es doloroso que estos hombres crean que son tan importantes para la cultura que el público quiere que regresen sin más. No importa qué actos privados de contrición esos hombres, y algunas mujeres, hicieron ante sus víctimas: también tiene que haber un acto público de contrición que sea genuino y no se trate solo de mejorar una imagen y de apaciguar a una multitud. Hasta que eso suceda no merecen justicia reparadora ni redención.

Ese es el precio que deben pagar por los males que cometieron.

Candidatos a vagas em Harvard são discriminados por raça

Universidade discrimina, por raça, intencionalmente, estudantes com um desempenho melhor em provas, classificação e atividades extracurriculares.

Os estudantes discriminados pela Universidade de Harvard

A Universidade Harvard intencionalmente discriminou estudantes asiático-americanos que se candidatavam a uma vaga na faculdade, uma das mais disputadas dos EUA, afirmou nesta quinta-feira (30/8/2018) o Departamento de Justiça americano.

No posicionamento formal publicado na manhã desta quinta, o departamento se posiciona ao lado de grupos de estudantes e pais de alunos em uma ação na qual a universidade é acusada de discriminar asiático-americanos em seu processo seletivo.

No processo, que corre num tribunal federal de Boston, os candidatos dizem que a universidade atribuía notas mais baixas aos asiático-americanos do que aos de outras raças em critérios como “personalidade positiva”, simpatia, coragem, gentileza e ser “amplamente respeitados”.

Esses estudantes tinham um desempenho melhor em provas, classificação e atividades extracurriculares.

As notas pessoais baixas, porém, diminuíram drasticamente suas probabilidades de ser admitidos na universidade, de acordo com a ação. Para chegar à conclusão, foram analisados 160 mil registros de estudantes.

Um julgamento sobre a ação está marcado para outubro. Se chegar à Suprema Curte, poderia ser apreciado pelo juiz conservador Brett Kavanaugh, indicado pelo presidente Donald Trump para ocupar a vaga deixada por Anthony M. Kennedy ao se aposentar. O caso pode ter implicações mais amplas para as universidades do país que consideram a raça em seu processo de admissão.

Nesta quinta, o departamento lembrou que, em 2017, abriu uma investigação contra Harvard baseada em queixa apresentada por mais de 60 organizações asiático-americanas.

O posicionamento publicado pelo governo diz que Harvard não conseguiu provar que não comete discriminação ilegal contra asiático-americanos.

O departamento lembra que, como condição para receber os milhões de dólares de recursos dos contribuintes todos os anos, a universidade concorda em não discriminar candidatos com base em sua raça no processo de admissão.

“No entanto, os estudantes e pais que entraram com essa ação apresentaram fortes evidências de que o uso de raça por Harvard discrimina ilegalmente asiático-americanos”, afirma, no comunicado.

No documento, o departamento diz que “os Estados Unidos apelam à corte que garanta aos reclamantes a oportunidade de provar as alegações em julgamento“.

“Nenhum americano deveria ter negava admissão a uma escola por causa de sua raça”, afirmou, na declaração, o secretário de Justiça, Jeff Sessions.

“Como receptora de dinheiro de contribuintes, Harvard tem a responsabilidade de conduzir sua política de admissão sem discriminação racial e usando critérios de seleção relevantes que se enquadrem nas exigências legais”, continuou o secretário.

Segundo ele, o caso é importante porque as políticas de admissão nas universidades e faculdades devem ser conduzidas de acordo com a lei.

A universidade também não conseguiu oferecer explicações sobre como mede a raça do candidato em relação a outros fatores na seleção, como pontuação e atividades extracurriculares. Harvard fracassou ainda em indicar como limita o uso da raça para assegurar que não ocorra discriminação ilegal.

O departamento critica o uso de fatores subjetivos no processo, como “ser uma boa pessoa” com “qualidades humanas”. Na investigação, Harvard admitiu que, na média, dá uma pontuação menor a candidatos asiático-americanos com base em suas “notas pessoais” do que aos de outras raças.

O governo Donald Trump acusa ainda a universidade, ao longo de 45 anos em que usou critérios raciais na admissão de estudantes, de nunca ter considerado medidas raciais neutras para melhorar a diversidade de seu corpo de estudantes, o que é exigido segundo as leis existentes.

A declaração foi emitida quase dois meses depois que Trump anunciou a revogação de ações afirmativas adotadas durante o governo do democrata Barack Obama (2009-2017).

As sete diretrizes revogadas buscavam aumentar a diversificação racial nas escolas e universidades americanas, incentivando as instituições de ensino a levar em conta a raça dos alunos durante o processo de seleção.

Na época, o próprio Sessions afirmou que as ações afirmativas “de administrações passadas” buscavam “impor novas regras à população americana” sem conhecimento do público e sem ouvir as pessoas.

Nos últimos dias, o presidente tem feito várias críticas ao trabalho de Sessions, em meio às investigações sobre a suposta interferência russa nas eleições de 2016.

Em entrevista ao programa Fox and Friends, da emissora Fox News, Trump afirmou que escolheu “um secretário de Justiça que nunca teve controle sobre o Departamento de Justiça” e que isso “é meio que uma coisa incrível”.

Também criticou o fato de Sessions ter se negado a conduzir as investigações da relação entre Moscou e o pleito de dois anos atrás.

FONTE: Pragmatismo Político
POR: Danielle Brant, FolhaPress
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FONTES ORIGINAIS:
Harvard Investigates Harvard
Too Many Asian Americans

 

 

Acadêmica feminista lésbica abusa de orientando homossexual

Reitman tinha medo de sua professora e do poder que tinha sobre ele. Por isso, em muitas ocasiões, aceitou condutas que o levaram se sentir violentado.

aca

 Nimrod Reitman acusó a su exasesora de la escuela de posgrado de la Universidad de Nueva York, Avital Ronell, de acosarlo sexualmente y la universidad la declaró responsable. Sin embargo, algunas académicas feministas la han apoyado de formas que recuerdan las defensas de los acosadores masculinos. Caitlin Ochs para The New York Times

¿Qué pasa con el movimiento #MeToo cuando la acusada es feminista?

El caso es una historia que resulta familiar, pero al revés: se determinó que Avital Ronell, académica reconocida mundialmente que imparte las materias de Alemán y Literatura Comparada en la Universidad de Nueva York (NYU), acosó sexualmente a un antiguo estudiante de posgrado de nombre Nimrod Reitman.

Después de una investigación de once meses en respuesta a una queja basada en las disposiciones de la norma federal Título IX —una ley de Estados Unidos que prohíbe la discriminación por razón de sexo—, se declaró culpable a Ronell, descrita por un colega como “una de las contadas estrellas de la filosofía en el mundo”, de haber incurrido en conductas de acoso sexual, físico y verbal, “a tal punto que afectó los términos y condiciones del ambiente de aprendizaje de Reitman”. La universidad suspendió a Ronell para el siguiente ciclo académico.

The New York Times tuvo acceso a algunos fragmentos del informe definitivo sobre las investigaciones basadas en el Título IX, en los que se indica que Reitman declaró que Ronell lo había acosado sexualmente durante tres años y como prueba proporcionó decenas de correos electrónicos en los que la académica se refería a él con varias frases íntimas: “mi adoradísimo”, “nene hermoso”, “cock-er spaniel” y “mi increíble y hermoso Nimrod” [cock en referencia al pene en español].

El caso, que se dio a conocer justo cuando el movimiento #MeToo comenzaba a exigir la rendición de cuentas por conductas sexuales inadecuadas, representó un reto para las feministas, quienes debieron decidir cómo reaccionar ante la conducta indebida de alguien de su propio grupo. Su respuesta ha agitado las aguas en el sector académico.

En cuanto la universidad tomó su decisión definitiva y confidencial en mayo, varios académicos de todo el mundo, incluidas algunas feministas destacadas, enviaron una carta a NYU en la que expresaron su apoyo a Ronell. Judith Butler, autora del libro Gender Trouble y una de las académicas feministas más influyentes en la actualidad, encabezaba la lista.

“Si bien no tenemos acceso al expediente confidencial, hemos trabajado durante muchos años en estrecha colaboración con la profesora Ronell”, escribieron los catedráticos en una versión de la carta publicada en un blog de filosofía en junio. “Todos hemos visto cómo se relaciona con los estudiantes y algunos conocemos al individuo que ha urdido esta campaña malintencionada en su contra”.

Los críticos señalaron que esa carta, centrada en los posibles daños para la reputación de Ronell y la fuerza de su personalidad, evoca argumentos utilizados en el pasado para defender a hombres poderosos.

“Nos constan la delicadeza, el agudo ingenio y la dedicación intelectual de la profesora Ronell, por lo que solicitamos que se le trate con la dignidad que merece alguien de su posición y reputación internacional”, continuaba la carta.

Reitman, quien ahora tiene 34 años y realiza trabajo de investigación en Harvard, afirma que Ronell en varias ocasiones lo besó y tocó, durmió con él en su cama, le pidió que se recostara en su cama y lo tomó de la mano, además de que constantemente le enviaba textos, correos electrónicos, lo llamaba por teléfono, y no accedía a trabajar con él a menos que él le correspondiera. Reitman es homosexual y ahora está casado con otro hombre; Ronell es una mujer lesbiana.

Ronell, de 66 años, negó haber incurrido en conductas de acoso. “Nuestras comunicaciones, que ahora Reitman cataloga como acoso sexual, fueron intercambios entre dos adultos, un hombre gay y una mujer queer, que comparten la misma herencia cultural israelí, así como una afición por las comunicaciones floridas y exageradas debido al ambiente académico en el que nos movemos y a nuestra sensibilidad”, escribió en una declaración dirigida a The New York Times. “Él procuró estas comunicaciones en repetidas ocasiones, respondió a ellas y las alentó a lo largo de tres años”.

Dos años después de graduarse de NYU con un doctorado, Reitman presentó una queja en contra de su antigua asesora por infracciones al Título IX, por supuestas conductas de acoso sexual, violencia sexual, acecho y represalias. En mayo, la universidad determinó que Ronell era responsable de acoso sexual y que no se habían demostrado las demás acusaciones.

El abogado de Reitman, Donald Kravet, dijo que redactó con su cliente una demanda en contra de NYU y Ronell, y que por el momento están evaluando sus opciones.

Las descripciones de Reitman y Ronell acerca de sus experiencias evocan otras historias reveladas como parte del movimiento #MeToo: según recuerda Reitman, le tenía miedo a su profesora y al poder que tenía sobre él, por lo que en muchas ocasiones aceptó conductas que lo hicieron sentirse violado. En algunas entrevistas a las que The New York Times tuvo acceso y que Ronell presentó ante la oficina encargada de las quejas por Título IX en NYU, la docente indicó que Reitman estaba desesperado por llamar su atención y recibir su orientación.

Según Reitman, los problemas comenzaron a mediados de 2012, antes del inicio oficial del curso. Ronell lo invitó a quedarse con ella en París algunos días. El día de su llegada, según relató Reitman, ella le pidió que le leyera poesía en su recámara mientras tomaba una siesta vespertina.

“Fue cuando me pareció que algo andaba mal”, dijo Reitman. “Pero también pensé, bueno, ya estoy aquí. Mejor no armo un escándalo”.

Entonces, relató, la académica lo jaló hacia la cama.

“Puso mis manos sobre sus senos y presionó su trasero contra mi entrepierna”, dijo. “Entonces empezó a besarme, a besar mis manos y mi torso”. Esa noche, ocurrió de nuevo algo parecido, dijo.

Dijo que la confrontó a la mañana siguiente.

“Le dije, mire, lo que pasó ayer no estuvo bien. Eres mi asesora”, recordó en una entrevista.

aca2Los defensores de la profesora Ronell destacaron su “agudo ingenio” y sus “posición y reputación internacionales”, después de que ella fue acusada de acoso sexual.

Según dijo, cuando llegó a Nueva York ese comportamiento continuó. Después del huracán Sandy, en octubre de 2012, Ronell se presentó en su apartamento porque no tenía electricidad. Dijo que, a pesar de sus objeciones, ella lo convenció de que ambos podían dormir juntos en su cama. Una vez ahí, lo manoseó y besó todas las noches durante casi una semana, dijo.

“La profesora Ronell niega por completo las acusaciones de contacto sexual”, escribió Mary Dorman, su abogada, en un documento dirigido a la oficina encargada de las quejas por Título IX. Ronell dijo que solo pasó dos noches ahí después del huracán, por invitación de Reitman.

El informe de la investigación concluyó que no había suficientes pruebas para declarar culpable a Ronell de violencia sexual, en parte debido a que nadie más observó las interacciones en el apartamento de Reitman ni la habitación de Ronell en París.

Reitman también dijo que Ronell tomó represalias en su contra por haberse quejado de su comportamiento, como enviar recomendaciones formales que afectaron algunas posibilidades de empleo. No obstante, el informe reveló que las cartas de recomendación “eran comparables a las que había escrito para otros exalumnos” y Reitman, de hecho, obtuvo dos becas de investigación.

Ronell y algunas personas que la respaldan han intentado desacreditar a su acusador mediante algunos métodos conocidos, como cuestionar por qué tardó tanto en presentar la queja y por qué parecía tener una relación tan íntima con Ronell si en realidad se sentía miserable. Ronell dio a entender que quizá se sentía frustrado por no ser tan listo.

“Su principal dilema era la incoherencia en su manera de escribir, y que no era posible identificar un argumento”, señaló Ronell en una entrevista realizada en 2018 y presentada a la oficina encargada de las quejas por Título IX.

Además de la suspensión, que la universidad nunca anunció en público, NYU investiga otras acusaciones de represalias relacionadas con la carta de la académica.

John Beckman, vocero de la universidad, escribió en una declaración para The New York Times que NYU lamentaba la experiencia de Reitman.

Sin embargo, añadió Beckman, “dada la agilidad y seriedad con que respondimos para investigar a fondo sus cargos, no creemos merecer ni que sea justo que promueva un juicio millonario en contra de la universidad”.

Tanto Ronell como Reitman sienten que no se les ha retratado de la mejor manera en esta historia del movimiento #MeToo.

Reitman afirma que no pretendía convertirse en una figura pública y tema de conversación en todo el país por cuestiones de género, y subrayó que este proceso inició antes de que se popularizara el movimiento. “No fue como consecuencia del #MeToo”, enfatizó.

En marzo de 2018, Ronell especialmente se quejó de que Reitman insistía en compararla “con los ejemplos más escandalosos de conductas depredadoras, asociadas con magnates de Hollywood que acechan a las estrellas jóvenes”.

Fonte: The New York Times
Por: Zoe Greenberg
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A igreja que proibe consultar o médico

Os fieis não recorrem à medicina. Acreditam que toda doença deve ser tratada unicamente com a fé e a oração.

The Followers of Christ Church sign hangs in front of their church Wednesday, Sept. 14, 2011, in Oregon City, Ore. Dale and Shannon Hickman are charged with second-degree manslaughter. They are fourth couple prosecuted in the past two years by the Clackamas County District Attorney's Office for failing to seek adequate medical care for a child. The Hickmans are members of the Followers of Christ, an Oregon City faith-healing church. (AP Photo/Rick Bowmer)
The Followers of Christ Church sign hangs in front of their church Wednesday, Sept. 14, 2011, in Oregon City, Ore. Dale and Shannon Hickman are charged with second-degree manslaughter. They are fourth couple prosecuted in the past two years by the Clackamas County District Attorney’s Office for failing to seek adequate medical care for a child. The Hickmans are members of the Followers of Christ, an Oregon City faith-healing church. (AP Photo/Rick Bowmer)

          La Iglesia que prohíbe acudir al médico

Gennifer es el nombre de una bebé que murió en 2017 porque sus padres se negaron a llevarla al médico. Sus padres, Sarah Mitchell de 25 años y su esposo Travis Mitchell de 22, fueron encontrados culpables de homicidio el pasado 9 de julio. Lo particular de la joven pareja de esposos es que pertenecen a una denominación cristiana llamada “Seguidores de Cristo”. Para los miembros de esta secta cristiana acudir al médico es sinónimo de desconfiar de la voluntad de Dios.

Los seguidores de Cristo son un grupo de cristianos que se encuentran principalmente en los estados de Oklahoma, Oregon y Idaho. Esta iglesia se originó en el seno del movimiento pentecostal de sanaciòn por la fe de finales del siglo XIX.

La iglesia de los Seguidores de Cristo fue fundada en Chanute, Kansas, por Marion Reece. Después de un pequeño crecimiento y disputas con otros pastores, Walter White se mudó a Oregon City, Oregon, en la década de 1940. En ese entonces era una comunidad agrícola y maderera en gran parte rural, ahora un suburbio de Portland. Tras la muerte del pastor White en 1969 la iglesia no ha tenido un líder principal, y afortunadamente han cesado el proselitismo religioso. Sus feligreses, que son más de 1200, rechazan el uso de la medicina y consideran que toda dolencia debe ser tratada únicamente con la fe y la oración.

La historia de la pobre Gennifer

cons2Sarah Elaine Mitchell, 25, y Travis Lee Mitchell, 22, tras ser hallados culpables
por seguir absurdas creencias bíblicas.
Fuente: Oregon Live

Sarah Elaine Mitchell, la madre recientemente condenada, nunca supo durante su embarazo que estaba embarazada de mellizas. Durante todo la gestación no recurrió a médicos ni tuvo cuidados prenatales. El 5 de marzo de 2017 dio a luz en su casa. Sin embargo, al poco tiempo, ambas niñas comenzaron a tener serias dificultades para respirar. Los jóvenes padres en lugar de acudir al médico llamaron a los hermanos de la iglesia para que se iniciara una cadena de oración. Ningún miembro de la iglesia hizo un llamado a la línea de emergencias.

Gennifer empeoró y murió. Su hermana Evelyn también estaba empeorando. Las oraciones no estaban sirviendo para nada. Tras conocerse el deceso Gennifer las autoridades iniciaron una investigación y visitaron el hogar de los seguidores de Cristo.

El médico forense, al observar que la pequeña Evelyn tenía dificultades para respirar, la tomó consigo y la llevó a un centro hospitalario donde le salvaron la vida.

Ya el pasado 9 de julio una corte de Oregon, Estados Unidos, encontró a los Mitchell responsables de homicidio por negligencia y destrato criminal. Ellos aceptaron los cargos y fueron condenados a seis años de prisión. Se espera que por buen comportamiento puedan tener rebaja de la pena. La niña sobreviviente está en el momento a cargo del gobierno.

“Durante demasiado tiempo, los niños de esta iglesia han estado sufriendo y muriendo innecesariamente porque sus padres, como condición de sus creencias religiosas, se han negado a buscar atención médica para sus hijos”, afirmó la fiscalía. “Y durante los últimos 17 años y medio, la Oficina del Fiscal del Condado de Clackamas ha estado trabajando diligentemente para responsabilizar penalmente a los padres que no brindan la atención médica adecuada para sus hijos, lo que provoca su muerte o lesiones físicas graves”.

Como un signo de la disposición de la iglesia para detener finalmente el patrón de muertes de recién nacidos, la iglesia acordó como parte del acuerdo poner la siguiente declaración dentro de su edificio: “Todos en la iglesia siempre debemos buscar atención médica adecuada para nuestros hijos”.

“Esperamos que esta oficina nunca más se vea obligada a enjuiciar a los padres en la Iglesia de los Seguidores de Cristo por descuidar la atención médica de sus hijos”, afirmó el fiscal. “Sin embargo, seguimos estando preparados para hacerlo si los miembros de esa congregación no prestan atención”.

Gennifer no ha sido la única

cons3Alyana Wyland de 18 meses quedó ciega por
un tumor sin tratar. Sus padres son miembros de la Iglesia
Seguidores de Cristo,

Los miembros de esta denominación con frecuencia saltan a los titulares de prensa por dejar morir a sus pequeños por falta de atención médica.

En el 2008 fue noticia la muerte de Neil Beagley, de 16 años, por un bloqueo del tracto urinario . Su muerte resultó en la condena de homicidio por negligencia criminal de sus padres Jeff y Marci Beagley, también miembros de esta secta.

En 2011, Rebecca y Timothy Wyland fueron declarados culpables de maltrato criminal después de que su hija sufriera un crecimiento anómalo en los vasos sanguíneos de su ojo derivó en daño permanente a su visión.

La hermana de Sarah, Shannon y su marido Dale Hickman dejaron morir a su hijo recién nacido en 2009. Solo pudieron mantenerlo con vida nueve horas, sin embargo, también fueron condenados.

Otro miembro de la pequeña congregación también impidió que su bebé de 15 meses recibiera atención médica, lo que provocó la muerte de Ava Worthington. Los padres indicaron que habían dado al pequeño sanación por medio de la fe, pero no la visita de un profesional de la salud.

Segùn la doctora Karen Gunson, del Hospital Universitario de Oregon, en entrevista con People, relató que durante sus 30 años en la profesión ya ha visto 20 muertes similares.

La oración no sirve para nada

Muchos cristianos que han leído esta noticia han dicho que la inacción de los feligreses de los Seguidores de Cristo es sin duda fanática. Pero si nos detenemos a pensar, su idea de que Dios los salvará si oran con fe, como dice la Biblia, es consistente con la Biblia. ¿Entonces por qué mueren sus familiares?

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Los familiares de estos creyentes sinceros, pero engañados, se debe a que no hay nadie que escuche las oraciones, a menos los que están al lado de los que rezan. Sin la medicina científica miles que hoy se salvan por antibióticos, cirugías y atenciones de emergencias, morirían sin estas ayudas. Así que la próxima vez que alguien te hable sobre el poder de la oración ya podrás presentarles el caso de los Seguidores de Cristo, un triste pero ilustrativo experimento real del poder de la oración cuando retiras los medicamentos y lo dejas todo en las manos de Jesús.

Fonte: Blog Sin Dioses
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O racista é um Doente Mental?

“… o racista tem problemas psíquicos muito sérios que necessitam de tratamento psicológico ou psiquiátrico…”

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Fonte: Casa do Saber
Por Silvio Luiz de Almeida – Pós-doutor pelo departamento de Filosofia e Teoria Geral do Direito da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). Doutor em Filosofia e Teoria Geral do Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). Mestre em Direito Político e Econômico e Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Graduado em Filosofia pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP). Professor do Curso de Graduação em Direito e Docente Permanente do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Direito Político e Econômico da Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP). Professor de Filosofia do Direito e Introdução ao Estudo do Direito da Universidade São Judas Tadeu (SP). Presidente do Instituto Luiz Gama (SP). Advogado em São Paulo.
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“Sou racista, não posso controlar”.“Quero saber o que passa na minha cabeça.”
As Discriminações são abordadas de forma diferente nas “paróquias brancas e negras”
Por que mulheres, negros e homossexuais não se unem contra todos discriminadores?
Eis um discriminador racista e antissemita. Reconhecendo é possível prevenir.
Por que não mencionar o racista numa entrevista sobre racismo?

O Projeto Discriminação da Associação de Psiquiatria do RGS – APRS

O fato da Conduta Discriminatória de uma determinada pessoa (discriminador) causar sofrimento mental em outra (discriminado), indica a necessidade de que profissionais da saúde mental devam se interessar pelo tema.logo

O Projeto Discriminação-APRS (PD) tem como objetivo básico a apropriação do estudo pela Psiquiatria da Conduta Discriminatória (CD), cuja origem é basicamente psicológica e que produz sofrimento mental e/ou físico no discriminado podendo chegar, em casos extremos, ao suicídio. O fato da CD de uma determinada pessoa (discriminador) causar sofrimento mental em outra (discriminado), indica a necessidade de que profissionais da saúde mental devam se interessar pelo tema.
Atualmente há na sociedade somente duas instâncias que auxiliam a inibir a CD: os grupos discriminados organizados e seus simpatizantes (organizações governamentais e não governamentais) e o Direito que considera criminosa esta conduta. O Direito já se apropriou do estudo da CD e a considera crime em muitas situações. Mesmo que a questão legal só apareça no final do processo discriminatório. O psiquismo, que está presente – no início, meio e fim do processo discriminatório – ainda não nos motivou a apropriação do seu estudo da maneira como a sociedade contemporânea o considera. Inicialmente, para isso deveríamos encontrar uma denominação-conceito compatível com crime, que é a definição da Ciência Jurídica para a CD nas sociedades mais avançadas. Certamente se a nossa área de atuação encontrar uma denominação-conceito mais atualizada, compatível com a do Direito, estaríamos criando uma terceira instância inibidora desta conduta geradora de sofrimento mental.
Para isso, é necessária uma maior mobilização e participação dos profissionais da saúde mental na discussão da CD. Estamos convidando os colegas interessados para conhecer e aprofundar o estudo sobre esse tema. A partir de encontros/debates decidiremos os próximos passos dentro da instituição. Também iniciaremos a divulgação do PD para profissionais e grupos de Saúde Mental e de Direitos Humanos com o objetivo de agregar outras parcerias que também possam contribuir para o avanço do entendimento do PD.
Interessados em participar do Projeto Discriminação, bem como em textos publicados sobre o tema, devem entrar em contato com o Dr. Telmo Kiguel através do email telki@terra.com.br

A seguir algumas matérias para um melhor entendimento com afirmações/declarações que coincidem com as idéias básicas do PD:

1 – Do Dr. Carlos Augusto Ferrari Filho: Quem é o Discriminador Machista, Racista, Homofóbico, Antissemita, etc.: uma visão psicanalítica

2 – Duas entrevistas com o coordenador do PD: aqui e aqui.

3 – A proposta diagnóstica formulada pela escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, no premiado livro Americanah.

4 – A do secretario-geral da ONU, António Guterres, sugerindo que as discriminações e o desrespeito aos direitos humanos devem ser prevenidos e definidos como doença.

5 – E um vídeo com a opinião do Dr. Drauzio Varella sobre a origem da homossexualidade.

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E por fim, as instituições que apoiam o Projeto Discriminaçã:

O Centro de Estudos Luis Guedes – CELG – do Departamento de Psiquiatria e Medicina Legal da Faculdade de Medicina da UFRGS e do Serviço de Psiquiatria do Hospital de Clinicas de Porto Alegre apoia o Projeto Discriminação – APRS.

celg

O Centro de Estudo de Psiquiatria Integrada – CENESPI – do Departamento de Psiquiatria e Medicina Legal da Faculdade de Medicina da PUCRS e do Serviço de Psiquiatria do Hospital São Lucas – PUCRS apoia o Projeto Discriminação – APRS.

cenespi

Os professores da Disciplina de Psiquiatria do Curso de Medicina da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre – UFCSPA apoiam o Projeto Discriminação – APRS.

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O Curso de Medicina da Universidade Luterana do Brasil – ULBRA, a Liga de Psiquiatria e a Liga de Medicina de Família e Comunidade apoiam o Projeto Discriminação – APRS.

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O SIMERS – Sindicato Médico do Rio Grande do Sul apoia o Projeto Discriminação – APRS.simers

A AMRIGS – Associação Médica do Rio Grande do Sul apoia o Projeto Discriminação – APRS

5 comentários
Saul Cypel Prof. Livre Docente de Neulogia Infantil      11 de agosto de 2016
Em momento oportuno APRS oferece a oportunidade para tratar da Discriminaçãp de modo abrangente, com sensibilidade para o sofrimento emocional que esta condição desumana produz, introduzindo este debate com outras instituições seriamente interessadas neste tema.
Meus cumprimentos por esta escolha que certamente trará resultados úteis à nossa sociedade.

Olga Garcia Falceto        12 de agosto de 2016
Boa iniciativa! Trabalho muito necessario e atualíssimo!
grande abraco,
Olga Falceto

Flavio Aguiar          12 de agosto de 2016
Muito oportuno e com boa direção. Mais que necessário nesta nova era que se abre diante de nós, e que se pode chamar de era Temer-Cunha-Feliciano. Flavio Aguiar.

Ellis Busnello      15 de agosto de 2016
“Gostaria de nesse momento parabenizar a nossa APRS pela oportuna iniciativa, dada a importância prioritária que é lidar com a CD. Trata-se no entender nosso de uma Prioridade porque preenche os requisitos por ser ela Grave, de Prevalência Alta bem como de Importância Médico Social, e por naturalmente não ter até o presente momento recebido esta caracterização de ser uma Prioridade Psiquiátrica e/ou de Saúde Mental. Creio ter deixado claro os motivos pelos quais nós os Médicos e ainda mais os
Médicos Psiquiatras temos o dever de colocar na linha de frente das nossas atividades a colocação da Conduta Discriminatória, com possível vista a ser incorporada à toda atividade da Prática Psiquiátrica. Pela sua própria natureza de lidar com Doenças e /ou Transtornos Mentais, compreendendo uma vasta gama de comportamentos com condições de surgimento e tempos de duração que os expõem à possibilidade de serem Conduzidos Discriminatoriamente, mesmo quando na busca de proporcionar um maior nível de Saúde Mental para todos, penso ser um Compromisso e um Dever das Associações Psiquiátricas Brasileiras e orgulhoso de saber que a APRS emprestou a devida importância ao estudo do tema.”

Aracy Albani           19 de setembro de 2017
Parabéns pela iniciativa. Muito sucesso nessa tarefa complexa, necessária para termos uma sociedade mais justa e solidária.

Fonte: Projeto Discriminação da Associação de Psiquiatria do RGS – APRS

A intolerância religiosa contra os judeus, os ateus e à laicidade

“Estes preconceitos terminam com relacionamentos amorosos, às vezes casamentos de muitos anos. Por isto pessoas são despedidas ou não chegam a ser contratadas. Vínculos familiares foram destruídos para sempre. Menores de idade são expulsos de casa por seu ateísmo”.

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O apresentador de TV José Luiz Datena foi condenado por ofender ateus em cadeia nacional e teve de se retratar.

A luta dos ateus contra Datena e a intolerância religiosa

A Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos, a ATEA, move uma luta silenciosa contra a intolerância dirigida a quem não acredita em divindades. Neste texto, o presidente da entidade, que tem hoje 19 mil membros, conta como tem sido a batalha contra José Luiz Datena, que difamou ateus em cadeia nacional, e pela defesa do estado laico.

Imagine um país em que apresentadores de tevê qualificam os assassinos mais brutais dizendo “esse sujeito só pode ser judeu”. Imagine que uma associação judaica processa o apresentador e sugere a seus membros que façam o mesmo. E imagine que a resposta dele seja processar a associação se dizendo alvo de uma perseguição a fim de arrecadar contribuições e discriminá-lo.

Esse país é o Brasil. Chocado? Ora, dirá você, se isso é verdade, onde estão as manchetes cobrindo todos os jornais, a matéria no Jornal Nacional, a comoção pública, o protesto nas redes sociais? Tem razão, elas não existiram. É porque as vítimas do caso, na verdade, foram outras. Na vida real, ninguém ousaria cometer uma barbaridade daquelas – a não ser que você vivesse em um país de maioria muçulmana onde o antissemitismo é lei.

O protagonista dessa história é José Luiz Datena, o… ahn… “jornalista”. Em 2010, ao comentar o fuzilamento de um menino de 2 anos e a morte de um idoso que possivelmente foi enterrado vivo, ele cravou: “esses crimes só podem ter uma explicação: ausência de deus no coração.” E botou no ar uma pesquisa perguntando quem era ateu.

Sua diatribe continuou por longos 15 minutos, e foi bem clara: “o sujeito que é ateu, na minha modesta opinião, não tem limites. É por isso que a gente tem esses crimes aí.” Quando os ateus começaram a se identificar na enquete, a explicação foi “ é provável que tenham bandidos votando até de dentro da cadeia!”

Felizmente, a sociedade não aceita mais o preconceito contra judeus. Mas dizer as mesmíssimas coisas contra os ateus está mais do que liberado. Alguém consegue imaginar uma campanha do tipo #EuTambémSouAteu? Pois é, eu também não. Não houve absolutamente nenhuma comoção com as declarações do Datena porque a opinião dele sobre os ateus está mais para regra do que para exceção entre os brasileiros.

Pesquisa da Fundação Perseu Abramo mostrou que 25% dos brasileiros tem antipatia com relação a ateus e outros 17% sentem ódio. Sim, ódio. Por pessoas que não conhecem. Como fundador e atual presidente da Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (ATEA), uma entidade sem fins lucrativos que conta hoje com cerca de 19 mil membros, sei que o trabalho da entidade está garantido por muitas gerações.

Há quem pense que a capacidade da religião de criar violência e ódio é coisa de nações e séculos distantes, mas as evidências contam uma outra história. A entidade já recebeu muitos depoimentos mostrando como o preconceito terminou relacionamentos amorosos – às vezes casamentos de muitos anos –, como pessoas foram despedidas ou não chegaram a ser contratadas, como vínculos familiares foram destruídos para sempre. Mais de uma vez, recebemos relatos de menores de idade expulsos de casa por seu ateísmo. A Atea procura dar apoio a essas vítimas e orientar medidas judiciais quando é o caso.

O Golias da discriminação de ateus não será vencido com mágica nem com orações. Aliás, foram elas que nos puseram nessa situação diabólica. Esse estado de coisas não surgiu do nada. Ele está gravado com toda as letras nos dois livros mais lidos do mundo, a bíblia e o corão que deixam bem claro que ateus são pessoas odiosas.

O trabalho da associação inclui trazer os ateus e o ateísmo à luz do dia, na esperança de que vejam que somos feitos de carne e osso e não somos nós que temos escândalos de pedofilia nem aviões lançados contra edifícios para explicar. Estranhamente, em nenhuma cadeia brasileira parecem existir pavilhões de ateus. Já os cristãos não podem dizer o mesmo.

A origem religiosa do preconceito que nos atinge é um dos motivos pelos quais a laicidade do Estado é uma importante frente de ação da Atea. A separação entre religião e Estado no Brasil é quase uma causa perdida. A direita não a quer. A esquerda diz que quer, mas, para ser bem eufemista, é de uma enorme seletividade em suas demandas. O que fazem esses políticos progressistas contra os símbolos religiosos em repartições públicas, a inscrição religiosa no dinheiro e o uso de verbas públicas para eventos, obeliscos e até praças religiosas? Cadê os discursos inflamados contra a imunidade tributária das igrejas e o ensino religioso em escolas públicas?

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Crucifixo no hall da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Foto: Alf Ribeiro/Folhapress

Quatro presidências de esquerda consecutivas deixaram apenas duas marcas na laicidade, ambas bem claras: o veto à proibição de símbolos religiosos em repartições públicas previsto pelo PNDH-3 (Dilma) e a assinatura de um tratado (Lula) entre o Brasil e, pasmem, o Vaticano, em que o país oferece diversas benesses aos católicos, incluindo o ensino religioso confessional em escolas públicas, recentemente ratificado no Supremo.

A Atea tem orgulho de ser a única instituição que age concretamente e continuamente para preservar a laicidade. Não há no país nenhum partido ou instituição que tome esse papel para si. São praças da bíblia, financiamento público de eventos religiosos, doações de terrenos públicos para igrejas, leis que estabelecem orações em escolas públicas e uma infinidade de outras iniciativas que enfrentamos com ações judiciais ou representações ao Ministério Público. Nunca obtivemos apoio do legislativo ou do executivo. De lá, só vêm as violações da laicidade.

Nossa luta é, em grande parte, para financiar esse ativismo judiciário. Para piorar as coisas, nós pagamos impostos. Ao contrário das igrejas. Já conseguimos alguns progressos, como a ação do Ministério Público Federal contra o Datena, mas que infelizmente só resultou na exibição de vinhetas bem aguadas e genéricas sobre intolerância religiosa. As pesquisas apontam que a vasta maioria dos eleitores não votaria em ateus, então a representação política nos é negada sem que possamos reclamar de qualquer ilegalidade.

Então, suplico que não nos peçam para respeitar a religião. Respeitamos religiosos e sua liberdade de culto e de pensamento, mesmo sem receber a mesma deferência. Mas a religião da maioria é a causa do ódio gratuito que chove sobre nós. E cada violação da laicidade, cada crucifixo em repartição pública, cada cédula com “deus seja louvado”, cada praça da bíblia e cada placa “esta cidade é do senhor jesus” é um tributo ao sistema que faz brotar e ajuda a manter bem vivo esse ódio. Aceitamos a sua ajuda e não prometemos “uma bênção” como resultado, apenas um país melhor. E, por favor, não orem por nós.

Fonte: The Intercept
Por: Daniel Sottomaior
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