Google contra os Direitos Humanos

Funcionários do Google disseram que a empresa não estava mais “disposta a colocar seus valores acima dos lucros”. Uma nova ferramenta de busca “tornaria o Google cúmplice de opressão e abusos de direitos humanos” “viabilizaria a censura e a desinformação direcionada pelo governo” e “ajudariam os poderosos a oprimirem aqueles que estão em posição vulnerável onde quer que estejam”.

Funcionários do Google protestam contra buscas censuradas

MAIS DE 500 funcionários do Google assinaram uma carta aberta pedindo que a empresa abandone seu plano de lançar uma ferramenta de pesquisa censurada na China, enquanto manifestantes tomaram as ruas em oito cidades condenando o projeto sigiloso.

A carta foipublicadana terça-feira de manhã e foi assinada por um grupo de 11 engenheiros, administradores e pesquisadores do Google. Ao fim da tarde, cerca de 230 outros funcionários haviam acrescentado seus nomes ao documento, em uma extraordinária demonstração pública de raiva e frustração contra a administração do Google sobre o plano de pesquisa censurada conhecido como Dragonfly (“libélula”, em português). Até a publicação desta reportagem, a carta aberta tinha 528 assinaturas.

A ferramenta de pesquisa foi criada pelo Google para censurar frases relacionadas a direitos humanos, democracia, religião e protestos pacíficos, de acordo com as regras estritas de censura aplicadas pelo governo autoritário chinês. A plataforma de busca conectaria os registros de busca de usuários chineses aos seus números de telefone e compartilharia os históricos de buscas dessas pessoas com uma empresa parceira chinesa – o que significaria que agências de segurança chinesas, que rotineiramente têm como alvo ativistas e críticos do governo, poderiam obter os dados.

Os funcionários do Google disseram na terça-feira que eles acreditavam que a empresa não estava mais “disposta a colocar seus valores acima dos lucros”. Eles escreveram que a ferramenta de busca chinesa “tornaria o Google cúmplice de opressão e abusos de direitos humanos” e “viabilizaria a censura e a desinformação direcionada pelo governo.” Eles disseram ainda:

Nossa oposição à Dragonfly não tem a ver com a China: nós somos contra tecnologias que ajudam os poderosos a oprimirem aqueles que estão em posição vulnerável, onde quer que estejam. O governo chinês certamente não está sozinho em sua disposição em suprimir a liberdade de expressão e utilizar de vigilância para reprimir dissidentes. A Dragonfly estabeleceria na China um perigoso precedente em um volátil momento político que tornaria mais difícil para o Google negar concessões similares a outros países.

Em agosto, 1,4 mil funcionários do Google se manifestaram contra a Dragonfly em privado, com muitos assinando anonimamente uma carta que circulou dentro da empresa. Segundo fontes, os organizadores das manifestações haviam tentado até o momento manter seu descontentamento a portas fechadas, sentindo que negociar com a administração longe da mídia seria a melhor forma de apresentar suas questões.

Mas eles ficaram cada vez mais insatisfeitos com os executivos da empresa que se recusaram a responder perguntas sobre a Dragonfly e a se engajar em questões de direitos humanos.Esta é uma das principais razões pela qual os funcionários do Google decidiram ir a público na terça-feira com uma nova carta, desta vez não mais assinada de forma apenas anônima, que resultou em uma reprimenda sem precedentes aos chefes da empresa.

Os autores disseram que apoiavam a onda de protestos contra a Dragonfly organizados pela Anistia Internacional, que ocorreram na terça-feira do lado de fora das sedes do Google nos Estados Unidos, Reino Unido, Austrália, Canadá, Alemanha, Hong Kong, Holanda e Espanha.

Ativistas da Anistia foramfotografadosdo lado de fora dos prédios segurando cartazes que pediam que a empresa “ouça seus funcionários”, “não seja um tijolo no firewall chinês” (um trocadilho com a canção “Another Brick in the Wall”) e “não contribuam com a censura na internet na China”. Em Madri, o grupoencheuum enorme balão em formato de libélula e o exibiu em frente aos escritórios do Google na cidade.

A Anistia publicou umapetiçãoexigindo que o Google cancele o desenvolvimento da ferramenta de pesquisa. O grupo disse em uma declaração que a plataforma “prejudicaria irreparavelmente a confiança de usuários da internet” no Google e “estabeleceria um perigoso precedente para que empresas de tecnologia viabilizassem abusos de direitos humanos por parte de governos.”

O Google tem enfrentado um crescente número de protestos conforme seus funcionários têm se tornado mais organizados e corajosos.No começo deste mês, os empregados organizaram uma greve em massa por conta da maneira como a administração lidava com alegações de assédio sexual e outras queixas. Em abril, milhares de funcionários apresentaram preocupações com um projeto que envolvia o desenvolvimento de inteligência artificial para drones do exército americano.

O Google não emitiu comentários sobre a carta dos empregados ou sobre os protestos da Anistia. Em uma declaração padrão, disse que seu “trabalho com buscas tem sido exploratório e não estamos perto de lançar um produto de busca na China.”

Conforme o Intercept havia publicado anteriormente, o chefe de buscas da empresa disse aos funcionários que o objetivo do Google era lançar a ferramenta de pesquisa entre janeiro e abril de 2019. “Nós temos que estar focados naquilo que queremos viabilizar”, disse Ben Gomes. “E depois, quando o lançamento acontecer, estaremos prontos para isso.”

Os cientistas do Vale do Silício não querem que seus filhos usem os dispositivos que eles fabricam

“Estou convencida que o diabo vive nos celulares que estão arruinando a mente dos nossos jovens”

Los tecnólogos de Silicon Valley no quieren que sus hijos usen los dispositivos que ellos fabrican

La gente que está más cerca de una situación es a menudo quien más preocupada está al respecto. Los tecnólogos saben en verdad cómo funcionan los móviles y han decidido queno quieren que sus hijosse acerquen a ellos.

Una preocupación que se ha ido acumulando poco a poco está convirtiéndose en un consenso que abarca toda una región: las pantallaspueden ser malaspara los niños, sus beneficios como herramienta de aprendizaje se han exagerado y los riesgos de adicción y obstaculización del desarrollo son altos. El debate en ese sector ahora se enfoca en cuál es el nivel de exposición adecuado.

“El que no pasen nada de tiempo frente a una pantalla es casi más fácil que si las usan solo un poco”, dijo Kristin Stecher, una investigadora de informática social quien está casada con un ingeniero de Facebook. “Si mis hijos tienen tiempo de pantalla, solo quieren más y más”.

Stecher, de 37 años, y su esposo, Rushabh Doshi, de 39 años, hicieron una investigación sobre el tiempo de uso de las pantallas y llegaron a una conclusión sencilla: querían que fuera casi nulo en su hogar. Sus hijas, de 5 y 3 años, no tienen permitido verlas en la casa y solo pueden usarlas durante un viaje largo en auto o en avión.

Hace poco, la familia suavizó este enfoque. Ahora, todos los viernes por la noche, ven una película.

Stecher, quien está embarazada, cree que se acerca un problema en el futuro cercano: a Doshi le encantan los videojuegos y cree que pueden ser un medio educativo, pero ella no.

De manera similar, algunas de las personas que crearon programas para ver video ahora están horrorizadas por la cantidad de lugares en donde es posible reproducir videos.

Cuando le preguntamos sobre cómo limita el tiempo en pantalla para los niños, Hunter Walk, quien durante años fue director de productos en Google y supervisó los proyectos de YouTube, envió una foto de una bacinica que tiene un iPad incluido: “Este tiene la etiqueta: ‘Productos que no compramos’”.

Athena Chavarria, quien trabajó como asistente ejecutiva en Facebook y ahora está en la rama filantrópica (la iniciativa Chan Zuckerberg), fue tajante:“Estoy convencida de que el diablo vive en nuestros celulares y está arruinando la mente de nuestros jóvenes”.

Chavarria no dejó que sus hijos tuvieran un teléfono celular sino hasta el bachillerato y aún tienen prohibido usar sus celulares cuando están de pasajeros en el auto y limita su utilización en casa.

“Otros padres me preguntan cosas como: ‘¿No te preocupa no saber dónde están tus hijos cuando no puedes encontrarlos?’”, comentó Chavarria. “Yo les respondo: ‘No, no necesito saber dónde están mis hijos cada momento del día’”.

Para los líderes en tecnología, esta es la hora de la verdad sobre su trabajo: ver cómo las herramientas que construyeron causan un impacto en sus hijos.

Uno de ellos es Chris Anderson, el exeditor de la revista especializada Wired y ahora director ejecutivo de una empresa de robótica y drones, así como fundador de GeekDad.com, sitio web sobre crianza para una comunidad de amantes de la tecnología.

“En la escala entre los dulces y la cocaína en crack, se parecen más a la droga”, dijo Anderson sobre las pantallas. Agregó que los tecnólogos que crearon estos productos y los escritores que observaron la revolución tecnológica fueron ingenuos.

“Creímos que podríamos controlarlo”, dijo Anderson. “Controlarlo está más allá de nuestro poder. Estas tecnologías van directamente a los centros de placer del cerebro en desarrollo. Entender la situación está más allá de nuestra capacidad”.

La agenda familiar de Google Wifi de los Anderson, con horarios para irse a dormir y cronómetros para el tiempo que deben pasar los hijos sin ver pantallas cuando son castigados. 

Tiene cinco hijos y doce reglas tecnológicas. Incluyen: no usar celulares hasta el verano antes del bachillerato, no usar pantallas en las habitaciones, atenerse a bloqueos de cierto contenido en la red compartida en el hogar, no usar redes sociales hasta los 13 años, no tener iPads y que sus celulares tengan activado Google Wifi para controlar los horarios que pueden pasar frente a la pantalla. Si alguno de ellos se porta mal, su castigo es no tener acceso a internet durante veinticuatro horas.

“No supe qué les estábamos haciendo a sus cerebros, sino hasta que comencé a observarlos síntomas y las consecuencias”, dijo Anderson.

“Hemos cometido todos los errores imaginables, y creo que por lo menos con uno de nuestros hijos nos equivocamos mucho”, agregó. “Vimos cómo comenzaba a hacerseadictoy hubo algunos años perdidos que nos hacen sentir mal”.

La idea de que los padres de Silicon Valley están preocupados por la tecnología no es nada nuevo. Los padrinos de la tecnología expresaron estas preocupaciones hace años y los que más se han inquietado son los que están en la cima de la industria.

Tim Cook, el director ejecutivo de Apple,ha dichoque no dejaría que su sobrino se uniera a las redes sociales. Bill Gates lesprohibiólos celulares a sus hijos hasta que fueran adolescentes. Steve Jobs no dejabaque sus hijosse acercaran a los iPads.

Sin embargo, durante el último año, varias personas de alto perfil en Silicon Valley han sonado la alarma en términos cada vez más fatídicos respecto a lo que estos dispositivos le hacen al cerebro humano. De pronto, parece casi una obsesión en contra: en la zona, el centro neurálgico de desarrollo tecnológico, cada vez más hogares implementan reglas de cero tecnología dentro de la casa. A las niñeras les están pidiendo que firmen contratos para comprometerse a no dejar a los menores usar celulares… y tampoco usarlos ellas.

Los que han expuesto a sus hijos a las pantallasintentan prevenirque se vuelva una adicción al explicarles cómo funciona la tecnología.

John Lilly, un capitalista de riesgo que vive en Silicon Valley y fue director ejecutivo de Mozilla, dijo que intenta ayudar a que su hijo de 13 años entienda que quienes crearon la tecnología lo están manipulando.

“Intento concientizar a mi hijo sobre que alguien escribió código para hacerlo sentir así. Trato de ayudarlo a comprender cómo están hechas las cosas, los valores que se les están adjudicando y lo que la gente está haciendo para producir ese efecto”, dijo Lilly. “Y él me dice: ‘Solo quiero gastar veinte dólares para tener otra ropa en Fortnite’”.

También están aquellos tecnólogos que no están de acuerdo con el argumento de que las pantallas son peligrosas. Jason Toff, de 32 años, quien dirigió la plataforma de video Vine y ahora trabaja para YouTube, deja que su hijo de 3 años juegue con un iPad; argumenta que de manera inherente no es mejor ni peor que un libro. Esta opinión no es nada popular entre sus compañeros del sector tecnológico, tanto es así que siente que ahora hay “un estigma”.

“Ayer me preguntaron: ‘¿No te preocupa que todos los grandes ejecutivos estén limitando el tiempo que sus hijos pasan frente a las pantallas?’”, dijo Toff. “Respondí: ‘Quizá deba preocuparme, pero supongo que siempre me he mostrado escéptico respecto a las normas’. La gente simplemente le teme a lo desconocido”.

Dijo que piensa en su propia infancia, cuando creció viendo muchos programas de televisión. “Al final me fue bien”, indicó.

Otros padres de Silicon Valley dicen que hay maneras para que sea menos tóxico dejar que los niños pasen un tiempo limitado frente a las pantallas.

Renee DiResta, un investigador de seguridad en el consejo del Center for Humane Tech, no permite el tiempo pasivo frente a las pantallas, pero sí un breve periodo de juegos desafiantes.

Quiere que sus hijos de 2 y 4 años aprendan cómo programar desde pequeños, así que fomenta la conciencia que tienen de sus dispositivos. Sin embargo, distingue entre estos tipos de uso de pantalla. Jugar un juego de construcción está permitido, pero ver un video de YouTube no, a menos que sea en familia.

Frank Barbieri, un ejecutivo que vive en San Francisco y trabaja en la empresa emergente YuMe, que distribuye publicidad de marca en video digital, limita el tiempo que su hija de 5 años pasa frente a las pantallas y solo deja que escuche contenido en italiano.

Había leído estudios sobre los beneficios de aprender una segunda lengua desde una edad temprana para la mente en desarrollo, así que su hija ve películas y programas de televisión en italiano.

“Honestamente, para decidir cuál idioma, mi esposa y yo nos preguntamos: ‘¿Qué lugar nos gustaría visitar?’”, dijo Barbieri.

Fonte:The New York Times
Por:Nellie Bowles
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A astrologia “é falsa” mas tem padrões técnicos

Para calcular a carta astral de uma pessoa, utilizada para diagnosticar a sua personalidad, seu perfil psicológico e o rumo de sua vida, o primero que se faz é identificar a alinhação dos planetas  no momento do seu nascimento, o qual está relacionado com a local onde ocorreu o parto.

Credit Ilustración fotográfica por Tracy Ma/The New York Times; cara vía Shutterstock

La astrología ‘es falsa’, pero tiene estándares

La mañana en que se celebró el examen de Certificación de Competencia Astrológica (CAP) de la Sociedad Internacional de Investigación Astrológica (ISAR), el cual se llevó a cabo en mayo en un hotel Marriot en Chicago, el clima cósmico era un buen augurio.

La Luna estaba en Sagitario, el más erudito de los signos, y el planeta de la comunicación, Mercurio, acababa de entrar al ingenioso Géminis. La noche anterior había habido una Luna llena dramática, pero el puñado de astrólogos que se inscribieron para presentar el examen no parecían sentir sus efectos. Después de todo, eran profesionales… o al menos, esperaban serlo: tras años de preparación intensa para este examen de aptitudes “metafísico” de seis horas de duración. Aunque es a libro abierto, el CAP del ISAR tiene la reputación de ser uno de los exámenes más extenuantes en el campo de la astrología.

En efecto. En 2018, hay múltiples exámenes rigurosos que evalúan la capacidad para leer las estrellas.

Sí, podría parecer extraño que se apliquen estándares extremadamente técnicos a esta práctica espiritual abstracta, pero hacerlo no es inédito. De alguna u otra forma, la astrología ha existido por lo menos desde la antigua Babilonia y durante mucho tiempo se le consideró una manera totalmente lógica de explicar el mundo. No fue sino hasta que el racionalismo se convirtió en la mayor moda en el siglo XIX que la astrología quedó relegada al terreno de lo místico y lo absurdo.

En la actualidad, se le considera un campo para revistas de público femenino y memes de Instagram; en el mejor de los casos, una ficción inofensiva y, en el peor, una seudociencia perniciosa. No obstante, una cantidad creciente de estudiantes y especialistas lo toma con una enorme seriedad pese al reconocimiento de que no tiene rigor científico.

El repunte en la popularidad de la astrología se ha atribuido a un aumento de la espiritualidad poco convencional, a un estilo juguetón de nihilismo posrecesión (la “astrología es falsa”, dice un meme,“pero…”) y, por supuesto, al internet. O también podría ser porque todos los nacidos entre noviembre de 1983 y noviembre de 1995 aparentemente son una generaciónde Plutón en Escorpio, por lo que se inclinan a las prácticas ocultas y el pensamiento mágico.

Otro factor es que ahora hay más mecanismos que nunca para volverse muy versado en astrología. Gracias a internet se pueden generar con gran rapidez cartas astrales, las cuales se pueden revisar mediante aplicaciones, correos electrónicos y otros recursos parecidos, y los astrólogos pueden conversar con miles de personas a través de las redes sociales. Son formas que superan el viejo método: generar una carta astral requería una serie de conversiones y cálculos bizantinos y al menos dos libros esotéricos de referencia.

En otras palabras, para hacerlo a mano, se necesita un experto.

The New York Times 

Por ejemplo, para calcular la carta natal o astral de una persona, la cual se utiliza para evaluar la personalidad, los patrones psicológicos y el rumbo de la vida, lo primero que se debe hacer es identificar la alineación precisa de los planetas en el cielo en el momento del nacimiento de esa persona, lo cual está relacionado con la ubicación exacta donde ocurrió el parto.

Después se hace una referencia cruzada de esta información con las doce casas astrológicas —divisiones fijas y conceptuales de la esfera celeste, cada una de las cuales gobierna un área específica de la vida (por ejemplo, el subconsciente, el matrimonio y las relaciones)— y los doce signos del Zodiaco, los cuales están en constante movimiento a través de las casas y corresponden al cielo como se ve desde la Tierra, nuestro hogar físico.

En la lectura total de una carta astral se explican todas estas variables, así como los ángulos exactos que cada cuerpo celeste crea con otros en el cielo para producir resultados personalizados. Esta parte es tan “real” en términos objetivos como cualquier otro concepto relacionado con el tiempo en la Tierra: implica la aplicación de fórmulas matemáticas invariables a datos históricos finitos.

La siguiente parte —la interpretación de esos resultados— es donde los astrólogos se sumergen en el terreno de lo que ellos llaman inferencia o intuición (aquello que los no creyentes califican como vínculos aleatorios que fueron memorizados).

La interpretación es una de las muchas habilidades que pone a prueba el CAP del ISAR. Incluye un ensayo y alrededor de seiscientas preguntas de opción múltiple, de verdadero o falso y de respuesta corta, las cuales cubren cálculos de cartas, historia de la astrología, astronomía básica aplicada a la astrología y habilidades predictivas.

Entre las preguntas están: ¿Cuál es la mayor distancia entre el Sol y el ecuador celeste? ¿Cuál es el armónico de un aspecto quintil, y cuántos grados tiene? Y ¿con qué frecuencia Mercurio y Venus están en conjunción de un trígono? (¡Es una pregunta capciosa! Un trígono es un ángulo de 120 grados entre dos planetas, lo cual aparentemente nunca sucede entre Mercurio y Venus).

“Debido a que la gente suele considerar la astrología como mística y mágica, tal vez un poco inventada, pensé que tener un certificado demostraría compromiso y diligencia”, dijo Debbie Stapleton, estilista. Stapleton, una capricornio típica: muy trabajadora, había viajado a Chicago desde Canadá para hacer el examen.

Stapleton dijo sobre obtener la certificación: “Me dará la confianza profesional para seguir en este camino una vez que fui evaluada por los más experimentados de esta comunidad, mis pares, y al saber que hay estos estándares”.

El examen de mayo se realizó durante el Congreso de Astrología Unida (UAC), un gran evento astrológico para entablar contactos que se ha celebrado una vez cada cuatro o seis años desde 1986 —todavía no queda claro quiénes deciden exactamente cuándo será cuatrienal o sexenal, ni cómo lo deciden—. El congreso de este año tuvo la mayor concurrencia de la historia: atrajo a 1500 astrólogos, quienes pasaron la semana en páneles como “Cómo trabajar con la Luna”, “Eclipses: Portales del destino” y “La astrología de una nueva visión sobre el capitalismo”.

Los astrólogos asistieron para compartir sus investigaciones y conocer a los iconos del campo. Sí, es posible que también hayan ido para comprar cristales y caftanes psicodélicos, pero muchos aseguraron que estaban muy comprometidos con hacer que se reconozca a la astrología como una profesión legítima. La certificación astrológica es una parte crucial de este objetivo; a lo largo del fin de semana, un puñado de personas la comparó con aprobar el examen para ingresar a un colegio de abogados o para obtener la acreditación de terapeuta.

“Es bueno que tengamos este nivel de aprendizaje. Es muy pero muy bueno”, opinó Shelley Ackerman, la vocera oficial de la UAC y libra (diplomática).

“No garantiza la perfección absoluta en el campo, pero es cierto que elimina y aborda muchos contratiempos que pueden presentarse si no tienes la formación”, añadió. “Podemos decir cosas que inspiren a las personas pero, si no somos cuidadosos, podemos decir cosas que las aterroricen, las dañen y las aíslen”. (El ISAR prohíbe exprofeso que los miembros hagan predicciones aterradoras o extremas, como profecías sobre muertes u otras calamidades, aun si pueden verlas con claridad en la carta de alguien).

El examen de certificación astrológica del ISAR no es el único; hay otras organizaciones metafísicas con programas propios de certificación. Sin embargo, el CAP del ISAR destaca en la comunidad astrológica por el énfasis marcado que pone en la forma apropiada de dar orientación a los clientes. Además de la prueba escrita, con una dificultad desconcertante (tiene 446 preguntas más que el examen “no metafísico” de ingreso a licenciatura en Estados Unidos), los estudiantes también deben tomar un curso de ética y capacitación de habilidades de orientación que dura dos días y medio, lo cual culmina en un segundo examen (por fortuna, uno mucho más breve).

“En resumidas cuentas, la astrología no es para gente impaciente o que teme a los retos”, expresó Ackerman. “Te deben encantar los rompecabezas, las matemáticas, los mitos y la complejidad de la vida. No puedes tener prisa y ser un buen astrólogo”.

“No es para tontos”, remató.

Fonte: The New York Times
Por: Callie Beusman
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Os efeitos psicológicos das eleições, segundo 3 especialistas

Muitas pessoas relatam desgastes em relações familiares e com amigos por conta de divergências políticas. Passada a eleição, é possível refazer as relações? Ou o que vivemos hoje está deixando cicatrizes mais profundas?

REDES SOCIAIS REGISTRAM MUITOS RELATOS DE ROMPIMENTO DE AMIZADES E DESGASTES NA FAMÍLIA POR CAUSA DE POSIÇÕES E APOIOS POLÍTICOS

Os efeitos psicológicos das eleições, segundo 3 especialistas 

Estados de espírito provocados por um embate político marcado por agressividade e intransigência vão do desamparo ao ódio, dizem psicólogos

No primeiro turno das eleições de 2018, sobraram discursos agressivos e posturas inflexíveis nos ambientes real e virtual. Todo o processo eleitoral foi marcado por episódios de embate, ânimos exaltados e até de violência – dos tiros à caravana do PT que acompanhava Luiz Inácio Lula da Silva, em março de 2018, até o atentado contra Jair Bolsonaro, candidato pelo PSL, em Juiz de Fora (MG), em setembro.

A julgar pelos muitos comentários em redes sociais, esse tem sido também um período de medo e angústia diante de algumas possibilidades de resultados, sentimentos explorados por diversos candidatos em suas propagandas.
Há muitos relatos de rompimento de amizades e desgastes na família por causa de posições e apoios políticos. Segundo uma pesquisa Datafolha realizada em 2 de outubro de 2018, o clima pouco amistoso e a situação do país provocam raiva e tristeza, compartilhadas por mais de 65% dos eleitores brasileiros.
O Nexo conversou com três especialistas sobre o estado de espírito do brasileiro pós-primeiro turno.
Ivan Estevão: professor de psicologia da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH/USP Leste) e do Instituto de Psicologia da USP
Ângela Soligo: presidente da Abep (Associação Brasileira de Ensino de Psicologia)
Helio Roberto Deliberador: professor da Faculdade de Psicologia da PUC-SP
Quais os efeitos colaterais psicológicos de se acompanhar uma eleição como a que estamos tendo, tensa e polarizada? 
IVAN ESTEVÃO
Ao que tudo indica, essa eleição se dá numa circunstância de mudança no modo de funcionamento de algumas formas da sociabilidade. Minha suspeita é que a própria democracia está mudando de forma no país. E isso implica a alteração de uma série de regras que a gente tomava como dadas. Quando isso acontece, costuma haver dois efeitos, um pouco interligados: esse efeito desamparador onde eu não sei nem mais dizer o que está acontecendo, não consigo mais me apoiar nas regras antigas e isso produz efeitos sobre aquilo que me determinava, como eu sou, como funciono, porque antes eu funcionava a partir de regras que agora não valem mais. A consequência é que isso vai produzir angústia, o que eu vi bastante ontem, de um lado. Um dos efeitos que chegam para tentar amenizar essa angústia são certezas, o que é curioso. Então a certeza, que vem de vários lugares, que vem de um passado, um passado onde as coisas eram melhores, é onde vou me fiar, então a gente ouve bastante esse discurso. Ou certeza que diz respeito a como as coisas têm de ser; se não for assim, tudo está errado. As pessoas, de um lado angustiadas, de outro presas absolutamente nas suas certezas nos mais variados grupos, das mais variadas ideias.
ÂNGELA SOLIGO
Primeiro, o aumento e a exacerbação das atitudes extremadas, ou totalmente contra ou a favor, sem ponderar, refletir, sobre o significado dessas atitudes e das ideias que elas carregam. A consequência é o fanatismo, e o fanatismo em geral é obscurantista, ele impede que as pessoas reflitam sobre sentimentos, ideias ou ações. Num momento de polarização, o pensamento fica comprometido. O que vem à frente são fortes emoções, as crenças acima de tudo e o desprezo pelo pensar. Estamos vendo isso agora. É a impossibilidade do diálogo. O que fica marcado é o sentimento do ódio. Ele se tornou a marca de muitos discursos. Odiar nessas circunstâncias é abrir mão da racionalidade. Outro sentimento que vai marcar é o de impotência e desesperança. Há pessoas que olham para o que está acontecendo e sentem que não podem fazer nada. Como se tudo fosse mais forte que elas, daí o sentimento que vem junto é a desesperança. Não posso fazer nada, quero ir embora.
HELIO DELIBERADOR
As pessoas ficam mais tensas com a eleição, isso está acentuado. É uma carga emocional grande. Se acentua na medida em que há uma polarização muito forte e tudo funciona pela paixão e não pela razão. Aumenta a ansiedade e um processo de uma adesão mais emocional. Não há muita escuta, o que dificulta um processo mais racional, de análise das propostas e de ver quem seria a melhor solução para as grandes questões do Brasil. Há um desejo meio contraditório de renovação dos quadros nacionais.
 
Muitas pessoas relatam desgastes em relações familiares e com amigos por conta de divergências políticas. Passada a eleição, é possível refazer as relações? Ou o que vivemos hoje está deixando cicatrizes mais profundas? 
IVAN ESTEVÃO 
Não dá para generalizar, mas esse tipo de circunstância não é incomum. Na adolescência encontramos muitas circunstâncias assim. Se há uma situação em que as regras estão sendo postas em suspenso e produzem essa divergência, vai haver um rearranjo, uma certa cristalização, não vai durar pra sempre. Nesse rearranjo, é possível que certas famílias se rearranjem de um jeito onde não necessariamente o pai ou os filhos mudem de opinião política, mas onde se cria um universo de socialização possível. O que acontece nas famílias o tempo inteiro é que as relações são ambivalentes, ambíguas, pode-se dizer que uma mãe ame incondicionalmente seu filho mas a experiência mostra que não é isso, há amor e ódio. Aliás, outro efeito colateral é o surgimento dos ódios. É um dos afetos produzidos pela certeza. A certeza me garante uma certa unidade do que eu sou; o ódio produz esse afastamento do outro que me invade, que desmonta minha unidade. É bem possível que em várias famílias você tenha um campo já cristalizado em que o ódio se ameniza. Isso acontece independentemente do momento político. A gente já viu famílias com divergências políticas, de trabalho, de gênero, de sexualidade, o filho gay que é mandando embora. No filho gay, aparece muito da ambivalência, não é que o pai ou a mãe deixaram de amar aquele filho. no entanto se torna insuportável que seja assim. Nada impede que essas coisas sejam restabelecidas.
ÂNGELA SOLIGO
Quando as divergências se tratam de visões da política, diferenças partidárias, as rupturas não são nem rupturas, são ranhuras nas relações familiares, não são profundas e são recuperadas com o tempo. Há diferenças que se colocam hoje que estão mais profundas, que têm a ver com uma visão de humanidade, de direitos em relação à integridade dessa humanidade. Então, por exemplo, se você tem um parente que defende o extermínio de pessoas e que, passado esse vulcão eleitoral, ele continua defendo isso, acreditando nisso, você vai conseguir conviver com ele? Então há ranhuras que você consegue reconstruir, mas há coisas que não serão fáceis. Tem coisas que tocam na humanidade e que acreditamos ser direito nosso e do outro como seres humanos. Isso ficou evidente agora, estamos diante de um novo fascismo e isso produz rupturas difíceis de reconstruir. Teremos de fazer um empenho para trazer essas pessoas para uma racionalidade humana.
HELIO DELIBERADOR
Acho que está sim deixando cicatrizes mais profundas que fazem com que haja rupturas mais profundas em relações familiares por razões políticas. Está muito polarizado e, de cada lado, são ditas coisas muito ofensivas e isso deixa marcas mais profundas. Assim, fica mais difícil reatar depois.
 
Muitas pessoas estão relatando uma sensação de medo pelo futuro, ou do que pode acontecer se esse ou aquele outro candidato entrar. Como este tipo de medo, não de algo localizado, mas de uma conjuntura mais ampla, afeta as pessoas?
IVAN ESTEVÃO 
O medo vem da mesma sequência. Se tem uma alteração de toda uma série de regras, de como funciona a democracia, você encontra argumento para sustentar qualquer posição. Tem coisas que não dava para imaginar antes: um cara como o [Marcelo] Odebrecht ficar dois anos preso é realmente impressionante. Algo aí mudou de fato. A gente está sempre atrás de produzir sentido, regra, que amenize a angústia de ter que lidar com a contingência. Nessa circunstância, tudo começa a desmontar e o que vem é angústia e medo. Quando tem um efeito com esse, o que surge é um vazio, os pontos aos quais a gente se liga já não servem mais para que a gente possa pensar a realidade. O que vem então é da ordem da fantasia. Em geral, as fantasias são paranoicas, assustadoras, que dizem respeito à nossa própria agressividade e à agressividade alheia. E não importa o lado. Em 2002, dizia-se sobre o PT que iam invadir sua casa. O medo é um jeito de tentar estabelecer um ponto ao qual eu me fio para tentar amenizar de alguma forma a angústia. A hora em que determino qual é o objeto, o que me causa medo, de alguma forma tenho controle sobre ele. Isso ameniza a angústia. Quando não sei o que vem pela frente é angústia, pavor, terror, pânico.
ÂNGELA SOLIGO
Este é um medo concreto, real. Ele tem história. Quando as pessoas falam que têm medo elas se reportam a alguma coisa, mesmo que seja uma informação descabida. Quando se fala em medo que o país vire uma Venezuela, as pessoas se apoiam em uma ideia do que acontece naquele país. Mesmo que o PT tenha ficado 15 anos no poder já e o Brasil não tenha virado uma Venezuela , a que esse medo se relaciona? Se relaciona mais a uma imagem do que a uma realidade. Por outro lado, tem o outro medo que é de um discurso excludente, sectarista, dirigido a grupos sociais como negros, mulheres e homossexuais, que traz de volta a ideia de ditadura, e ele é apavorante.
HELIO DELIBERADOR
Isso leva a um processo de fragilização das pessoas, você funcionar por medo é muito complicado. De fato, acho que há certos medos que podemos crescer e a gente ter processos que foram muito negativos para a sociedade brasileira. [Era a época] quando a política estava associada ao medo, porque isso significa a ruptura dos processos democráticos,. Isso não é um sentimento que devia mover as pessoas, mas está acontecendo. Tem um certo sentimento envolvendo o medo nessa luta de opostos que será o enfrentamento do segundo turno em muitos espaços.
Fonte: Nexo Jornal
Por: Camilo Rocha
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Atalhos para memória com uma pequena ajuda de amigos

Los humanos hemos utilizado este tipo de extensiones mentales desde siempre. La transmisión de información de mente a mente de forma oral era la norma mucho antes de que naciera la escritura. Somos animales sociales y formamos redes sociales desde mucho antes de que existieran las virtuales. Estamos acostumbrados a depender tanto unos de otros para guardar información como para todo lo demás. Así que recordar quién dijo qué o quién sabe qué resulta natural.

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Tim Enthoven

          Atajos para la memoria, con un poco de ayuda de tus amigos

A mi madre le gusta decir: “Siempre recuérdalo todo”.

Por supuesto, como ella sabe, es imposible, incluso con técnicas avanzadas de memoria. Por eso tomamos notas y usamos calendarios. Son componentes de nuestra memoria externa, que son parte de nuestra mente expandida.

El hecho de que tu mente no esté completamente confinada a tu cráneo puede ser una idea difícil de asimilar. En un trascendental artículo, los filósofos Andy Clark y David Chalmers defendieron la idea de que algunas funciones que logramos llevar a cabo con otros objetos deberían ser consideradas como equivalentes a los pensamientos que ocurren en nuestros cerebros. Utilizar lápiz y papel para ayudarnos a hacer un cálculo es un ejemplo. Mucha gente —me incluyo— manipulamos palabras en una página (o el equivalente digital) para dilucidar cómo pensamos un asunto o para darle forma a un argumento.

No existe ninguna diferencia entre el hecho de que los canales de comunicación entre el papel (o la pantalla) y el cerebro involucren la visión y el movimiento de los dedos en lugar de que solo se enciendan las neuronas, según defienden Clark y Chalmers. El resultado final es el mismo que si hubiéramos hecho todos los cálculos o escrito todo el ensayo tan solo en nuestra cabeza.

“Lo que importa no es dónde se codifica la información, ni en qué medio, sino los usos que puede tener en el momento”, dijo Clark. Trabajar en una computadora ofrece una analogía. “No importa en realidad si una porción de la información se guarda en tu disco duro o en la nube, siempre y cuando esté disponible cuando lo necesites”.

Esto nos conduce a la extensión de la memoria, que es más claro y simple. Para mejorar la memoria biológica, todo el mundo consulta materiales y fuentes externas. Tomamos fotografías –que después volvemos a ver— para tener recuerdos de las vacaciones, bodas y otros sucesos. Guardamos en la memoria lo que nos vamos a poner mañana cuando sacamos nuestra ropa la noche anterior. Hacemos listas para ir al supermercado.

Podrías decir que las cosas en las que esta información se guarda –esas fotografías, el lugar donde pusimos la ropa, un pedazo de papel— no se parecen a la mente. Quizá bajo ese fundamento te opones a decir que lo que nos transmiten sean “recuerdos”. Quizá solo las mentes pueden recordar cosas y el resto son simplemente apoyos para recordar.

Sin embargo, este argumento se desmorona cuando consideramos la gran cantidad de información que no guardamos en la cabeza pero que podemos recuperar fácil y confiablemente de otro lado. Por ejemplo, quizá no sabemos y nunca retendremos en la memoria todo el elenco de Game of Thrones, pero sabemos dónde podemos encontrarlo. No necesitamos encomendárselo a nuestra memoria (biológica) porque siempre podemos buscarlo.

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Tim Enthoven

Cuando lo hacemos, no estamos utilizando la fuente de información para recordarnos lo que ya tenemos guardado en la memoria. La información no está ahí y quizá nunca lo esté. Aún así, como si lo estuviera, podemos rescatarla siempre que nos plazca por otros medios. Eso es la memoria extendida.

Estamos tan acostumbrados a depender de la memoria extendida en nuestros teléfonos inteligentes que guardamos menos en nuestra cabeza de lo que haríamos en otra circunstancia. Un estudio mostró que somos menos capaces de recordar información que creemos poder buscar en internet —y en lugar de eso recordamos mucho mejor cómo podemos encontrarlo en línea—.

Otro estudio descubrió que la gente que tomó fotografías de las pinturas en un museo fue menos capaz de recordar las obras y sus ubicaciones que aquellos que visitaron el museo sin sacar fotografías. Aquellos de nosotros que somos lo suficientemente viejos para recordar el mundo sin celulares inteligentes solíamos memorizar números telefónicos importantes. Pocos ahora lo hacemos o ni siquiera lo intentamos. Podríamos, pero ¿para qué molestarse?

Existe otro tipo de memoria extendida que es incluso más parecida a la mente. De manera rutinaria extendemos nuestra memoria al utilizar la de otras personas y la nuestra sirve como memoria extendida para otros. Cualquiera que tenga hijos está constantemente recordando cosas para ellos: a qué hora necesitan llegar al entrenamiento de fútbol, dónde es y qué necesitan llevar. Mis hijos ahora se saben el nombre de otros niños y de sus padres, y así constituyen una fuente a la que recurro con regularidad en reuniones sociales porque casi siempre olvido –o nunca me aprendo— sus nombres.

Poner atención a este tipo de memoria extendida tiene valor profesional. Hace algunos años, el exceso de trabajo comenzó a tener un efecto negativo en mi capacidad para recordar información importante. Utilizar algunos trucos mentales me ayudaba, pero de cualquier manera no podía estar al corriente.

Así que cambié de estrategia. Me di cuenta de que era redundante recordar algunas cosas que otros ya sabían, y me rendí. En lugar de eso, hice un esfuerzo en tener un registro de las áreas en las que mis colegas eran expertos. Si tenían la información guardada en sus mentes y si podía tener acceso a su conocimiento de manera sencilla –por ejemplo, con un correo electrónico breve o incluso un tuit— no había necesidad de que yo recordara esa información.

Por ejemplo, si requiero saber qué estudios sobre nutrición son confiables, puedo simplemente preguntarle a mi colega Aaron Carrol, quien acaba de escribir un libro sobre el tema.

Sin embargo, ¿qué pasa si me topo con otro colega que está utilizando la misma táctica y los dos pensamos que el otro es el que está guardando la información? Cuando presiento que ese puede ser el caso, pregunto: “¿Me toca acordarme de esto en tu lugar?”. Eso lo resuelve. De hecho, suelo finalizar muchas de mis reuniones o intercambios de correo electrónico laborales de esta manera. Una vez que un plan de acción o la solución a un problema se establece, me aseguro de que quede claro quién es responsable de que cierta información crucial no se pierda.

En casa, mi esposa y yo somos explícitos sobre quién es responsable del seguimiento de la diversidad de necesidades asociadas con las actividades escolares y extracurriculares de nuestros hijos. Lo que sea que esté en sus manos (es decir, en su cabeza), yo lo elimino de mi mente. Lo que sea que esté en la mía, ¡más me vale recordarlo!

Los humanos hemos utilizado este tipo de extensiones mentales desde siempre. La transmisión de información de mente a mente de forma oral era la norma mucho antes de que naciera la escritura. Somos animales sociales y formamos redes sociales desde mucho antes de que existieran las virtuales. Estamos acostumbrados a depender tanto unos de otros para guardar información como para todo lo demás. Así que recordar quién dijo qué o quién sabe qué resulta natural.

Aprovechar esto estratégicamente para guardar y recuperar de la mente de otras personas recuerdos no es un gran paso. Te libera de tratar de hacer lo que de todos modos no puedes: siempre recordarlo todo.

Fonte: New York Times
Por: Austin Frakt
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Por que alguns são amigos próximos e outros são só conhecidos?

Si necesitas mover muebles, dice el dicho, llama a un amigo; si requieres mover un cadáver, contacta a un buen amigo. Y es que, si ponemos de lado escrúpulos morales, ese buen amigo sin duda estará de acuerdo en que la víctima era un patán intolerable que se lo merecía y, caray, no debiste hacerlo, pero ¿dónde guardas las palas?

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Keith Negley

       En las mejores amistades se comparten hasta las ondas cerebrales

Desde hace tiempo, los investigadores saben que elegimos amigos que son muy parecidos a nosotros en una amplia gama de características: edad, religión, nivel socioeconómico, educativo, preferencias políticas, grado de pulcritud e, incluso, la fuerza de agarre al dar la mano. El impulso hacia la homofilia —es decir, a vincularnos con quienes son, en la medida de lo posible, lo menos diferentes a nosotros— ha sido hallado por igual entre grupos de cazadores y recolectores que en sociedades capitalistas más modernas.

Según nuevas investigaciones, las raíces de la amistad se extienden incluso más profundo de lo que se sospechaba. Los científicos han descubierto que los cerebros de los amigos cercanos responden de maneras sorprendentemente similares al observar videos cortos: los mismos reflujos y oleadas de atención y distracción, el mismo punto máximo de procesamiento de la recompensa por aquí y las mismas alertas de aburrimiento por allá.

Se comprobó que los patrones de respuesta neuronal evocados por los videos —sobre temas tan diversos como los peligros del fútbol americano colegial, cómo se comportan gotas de agua en el espacio exterior y Liam Neeson tratando de hacer comedia de improvisación— coincidían tanto entre amigos, comparados con patrones entre personas que no lo eran, que los investigadores podían predecir qué tan fuerte era el vínculo social entre dos personas únicamente con base en sus lecturas cerebrales.

“Me sorprendió la excepcional magnitud de la similitud entre amigos”, comentó Carolyn Parkinson, científica cognitiva de la Universidad de California en Los Ángeles. Los resultados “fueron más convincentes de lo que había imaginado”. Parkinson y sus colegas, Thalia Wheatley y Adam M. Kleinbaum, de Dartmouth College, dieron a conocer sus resultados en la revista Nature Communications.

Los hallazgos ofrecen evidencia prometedora para sustentar la vaga idea que tenemos acerca de que la amistad es más que intereses compartidos o de tener ciertas coincidencias en nuestros perfiles de Facebook. Se trata de lo que denominamos buena química.

“Nuestros resultados sugieren que los amigos son similares en cuanto a la forma en que ponen atención y procesan el mundo que los rodea”, explicó Parkinson. “Ese procesamiento compartido podría hacer que la gente se vincule más fácilmente y tenga el tipo de interacción social sin roces que puede ser tan gratificante”.

El nuevo estudio es parte del auge del interés científico en la naturaleza, la estructura y la evolución de la amistad. Detrás del entusiasmo hay una montaña virtual de evidencia demográfica que muestra que la carencia de amigos puede ser sumamente dañina; cobra un precio físico y emocional comparable con el de factores de riesgo más conocidos como la obesidad, la hipertensión, el desempleo, la falta de ejercicio y el tabaquismo.

Los científicos quieren saber exactamente qué hace a la amistad tan saludable y al aislamiento tan nocivo, y están recabando pistas provocadoras, aunque no necesariamente definitivas.

Nicholas Christakis, autor de Connected: The Power of Our Social Networks and How They Shape Our World y biosociólogo de la Universidad de Yale, y sus colegas demostraron recientemente que la gente que tiene fuertes vínculos sociales tiene, en comparación, bajas concentraciones de fibrinógeno, una proteína asociada con el tipo de inflamación crónica que se cree origina muchas enfermedades. Sigue siendo una incógnita por qué la sociabilidad podría ayudar a bloquear la inflamación.

Los investigadores también se han mostrado intrigados por las evidencias de amistad entre los animales y no solamente en aquellos conocidos por su sociabilidad, como los primates, los delfines y los elefantes.

Gerald G. Carter, del Instituto Smithsonian de Investigaciones Tropicales, en Panamá, y sus colegas reportaron el año pasado que los murciélagos vampiro hembra cultivan relaciones estrechas con otras hembras con las que no tienen parentesco y comparten dosis de sangre con ellas en tiempos difíciles, un acto que les salva la vida a estos animales, que no pueden pasar más de un día sin alimento.

No obstante, si se trata de la profundidad y complejidad de los vínculos, los humanos no tienen igual. Parkinson y sus colegas habían demostrado previamente que la gente tiene un entendimiento automático y profundo de cómo encajan los actores en su esfera social, y los científicos querían saber por qué algunos integrantes de una red son amigos cercanos y otros son solo conocidos.

Por eso decidieron explorar las reacciones neurales a los estímulos cotidianos y naturales. En estos días, eso significa ver videos.

Los investigadores comenzaron con una red social definida: una generación de 279 estudiantes universitarios en una universidad que el estudio no nombra, pero los neurocientíficos reconocen fue la Escuela de Negocios de Dartmouth. A los estudiantes, que se conocían entre sí y en muchos casos compartían dormitorios, se les pidió que llenaran cuestionarios. ¿Con cuáles de sus compañeros de estudio socializaban (compartían alimentos, iban al cine, invitaban a sus casas)? A partir de esa encuesta, los investigadores hicieron un mapeo de una red social con distintos grados de conexión: amigos, amigos de amigos, amigos en tercer grado.

Después se les pidió que participaran en un escaneo cerebral; 42 de ellos aceptaron. Mientras un dispositivo de resonancia magnética funcional rastreaba el flujo sanguíneo en sus cerebros, los estudiantes observaron una serie de videos de varias extensiones, una experiencia que Parkinson comparó con ver distintos canales de televisión cuando alguien más tiene en sus manos el control remoto.

Al analizar los escaneos de los estudiantes, Parkinson y sus colegas encontraron fuertes concordancias entre los patrones de flujo sanguíneo —una medida de actividad neural— y el grado de amistad entre los participantes, incluso después de controlar otros factores que podrían explicar similitudes en las respuestas neuronales, como la etnicidad, la religión o el ingreso familiar.

Los investigadores identificaron patrones particularmente reveladores de concordancia entre amigos en zonas como el núcleo accumbens, que es clave para procesar la recompensa y la motivación, y el lóbulo parietal superior, donde se decide cómo distribuir la atención que se presta al entorno externo.

Con ayuda de los resultados, los investigadores pudieron crear un algoritmo de computadora para predecir, según una tasa muy por encima de la casualidad, la distancia social entre dos personas con base en la similitud relativa de sus patrones de respuesta neuronales.

Parkinson enfatizó que el estudio era un “primer paso, una prueba de concepto” y que ella y sus colegas todavía no saben qué significan los patrones de respuesta neuronal: qué actitudes, opiniones, impulsos o jugueteo mental derivado del ocio podrían estar detectando los escaneos.

Ahora planean hacer el experimento a la inversa: escanear a estudiantes que todavía no se conocen y ver si los que tienen patrones neuronales más coincidentes acaban volviéndose buenos amigos.

“Me parece que es un artículo increíblemente ingenioso”, comentó Christakis, biosociólogo de la Universidad de Yale. “Sugiere que los amigos se parecen no solo de manera superficial, sino también en su estructura cerebral”.

Fonte: New York Times
Por: Natalie Angier
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O Facebook só não sabe o que você está pensando agora…

Facebook también tiene los datos de todos mis contactos y hasta el número con el que puedo abrir a distancia la puerta del edificio de apartamentos en el que vivo. La red social hasta mantiene un registro de unas cien personas a las que eliminé como amigos en los últimos catorce años… incluidas mis exparejas.

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Ainara Tiefenthäler, Robin Stein y Kevin Roose

                          Esto es todo lo que Facebook guarda sobre ti

Cuando descargué una copia de los datos de mi cuenta de Facebook, nunca esperé ver tanto. Mi perfil no es muy abarcador; prácticamente no publico en el sitio ni le doy clic a los anuncios. (Podría decirse que soy un participante silencioso).

Sin embargo, cuando abrí el archivo, fue como destapar una caja de Pandora.

Con unos clics descubrí que alrededor de 500 anunciantes –muchos de los cuales no sabía absolutamente nada, como Bad Dad (tienda de partes de motocicletas) o Space Jesus (una banda de música electrónica)– tenían mi información de contacto; eso incluye mi correo electrónico, número telefónico y nombre completo. Facebook también tiene los datos de todos mis contactos y hasta el número con el que puedo abrir a distancia la puerta del edificio de apartamentos en el que vivo. La red social hasta mantiene un registro de unas cien personas a las que eliminé como amigos en los últimos catorce años… incluidas mis exparejas.

Hay tantas cosas que Facebook sabe sobre mí; más de lo que yo querría descubrir que sabe. Al revisar todo lo que la empresa de Silicon Valley ha obtenido de mi propia cuenta, decidí entender mejor cómo y por qué mis datos fueron recopilados y guardados. También quise descubrir qué tantos de esos datos pueden ser borrados.

Durante la reciente comparecencia de Mark Zuckerberg ante el Congreso de Estados Unidos, el director ejecutivo de la red social dijo que Facebook tiene una herramienta para descargar tus datos que “permite a las personas ver y sacar toda la información que han metido a Facebook”.

Eso es una ligera exageración: buena parte de la información básica, como mi cumpleaños, no pudo ser borrada. Lo que es más, los pedazos de data recopilada que se me hicieron extremos, como el registro de personas a quienes borré de mi lista de amigos, tampoco pueden ser eliminados.

“No borran nada, y esa es su política general”, dijo Gabriel Weinberg, fundador de DuckDuckGo, que ofrece herramientas de privacidad en línea. Añadió que los datos son guardados para ayudar a las marcas a ofertar anuncios relativamente personalizados.

Beth Gautier, portavoz de Facebook, dijo: “Cuando borras algo, lo retiramos para que no sea visible o accesible en Facebook”. Agregó: “También puedes eliminar tu cuenta cuando quieras. Puede que tarden noventa días en borrarse todas las copias de la información en nuestros servidores”.

Recomiendo ampliamente revisar todos los archivos de tu Facebook si te importa cómo se guarda y utiliza tu información personal. Esto es lo que yo aprendí.

Facebook guarda más de lo que pensamos

Cuando descargas una copia de tus datos, obtienes una carpeta que tiene varios archivos y subcarpetas. La más importante es la que se llama “Índice”, o Index; básicamente contiene todos los datos en bruto de tu cuenta y ahí puedes revisar tu perfil, tu lista de amistades, la sección de Noticias y los mensajes, además de otras herramientas.

Algo que me sorprendió del Índice es una sección llamada Información de Contactos. Ahí estaban los 764 nombres y números telefónicos de todas las personas que tengo guardadas en mi iPhone. Al mirar más de cerca, me di cuenta de que Facebook había guardado toda esta información porque la di de alta cuando comencé a utilizar la aplicación de mensajería, Facebook Messenger.

Eso me preocupó. Esperaba que Messenger utilizara mi lista de contactos para encontrar a otras personas que ya utilizaban la aplicación para que las pudiera contactar más fácilmente y se quedara con la información de contacto respectiva únicamente en los casos de personas que ya usaban Messenger. Pero Facebook guardó la lista entera, incluidos los datos de mi mecánico, una pizzería y el botón para la puerta de mi edificio.

Eso me parece innecesario, aunque Facebook argumenta que guarda tus contactos telefónicos para mantener esa información sincronizada con la lista de contactos de Messenger y para encontrar a personas que recién se unieron al servicio de mensajería. Opté por quitar la opción de sincronizar y eliminé todas las carpetas con mis contactos telefónicos.

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Ainara Tiefenthäler, Robin Stein y Kevin Roose

Mis datos de Facebook también revelan lo poco que olvida la red social. Por ejemplo, además de registrar la fecha exacta en la que me registré, en 2004, había datos de cuando desactivé mi cuenta en octubre de 2010 y la volví a dar de alta cuatro días después; ni yo recuerdo haberlo hecho.

Facebook también tiene un registro de todas las veces que abrí la red en los últimos dos años, según desde qué aparato y explorador web lo hice. En algunos de los días en el historial también hay registro de mi ubicación, como cuando estuve hospitalizado hace dos años o cuando visité Tokio el año pasado.

La red social tiene estos datos como medida de seguridad para registrar ingresos sospechosos desde aparatos o ubicaciones desconocidas, como cuando los bancos te envían una alerta de posible fraude si se usa tu tarjeta de crédito en un lugar que levante focos rojos. Esta práctica me parece razonable, entonces no intenté borrar la información.

Lo que sí me alertó fueron los datos que había eliminado de manera explícita y que pese a ello seguían ahí. En mi lista de amistades, Facebook tiene un listado de amigos eliminados, con las 112 personas a las que borré junto con la fecha en la que le di clic a “Eliminar”. ¿Por qué querría Facebook recordar a las personas a las que yo borré de mi vida?

La explicación de la empresa me dejó insatisfecho. La compañía dijo que podría utilizar esa lista para que esas personas no aparezcan en mi sección de Noticias cuando Facebook te muestra “Un día como hoy”, publicaciones en las que retoma memorias de años anteriores. Prefiero tener la opción de borrar para siempre la lista de amigos eliminados.

Los anunciantes lo ven todo

Lo que Facebook guardó sobre mí no es ni remotamente tan espeluznante como la cantidad de anunciantes que tienen mi información en sus bases de datos. Esto lo descubrí al darle clic a la sección de anuncios en mi archivo de Facebook, con lo que accedí a un historial de todos los anuncios a los que les di clic mientras estaba usando la red social.

Más abajo, hay una sección llamada “Anunciantes con tu información de contacto”, seguida de una lista de alrededor de 500 marcas; nunca había interactuado con la mayoría de ellas. Algunas sonaban sospechosas: una de ellas se llama “Microphone Check”, o “Prueba de micrófono”, aunque resultó ser un programa de radio. Otras marcas eran más conocidas, como Victoria’s Secret o AARP, la asociación estadounidense para personas de edad avanzada.

Facebook dijo que podrían aparecer anunciantes desconocidos en la lista porque habrían obtenido mi información de contacto de algún otro lado, después habrían sumado esta a una lista de personas a las que querían llegar y habrían subido tal lista a Facebook. Las marcas pueden subir sus listas de clientes con una herramienta llamada “Audiencias personalizadas“, que las ayuda a encontrar los perfiles de esos clientes para mostrarles anuncios.

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Facebook lleva un registro de todos los anuncios a los que les diste clic y de anunciantes que tienen tu información de contacto.

Las marcas pueden obtener tu información de varias maneras, entre ellas:

• Comprarla de proveedores de datos como Acxiom, que tiene una de las bases de datos comerciales sobre consumidores más grandes del mundo. Las marcas pueden comprar sets de datos como el contacto de personas de cierto sector demográfico y luego usar esa información para darles anuncios personalizados, según Michael Priem, director ejecutivo de Modern Impact, una empresa de mercadotecnia con sede en Mineápolis.

En marzo, Facebook anunció que limitaría la práctica de permitirle a los anunciantes poner anuncios a partir de información de teceros como Acxiom.

• Utilizar tecnologías de rastreo como cookies y pixeles invisibles que se cargan en tu explorador web para recoger información sobre tus actividades en estos. Hay muchos rastreadores en internet y Facebook ofrece diez distintos a las marcas para que puedan aprovechar tus datos, de acuerdo con Ghostery, que ofrece herramientas de privacidad para bloquear anuncios y rastreadores. Los anunciantes pueden tomar partes de los datos que recopilaron con rastreadores y subirlos a la herramienta de “Audiencias personalizadas” para mostrarte anuncios en Facebook.

• También hay maneras más sencillas. Alguien con quien compartiste tus datos podría dárselos a otra entidad. Por ejemplo, si tienes un programa de lealtad con tu tarjeta de crédito, esta quizá comparta tu información con una cadena hotelera y esta, a su vez, la usa para mostrarte anuncios en Facebook.

El punto es que incluso la información de un participante silencioso de Facebook como yo, que no le ha dado clic a prácticamente ningún anuncio digital, está expuesta a una cantidad enorme de anunciantes. Esto no fue completamente sorprendente, pero ver la lista de las marcas desconocidas que tienen mis datos fue como recibir un balde de agua fría que lo volvió realidad.

Intenté contactar a algunos de esos anunciantes, como el fabricante de juguetes Very Important Puppets, para preguntarles qué han hecho con mis datos. No respondieron.

Más allá de Facebook

Seamos claros: Facebook es apenas la punta del iceberg cuando se trata de qué información han juntado sobre mí las empresas de tecnología.

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El puesto de Google en el CES en Las Vegas, en enero de 2018 Jae C. Hong/Associated Press

A sabiendas de esto, también descargué copias de mis datos en Google. Los archivos de datos eran mucho mayores que los de Facebook. Tan solo el archivo de Google para mi cuenta de correo personal pesaba ocho gigabytes, comparable a la memoria necesaria para guardar dos mil horas de música. En comparación, mi archivo de Facebook era de unos 650 megabytes, alrededor de cien horas de música.

Lo que más me sorprendió es qué recopiló Google sobre mí: en un archivo llamado “Anuncios”, Google guardó un historial de todos los artículos noticiosos que he leído; desde una nota de Newsweek sobre empleados de Apple que se han estrellado contra muros de vidrio en sus nuevas oficinas hasta un artículo de The New York Times que presenta al editor de la columna de Modern Love.

En otra carpeta, titulada “Android”, Google tenía un registro de las aplicaciones que he abierto en un teléfono celular con ese sistema operativo desde 2015, con la fecha y hora en la que lo hice. Me pareció extremadamente detallado.

Google no respondió de manera inmediata a las solicitudes para hacer comentarios.

Algo que no me dejó tan mal sabor de boca fue el archivo de mis datos en LinkedIn. Pesa menos de un megabyte y tiene exactamente lo que esperaba: bases de datos con mis contactos en el servicio e información que sí había agregado a mi perfil.

Aunque eso fue poco alivio ante lo demás.

Les advierto: una vez que miras todos los datos que han sido recolectados sobre ti, no puedes obviar todo lo que viste.
Fonte: New York Times
Por: Brian X. Chen, é o principal reporter de tecnología de consumo e autor da coluna Tech Fix.
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O nível raso de reflexão leva a encenar a alegria e a encobrir a solidão

Nós, cobaias de um nível raso de reflexão, somos levados a trocar, compulsivamente, de objetos, roupas, companhias, empregos, de acordo com as flutuações da indústria do consumo.

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A geração Y e o tabu da morte

Quando o funcionário do cemitério nos informou que não havia quem carregasse o caixão de meu avô e eu, em silêncio, me vi segurando uma de suas quatro alças, percebi que não tinha mais volta: com exatos vinte anos, cruzei a linha da juventude e, à força, me tornei adulto.

A fila seguiu: não demorou para que a vida começasse a ser, de fato, uma sucessiva despedida daqueles que tanto amava. Assisti ao fim de minha avó materna, seu rosto calmo, frio – que bonita era ela! – e, mais recentemente, coube a mim reconhecer o corpo de meu outro avô, que, além de pai de meu pai, era também meu melhor amigo.

E foi, assim, agora com vinte e sete anos, sensibilizado e confrontado por questões que só morte de alguém querido pode trazer à mente, que me veio a curiosidade um tanto aflitiva: como a minha geração – a tal da Geração Y – irá lidar com o próprio envelhecimento e com a percepção incontornável, assombrosa, de que um dia, enfim, seremos velhos? Como uma juventude obcecada pela novidade vai encarar o seu próprio fim, seu prazo de validade?

Vamos aos poucos: faço parte um grupo de pessoas – e de uma bolha social – que veio ao mundo com a curiosa singularidade de ter vivido, na primeira infância, a transição concreta do analógico para o digital, mudança esta que as décadas anteriores vivenciaram somente como ensaio.

Para além dos discursos saudosistas de nossos pais – que, se são verdadeiros, são também fantasias de passado -, a prática nos colocou, dentre tantos outros, ao menos dois desafios ambivalentes.

Em primeiro lugar, com o advento da internet, vimos a completa reformulação dos conceitos de esfera pública e privada. Sem manual de instruções, nascemos como pessoas públicas, construindo nossas imagens na virtualidade de salas de bate-papo, ICQ, MSN e redes sociais. Se, por um lado, isso significou confinamento e individualização de experiências, não é menos verdade que reforçou também a louvável preocupação com questões de identidade.

Afinal, à medida que passamos a nos expor e a nos reconhecer dentre milhões de desconhecidos virtuais, questões que anteriormente eram tabus puderam ocupar a arena pública: dentro de uma bolha específica, ao menos, crescemos dispostos a afirmar ideais libertários, desafiar padrões de gênero e encontramos ambiente possível (mas nem por isso fácil) para defendê-los.

A segunda consequência desta virada geracional evidenciou o outro polo: nosso apreço cego à novidade e o consequente descarte de tudo o que é tido como velho e obsoleto. Em um nível raso de reflexão, esta configuração nos leva a trocar, compulsivamente, de objetos, roupas, companhias, empregos, de acordo com as flutuações da indústria do consumo.

Soterrado em uma camada mais profunda, no entanto, um eterno fantasma ganhou novos significados: como, insisto, lidaremos com o envelhecimento e com a morte, tendo sido criados em um contexto complemente hostil à ideia da finitude? Nós, cobaias de um novo tipo de sociabilidade, nos tornamos uma juventude ansiosa pelo rápido consumo de prazeres e produtos, que, embora acostumada a colocar todas as cartas íntimas na mesa, insiste em esconder a solidão.

Encenamos a alegria, nos expomos em selfies e stories, desafiamos o conservadorismo e as formas típicas de sexualidade, mas evitamos a comunhão pública das experiências do vazio – justos estas que são a nossa única certeza e destino comum. O medo da disfuncionalidade, de tornar-se obsoleto feito o (pen)último produto da prateleira, permanece como um dos últimos itens trancafiados na intimidade.

O quão absurdo seria imaginar um cenário em que as redes sociais fossem tomadas por registros de tristeza e desânimo, da mesma maneira em que vemos imagens de homens e mulheres desafiando padrões de comportamento? Sob quais argumentos isso se explica se não pela aversão a todo estado emocional que pareça contradizer nossa mocidade e sua promessa de felicidade incondicional? Por que a exposição da própria sexualidade, por exemplo, goza de um espaço privilegiado ao qual melancolia não tem direito?

Quando, por fim, contei aos meus amigos que, ao final de 2018, meus avós fariam setenta anos de casado, foi comum escutar que nossa geração jamais chegará a esta data. Alguns acham que morremos antes, outros estão certos de que os laços afetivos modernos jamais alcançarão esta barreira; a maioria, no entanto, diz preferir evitar o tema.

E foi por isso, acredito, que me dispus a reconhecer o corpo de meu avô: olhar para a frieza da morte é como olhar em um espelho que nos devolve, refletida, a imagem de um futuro terrível, impossível de ser postado, mas, que quando verbalizado ou encarado frente-a-frente, deixa de ser somente assombro para tornar-se também processo.

Desestigmatizar a morte e o envelhecimento, encarando de olhos e braços abertos naqueles que mais amamos, me parece, hoje, uma das mais fortes transgressões possíveis.
Fonte: Carta Capital
Por: Felipe Arrojo Poroger
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Surpresa nos Estados Unidos: há uma forte onda de decência

Estaria terminando a Primavera da Extrema Direita —a primavera dos fascistas? — quando os supremacistas brancos e os antissemitas foram encorajados pela eleição de Donald Trump?

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Una cosa curiosa está sucediendo en Estados Unidos: hay una poderosa oleada de decencia. Repentinamente, parece como si los peores carecieran de toda convicción, mientras que los mejores están llenos de una intensidad apasionada. Todavía no sabemos si esto se traducirá en algún cambio político, pero tal vez estemos en medio de un momento transformador.

Pueden ver el abrupto vuelco a la decencia en el ascenso del movimiento #MeToo (#YoTambién); en cuestión de meses, un terreno que parecía inamovible cambió y los depredadores sexuales poderosos comenzaron a enfrentar consecuencias que acabaron con sus carreras.

Lo pueden ver en las reacciones a la masacre de la escuela en Parkland, Florida. Al menos por ahora, ya no estamos viendo las reacciones habituales a los asesinatos en masa —un día o dos de encabezados, seguidos de una especie de encogimiento de hombros colectivo de la clase política y la vuelta a la obediencia normal a los cabilderos de las armas de fuego—. En cambio, la historia sigue viva en los noticieros y los vínculos con la Asociación Nacional de Rifle (NRA) están comenzando a verse como el veneno político y comercial que debieron haber sido desde siempre.

Diría que lo pueden ver en las urnas, donde los políticos de extrema derecha en distritos que por lo general eran republicanos siguen perdiendo gracias al activismo emergente de ciudadanos comunes.

Esto es algo que nadie, mucho menos los analistas políticos, habría esperado.

Después de la elección de 2016 muchos en los medios noticiosos parecieron adelantarse a dar por hecho de que el trumpismo representaba al verdadero Estados Unidos, aun cuando Hillary Clinton había ganado el voto popular y —dejando de lado la intervención rusa y la carta de Comey— seguramente también habría ganado el voto electoral, de no haber sido por el “gran menosprecio”: el tono burlón que adoptaron innumerables reporteros y críticos. Son cientos, sino es que miles, las historias de seguidores canosos de Trump en restaurantes, que supuestamente ejemplifican el desfase de nuestra élite cultural.

Ni las inmensas manifestaciones en contra de Trump justo después de su toma de protesta parecieron afectar la sabiduría convencional. Sin embargo, esos gorros rosas de orejas de gato pudieron haber representado el comienzo de un verdadero cambio social y político.

Los politólogos tienen un término y una teoría para lo que estamos viendo en relación con el movimiento #MeToo, las armas de fuego y quizá más: “Cambio de régimen en cascada”.

Así es como funcionan: cuando las personas consideran que el statu quo es inamovible, tienden a la pasividad, incluso si se sienten insatisfechas. De hecho, pueden no estar dispuestas a revelar su descontento ni a admitirlo plenamente para sí mismas. Sin embargo, una vez que otros se pronuncian de manera visible en contra de algo, los que no lo habían hecho adquieren mayor confianza en su descontento y están más dispuestos a hacer algo en conjunto —y sus acciones pueden inducir la misma respuesta en los demás, ocasionado una especie de reacción en cadena—.

Este efecto en cascada explica cómo es que pueden aparecer turbulencias políticas rápidamente, casi de la nada. Algunos ejemplos incluyen las revoluciones que se extendieron por Europa en 1848, el repentino colapso del comunismo en 1989 y la Primavera Árabe de 2011.

Ahora bien, nada dice que dicho efecto en cascada tenga que ser positivo, ni en sus motivaciones ni en sus resultados. El periodo de 2016 a 2017 claramente representó una especie de Primavera de la Extrema Derecha —¿la primavera de los fascistas? —, en la que no nada más la elección de Donald Trump envalentonó a los supremacistas blancos y antisemitas, sino también las evidencias de que había más gente de la que uno se hubiera imaginado que pensaba igual, tanto en Europa como en Estados Unidos. Mientras tanto, los historiadores habían descrito 1848 como un momento crucial en el que la historia de algún modo no había logrado propiciar un cambio: a fin de cuentas, los regímenes corruptos y arcaicos seguían de pie.

No obstante, me parece que la ola de indignación que se está gestando en Estados Unidos es tremendamente alentadora. Y sí, creo que es una sola ola. El movimiento #MeToo, la negativa a encogerse de hombros ante la masacre de Parkland, el nuevo activismo político de ciudadanos enfurecidos (muchos de ellos mujeres) que se deriva en general de una percepción común: a saber, que no solo se trata de la ideología, sino de que hay hombres que sencillamente son malas personas que tienen demasiado poder en sus manos.

Y la principal evidencia de esa hipótesis es, por supuesto, el tuitero jefe.

Al mismo tiempo, lo que me sorprende sobre la reacción a esta creciente respuesta negativa no es solo su vileza, sino su pobreza. La respuesta de Trump a Parkland —¡Vamos a armar a los maestros!— no solo fue estúpida, sino un intento cobarde de eludir el tema y me parece que mucha gente se dio cuenta de ello.

Igualmente, pensemos en el creciente salvajismo de los discursos de luminarias de extrema derecha como Wayne LaPierre de la NRA. En resumen, han abandonado el uso de ideas sustanciales para defender su postura recurriendo a diatribas sobre socialistas que tratan de arrebatarles su libertad. Es de dar miedo, pero también es una queja sin sentido; es como se oye alguien cuando sabe que no tiene la razón.

De nuevo: no hay garantía de que las fuerzas de la decencia ganarán. En específico, el sistema electoral estadounidense está, en efecto, manipulado para favorecer a los republicanos, así que los demócratas necesitan ganar el voto popular más o menos con siete puntos porcentuales más para recuperar la Cámara de Representantes. Sin embargo, estamos ante un verdadero levantamiento y sobran los motivos para esperar el cambio.

Fonte: The New York Times
Por: Paul Krugman
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A imprensa manipuladora e os eleitores manipuláveis

¿Quién no se deja influir por el pensamiento de los pares, de aquellos a quienes ve como iguales? Un título o un tuit sensacionalista pueden ser suficientes para influenciar a algunas personas, incluso para cambiar su pensamiento. Esas historias imprecisas, engañosas o falsas se replican de usuario en usuario, propagando los mitos e influyendo en las opiniones de otros. En Facebook son nuestros ‘amigos’ los que comparten esas cosas, un círculo de confianza que nos da aún más razones para creer”

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Portada del reporte “Media Manipulation and Disinformation Online”, del instituto Data&Society

Del mito a la realidad: hasta dónde puede llegar la manipulación electoral de los votantes
La investigación del fiscal Robert Mueller sobre la injerencia rusa en las elecciones de Estados Unidos reveló la existencia de redes que buscan cambiar la conducta de los votantes, pero su efectividad es un interrogante. Qué personas son más influenciables y qué se puede hacer para no caer en la trampa

“Los acusados y sus conspiradores, a través del fraude y la mentira, crearon cientos de cuentas en las redes sociales, y las usaron para convertir a personajes ficticios en líderes de opinión pública en Estados Unidos”.

La inquietante sentencia es una de las conclusiones a las que arribó el fiscal especial Robert Mueller, que investiga desde hace ocho meses la interferencia del Kremlin en las elecciones presidenciales de 2016. Por el escándalo imputó a 13 ciudadanos y a tres organizaciones de origen ruso.

El ex director del FBI encontró evidencias de que Yevgeniy Viktorovich Prigozhin, un magnate conocido como “el chef de Vladimir Putin” por ser contratista del Estado ruso en el rubro gastronómico, financió la creación de la Agencia de Investigaciones de Internet (AII). Esta organización contó con un presupuesto millonario y una planta de al menos 80 agentes abocados a tiempo completo a una sola misión: manipular a la opinión pública estadounidense para afectar el resultado de las elecciones y crear un ambiente de inestabilidad política.

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                                              El fiscal Robert Mueller

La AII administró miles de cuentas falsas en las redes sociales, que se hacían pasar por ciudadanos estadounidenses políticamente comprometidos con diferentes causas, para crear y difundir mensajes e incluso convocar a manifestaciones. El principal objetivo fue deslegitimar la candidatura de Hillary Clinton, difundiendo noticias inventadas que la presentaban como una corrupta. Entre otras cosas, crearon grupos que se hacían pasar por representantes de los afroamericanos y de los musulmanes —minorías que históricamente acompañan al Partido Demócrata—y los incentivaron a no votar.

La otra pata de la estrategia fue promover las campañas de Bernie Sanders, que enfrentó a Clinton en la interna demócrata, y de Donald Trump, quien terminaría imponiéndose en los comicios del 8 de noviembre de 2016. “Donald quiere derrotar al terrorismo, Hillary quiere alentarlo”, fue una de las tantas consignas promocionadas por la AII. Su actividad fue especialmente intensa en los “estados oscilantes”, en los que había mucha paridad en la previa y que a último momento se inclinaron por el candidato republicano.

El caso de la injerencia rusa en los comicios de Estados Unidos muestra hasta qué punto internet se convirtió en un medio idóneo para lanzar campañas de manipulación que pueden pasar desapercibidas. Hay indicios de que grupos similares actuaron en el referéndum del Brexit en Reino Unido y en las presidenciales francesas del año pasado, y que pretenden interferir en las elecciones del próximo 4 de marzo en Italia.
El gran interrogante es si tienen éxito. Los amantes de las teorías conspirativas están convencidos de que es posible lavarle el cerebro a las personas —menos a ellos mismos—, pero no hay evidencia de que eso sea posible, sobre todo a escala masiva. Al mismo tiempo, está probado que la posibilidad de los canales de comunicación tradicionales de influir en las opiniones es cada vez menor.

“El impacto de la fábrica rusa de trolls es muy debatible. Quizás sea relativamente mínimo. Pero eso no significa que la opinión pública no sea manipulable. Desde que fue descubierta a principios de los años 20 por el escritor estadounidense Walter Lippmann, hubo cuantiosas inversiones de todo tipo de profesionales para medir, predecir y manipular a la opinión pública. Algunas han sido más exitosas que otras”, sostuvo Mitchell Dean, profesor de sociología y gobierno en la Escuela de negocios de Copenhague, consultado por Infobae.

Lo distintivo de este tiempo histórico es que ya no hay un puñado de instituciones reconocidas que bajan mensajes desde una posición de autoridad. Son miles de personajes virtuales —reales o ficticios—, que se presentan como personas comunes dando sus puntos de vista. ¿Quién no se deja influir por el pensamiento de los pares, de aquellos a quienes ve como iguales?

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                      Yevgeniy Viktorovich Prigozhin, “el chef de Vladimir Putin”

Posibilidades y limitaciones de la manipulación

“De acuerdo a nuestras investigaciones, la mayor parte de la gente sólo lee el encabezado y el primer párrafo de los artículos que ve en Facebook o en Twitter. Un título o un tuit sensacionalista pueden ser suficientes para influenciar a algunas personas, incluso para cambiar su pensamiento. Esas historias imprecisas, engañosas o falsas se replican de usuario en usuario, propagando los mitos e influyendo en las opiniones de otros. En Facebook son nuestros ‘amigos’ los que comparten esas cosas, un círculo de confianza que nos da aún más razones para creer”, explicó a Infobae Neill Fitzpatrick, profesor de comunicación en la Universidad MacEwan, en Edmonton, Canadá.

La repercusión de las fake news sería mínima si todos los lectores pudieran contrastar distintas fuentes antes de dar por cierta una noticia. Pero, lógicamente, sólo una minoría tiene el tiempo y el interés para hacer ese trabajo. Si a este problema se suma el efecto de los algoritmos que definen las publicaciones a las que acceden los usuarios en ciertas redes sociales a partir de sus gustos, se termina configurando una burbuja informativa.

Este fenómeno favorece la consolidación de posturas sesgadas y radicalizadas, ya que las personas están cada vez más sobreexpuestas a las opiniones de su tribu, y cada vez menos a miradas diferentes. No obstante, hay grupos sociales que tienen mucha más predisposición que otros a cerrarse y fanatizarse.

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El presidente Donald Trump

“Por lo que hemos observado, el principal objetivo de la interferencia rusa era esparcir información engañosa o falsa, para crear una disrupción en grupos de votantes que ya estaban polarizados, no necesariamente en todo el electorado. Se trata de una porción concentrada de la opinión pública. Por ejemplo, encontramos que las noticias basura eran desproporcionadamente compartidas por redes de Twitter de extrema derecha. No diría que la opinión pública en general es vulnerable a este tipo de manipulación, pero hay grupos que parecen más inclinados”, dijo a Infobae el politólogo Samuel Maynard, doctorando en la Universidad de Oxford.

Hacer que alguien cambie radicalmente de opinión es muy difícil, por eso cualquier esfuerzo de manipulación está destinado al fracaso si se propone esa meta. Pero sí se puede reforzar ciertas ideas preconcebidas, y atenuar otras. Las consecuencias políticas de estos movimientos pueden no ser depreciables.

Por caso, es posible que un individuo que dudaba entre ir o no a votar termine optando por abstenerse. De la misma manera, es poco probable que un simpatizante demócrata se pase al Partido Republicano, pero no es tan descabellado que un republicano moderado se incline por un precandidato más extremo de su mismo partido.
Adam Badawy, investigador del Instituto de Ciencias de la Información de la Universidad del Sur de California, sostuvo que para analizar una campaña de manipulación como la que ensayaron los rusos es necesario considerar tres niveles de lectura: el alcance del proyecto, a cuánta gente llegó; su capacidad para reforzar ciertas creencias y legitimarlas; y su impacto en el comportamiento de los votantes.

“Hay evidencias fuertes de la magnitud de la campaña de desinformación, pero todavía no tenemos respuestas para los otros dos puntos”, dijo Badawy a Infobae. “Es plausible que haya consolidado opiniones preexistentes, particularmente entre los conservadores. Pero no hay pruebas de que la interferencia rusa volcó el voto hacia Trump o convenció a los ciudadanos de ir a votar. Al contrario, muchos estudios previos han demostrado que las ideas políticas son difíciles de cambiar, y cuando cambian, lo hacen lentamente”.

Entonces, ¿se puede o no manipular a la opinión pública para que vote de determinada manera? “Creo que la respuesta general es que no”, afirmó Dean. “Sin embargo —aclaró—, la posibilidad de focalizar en ciertos grupos se ha incrementado, y es posible hacerlo en lugares en los que podría afectar una elección, como los estados oscilantes. Las estrategias más sofisticadas identifican racimos de individuos persuadibles en esas áreas, y prueban qué tipo de información los interpela. Pueden no buscar cambiar enteramente su visión, pero sí potenciar el enojo, el miedo o incluso la apatía que ya sentían”.           em55                                                Hillary Clinton

Cómo combatir la desinformación

Las repercusiones de lo ocurrido en las elecciones estadounidenses encendieron las alarmas en todo el mundo. En Italia, por ejemplo, distintas organizaciones civiles alertaron sobre los riesgos de que haya una interferencia externa para favorecer al Movimiento 5 Estrellas, una fuerza populista y antisistema. Su triunfo podría desestabilizar a la ya debilitada Unión Europea.

“Tenemos que empezar a educar a los jóvenes en la escuela, para que aprendan a identificar qué es preciso y qué no entre la información que reciben —dijo Fitzpatrick—. Tienen que saber cómo chequear distintas fuentes o, al menos, encontrar versiones alternativas de una misma historia. Así como les enseñamos los peligros de los depredadores en internet, tenemos que enseñarles sobre los riesgos del engaño y la manipulación online”.

Esto es precisamente lo que está haciendo Italia. A fines del año pasado, lanzó un proyecto que busca explicarles a estudiantes de 8.000 escuelas cómo distinguir noticias falsas de verdaderas. Probablemente, el impacto será limitado en un primero momento, pero es un comienzo.

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El primer ministro italiano Paolo Gentiloni

Otra parte del trabajo la tienen que hacer las propias redes sociales. “Tienen que suprimir a los usuarios maliciosos que esparcen las fake news. Segundo, hay que aumentar la exposición a noticias producidas por los principales medios periodísticos, que no deberían ser penalizados por ser pagos, como ocurre ahora. Tercero, mostrar un puntaje de autenticidad al lado del artículo podría ser una buena idea”, dijo Badawy.

No obstante, sería ingenuo creer que se puede eliminar todo el contenido basura que hay en la web. Por otro lado, si bastara con una simple denuncia para censurar un contenido empezaría a estar amenazada la libertad de expresión.

“Los peligros de la propaganda y de la manipulación de las masas están allí desde hace 100 años. Lo mejor que podemos hacer es tomar conciencia de lo que está pasando y educarnos a nosotros mismos y a los jóvenes al respecto. De lo contrario, la alternativa es regular internet y volvernos indistinguibles de China”, concluyó Dean.

Fonte: Infobae Ar
Por: Darío Mizrahi
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