Pregar abstinência sexual não previne a gravidez precoce

A Sociedade Americana pela Saúde e Medicina do Adolescente emitiu um documento: programas baseados na abstinência sexual são eticamente deficientes e deveriam simplesmente deixar de existir.

Foto: Kleyton Amorim/UOL/Folhapress

A ideia fundamentalista de Damares para prevenir gravidez precoce não faz o menor sentido

Diferentes pesquisas científicassobre sexo desprotegido e gravidez precoce trazem repetidamente a mesma conclusão: não há evidências de que programas baseados na abstinência sexual sejam eficazes como defende a ministra Damares Alves. São artigos, publicados internacionalmente de2007a2019, incluindo revisões sistemáticas, metanálises,estudos epidemiológicose atéuma revisão de revisões sistemáticas.

A maior parte dos dados vêm de países desenvolvidos, masuma metanálise feita em países em desenvolvimentotampouco conseguiu apontar efetividade nos programas centrados em abstinência.

Os dados são tão eloquentes que, em 2017, a Sociedade Americana pela Saúde e Medicina do Adolescenteemitiu um documentono qual considera que programas baseados na abstinência sexual são eticamente deficientes e deveriam simplesmente deixar de existir.

Diante das críticas ao seu programa que propõe ensinar abstinência sexual a adolescentes, Damaresfoi aoTwitterexpressar que a proposta não seria para “impor condutas morais ou religiosas”, e que teria base em “sérios estudos e pesquisas científicas”, citandoum estudo chileno de 2005. Damares recorreu ao que no mundo acadêmico é chamado de cherry-picking.

Cherry-picking(“apanhar cerejas”, em tradução ao português) significa o ato de selecionar na literatura científica um determinado resultado que reforce a visão de mundo que se está tentando defender. O estudo chileno citado por Damares é uma fruta única, lustrosa e isolada que está dentro de um cesto cheio de cerejas podres.

Como forma de se contornar resultados isolados, há outros estudos que, após uma série de critérios de seleção e qualidade, permitem analisar um tipo de intervenção em dezenas, às vezes, centenas de artigos científicos de uma só vez. Esses tipos de estudos são as revisões sistemáticas e metanálises mencionadas acima. Damares ignora isso.

Mas isso não é surpreendente. Basear-se em evidência científica e ser um membro do governo Bolsonaro já é uma contradição em termos. Afinal, trata-se da administração federal que nega fatos científicos como a mudança climática, despreza o financiamento para a pesquisa nacional e exonera um cientista do quilate de Ricardo Galvão, ex-presidente doInpedemitido por Bolsonaro, por ele se opor à narrativa oficial da inexistência de desmatamento na Amazônia.

Modelos centrados na abstinência não informam adequadamente sobre os métodos contraceptivos, não respeitam a diversidade de visões sobre sexualidade na população, oferecem risco ao não instruir sobre como evitar a transmissão de infecções sexualmente transmissíveis, as ISTs, e não consideram que a capacidade de rejeitar o ato sexual pode ser desigual a depender do gênero e da cor da pessoa.

A concepção de que a abstinência é o único método 100% eficiente esbarra na realidade de que, para um método funcionar, ele precisa ser aplicado de forma factível, e a realidade revela que as pessoas se casam cada vez mais tarde e o sexo antes do casamento é cada vez mais aceito pela sociedade, goste-se disso ou não.

Os especialistas e a literatura indicam que a solução estaria na adoção pelas escolas de programas de educação sexual abrangente: inclusivos, cientificamente corretos e culturalmente sensíveis. Isso significa acolher, sem necessariamente reforçar, a diversidade sexual que já existe na sociedade e afeta os nossos jovens de forma inequívoca: mais de um quarto deles já teve relação sexual no nono ano, segundopesquisa do IBGE de 2015.

Apesar da oposição dos bolsonaristas a esse tipo de intervenção, que são associados, sem base verossímil, à existência de “kits gays”, essesprogramasabrangentes estão internacionalmente associados a menores taxas de gravidez precoce e maior proteção em relação às ISTs, quando são avaliados, inclusive nos países em desenvolvimento, como o nosso.

Vale dizer que a saúde pública brasileira tem estudado o fenômeno de forma extensa, com grande acúmulo de pesquisas qualitativas e quantitativas, e seria necessário, para um programa federal eficiente, que os especialistas da área fossem convocados.

Não podemos esquecer da principal variável modificável associada com a gravidez infantil:a escolaridade. Quanto maiores as taxas de instrução da população e, especialmente, das adolescentes, menor a chance de ocorrer uma gravidez nesta fase da vida. Ou seja, a velha máxima de que se quisermos mudar esse país, o primeiro caminho é pela escola continua a valer também neste caso.

Por fim, é importante dizer que a opção pela abstinência é pessoal e deve ser respeitada – da mesma forma que a opção contrária. O que não pode ser admitido neste país é que tomemos decisões políticas baseadas em valores fundamentalistas e nos abstermos de evidências científicas sólidas.

Por: Luís Fernando Tófoli
Textos correlatos:

Os preconceitos e a dificuldade de mudar de opinião

Psicanalista é vítima de discriminadores

Olha que eu quase me suicidei por isso. Você ouvir outras pessoas dizendo: ‘Você é charlatã!’ Ah! Você não fica de pé! Você vai pra casa e quer morrer”, revela em uma entrevista. “Se es neurótico e queres te tornar psicótico, procura a doutora

REPRODUÇÃO/LACUNA

Virgínia Bicudo foi a primeira psicanalista não-médica do Brasil.

Quem foi Virgínia Bicudo: Mulher, negra e pioneira na psicanálise, mas invisível no Brasil

Neta de mulher escravizada alforriada, ela foi a primeira mulher a fazer análise na América Latina e disseminou esse saber pelo País.

Entre o esquecimento, o desconhecimento e a invisibilidade, uma grande história brasileira praticamente desaparece. Com ela, some também um referencial de vida e de conquistas. Bem aqui, no País que faz vista grossa ao racismo e às desigualdades, uma mulher negra preencheu a própria trajetória com pioneirismos.

Virgínia Leone Bicudo (1910-2003), paulistana, filha de uma imigrante italiana branca e de um brasileiro negro, neta de uma mulher escravizada alforriada, foi a primeira mulher a fazer análise na América Latina.

Foi a primeira pessoa a escrever uma tese sobre relações raciais no Brasil, inaugurando, na academia, o debate sobre racismo. Foi também a primeira psicanalista não-médica no País. Tantas credenciais desta psicanalista e socióloga e, no entanto, seu nome, seu protagonismo e sua história se tornaram invisíveis a muitos brasileiros.

″Àqueles que não sabiam desse fato e o acham estarrecedor, comungamos do mesmo sentimento de estranhamento: como nunca soubemos disso? Como não nos falaram antes?”, questiona a psicanalista Ana Paula Musatti Braga, doutora em psicologia clínica pela USP (Universidade de São Paulo), em seu artigo Pelas trilhas de Virgínia Bicudo: psicanálise e relações raciais em São Paulo, publicado na revista Lacuna.

“No meu modo de ver, nunca houve interesse na divulgação do trabalho dela. Eu diria que poucos negros conhecem o que a Virgínia fez”, afirma ao HuffPost Brasil a psicanalista Isildinha Baptista Nogueira, doutora em Psicologia pela USP e pesquisadora, desde a década de 1990, dos efeitos do racismo no psiquismo dos negros.

Quando era estudante, nunca soube da Virgínia. Não há essa informação nas escolas de psicanálise, nem de psicologia, nem de psicologia social. Se você for a uma livraria, não vai encontrar os textos dela.Isildinha Baptista Nogueira, em entrevista ao HuffPost Brasil

Ela quis conhecer a origem da rejeição que sofria

A história pessoal de Virgínia, marcada pela percepção do preconceito de cor e pelo sofrimento derivado dessa discriminação, incidiu sobre as escolhas profissionais dela ao se tornar pesquisadora e definir, como objeto de estudo, as relações raciais,observa Ana Paula Braga em seu artigo.

“Eu me interessei muito cedo por esse lado social. Não foi por acaso que procurei psicanálise e sociologia. Veja bem o que fiz: eu fui buscar defesas científicas para o íntimo, o psíquico, para conciliar a pessoa de dentro com a de fora. Fui procurar na sociologia a explicação para questões de status social. E, na psicanálise, proteção para a expectativa de rejeição. Essa é a história”, diz Virgínia, em uma entrevista de 1998.

Mais cedo, em 1983, ela havia revelado o primeiro e doloroso contato com o racismo:

“Eu fui criada fechada em casa. Quando saí, foi para ir à escola, e foi quando, pela primeira vez, a criançada começou: ‘negrinha, negrinha’. Quando eu estava em casa, eu nunca tinha ouvido. Então, eu levei um susto.”

Ela disseminou a psicanálise

Até chegar à psicanálise, Virgínia foi buscar respostas na sociologia. Em 1935, já graduada como educadora sanitária, matriculou-se na Escola de Sociologia e Política: “Eu queria me aliviar de sofrer. Imaginava que a causa do meu sofrimento fossem problemas sociais, culturais”, diz, em um depoimento de 1995.

No segundo ano do curso, conheceu a psicologia social e, por consequência, as ideias de inconsciente deSigmund Freud. Foi o suficiente para despertar o desejo de se tornar psicanalista. Assim, chegou ao médico e professor Durval Marcondes, que lhe recomendou procurar a psicanalista judia alemã Adelheid Koch, vinda ao Brasil para escapar do nazismo. “Eu fui a primeira pessoa que usou o divã da Doutora Koch”, diz em uma entrevista de 1995.

Marcondes havia fundado a Sociedade Brasileira de Psicanálise (SBPSP) em 1927. Virgínia se juntou a ele em sua luta para desenvolver este saber em São Paulo e se ligou à SBPSP por toda sua vida, lembra ao HuffPost Brasil a psicanalista Maria Ângela Gomes Moretzsohn, também membro da SBPSP.

“Virgínia participou ativamente da vida societária, como psicanalista e, muitas vezes, em cargos de direção, como secretária, tesoureira, professora, supervisora, analista didata e diretora do Instituto Durval Marcondes em várias gestões.”

Em 1970, a pioneira fundou o Grupo Psicanalítico de Brasília e, mais tarde, o Instituto de Psicanálise da capital federal.

″É incontestável que o papel de Virgínia Bicudo na implantação e desenvolvimento da psicanálise no Brasil foi fundamental para chegarmos ao ponto em que estamos hoje”, afirma Moretzsohn.

Ela aproximou a psicanálise das pessoas

“Virgínia, extrovertida, bem falante, logo se tornou uma comunicadora eficiente das ideias nas quais acreditava”, exalta Moretzsohn. Enquanto a psicanálise era implementada no Brasil, os grandes veículos de comunicação a divulgavam de uma forma acessível aos leigos, e Virgínia teve papel fundamental nessa democratização do conhecimento.

De acordo com Moretzsohn, em um programa na rádio Excelsior chamadoNosso Mundo Mental, Virgínia interpretava situações envolvendo temas como inconsciente, inveja, agressividade, ciúmes, amor e ódio. Tudo em forma de radioteatro.

“Em 1954, desenvolvi um programa de divulgação de princípios de higiene mental segundo a psicanálise, através da dramatização de textos que eu compunha, e que eram levados ao ar semanalmente”, explicou Virgínia,segundo o pesquisador Jorge Luís Ferreira Abraão.

O programa deu origem uma coluna dominical no Jornal da Manhã, com o mesmo nome. Em 1956, os textos se transformaram no livroNosso Mundo Mental, de autoria de Virgínia Bicudo.

Ela demonstrou que o racismo adoece

Entre os muitos feitos da psicanalista, o estudo da questão racial e dos conflitos existentes entre brancos e negros deu início um olhar urgente e necessário para o efeitos do racismo. A dissertação do mestrado na Escola Livre de Sociologia e Política de São Paulo, nomeada Estudo de Atitudes Raciais de pretos e mulatos em São Paulo, trouxe uma inovadora investigação a partir de pais e mães de alunos de escolas públicas em bairros populares e de classe média de São Paulo. Com o depoimento de 31 pessoas, ela mostrou que,mesmo quando diminuem as diferenças sociais, o preconceito de cor permanece.

“Virgínia conseguiu fazer uma leitura que fosse não só psicanalítica; foi política, sociológica, antropológica”, enaltece Isildinha Baptista Nogueira Nogueira. Segundo a psicanalista, é preciso levar em consideração, na clínica, as questões raciais trazidas pelos pacientes.

″É preciso entender que o racismo adoece e esse é o perigo que nós corremos, pois existe uma aparente inclusão do negro na sociedade, mas esse adoecer psíquico é muito mais eficiente do que a segregação e a discriminação.”

Nogueira, que realiza terapia em grupo com pacientes negros, diz perceber como eles são fragilizados pelo racismo.

“O fortalecimento dessas pessoas pode vir do fato de serem escutadas analiticamente e do fato de entenderem que não estão solitárias, principalmente nos medos, na depressão, nos ataques de pânico.”

A pesquisadora lembra que Virgínia entendia, por meio do trabalho dela, que os efeitos do racismo passavam de geração para geração. “Foram 300 anos de escravidão. Esse passado é de todos.”

Com uma tese de doutorado na USP dedicada à obra de Virgínia, a pesquisadora Janaina Damaceno Gomes, autora deOs segredos de Virgínia: Estudos de atitudes raciais em São Paulo, destaca em seu estudo que a psicanalista, mesmo tendo sido pioneira em um período em que a maioria dos negros nem sequer era alfabetizada, “sumiu e se fez sumir”:

“Virgínia enriqueceu com a psicanálise, tornou-se célebre e requisitada entre ministros e senadores, mas isso teve um preço: tal como suas personagens ela precisou se afastar de seu grupo para completar seu processo de ascensão. Mas nesse processo ela não embranqueceu, ela apenas perdeu a cor. Foram seus relatos já idosa, de alguém que precisa marcar a pertença e relembrar sua origem, que foram fazendo sua cor mais viva.”

Ela enfrentou resistência e difamação

Em seus 92 anos de vida, Virgínia desbravou ambientes predominantemente brancos e masculinos. Como lembra Braga, até a primeira metade do século 20, a produção acadêmica das ciências sociais vinha praticamente de homens brancos, alguns negros e pobres; algumas mulheres, somente brancas. Porém, a ideologia de branqueamento no Brasil,como se refere o pesquisador Marcos Chor, ficou evidente. No documento como professora de higiene Mental e psicanálise, Virgínia é identificada como “branca”.

Não foi a primeira vez que faltou reconhecimento da obra e da pessoa que Virgínia era. Em 1955, a Unesco financiou o maior projeto de pesquisa sobre relações sociais no Brasil. Conhecido como Unesco-Anhembi, o projeto derrubou a tese de que tínhamos uma democracia racial no País. A pesquisa de Virgínia Bicudo, pioneira e fundamental para o tema, foi publicada como um apêndice do estudo, e completamente excluída da segunda edição, em 1959, como lamenta Braga em seu artigo.

O golpe mais cruel, porém, veio da saúde mental. A psicanalista foi essencial para que a SBPSP aceitasse entre seus membros analistas leigos, ou seja, não médicos. Porém, durante o 1º Congresso Latino-Americano de Saúde Mental, em 1954, ela foi alvo de hostilidades por ser uma psicanalista não-médica:

“Eu estava sentada e todos os médicos de pé, todos gritando: ‘Absurdo! Psicanalistas não médicos!’ Foi horrível! Olha que eu quase me suicidei por isso. Você ouvir outras pessoas dizendo: ‘Você é charlatã!’ Ah! Você não fica de pé! Você vai pra casa e quer morrer”, revela em uma entrevista à SBPSP.

Na época, médicos chegaram a distribuir panfletos com os dizeres “Se eres neurótico e queres se tornar psicótico, procura a doutora Virgínia Bicudo. Se trate com a doutora Virgínia Bicudo.”

Ao transitar da dor do preconceito para a investigação das próprias origens, Virgínia evidenciou sua força e determinação, reforça Moretzsohn:

“Não é difícil imaginar que a vida de Virgínia, em instituições nas quais era praticamente inexistente a presença de pessoas negras, não era fácil. Ela voltou a abordar a questão racial em momentos diferentes de sua vida, se referindo sempre a ela como uma grande experiência na esfera da dor.”

Por: Amanda Mont’Alvão Veloso
Textos correlatos:

A penetração e os mitos da sexualidade feminina

As vezes as familias não estão de acordo com a educação sexual”, o que ajuda a fomentar os mitos na sexualidade e que as crianças busquem o conhecimento com seus pares ou na internet e não com um especialista no tema, o que incrementa a criação de mitos sexuais.

“La penetración está sobrevalorada”: Matrona Lunar derriba mitos de la sexualidad femenina

Marisol Pavez es matrona de la UdeC y llegó hasta La Cuarta Ola para derribar mitos y tabúes en torno a la sexualidad femenina. "El órgano que permite mayor estimulación o que llega más rápido al orgasmo, es el clítoris, y no la vagina", explicó. 

Marisol Pavez, más conocida como la “Sol Pavez”, es matrona titulada de la Universidad de Concepción y monitora en prevención de la violencia contra mujeres y niñas. La experta fue la invitada al más reciente capítulo del podcast deEl MostradorLa Cuarta Ola y, en conversación con Macarena Segovia, se encargó de derribar algunos mitos sobre la sexualidad femenina.

Educación sexual, métodos anticonceptivos y cómo funciona la pastilla del día después fueron algunos de los temas.

La Matrona Lunar, como es conocida Marisol en Instagram, asegura que no hay una educación sexual formal o establecida para todos los colegios chilenos, “sólo hay distintos programas que los establecimientos van tomando, pero depende de la voluntad de quienes están a cargo si los toman o no”, señala.

Además, Pavez dijo que “a veces las familias no están de acuerdo en que se realice la educación sexual”, lo que ayuda a fomentar los mitos en la sexualidad y que los niños busquen el conocimiento de sus pares o en internet y no de un especialista en el tema, lo que fomenta la creación y traspaso de estos mitos sexuales.

“Descubran su clítoris”

Para Marisol “hay harto tabú” en torno al órgano cuya única función conocida es dar placer y aclara que la penetración está sobrevalorada en torno al orgasmo femenino.

La matrona explica que “el órgano que permite mayor estimulación o que llega más rápido al orgasmo, es el clítoris, y no la vagina”, además, es sabido que “en el clítoris hay más de 8 mil terminaciones nerviosas”.

La profesional añadió que los orgasmos en general producen mucho placer y todas las hormonas que se generan en ese momento ayudan a manejar distintos tipos de dolores, por ejemplo, dolores menstruales, de cabeza, ayuda al insomnio.

Derribando mitos

Respecto a los mitos sobre la sexualidad, hay uno en particular por el que “Sol Pavez” ha recibido más consultas: ¿Se puede quedar embarazada si estás menstruando? La respuesta es sí, dice Marisol, pero de acuerdo a este mito, son muchas las mujeres que han alterado su percepción de la anticoncepción.

¿Se puede hacer una pastilla del día después con pastillas anticonceptivas? 

Sí, dice la experta.La pastilla del día después tiene una hormona que es el levonorgestrel, una progestina y que evita la ovulación. Esta hormona se encuentra enAnulettey en otros anticonceptivos. Entonces, dice

“Tú puedes, tomando elAnuletteu otro anticonceptivo conlevonorgestrel,hacer la misma cantidad de dosis que tiene la pastilla del día después que vienen como… comprimidas”, señaló.

¿Cuáles son los mejores métodos anticonceptivos?

La Matrona Lunar dice que no es fan de promover la abstinencia sexual -a diferencia de otros especialistas-, dice que es más fan del preservativo, porque en el uso correcto tiene un 98% de eficacia y permite también prevenir las enfermedades de transmisión sexual (ETS), y los embarazos no deseados.

“El condón femenino es maravilloso, pero lamentablemente es muy poco accesible, lo venden en muy pocas partes, por lo menos acá en Santiago creo que está en APROFA o en algunas fundaciones. En las farmacias es prácticamente imposible encontrarlo, además de que es muy caro, así que la verdad no es tan recomendable por la poca accesibilidad que tiene. Pero es más efectivo que el condón masculino en el control de ETS”, detalló.

Masturbación infantil

Otro de los temas fue la masturbación infantil. Marisol aclaró que los niños comienzan a sentir distintos tipos de placeres con distintas cosas y a tocarse a temprana edad, por lo que es aconsejable a los padres que enseñen a sus hijos que ese tipo de conductas se quedan en la casa y que es un momento ideal para comenzar con la educación sexual.

“Hay países en los que la educación sexual es en la etapa de primera infancia, por lo que al estar en conocimiento de lo que puede pasar y qué no, se retrasa la actividad sexual y se previene el embarazo adolescente”. comentó.

Sexualidad durante el embarazo

Finalmente, Marisol comentó que hay mujeres que aumentan su deseo sexual en el primer trimestre del embarazo, pero durante el segundo trimestre, estas ganas incrementan en un 80%, porque las mujeres durante ese período tienen unpeakhormonal y funcional. Es más, se ha comprobado que mujeres anorgásmicas tienden a sentir orgasmos en esta etapa del embarazo.

Por otro lado, “durante la cuarentena post parto se puede volver a tener vida sexual activa, pero depende de cada mujer y su parto, ya que hay bastantes posibles factores que puedan retrasar el tener relaciones sexuales y no se recomienda la penetración durante estos cuarenta días”, concluyó.

Textos correlatos:

Educação sexual na escola com ótimos resultados

Os homens são mais espirituosos do que as mulheres?

Christopher Hitchens publicou um artigo sobre as mulheres não serem espirituosas. Veja uma pesquisa sobre o tema no Journal of Research in Personality.

¿Son los hombres más chistosos que las mujeres?

Antes de su prematura muerte, el gran Christopher Hitchens publicó un artículo sobre por qué las mujeres no son chistosas — aunque la indignación fue masiva (y dio lugar a un artículo de seguimiento en el que Hitchens se defiende de los ataques y dobla la apuesta), pocos se tomaron la molestia de ir más allá del título y ver que el argumento de Hitch era que hay una explicación plausible de por qué, en promedio, los hombres son más divertidos en su producción humorística que las mujeres: a saber, porque los hombres usamos la producción humorística para impresionar a las mujeres, mientras que este aspecto no hace parte del repertorio de cortejo de ellas. O, puesto de otra forma, mientras ser divertido es un rasgo que definitivamente puede acercar a un hombre a un encuentro sexual, los hombres en general no nos fijamos en qué tan chistosa es la producción humorística de una mujer a la hora de considerarla como una pareja sexual en potencia.

Los investigadores Gil Greengross, Paul Silvia y Emily Nusbaum acaban de publicar el primer metaanálisis cuantitativo sistemático sobre las diferencias de sexo en la capacidad de producción humorística en el Journal of Research in Personality, y parece que Hitchens no estaba demasiado equivocado.

Greengross explica en su blog en qué consistió el estudio y los resultados que obtuvieron:

En nuestro caso, sólo se incluyeron estudios que evaluaron objetivamente la capacidad humorística. Se excluyeron los estudios en los que las personas evaluaron su propia capacidad de humor, ya que la mayoría de las personas creen que tienen un sentido del humor por encima de la media. Tampoco se incluyeron los estudios en los que el evaluador conocía el sexo de la persona. Por ejemplo, el sexo de un profesor puede tener un efecto sobre qué tan gracioso se percibe que es.

Nos centramos entonces en estudios en los que se evaluó objetivamente la capacidad humorística de hombres y mujeres. ¿Qué significa esto? En un estudio típico que cumplía con nuestros criterios de inclusión, los sujetos fueron presentados con un estímulo, a menudo una caricatura sin texto. Luego se les pidió a los sujetos que le escribieran una frase divertida. Más tarde, los jueces independientes calificaron en una escala (por ejemplo, 1-5) qué tan divertidas eran las respuestas. La clave para estas tareas es que los calificadores no sepan nada sobre quiénes producen el humor, incluyendo su sexo. Tales comparaciones son más confiables y válidas, y elevaron nuestra confianza en que estamos midiendo la verdadera capacidad humorística con poca influencia de los estereotipos.

Pudimos encontrar 28 estudios con 36 muestras independientes que cumplieron con los criterios. La muestra combinada incluyó 5,057 participantes (67 por ciento mujeres). Los estudios fueron de varios países (EEUU, Reino Unido, Hungría, Alemania, Israel y más). La mayoría de los datos (60 por ciento) provenían de datos que nunca antes se habían publicado en una revista revisada por pares, lo que ayuda a minimizar el efecto del sesgo de publicación.

Luego calculamos las diferencias de sexo en la muestra combinada y encontramos que los hombres eran, en general, clasificados como más divertidos que las mujeres. ¿Qué tan grande fue la diferencia? En términos técnicos estadísticos, el tamaño del efecto fue de 0,32, o aproximadamente un tercio de la desviación estándar. En términos sencillos, esto significa que el 63 por ciento de los hombres obtienen una puntuación superior a la capacidad humorística media de las mujeres. Esto se considera una diferencia pequeña a media.

También buscamos una larga lista de posibles variables de confusión que pudieran explicar la diferencia. Los países de donde provienen los datos, el sexo de los autores que realizan la investigación, la edad de los participantes, si había más hombres o mujeres que juzgaban el humor — ninguno de estos hizo una diferencia en nuestro análisis.

¿Qué significa todo esto? Significa que, según nuestro leal saber y entender, en promedio, los hombres parecen tener una mayor capacidad de producción humorística que las mujeres.

[…]

¿Por qué los hombres tendrían mayor capacidad humorística promedio que las mujeres? Es posible que la opinión de que las mujeres son menos graciosas sea tan generalizada que las fuerzas sociales desalientan a las niñas y a las mujeres a desarrollar y expresar su humor, lo que hace que sea menos probable que una mujer sea percibida como graciosa. Sin embargo, hay poca evidencia que apoye la opinión de que nuestra sociedad suprime la producción y exhibición de humor por parte de las mujeres.

Por otro lado, la evidencia sugiere que el humor juega un papel importante en el apareamiento, con una fuerte base evolutiva. Como he explicado en posts anteriores, las mujeres, que asumen los costos más elevados de la reproducción (embarazo, lactancia materna), son más selectivas que los hombres a la hora de elegir una pareja. Las mujeres tienden a buscar varios indicadores de la calidad de las parejas, y uno de ellos es un gran sentido del humor. El humor está fuertemente correlacionado con la inteligencia, lo que explica por qué las mujeres valoran a los hombres con un gran sentido del humor, ya que la inteligencia fue crucial para la supervivencia a lo largo de nuestra historia evolutiva cuando vivíamos principalmente en grupos de cazadores-recolectores.

Los hombres, por otro lado, prefieren a las mujeres que se ríen de su humor. Esto significa que a lo largo de nuestra historia evolutiva, los hombres probablemente tuvieron que competir más duramente con otros hombres para impresionar a las mujeres con su sentido del humor. Mucha evidencia apoya este punto de vista, mostrando lo importante que es para las mujeres encontrar a un hombre con un gran sentido del humor, mientras que los hombres generalmente no dan un alto valor a la capacidad de producción humorística de las mujeres.
No está de más recordar que estos resultados son promedios, que son descriptivos y no prescriptivos, que no significan que no haya hombres cuya producción humorística deje bastante que desear, o que no haya mujeres con una producción humorística absolutamente maravillosa y por encima de la media de los hombres — estos resultados tampoco dicen nada sobre ningún hombre o ninguna mujer en particular.

La producción humorística de cada quién debe juzgarse por sus méritos individuales, en vez de aspectos sobre los cuales las personas no tenemos control, como el sexo con el que nacemos.

Fonte: De Avanzada

Por: David Osorio

Textos correlatos:

 
 
 
 
 
 
 
 
 

Contra as mulheres que querem mudar o mundo

O fato de que as mulheres passaram da submissão ao questionamento e a ação na vida pública da América Latina, faz com que a violência seja ainda mais selvagem contra elas.

Contra las mujeres que quieren cambiar el mundo

MADRID — A más de un año del asesinato de Marielle Franco, concejala de Río de Janeiro, aún no se conoce a sus asesinos. Durante este tiempo, tanta sospechosa desidia en la investigación solo ha alimentado la teoría de que detrás del crimen hay intereses muy poderosos: agentes del Estado, policía militar y hasta el propio presidente de Brasil, Jair Bolsonaro, y uno de sus hijos.

Marielle era un lastre para las aspiraciones del nuevo mandatario brasileño: afrodescendiente nacida en un favela, feminista y anticapitalista, tenía una agenda que consistía en pelear por los derechos de los oprimidos. En marzo de 2018, la mataron por ser una de las voces más persistentes en denunciar a grupos paramilitares que operan como crimen organizado en las favelas de Río. No le perdonaron querer cambiar la política desde adentro.

Las ejecuciones, amenazas y marginalización contra mujeres y disidencias funcionan como advertencias. El hecho de que las mujeres hayan pasado de la sumisión al cuestionamiento y a la acción en la vida pública de Latinoamérica hace que la violencia sea aún mas salvaje contra ellas. Denunciar, visibilizar y defender esas voces que son un peligro para el statu quo son hoy acciones urgentes y necesarias. Ante el avance de la diversidad, la reacción de quienes están en el poder —estatal o fáctico— se ha tornado cada vez más virulenta.

Es lo que tienen en común el asesinato de Franco, la amenaza y ejecución de defensores de la tierra como Berta Cáceres o el acoso a periodistas como Lydia Cacho, que denuncian crímenes como la trata de personas y confrontan al poder. Son operaciones diseñadas para acallarlas.

La violencia se ha ensañado con los nuevos sujetos políticos —las mujeres, los indígenas y las disidencias sexuales— porque han empezado a disputar y ocupar cuotas de poder para representar los intereses de sus comunidades y ponerlos en el centro de las políticas públicas. Pero quizás, en la política del siglo XXI, las mujeres sean uno de los principales objetivos de esta brutalidad.

Si Marielle cayó enfrentándose al poder político y militar de su país, la hondureña Berta Cáceres —quien se opuso a la construcción de un proyecto hidroeléctrico en el río Gualcarque— y otros cientos de luchadores medioambientales han sido asesinados en Latinoamérica por poner el cuerpo para alterar los planes de depredación de los grandes intereses económicos. Pese a la falta de protección de sus gobiernos, aún resisten mujeres como la campesina peruana Máxima Acuña, quien sigue defendiendo las lagunas del avance del proyecto minero Conga, que la intimida y ataca.

En el periodismo, las investigaciones de Cacho han señalado directamente a altos mandos políticos mexicanos en una red de trata de personas. Y eso no se lo perdonan. Tampoco que sea una mujer. Al poco tiempo de publicar sus investigaciones, Cacho fue detenida arbitrariamente, torturada y sus derechos, violados, según condenó la ONU. Eso no impidió que este año, entraran a su casa para saquearla y matar a sus perros.

Las formas de intimidar mujeres activistas son muy específicas, de ahí que tantos ataques a la libertad de expresión y asesinatos políticos sean a la vez feminicidios y casos de violencia de género. Durante las movilizaciones en Chile, se hicieron públicas decenas de casos de abusos y violación sexual a mujeres por parte de carabineros y militares.

El acoso es físico pero también político, laboral y económico; aquellas que confrontan a las fuerzas hegemónicas se arriesgan al desprestigio constante a través de las redes sociales, así como a intentos de silenciamiento que promueven los círculos machistas y el veto en sus profesiones, más aún si ostentan cargos públicos. Lo hemos visto con mandatarias como la brasileña Dilma Rousseff, destituida en un proceso muy cuestionado en 2016, pero ocurre en todos los sectores y escalafones. La última agredida por una turba afín a los ultraderechistas que han tomado el poder en Bolivia fue una alcaldesa del Movimiento al Socialismo (MAS), Patricia Arce, quien fue rapada y embadurnada de pintura roja antes de ser arrastrada por las calles.

La legisladora más joven de la historia de la Argentina, la recién electa Ofelia Fernández (de 19 años), una de las “pibas” artífices de la Marea Verde por el aborto legal, sufre hoy los embates de un sector de la prensa que ha lanzando contra ella bulos que involucran incluso a su madre. “Qué miedo les da una pibita”, respondió en sus redes.

Se ha declarado la guerra a esta nueva energía rebelde que defiende las lagunas, los bosques, la diversidad sexual y los cuerpos de las mujeres. En estas décadas, el activismo femenino ha hecho de Latinoamérica un lugar un poco más progresista y justo: de Argentina a Chile —fueron mujeres las primeras en ocupar el metro en Santiago—, las pibas han liderado una pequeña revolución que consiste en no conformarse.

Esta es la hora en que esas otras, otros y otres se levanten también para repensar el poder. Se trata de imaginar otras alternativas de movilización, de participación y de gobierno.

Quizás una solución sería forjar, como dice la académica Rita Segato, una “politicidad en clave femenina”. Ejemplo de ello es el flamante Parlamento de Mujeres en Bolivia, un espacio autónomo para la reflexión y la búsqueda de soluciones democráticas, promovido por el colectivo Mujeres Creando, en plena ola de violencia institucional y en la zozobra de la crisis social y política boliviana. Esos espacios de debate brotan y se multiplican también de Santiago a Quito, de Río de Janeiro a Puerto Príncipe, de Ciudad de México a Lima. Y ya corren llamamientos a la creación de un gran proyecto de organización global entre mujeres y disidencias, una especie de Internacional Feminista que luche por frenar el avance de la ultraderecha.

No sabemos si es la solución a tantas amenazas a las mujeres que le hablan de frente al poder y lo cuestionan y desnudan, pero es un primer paso esperanzador para cambiar de una política de unos cuantos a una de todos los ciudadanos.

Educação sexual na escola com ótimos resultados

Enfrentando os machistas, professor que implantou programa de Educação Sexual e Construção da Cidadania foi finalista ao prêmio de melhor professor do mundo. São aulas de duas horas semanais com apoio de políticos.

De 70 adolescentes grávidas a zero: como a educação sexual mudou a realidade de uma escola na Colômbia

No país onde algumas farmácias chegam a negar aos jovens anticoncepcionais, um professor conseguiu por meio de aulas de educação e cidadania romper com um panorama desolador

Quando em 2010 o professor Luis Miguel Bermúdez chegou à escola Gerardo Paredes, em um bairro problemático de Bogotá (Colômbia), o panorama era desolador. Em média 70 adolescentes, ignorantes no que se referia ao sexo, viam todos os anos seu futuro travado por uma gravidez não desejada, fruto muitas vezes de uma relação violenta. De modo que Bermúdez, que se doutorou com uma tese sobre o assunto, colocou mãos à obra e em 2014 mudou o programa do colégio. Hoje o finalista do Global Teacher Prize 2017 (prêmio ao melhor professor do mundo) se orgulha de que as meninas educadas nesse formato não são mães, ainda que recebam gestantes que temem ser estigmatizadas em suas escolas. O cenário não é o mais favorável. Não em Suba Rincón, onde existem quadrilhas, tráfico de drogas, pobreza extrema e violência intrafamiliar. E em toda Colômbia, onde algumas farmácias negam aos jovens os anticoncepcionais.

As escolas colombianas têm certa liberdade para escolher seu programa, de modo que no Gerardo Paredes recebem aulas de Educação Sexual e Construção da Cidadania – duas horas semanais no caso dos mais velhos – e a intenção é reforçar a instrução a partir da pré-escola, quando são instaurados os papéis de gêneros.

Bermúdez não encontrou oposição na ala política – foi reconhecido como melhor professor da Colômbia em 2017 – em um país em que o aborto é proibido. Também não teve problemas no sentido de recusa das famílias – como ele esperava –, mas sim por parte de suas colegas que limitam o sexo a uma prática para se ter filhos. Ele forma outros professores para estender seu currículo, “precisam começar por eliminar preconceitos machistas”.

A questão fundamental, acredita, está em que a escola trabalhe em parceria com o Serviço Público de Saúde para programar a prevenção à gravidez. “Na Colômbia o direito a planejar não é respeitado. A menina que mantém relações é estigmatizada, as mães não querem que suas filhas se reúnam… E assim essa barreira desaparece”, diz Bermúdez, que ensina a essas alunas a serem donas de seus corpos, a ter prazer com o sexo sem preconceitos e a deter a violência de gênero muito instaurada e da qual não são conscientes. “As mães adolescentes, das quais se espera uma atitude abnegada, acabam sendo exploradas por seus filhos”.

O professor não culpabiliza os adolescentes, e sim a sociedade machista. “Um garoto de 15 anos que não tem namorada é incitado por sua família a ter relações sem receber educação. É o rito de passagem a nossa hombridade”, diz Bermúdez. E enumera as melhorias no colégio: com menos gravidezes a evasão escolar diminuiu, menos garotas trabalham e a convivência melhorou.

O educador exporta seu modelo que não é único em Bogotá. A capital, com sete milhões de habitantes, conseguiu reduzir em quatro anos (2014-2018) de 417 nascimentos anuais de mães de 10 a 14 anos a 274, e de 16.747 mulheres de 15 a 19 anos a 10.675. Os dados colombianos estão bem distantes dos espanhóis onde, com uma população de 46 milhões, nasceram 43 bebês de mães menores de 15 anos em 2018, e 556 de mães de 16 a 19 anos.

A Catalunha começou neste ano um projeto piloto de educação afetiva e sexual no Ensino Fundamental em 300 colégios e Navarra implantou no ano passado um programa parecido a partir da infância muito contestado pelos partidos conservadores, que veem “uma tentativa de doutrinar as crianças em ideologia de gênero”.

No Brasil, apesar de os dados mostrarem uma tendência de queda, a gravidez na adolecência está acima da média dos países latino americanos. Informações do Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (SINASC) apontam que entre os anos de 2000 a 2016, o número de casos de gravidez na adolescência (10 a 19 anos) teve redução de 33%, de 750.537 nascimentos e para 501.385 nascimentos. Dados preliminares mostram que nasceram 480.211 crianças filhas de mães entre 10 e 19 anos em 2017 e 394.717 em 2018.

Na Cúpula de Líderes pela Educação, organizada pela revista Semana e que contou com a participação a convite do EL PAÍS, dois dos candidatos à prefeitura de Bogotá em 29 de outubro analisaram essa bem-sucedida diminuição nas gravidezes. “O ciclo se repete. Há 50% de possibilidades de que uma mãe adolescente tenha uma filha mãe adolescente. É preciso continuar trabalhando com informação e formação. Na plataforma municipal foram feitas um milhão de consultas e podem ser pedidas consultas presenciais anônimas. Uma questão fundamental é incluir os pais no programa”, disse o conservador Miguel Uribe. E a candidata progressista Claudia López acrescentou: “Os dados de gravidez adolescente são maiores nos colégios públicos por um problema com as famílias e o acesso à informação. Encontramos os caminhos, agora precisamos de funcionários e orçamentos”.

“Mulheres não podem ser mais inteligentes do que seus maridos”

“A felicidade das mulheres decorre da submissão ao esposo. Se o marido não for a cabeça do casamento, isto trará infelicidade para as mulheres.”

Las chicas deberían saltarse la universidad para no ser más inteligentes que sus maridos: Iglesia Universal

En una prédica de la Iglesia Universal del Reino de Dios, su fundador y principal Obispo, Edir Macedo, alertó contra la educación universitaria de las mujeres.

En un vídeo de redes sociales el líder religioso e impulsor de Jair Bolsonaro a la presidencias, apareció en la plataforma de la iglesia junto a su hija. A la feligresía le dijo que si sus hijas Cristiane y Viviane hubieran asistido a la universidad serían las “cabezas” del matrimonio, cuando según la Biblia, la cabeza del hogar debe ser el varón. 
“Las casadas estén sujetas a sus propios maridos, como al Señor. Porque el marido es cabeza de la mujer, así como Cristo es cabeza de la iglesia; y él es el que da la salud al cuerpo. Así que, como la iglesia está sujeta a Cristo, así también las casadas lo estén a sus maridos en todo.” (Efesios 5: 22 -24) ”Pero quiero que sepan que la cabeza de todo hombre es Cristo, y la cabeza de la mujer es el hombre, y la cabeza de Cristo es Dios.” (1 de Corintios 11:3)

En el sermón, las palabras de Edir Macedo fueron:
“Harás hasta la secundaria. Después irás a la universidad. Pero, hasta que te cases serás solo una persona con secundaria. Si Cristiane fuera médico y tuviese un alto grado de conocimiento y conociera a un hombre que tiene un bajo grado de conocimiento, no sería él el jefe. Ella sería la cabeza”.El pastor, que también es dueño de la la cadena televisiva Record TV, prosiguió su sermón señalando que la felicidad para las mujeres está siendo sumisas frente al esposo, y que cualquier situación en la que el marido nos ea la cabeza del hogar traerá infelicidad para las mujeres:
“Lo que se les enseña es: ‘Hija mía, nunca estarás sujeta a un hombre’ Pues bien, entonces no estarás sujeta a la felicidad. Porque si no hay familia, no hay felicidad, siendo la mujer la cabeza y hombre el cuerpo. Tanto es así que hay mujeres inteligentes que no pueden encontrar sus cabezas. ¿Cómo se somete una persona que tiene una cabeza allá arriba a una persona que está aquí?En el periódico de esta iglesia de abril de 2016 de la Iglesia Universal del Reino de Dios, mejor conocida como “Pare de sufrir”, presentó un articulo titulado “La mujer disciplinada no cuestiona”.

En el artículo se lee: “Las mujeres comprendieron que la mujer disciplinada no cuestiona, obedece a Dios. […] Es maravilloso oír y poner en práctica, obedecer, porque así se ven los frutos de la disciplina”, destacó la señora Lucelaine. Luego invitó a las mujeres que querían ser disciplinadas a orar delante del Altar para buscar la disciplina que agrada a Dios.”

A inicios de septiembre, Edir Macedo fue noticia también por haber estado presente en los actos de la fiesta nacional de Brasil junto a Jair Bolsonaro, y previamente lo había ungido en el templo como mandatario elegido por Dios, mientras anunciaba que él necesitaría cuatro años más en la presidencia.
El Obispo Macedo direccionó a millones de feligreses evangélicos en Brasil para que votaran por ultraderechista, que también tiene ideas machistas. Ambos detestan el Estado laico, y promulgan por derribar la separación entre Estado e Iglesias.
 

En el momento la laicidad, y con ella los derechos de las mujeres y otros sectores se encuentran fuertemente amenezados por el asalto de los grupos evangélicos en América Latina. Cuestionar las creencias no basadas en evidencia, la Biblia y la religión en general, así como defender el Estado Laico, son fundamentales para poder avanzar en el tema de igualdad de género. 

Textos correlatos:


casamento, isto trará infelicidade para as mulheres.”

CFM determina que um feto está acima de uma mulher

O Conselho Federal de Medicina acaba de tirar das gestantes o direito à recusa terapêutica, dando aos médicos o poder de realizar procedimentos à força. Decidiu que é o estado dos fetos que elas carregam, e não a integridade física e mental dessas mulheres, que os profissionais devem priorizar.

À esquerda/Acima: a protagonista June, no início de uma gravidez, é levada para conhecer o destino das gestantes que se rebelam ou colocam fetos em risco – isolamento total, acorrentamento e tortura. À direita/Abaixo: June passa pela punição na pele após desobedecer o sistema. Fotos: Divulgação/George Kraychyk/Hulu

CFM põe The Handmaid’s Tale em prática ao determinar que um feto está acima de uma mulher

Maior de idade, capaz, lúcido, orientado e consciente. É isso que você precisa ser para ter a liberdade de escolher se submeter ou não a um tratamento de saúde – exceto se você for uma mulher grávida. Uma nova resolução do Conselho Federal de Medicina, o CFM, acaba de tirar das gestantes o direito à recusa terapêutica, dando aos médicos o poder de realizar procedimentos à força. O CFM decidiu que é o estado dos fetos que elas carregam, e não a integridade física e mental dessas mulheres, que os profissionais devem priorizar.

O despacho, publicado no Diário Oficial da União em 16 de setembro, afirma que a vontade da mulher pode caracterizar um “abuso de direito” em relação ao feto. E, nesses casos, os médicos devem tomar providências “perante as autoridades competentes” para garantir que o procedimento recusado será imposto. No dia seguinte, o CFM publicou uma nota em defesa da resolução. “O Conselho Federal de Medicina, ao aprová-la, cumpre, mais uma vez, o seu compromisso com o respeito à dignidade da pessoa humana”, afirmou o relator Mauro Ribeiro. O compromisso claramente não abrange as mulheres.

Na prática, procedimentos altamente dolorosos e invasivos, como a episiotomia (corte feito abaixo da vagina na hora do parto, muitas vezes sem anestesia), poderão ser feitos mesmo que as mulheres afirmem expressamente que não os autorizam. Em 2018, a Organização Mundial da Saúde, a OMS, afirmou que “não há nenhuma evidência que prove a necessidade da episiotomia em qualquer situação” e que o corte nunca pode ser feito sem autorização. No entanto, o corte acontece em mais de metade dos partos naturais no Brasil – às vezes, sem autorização ou aviso.

Outra das formas mais cruéis de violência obstétrica que a medida pode permitir é a “manobra de Kristeller”, em que profissionais de saúde apertam ou chegam a se sentar sobre a barriga mulher durante as contrações para acelerar o parto. Apesar de a ciência já ter mostrado que as duas práticas violentas não se convertem em benefícios para a saúde, as mulheres, a partir de agora, não poderão mais recusá-las se o médico julgar que elas são importantes para o feto.

A obstetra Melania Amorim, pós-doutora em Saúde Reprodutiva pela OMS e representante da Rede Feminista de Ginecologistas e Obstetras, me disse que a resolução abre um “precedente perigoso” para que a medicina tutele os corpos das mulheres “em nome de uma suposta preocupação” com o feto. “Isso não pode ser admitido”, argumentou, ressaltando que a resolução se equivale ao Estatuto do Nascituro – projeto de lei que pretende garantir ao embrião e ao feto os mesmos direitos dos nascidos, acabando com o direito ao aborto em qualquer circunstância.

Bendito seja o fruto

A leitura da decisão logo traz à mente a série The Handmaid’s Tale, baseada no livro homônimo de Margaret Atwood. O drama retrata uma sociedade teocrática, dividida em castas, na qual as mulheres só são valorizadas como incubadoras e mães. Aquelas consideradas transgressoras vivem como escravas sexuais para procriação. Já as da classe dominante – belas, recatadas e do lar, mas incapazes de engravidar – devem ter como único objetivo ser mães das crianças geradas pelo estupro de suas aias.

O passo dado pelo CFM, guardadas as devidas proporções, é claro, lembra o início da caminhada que transformou o que costumavam ser os Estados Unidos no terrível governo de Gilead (se você ainda não assistiu à série: 1- assista; 2- agora é tarde para reclamar de spoilers). Traz à memória, ainda, uma das cenas mais chocantes da série: a de uma aia grávida acorrentada a uma cama, isolada de todo convívio social, vigiada por seguranças fortemente armados. É assim que são tratadas as gestantes do país fictício criado por Atwood que não agem de acordo com o que se julga ser o melhor para a gravidez – ou que praticam um “abuso de direito” sobre os fetos. É a resolução do CFM levada ao extremo. 

Como as grávidas do mundo distópico de The Handmaid’s Tale, gestantes brasileiras agora podem ser forçadas por médicos a passar por tratamentos dolorosos
ainda que não os autorizem. Foto: Divulgação/George Kraychyk/Hulu

Como na série, a mulher de que fala o artigo 5º da resolução é tratada meramente como incubadora – ou, no máximo, como mãe obrigada a abdicar de tudo, inclusive sua autonomia e bem-estar corporal, em nome do bendito fruto de seu ventre. É significativo que o parágrafo não use em nenhum momento a palavra “mulher” ou sequer “paciente”. A pessoa a que se refere é apenas “gestante” e “mãe”. Mas o CFM vai além de reduzir a mulher a esses dois papéis.

O Conselho passa a mensagem de que o feto está em condição superior à da mulher, que não tem capacidade de escolher o que autoriza ou não que seja feito a seu corpo. E de que a gravidez é, agora, uma condição infantilizadora, capaz de transformar uma adulta lúcida em criança, adolescente ou pessoa desprovida do “pleno uso de suas faculdades mentais” – os únicos grupos que, até o início desta semana, não tinham direito à recusa terapêutica.

Esses dois recados, passados pela autoridade responsável por garantir a ética médica no Brasil, não devem ser considerados algo menor diante da atual cruzada contra nossos direitos. Vale lembrar que não são poucas as propostas de lei que pretendem retirar das mulheres estupradas ou em risco de vida o direito ao aborto, nem os que intencionam endurecer o castigo dado àquelas que arriscam suas vidas tentando interromper gestações indesejadas. Mas a resolução do CFM é mais do que um símbolo dos tempos que vivemos. É uma decisão que tirou ainda mais poder de defesa das mulheres grávidas no país em que uma a cada quatro delas já sofria violência obstétrica.

Não é de agora que o CFM mostra seu desdém pela violência de médicos contra mulheres gestantes e em trabalho de parto. Para Melania Amorim, o posicionamento “vem ao encontro de diversas posturas do CFM” que ameaçam os direitos reprodutivos das mulheres, como a omissão do debate sobre a descriminalização do aborto, realizado em audiências públicas no Supremo Tribunal Federal em agosto de 2018. Em outubro daquele ano, o órgão publicou ainda um parecer afirmando que o termo violência obstétrica é “uma agressão contra a especialidade médica de ginecologia e obstetrícia” e, portanto, “contra a mulher”. “Desde 2013 o elitismo da classe médica como um todo tem se exacerbado com apoio maciço ao projeto conservador”, argumenta Amorim.

Se o documento assinado pelo relator Ademar Carlos Augusto em 2018 pretendia calar as vozes que se levantam contra a violência obstétrica, o despacho desta semana, assinado pelo presidente Carlos Vital Tavares Corrêa Lima e pelo secretário-geral Henrique Batista e Silva, acaba de torná-la prática oficial – e de nos aproximar um pouco mais da distopia de Margaret Atwood.

Fonte:  The Intercept

Médicos são condenados por inseminar pacientes con seu próprio esperma

Com a crescente disponibilidade de provas genéticas, começam a surgir casos em que especialistas em fertilidade usaram, durante décadas, secretamente, seu próprio esperma em uma das tarefas mais íntimas da medicina. Leis começam a ser aprovadas para penalizar esta conduta que também foi definida como uma forma de abuso sexual.

Donald Cline fue condenado en 2017 por mentir sobre el esperma inseminado en sus pacientes.Marion County vía Associated Press

Las mujeres eligieron donadores, pero los médicos las inseminaron con su propio esperma

Eve Wiley descubrió a sus 16 años, durante su crianza en Nacogdoches, Texas, que su concepción fue vía inseminación artificial con el esperma de un donador.

Su madre, Margo Williams, había acudido al médico Kim McMorries, a quien le dijo que su marido era infértil. Le pidió al doctor encontrarle un donador y el médico le dijo a Williams que había encontrado uno en un banco de esperma de California.

Así nació Eve, quien ahora tiene 32 años y vive en Dallas. En 2017 y en 2018, como muchos estadounidenses, decidió hacerse una prueba de ADN casera.

Los resultados: el padre biológico no era un donador de esperma en California, como le habían dicho, sino el doctor McMorries. Wiley quedó atónita.

“Construyes toda tu vida a partir de tu identidad genética y esos son los cimientos”, dijo Wiley. “Puede ser devastador que te quiten esas piedras angulares o que sean alteradas”.

Se contactó al abogado de McMorries y al personal de su oficina; no quisieron hacer declaraciones para este artículo.

Con la creciente disponibilidad de pruebas genéticas de uso casero directo, han empezado a surgir casos en los que se descubre que especialistas en fertilidad usaron durante décadas su propio esperma en secreto. En Estados Unidos, tres gobiernos locales ya aprobaron leyes para penalizar la conducta; en Texas incluso fue definida como una forma de abuso sexual.

Jody Madeira, profesora de Derecho en la Universidad de Indiana, monitorea más de veinte casos en Estados Unidos y en otros países. Dijo que hay registros en doce estados estadounidenses —incluyendo Connecticut, Vermont, Idaho, Utah y Nevada—, así como en Inglaterra, Sudáfrica, Alemania y los Países Bajos.

De acuerdo con la Fundación Holandesa de Reproducción por Donación, apenas este año se confirmó con pruebas genéticas que un especialista en fertilidad, Jan Karbaat, usó su propio esperma y es el padre biológico de 56 niños de mujeres que visitaron su clínica en las afueras de Róterdam. Las autoridades neerlandesas clausuraron su clínica en 2009 y Karbaat murió en abril de 2017 a los 89 años.

Al ser contactado, un abogado de la familia Karbaat dijo que los familiares no iban a hacer comentarios, aunque él hizo hincapié en que los casos son de hace décadas. “Hace treinta años, la gente veía las cosas de manera distinta”, dijo J. P. Vandervoodt. “Karbaat podría haber sido donante anónimo, no hay manera de saber. No había un sistema de base de datos en ese entonces”.

En junio, la asociación reguladora College of Physicians and Surgeons de Ontario revocó la licencia médica a un especialista en fertilidad de Ottawa, Norman Barwin, de 80 años, y lo reprendió por haber usado durante décadas el esperma equivocado —incluido el suyo— en varios procesos de inseminación artificial.

El grupo colegiado encontróque había inseminado al menos a once mujeres con su propio esperma. Además, decenas de niños nacidos de donantes afirman que fueron concebidos con el esperma equivocado en la clínica de Barwin, aunque no el suyo.

Antes no había una razón por la cual las pacientes tuvieran que sospechar de inicio de doctores especializados en fertilidad, a quienes les habían confiado una de las tareas más íntimas de la medicina, dijo Dov Fox, académico en Bioética de la Universidad de San Diego y autor deBirth Rights and Wrongs, libro sobre la tecnología y la legislación en materia reproductiva.

“Sencillamente: qué asco”, dijo sobre los casos. “Y también qué impactante y vergonzoso. La cantidad de médicos involucrados hace parecer que no se trata de algunas manzanas podridas, sino de una práctica más generalizada de engaño que se mantuvo escondida hasta hace poco porque había una combinación de baja tecnología y alto estigma”.

Castigar un fraude de fertilidad

Donald Cline, especialista en fertilidad de Indianápolis, usó su propio esperma para la inseminación de por lo menos 36 mujeres en las décadas de 1970 y 1980, de acuerdo con procuradores del estado de Indiana; 61 personas afirman que es su padre biológico, con base en pruebas de ADN.

Cline, que se jubiló en 2009, se declaró culpable de dos cargos delincuenciales de obstrucción de la justicia y admitió que les había mentido a investigadores estatales. Entregó su licencia para practicar y le dieron una sentencia de un año de prisión, cuya aplicación fue suspendida. El abogado de Cline no respondió a las llamadas de The New York Times.

Los fiscales dijeron que no fue posible pedir una condena más severa por una razón: en Indiana, como en casi todo Estados Unidos, no hay leyes que prohíban explícitamente esta conducta en materia de fertilidad.

Fue hasta mayo que Indiana aprobó una ley que establece como delito el uso del esperma equivocado y que les permite a las víctimas demandar a los médicos que lo hagan. Los pacientes de estos casos no están restringidos por la prescripción del delito, pues ahora tienen hasta cinco años después de que se descubre el fraude para presentar acciones legales, en vez de cinco años después de que sucedió el delito.

Esa provisión es de importancia porque la mayoría de quienes descubren la identidad del donador de esperma usado suelen ser adultos.

Los casos del llamado fraude de fertilidad han llevado a otras entidades estadounidenses a aprobar leyes similares que les permitan a pacientes de las clínicas y a sus hijos a buscar compensación de los ahora llamados “padres-doctores”.

Wiley, de Texas, urgió a que se estableciera una legislación similar en su estado después de descubrir la identidad detrás del esperma con el que su madre fue inseminada. Se reunió con los legisladores estatales para que haya una mayor rendición de cuentas de lo que ella considera es una industria peligrosamente poco regulada.

En junio pasado, Texas aprobó su ley sobre fraude de fertilidad que va mucho más allá de los otros dos estados que ya tenían medidas, Indiana y California. Si un proveedor de cuidados médicos en Texas usa esperma, óvulos o embriones humanos de un donador que no fue autorizado, incurre en abuso sexual, según la legislación. Los que sean declarados culpables tendrán que registrarse como delincuentes sexuales.

“Es una historia muy desgarradora de engaño y estamos viendo cada vez más y más casos de usos impropios de la reproducción asistida”, dijo Stephanie Klick, congresista estatal texana y una de las impulsoras de la legislación, sobre la experiencia de Wiley. “Necesitamos asegurarnos de que eso no vuelva a suceder”.

Algunos especialistas consideran que la medida de Texas es extrema.

La ley texana está pensada para casos en los que un médico usa el esperma propio o el de alguien distinto a quien fue seleccionado por el paciente, pero si doctores o el equipo de enfermería clínica tienen alguna equivocación, ¿eso significa que deben ser condenados por abuso sexual?

“Si un especialista médico está siendo apurado o tiene un descuido y agarra el vial que no corresponde, un jurado podría deliberar y decidir que ese doctor o doctora sabía o debía haber sabido que el material no era el elegido por la paciente”, dijo Judith Daar, decana de la Facultad de Derecho Chase de la Universidad del Norte de Kentucky y la encargada del comité de ética de la Sociedad Estadounidense de Medicina Reproductiva (ASRM).

Daar dijo que si un especialista en fertilidad teme que un despiste resulte en que tenga que registrarse como delincuente o depredador sexual, podrían dejar de practicar medicina en Texas.

Klick, la congresista y quien también es enfermera, cree que es una decepción que definitivamente consiste en un abuso.

“Hay un aparato médico que se usa para penetrar a las mujeres para implantar material genético”, dijo. “Para mí sí tiene equivalencia con una violación porque no es un acto consentido”.

¿Confía en tu médico…?

Hace unos años, Marenda Tucker, de 36 años, se hizo una prueba de ADN para saber más sobre sus antecedentes genéticos.

Tucker, madre de cuatro hijos que vive en Óregon, sabía que nació gracias a la inseminación artificial. De acuerdo con su madre, el médico le dijo que se trató de un donador anónimo de esperma radicado en el sur estadounidense.

La prueba de ADN arrojó, en cambio, que tenía coincidencias genéticas con la familia del médico. “Ya que vi eso me di cuenta de que el esperma fue del doctor y pensé ‘qué asco’”, dijo Tucker. “Cuando hablé con mi madre del tema, ella se sintió violentada”.

“Hasta ahora he lidiado bien con lo que me ha tocado en la vida”, añadió. “Pero esto desató una crisis de identidad muy extraña”.

Cuando el médico respectivo, Gary Don Davis, fue contactado en su hogar de Little Rock, Arkansas, para hacerle preguntas sobre la concepción de Tucker, el doctor respondió: “Bueno, eso es sorprendente. Lo voy a revisar. Adiós”.

No se pudo volver a contactarlo y Don Davis murió en junio.

¿Por qué un doctor remplazaría en secreto el esperma de un donador anónimo o hasta del marido de la paciente?

Madeira, la profesora de Derecho en Indiana que está revisando estos casos, dijo que algunos especialistas tal vez hayan pensado que era más sencillo para la situación. La congelación del semen para uso posterior de los espermatozoides no fue el estándar médico recomendado, sino hasta finales de los años ochenta y muchos doctores quizá no tenían acceso rápido a esperma cuando las pacientes acudían a ellos.

“Puede que hayan pensado que estaban ayudando a sus pacientes al aumentar las probabilidades de que quedaran embarazadas con el uso de esperma fresco para tener tasas de fertilización más altas”, dijo Madeira.

Aunque recalcó que algunos de los médicos habrían tenido razones más perversas. “Sí te apuesto que muchos de estos doctores lo hicieron para sentirse poderosos —por temas de trastornos mentales o de narcicismo— o porque quizá se sentían atraídos por algunas de las pacientes”, dijo.

McMorries, el medico del caso Wiley, le reconoció en una carta que había mezclado su esperma con el de otros donadores para mejorar las oportunidades de concebir de su madre y escribió que las leyes sobre “mantener el anonimato de donadores” no permitieron que pudiera decirle.

“En ese entonces se pensaba que si la paciente quedaba embarazada no había manera de saber cuál esperma llevó a la concepción”, escribió.

Antes de la confesión del doctor y de las pruebas de ADN, Wiley pensó que ya había encontrado al padre biológico: Steve Scholl, escritor y editor en Los Ángeles que ahora tiene 65 años.

“Entablamos una relación hermosa de padre e hija y hasta presidió mi boda”, dijo Wiley. “Mis hijos lo llaman Abue”.

Wiley le dijo a Scholl después de enterarse de los resultados que no era realmente su hija biológica y él también se quedó sorprendido.

“Me tardé un tiempo en procesarlo”, comentó Scholl en entrevista. “Sentíamos mucho como que habíamos encontrado; no sabíamos cómo funcionaba la industria para la reproducción. Pero muy pronto decidimos que esto no cambiaba nada”.

Wiley todavía se refiere a él como papá.

Enfrentando a publicidade discriminatória

Proíbem também quando é sugerido que as mães devem valorizar mais a aparência física ou a limpeza da casa em vez da sua saúde mental e que se deboche de homens por suas dificuldades em atividades estereotipicamente “femininas”.

El Reino Unido prohíbe los estereotipos de género en la publicidad

Hombres que no saben cambiar pañales, mujeres que hacen labores domésticas mientras los hombres están cómodamente sentados en el sofá, mujeres que no saben estacionarse: escenas como estas, que se basan en estereotipos de género, están prohibidas de ahora en adelante en la publicidad británica. La entidad reguladora de la publicidad en el Reino Unido anunció los cambios en diciembre, pero a las empresas se les otorgó un periodo de ajuste de seis meses antes de que entraran en vigor.

La Autoridad de los Estándares para la Publicidad del Reino Unido dijo en una declaración que también prohibiría anuncios que relacionen características físicas con el éxito romántico o social; que asignen características de personalidad estereotípicas a los niños y las niñas, como la valentía para los niños y la ternura para las niñas; que sugieran que las nuevas madres deben anteponer su aspecto o la limpieza del hogar a su salud emocional, y que se burlen de los hombres por ser malos en labores estereotípicamente “femeninas”, como aspirar, lavar la ropa o cuidar a los hijos.

Los lineamientos se desarrollaron después de que un informe del regulador encontró que la retórica y las imágenes que estereotipan géneros “puede provocar desigualdad de género en los aspectos tanto públicos como privados de la vida de las personas”. El informe surgió al poco tiempo de que hubo algunos anuncios británicos que perpetuaron suposiciones negativas sobre las mujeres, como uno de Protein World, una bebida para bajar de peso, en el que al lado de una modelo que vestía un bikini estaba la pregunta: “¿Tu cuerpo está listo para la playa?”. Los afiches inspiraron una petición en Change.org con más de setenta mil firmas para exigir que se retiraran los carteles.

La Autoridad de los Estándares para la Publicidad tiene fama de prohibir imágenes que le parecen ofensivas: en 2016, el grupo regulatorio tomó medidas enérgicas contra Gucci por emplear a una modelo que se veía “excesivamente delgada” en una campaña publicitaria y, en 2017, prohibió un comercial de Rimmel en el que salía la modelo Cara Delevingne por estar tan retocado que podía ser engañoso para el televidente. (El regulador insistió en que las pestañas de Delevingne eran descomunalmente voluminosas en el video). Más recientemente, el regulador criticó un anuncio de un concesionario de Porsche por cosificación: en la publicidad, las piernas y el torso de una mujer se asoman por debajo del carro y se lee el eslogan “Servicio atractivo”.

Con los nuevos lineamientos, el Reino Unido se une a países como Bélgica, Francia, Finlandia, Grecia, Noruega, Sudáfrica e India que tienen leyes o códigos con diversos grados y edades que impiden la discriminación de género en la publicidad. Por ejemplo, Noruega ha tenido una ley que prohíbe el sexismo en anuncios desde 1978. Una ley española de 2004 en contra de la violencia de género prohíbe que los anuncios publicitarios muestren imágenes degradantes del cuerpo femenino, y los códigos austriacos consideran que las caracterizaciones que reducen a las personas a su sexualidad son discriminatorias. En Estados Unidos, solo el grupo que supervisa los anuncios dirigidos a niños ofrece lineamientos sobre los estereotipos en la publicidad.

Las compañías están haciendo frente al problema del sexismo en la publicidad también por su cuenta. En 2017, el gigante de los productos de consumo Unilever se asoció con ONU Mujeres y una serie de empresas importantes, como Google, Johnson & Johnson y Mars, para crear Unstereotype Alliance, que busca educar a las personas sobre cómo la publicidad perpetúa los prejuicios.

El Instituto Geena Davis sobre Género en los Medios trabajó con Google para analizar más de dos mil comerciales en lengua inglesa: descubrió que entre 2006 y 2016 el número de personajes femeninos en la publicidad en video fue prácticamente el mismo. El tiempo en pantalla de los hombres fue cuatro veces mayor al de las mujeres y los hombres hablaron siete veces más que las mujeres. Mientras que los anuncios donde solo aparecían hombres sumaban un cuarto del total, aquellos en los que solo había mujeres fueron solo un cinco por ciento del total.

Un informe de Lloyds Banking Group en 2016 reveló datos similares, pues halló que solo un tercio de las personas que se veían en los anuncios eran mujeres. Rara vez ocupaban puestos de poder y, cuando lo hacían, el “papel solía estar vinculado a la seducción, la belleza o la maternidad”.